Instinto maternal, in a blink of an eye

13.2.14
Se há um autor com o qual eu me identifico, é o Malcolm Gladwell. Até do nome dele eu gosto. É tal e qual como eu gosto de escrever. Claro, provocador ao mesmo tempo e munido de mil e um exemplos.

Não sei bem como é que fui dar ao livro dele, mas o primeiro que me veio parar às mãos foi o extraordinário Blink (que, by the way, emprestei a um amigo meu e não me recordo de ter colocado um V de volta).

E isto a propósito de haver instinto ou sexto sentido.

Então vamos lá ver se eu consigo explicar aquilo que me faz sentido, apoiado em estudos e livros que fui lendo.

Eu sei que nós herdamos muito dos nossos antepassados. A prova disso são os muitos estudos levados a cabo por cientistas como o nosso António Damásio que asseguram o que acabei de dizer. Não há por isso forma de fugirmos à genética - temos de ter sorte naquilo que herdamos, também!
Ora se herdamos tudo isso, herdamos também informação que passa no ADN. Como é que isto se processa exactamente eu não te sei dizer mas basta fazeres um google para conseguires informação interessante sobre este assunto.

E onde é que o Gladwell entra nisto tudo?
Ele diz muito claramente (e com base em imensoooos estudos) que não há sexto sentido nem instinto. Ele diz que o facto de 'sentirmos' que algo não está certo tem apenas a ver com a possibilidade de o nosso cérebro ter feito uma observação (ou ter já isso registado ) (com olhos ou ouvidos ou outro sentido qualquer) de que algo não está em conformidade com alguma outra coisa. Ele diz que nós sentimos que uma coisa é inadequada porque, em algum momento tivemos com (pelo menos um pedaço) a informação correcta.

E sinceramente eu estou convencida que o instinto maternal é isso - é a capacidade que nós temos em escutarmos uma parte de nós que nos diz que algo não está exactamente (ou está, depende, claro!) como deve de ser. Acredito que hoje em dia é mais difícil criarmos esse silêncio em nós e por isso muitas vezes se diz que as mães (mais do que os pais) já não têm sexto sentido. É que há tanta informação e contra-informação. É que há tantas coisas que são ditas e partilhadas que o silêncio perde caminho para os pensamentos ruminantes (como quando estamos sempre a pensar em coisas más e não conseguimos afastar esses pensamentos).

Por isso, e por este ponto de vista, instinto maternal é mais olhar com olhos de ver e analisar e escutar com atenção os nossos pensamentos. E é quando estamos realmente atentos e presentes que a verdade e as respostas se revelam.


2 comentários:

  1. Olá, Magda!
    Gostei muito do post :)
    Eu respeito muito o meu "6º sentido". Geralmente a informação vai aparecendo em flashs e depois ganha uma clarividência tal, que é como se sempre estivesse estado lá.
    Continuação do bom trabalho.
    Bjs, Marta

    ResponderEliminar
  2. Disseste muito bem dito... e com muita suavidade como tu sabes fazer ;-)
    Admiro imensamente essa suavidade de dizer as coisas e há anos que me treino para o conseguir fazer. Mas é dificil ;-)

    ResponderEliminar

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