Plaidoyer pour le bonheur

31.3.14





Este é o meu livro para estas mini-férias. 
Sem acesso a computadores, sem rede no telemóvel.. É estranho ... Salva-me o telemóvel [salva-me??] mas acho que vai ser muito fixe nao ter 3G!!


Meditar-e

29.3.14


Abril é o mês do Meditar-e. Confesso que este é um dos maiores desafios, para mim.
Quem é que aqui já medita? E que tal?

Para receberes as dicas dos desafios e inspiração, deixa aqui os teus dados.

Podes ler tudo aqui.

Ideias para os fins-de-semana e férias da Páscoa [Porto]

28.3.14
Fins-de-semana, no Porto - Clube Pelicas





Férias da Páscoa - Pedagonal [Leça da Palmeira]



Serões/jantares espectaculares com os teus filhos

28.3.14




Confesso que quando chego a casa à noite, com os miúdos, muitas vezes desejo que o final da noite chegue para eles irem dormir e eu também... Ainda faço planos para fazer isto e aquilo depois de os deitar mas tantas vezes entro em estado de 'pré-coma' enquanto leio o livro à mais velha que não adiante.

No entanto, o que acabo de dizer não é bem verdade. Eu não desejo que eles vão logo para a cama - o que eu desejo são mesmo serões tranquilos. Como ter serões bons, então? Aqui fica, ponto a ponto, passo-a-passo:

1. Antes de tudo, escolhe um dia na semana em que vais fazer 'O' jantar da família. Sim, eu sei que todos os dias são o jantar da família, mas este é o especial. Escolhe o teu dia e mantém. E se te marcarem alguma coisa para esse dia, procura não desmarcar o compromisso mais importante que tens na tua semana: o dia especial com eles. Se tiveres mesmo de marcar nesse dia, marca antes com a 'tropa' de tua casa um novo dia. 

2. Baixa as expectativas - esta é básica. De início talvez dê um pouco de trabalho mas, ao longo das semanas vais ver que vais ganhar muito mais. Não só nesse dia como nos outros.

3. Este é 'O' momento em que vais ensinar coisas fixes aos teus filhos. Conta-lhes histórias, partilha com pompa e circunstância o teu dia. Tira fotos no teu trabalho e mostra-lhes como é lá. 

4. Trabalha a relação. Deixa-os tirar a rolha da tua garrafa e ouvir o 'pof'. Ou deixa-o abrir a garrafa de cerveja. 

5. Deixa-os participar. Lá em casa temos um quadro de quem é que põe a mesa, de quem é que tira, de quem é que vai buscar a sobremesa e de quem é que arruma os brinquedos [são eles, claro! nós fazemos o final, quando eles vão para a cama, embora volta e meia também possamos dar uma mão!]. Participação = cooperação = vínculo e que é diferente [falta-me o símbolo] de guerras familiares.

6. Planeia o que vais fazer com eles. Mais vale pouco do que muito porque garantes que fazem o que decidiram. Se eles quiserem muitas coisas, é simples: escreve e deixa para os outros dias. Negoceia, e lá está, deixa-os participar, escolher o que vai ser o jantar [convém mesmo planear com antecedência para correr bem!].

7. E depois do jantar? Tudo a arrumar em conjunto! Ou quem está destacado para esse serviço. E sim, os mais pequenos também podem ajudar, nem que seja a levar o copo para a máquina de lavar.
A miss cá de casa fez anos esta semana e uma das prendas que recebeu foi o 'Quem é quem'. Temos jogado este jogo em loop e tem sido óptimo! E o que a gente se ri! Rir é bom, aproxima as pessoas e liberta tensões. E brincar também faz isto tudo. Podes ler mais aqui sobre brincar a sério com os miúdos.

8. Talvez esta seja a decisão mais importante da semana: estar uma noite a sério com eles. É um desafio não fazer tudo em piloto automático. A ideia é que haja um dia da semana em que festejes e dês graças pela família que tens. Não tens de ter um motivo maior para celebrar - do meu ponto de vista este já é mesmo o melhor. Diz-lhes o que vai acontecer, escolham o VOSSO dia/noite e 'siga a marinha'. Diz-lhes que é a noite da família, a festa da família. Quem é que não gosta de festas? Eu cá adoro!








Trabalhar a Inteligência Emocional da Criança sem se dar por isso...

28.3.14

Sinceramente, não é nada de muito científico e se parares um pouco para pensar na actividade, vais ver que podes fazer sem livros.

Mas sugiro-te este e este e pode ser que tenhas ideias fixes.








Podes ver tudo aqui.



Continuando:

Fala sobre os teus filhos do que é que eles gostaram mais, o que é que correu melhor, em que momento se sentiram úteis, tristes, felizes, entusiasmados, etc. Aproveita também a leitura dos livros e lê de forma criativa, ou seja, vai fazendo perguntas para ajudares ao nível da literacia emocional. Aproveita as viagens de carro para repescares uma história que ele goste e continua a explorar.

É assim que se faz. Sim, sim, nada de rebuscado e super simples.


E se quiseres ter uma tabela, coloca caras [deles, de preferência, com as emoções] e explora em que momento do dia eles se sentiram daquela forma. Procura não condicionar e deixá-los ir...

Questao para queijinho

27.3.14
O que é que aconteceria caso uma geração fosse educada com base no respeito e sem violência?

:: Gloria Steinem


La redoute

24.3.14
Recebi há pouco, em casa e por email, as fotos da nova colecção da La Redoute, com 40% off!

Não sei se és como eu, mas uns raios de sol, um céu mais limpo e fico logo cheia de energia. É pegar nos miúdos, colocar uma roupa mais leve, uns agasalhos no saco e sair para aproveitar a vida.


A sensação que tive, durante todo o inverno chuvoso [o frio não me mete medo!, a chuva é que me tira a vontade de sair!] é que andava a desperdiçar os fins-de-semana!

Abri as caixas da roupa mais leve, já guardei as camisolas muito grossas e os cachecóis e estou ansiosa por mais dias quentes, cheios de sol! Estou ansiosa pelos dias maiores, pela mudança da hora e pela possibilidade de fazer acontecer a vida.


Espreita aqui a lufada de ar fresco que é esta colecção!



E porque a La Redoute sabe que o verão vai ser em grande, oferece estas toalhas da Disney. Que tal? O Código a inserir é este: 8300. Aqui


A moda das tabelinhas de comportamento, do sol, das nuvens e dos 'smiles': uma alternativa com resultados muito positivos.

24.3.14
Quem me lê sabe que desconfio das tabelas de comportamento que tipicamente estão nas salas de aulas.

Acredito que podem funcionar ao contrário daquilo que se pretende. A criança faz, numa fase inicial, o que é 'suposto' fazer porque quer ter a cara verde e não a vermelha. Ou o sol em vez da nuvem. Só que, no médio e no longo prazo, as tabelas deixam de ter efeito. O professor ameaça com o vermelho, a criança faz o que lhe é pedido e, dali a pouco é o vira o disco e toca o mesmo.
Em casos mais extremos, há crianças que recebem sempre o vermelho e chegam a casa em pânico por não conseguirem mudar a cor. De alguma forma, é como se o professor não acreditasse mais que aquele menino fosse capaz de mudar. Mais: é como se não valesse a pena investir-se mais nele. Toda a fé naquela criança é deitada fora.

Percebo que haja professores que utilizem este método porque não conhecem outro. Percebo que haja educadores que usem estes quadros porque aprenderam que funcionava e que era uma boa ideia. Mas não sei porque é que continuam a usá-los depois de Dezembro. Ou os quadros têm impacto no primeiro mês (ou no max. no primeiro trimestre) ou então são a prova de que a criança não conseguiu compreender quais são os comportamentos que se esperam dentro de uma sala de aula, mesmo tendo em troca uma cara verde ou uma cara vermelha. Ou antes: são a prova que estes quadros afinal não funcionam assim tão bem quanto isso. E isso não tem nada a ver com a criança.

E agora dizes tu: 'sim, isso é tudo muito bonito mas eu com 25 miúdos barulhentos dentro de uma sala não tenho alternativa". E eu digo-te que tens e por isso convido-te a ler o resto deste post.

A verdade é que há um tipo de quadro que é muito mais interessante e ensina muito mais.
É um tipo de quadro simples, em que as crianças se auto-avaliam e falam sobre os comportamentos que tiveram e que foram bons. E falam nos comportamentos que foram desadequados e que serão melhorados. Falam também no impacto que esses comportamentos - positivos ou negativos - tiveram na turma.

Há aquela actividade do início do dia, com os mais pequenos, que é falar sobre o que se fez no dia anterior e em que se dá os bons dias. Esta actividade é semelhante e é feita no final do dia. Ao fazê-la, estamos a aumentar:

- noção de si;
- literacia emocional;
- respeito pelo outro;
- sentido de responsabilidade (percebo que o meu comportamento pode ajudar ou prejudicar o outro e assumo o que fiz - o que fará com que pense, da próxima vez que vá repetir o comportamento, caso ele seja prejudicial);

O professor, com base neste quadro, deixará de ter tanta necessidade (se é que terá, no médio e no longo prazo) de ameaçar e até humilhar a criança com 'olha que ficas de castigo', 'olha que vou escrever à tua mãe'. O professor terá, na sua sala de aula, uma turma super interessada e que se sente tida e achada na sua própria aprendizagem e que sente que é responsável pelos comportamentos que escolhe. Dito de outra forma, a criança passa a ser parte activa e não passiva. E quando isto acontece é vê-la cooperar sem termos necessidade de usar os outros métodos.

Ao desenvolvermos estes pontos todos estamos a trabalhar a inteligência emocional da criança. 



Agora que sabes disto tudo, valerá a pena continuar com estas tabelas com os sóis e as nuvens?

Workshops Lisboa

22.3.14
Acabei de enviar um email a todos os participantes dos workshops de dias 11, 12 e 13 de Abril.
Verifiquem, por favor, os vossos emails.
 Vai ser muitoooo bom!

Boa pergunta #6

21.3.14
O boa pergunta desta semana vem no formato 3 em 1:

1. O que é respeito?

2. Como é que tu mostras ao teu filho [concretamente] que o respeitas?

3. Como é que sentes que o teu filho te respeita?



Pais 21 - todos somos capazes!

21.3.14



A pais 21 é uma associação de pais que pretende desmistificar e explicar o que é a trissomia 21.

"Queremos poder ajudar nos momentos mais difíceis e também valorizar e fomentar a partilha de conquistas, mesmo as mais pequenas.
Estaremos cá para quando nascer a Beatriz ou o Manuel. Ou para quando a mãe da Rita estiver angustiada com o primeiro dia de escola. E, se Deus quiser, também cá estaremos para ajudar o António a encontrar o seu primeiro emprego.
Temos como principal missão ajudar todos os pais a serem capazes de acreditar que os seus filhos podem ultrapassar todos os obstáculos e superar qualquer expectativa."

Sociedade Civil: 90 minutos a falar sobre Educação e Parentalidade Positiva.

19.3.14
Sociedade Civil: 90 minutos a falar sobre Educação e Parentalidade Positiva.
Gostei tanto de ter participado! Finalmente estamos a falar sobre o que interessa!


Educação e Parentalidade Positiva, no Sociedade Civil de hoje

19.3.14
Das 16,30 às 18,00.

Uma espécie de mini-curso, com convidados de alto gabarito!

Mais uma vez digo que adorei pela possibilidade da partilha e pelos interessantes contributos!

Se queres saber mais sobre Educação e Parentalidade Positiva, este programa é mesmo obrigatório!

Koala :)

18.3.14



A Corine de Farme enviou-me este gel de banho. E sinceramente não fiquei espantada porque já uso esta marca há muito tempo.

Porque é que me mantenho fiel? 
É que esta não tem parabenos ou corantes.
Tem calêndula bio
Estes são os motivos que me fazem optar pela Corine de Farme.

E que mais?
Tem um cheirinho levezinho. 
E dá para corpo e cabelo que somos pessoas práticas cá em casa!


DEAR FUTURE MOM | March 21 - World Down Syndrome Day | #DearFutureMom

18.3.14

Navegar com segurança

18.3.14
Recebi este link sobre a necessidade de reduzirmos a exposição dos nossos filhos às tecnologias. 
Nem de propósito, este é o mês do Desliga-te e que, no meu caso, significa uma redução do meu tempo online. A ver se aprendo a usá-lo melhor.
Seja como for, e como terás em breve a oportunidade de ler neste blogue, a forma como se é criança hoje em dia é diferente da forma como nós fomos crianças. Não há bem forma de viajar no futuro, nesse aspecto. Ainda assim, valerá a pena não acompanharmos os nossos filhos nesta descoberta?
Gostava que pensasses nisso porque vamos falar sobre isso.

Deixo-te duas leituras, até lá:

1) O livro que foi escrito sobre o tema e que se chama 'Navegar com segurança', e que o Clube do Autor me enviou. São vários autores que escrevem sobre este tema tão importante e que vale mesmo a pena ler. 


2) Ver esta tabela e reflectir sobre ela.
E entretanto começar a pensar em formas diferentes para os miúdos usarem o seu tempo e a forma como se distraem. 
Uma das revistas [a Sábado ou a Visão] publicaram há pouco tempo uma grande reportagem sobre as consequências do abuso da internet e dos jogos. Vale a pena leres e vale a pena partilhares essa leitura com os teus filhos!




Livros especializados convidam-nos a não ligarmos às birras

18.3.14
Confesso que continuo espantada quando leio, em literatura especializada e actual, que devemos ignorar e deixar a criança fazer a sua birra sozinha e a chorar [estou a falar de birras e não de 'actos terroristas' :) - quem vai aos workshops entende num instante!]

Mais: é na esperança que ela se porte bem e que aprenda, que a deixamos na sua miséria... 

Ora uma criança em estado de 'loop', sobretudo pequenina e com pouco mais de 2 anos tem um controlo emocional muito mais pequeno que o nosso. E quando entra em loop, a única coisa que precisa é que a ajudem a acalmar-se - e isso é o contrário de a deixar sozinha, entregue à sua sorte.


Eu não gosto de discursos totalitários e fujo deles a 7 pés. 
E eu sei que este tema de Educação e Parentalidade Positiva pode soar a Educação Permissiva. A última tem ausência de limites, coisa que esta não tem. 

Na verdade, os limites são muito claros e não há margem para dúvidas. No exemplo que uso acima, estou a falar de gestão emocional. Uma criança pequena pode ficar frustrada porque imaginou que ia encontrar a peça verde do Lego e não encontrou. E desata a chorar como se isso fosse o fim-do-mundo. Ou porque não lhe damos qualquer coisa no supermercado. E porque ela não se consegue acalmar, mesmo quando lhe pedimos que o faça, com ameaças ou subornos, então vamos deixá-la ali, como alguém que só merece a nossa atenção quando ficar calmo? E enquanto isso ela grita, e fica vermelha, e transpira e chora... num espectáculo triste de se ver quando é tão simples, mas tão simples terminar esta birra, pegando-se ao colo e ajudando a criança a acalmar-se, saindo do centro das atenções, por exemplo.Tudo com o máximo de compaixão, firmeza e sabendo que isto faz parte do processo.

Eu sei que estamos a evoluir e por isso isto soa tão mas tão mal!
17.3.14
Juro que não me pagam nada por estes dois posts... :)

É que as fraldas para bebé, do Continente, são top!! Já não quero outras :)

E este baton da Labello tem o sabor que tinham os batons quando era miúda! Se calhar sempre continuou a existir... eu é que só voltei a comprar agora :)


Brutal!

14.3.14



A amizade é mesmo um dos maiores factores que nos trás mais felicidade.
Podemos ter um trajecto difícil a percorrer mas, se for feito com a mão dada a alguém que está lá connosco, então a situação torna-se menos dura, mais possível de enfrentar.
À mão que nos acompanha!

Educação e Parentalidade Positiva @ Red Apple - Maio

13.3.14


Em Maio vou fazer um workshop em Lisboa.

O tema? Pais Felizes, Filhos Felizes.

É na Red Apple, na Expo, e será no dia 17 de Maio, das 10h00 às 17h00.

Quem quer vir? Está aberto a todos os interessados.

A organização é 100% da Red Apple e a acção do dia é 100% minha.

Mais infos em info.lisboa@red-apple.pt e via 218 983 146 | 916 104 651


Inscrições limitadas. 


Como educar uma criança em 10 pontos [versão revista e aumentada] Susan Sontag

12.3.14
A minha amiga Margarida deixou-me este link sobre Como educar uma criança em 10 pontos, de acordo com a Susan Sontag.

Eu peguei no post e decidi fazer uma versão revista e aumentada.


Sê consistente
Procura fazer o que dizes e sempre. Se dizes que és uma pessoa pontual, sê. Se dizes que falas a verdade, então fala. Aquilo que fazes, a consistência e coerência ensina muito mais do que frases ou castigos.

Não o envergonhes nem gozes com ele à frente dos amigos [sejam eles teus amigos ou amigos dele]. E não acredites que o facto de dizeres que o António já não faz chichi na fralda à noite vai fazer com que ele deixe de o fazer. Possivelmente ele vai sentir-se inadequado, inseguro e exposto. Em vez de jogar a favor, pode jogar contra.

Não o elogies por algo que tem de ser exactamente como ele o fez.
Eu vou mais longe: não o elogies – pelo contrário, aprende a valorizar, sendo específica [sobre isto podes ler o post sobre ‘A moda dos elogios e doboa meu filho!’]. Sabias que elogiar constantemente uma criança é meio caminho andado para criares uma criança insegura? Lê este link.

Não o repreendas por algo que o autorizaste a fazer.

Rotina diária: comer, trabalhar, banho, dentes, quarto, história e cama.
Eu acrescento brincar, saltar, conversar

Não permitir que ele o monopolize quando você está com outras pessoas. A ideia, posta assim, incomoda-me um bocadinho. Para isto não acontecer, a única coisa que eu posso fazer é assegurar que o copo dos afectos do meu filho está cheio e que fui monopolizada por ele anteriormente.

Não lhe tires as fantasias infantis – as fadas, o pai natal – isso faz parte da beleza de se ser criança. Um dia vão embora.

Ensina-lhe que os adultos também têm o seu mundo e que este não lhe diz respeito.
Mais outra frase que, posta assim, me faz confusão. Eu prefiro dizer que há um mundo onde os adultos têm responsabilidades e oportunidades que a criança virá a ter um dia. O não dizer respeito… bom, prefiro retirar da frase !

Não assumas que porque tu não aprecias beterraba ele também não vai gostar

[sao 9 pontos... qual seria o teu 10º?]

A importância do brincar [a brincar é que a gente se entende]

7.3.14


Se eu tivesse de escolher a coisa que faz toda a diferença na forma como educamos os nossos filhos, a coisa seria o vínculo. Já aqui e aqui escrevi sobre o assunto e hoje volto a ele na forma de brincadeira, mas a falar muito a sério. Por isso não te vás já embora porque é coisa importante esta que te vou contar.

Sim, eu sei: tu até podes não gostar de brincar. E tens mais que fazer quando chegas a casa, no final do dia. E por isso tens de meter na cabeça que [sobretudo se tens filhos pequenos] eles vão querer mesmo brincar contigo, quer tenhas tido um dia top ou não. Pois... :)

E por isso hoje deixo-te em tópicos o que tens de saber.

1.     É a brincar que a criança aprende a comunicar, a experimentar e a conhecer o mundo e as suas dinâmicas. Agora que sabes disto, o que vais escolher? Brincar ou não brincar?
2.     Brincar é divertido – vindo de mim é estranho [eu não gosto de brincar]– e eu confesso que tenho de me lembrar que é – é só começar a participar na brincadeira. Confia em mim – eu sei disso por experiência – mas sim, tenho mesmo de forçar-me.
3.     Brincar aproxima as pessoas e é das melhores formas de criar vínculo. E o vínculo é determinante para a parte da autoridade e obediência porque ninguém obedece se não se sentir lincado ao outro. Ponto final. Parágrafo.
4.     Brincar ao fazer de conta ajuda a criança a colocar-se em situações que ela deseja enfrentar e a lidar com os seus medos [ah pois é, já tinhas pensado nisto?]
5.     Ao brincar estamos a aumentar o vínculo com o nosso filho e é o vínculo que lhe dá a sensação de segurança e previne algumas ansiedades.
6.     Ao brincar ajudamos o nosso filho a sentir-se amado e é uma forma muito rápida e efectiva de responder às necessidade de pertença, segurança e afecto deles.
7.     A TV é para descansar o corpo e a cabeça. Brincar é uma coisa física, envolve cabeça e corpo. E não os coloca mais excitados – au contraire – quando eles ‘exorcisam’ as tensões todas é meio caminho andado para começarem a desacelerar...
8.     Brincar faz rir e rir juntos é fundamental!

E brincar aos maus e a coisas mais agressivas? E com pistolas?
Confesso que a ideia de pistolas, assim de repente, me dá medo mas eu também sei que é fundamental que as crianças experimentem as coisas para lhes tirar o valor. Na verdade, não há mal em brincar aos maus, não há mal em jogar com armas a fingir. Porquê? Porque quando proíbimos estamos a passar a mensagem que é mau sentir raiva, medo e não é mau sentir isso tudo porque faz parte da vida. Os sentimentos não têm qualquer tipo de moralidade – o que nos define são as acções e decisões que tomamos. Brincar aos maus faz parte do crescimento. Sentir raiva e medo também. E é importante que a criança possa exteriorizar tudo isso enquanto brinca. Ela está também a colocar em uso os valores que vai adquirindo contigo. O bom e o mau são valores. E ficas com uma ideia de como é que esses valores têm valor para ela.


E então, vais continuar aí sentada? Junta-te ao teu filho e entra no mundo dele.

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