Top 5 Atitudes que fazem a diferença na qualidade de vida enquanto pais [parte I]

28.1.14







Foto Bárbara Lança Abreu

Há determinados tipos de comportamentos que nos ajudam e descomplicam. E eu sei que é mais fácil dizer do que fazer mas, sinceramente, vale a pena pensar nestes tópicos:


1. Nada é suposto
É suposto o menino 'com um ano andando, com dois anos falando'. É suposto sim, mas não somos todos iguais e a maternidade não é nenhuma competição. Há uma série de coisas que são supostas, sim é verdade. Mas lembra-te sempre de te colocares esta questão: É suposto? Para quem? E quem é que disse que era suposto? E quem é essa pessoa? E pronto, é possível que o 'é suposto' ganhe menos valor. Dá-lhe valor quando achares que tens de dar. Se lá no fundo achas que não, basta rematares para canto com um 'pois é, dizem que é suposto'. E pronto, fica o assunto arrumado!



2. Quem manda, quem é?
Se pedires a alguém que te defina autoridade parental, é provável que te falem em autoritarismo. Há quem se refira até a uma espécie de jogo de forças. Pois, está errado! Autoridade parental é guiar e é saber o que se está a fazer e fazê-lo de uma forma séria [naturalmente com direito a risos, brincadeiras e cócegas] porque sabemos que nós somos o maior modelo para os nossos filhos. E educar não rima nem com humilhação nem com jogo de poder.



3. Não há pais perfeitos
Não há e se vens a este blogue, sabes disso. Somos todos humanos e a beleza disto tudo é que estamos à procura da perfeição e, ainda assim, ela não chega. E é aí que está o bonito - é o nosso esforço contínuo, a nossa dedicação, a nossa crença em sabermos que amanhã vamos fazer e ser melhores.

E também, by the way, não há filhos perfeitos, caso ainda não tenhas chegado lá :)

Who cares! É aqui que está a felicidade :)


4. Somos uns frustrados!
Se for feito um inquérito - aposto que já foi feito! - o sentimento que os pais e os filhos mais sentem qual é, qual é? É a frustração! Temos imensas expectativas em relação a isto tudo de se ser pai e de se ser filho e depois ficamos decepcionados porque as coisas não acontecem como imaginamos. Não digo que deixes de as ter - au contraire - mas que as baixes um bocadinho ou então que saibas gerar a tua frustração.


5. A culpa morreu solteira, a desgraçada!
Ainda bem que o Papa Francisco veio dizer que não há nem inferno nem céu. Isso elimina, pelo menos conceptualmente, a ideia da culpa judaico-cristã que nos trama a vida [dizem que a culpa vem no pacote, quando nos tornamos pais]. A culpa só é útil se nos faz mudar comportamentos. Mais nada. Ponto final. Por isso se te sentes mal, a única forma que tens para deixares de te sentires assim ou é procurares esquecer o assunto ou é arranjares forma de passares a fazer diferente. Aí a culpa é útil. Caso contrário, morre solteira!



Próximos workshops 

FARO 8 e 9 de Abril - infos no link (valores, conteúdos, locais) ou via cursos@parentalidadepositiva.com

FUNCHAL 13 e 14 de Maioinfos no link (valores, conteúdos, locais) ou via cursos@parentalidadepositiva.com
  


7 comentários:

  1. Adoro! E acho mesmo que estou no bom caminho. Estava tramada se me preocupasse com o "é suposto" (mesmo muito tramada), estava tramada se me deixasse agarrar pela culpa, acho que a questão das expectativas molda mesmo os nossos índices de felicidade, sou a mãe "perfeita" que calhou ao meu filho "perfeito" e os abraços e beijos mesmo quando não era isso que apetecia perante uma birra do tamanho do mundo têm resultado! E agora que vem a pequena a caminho, sinto-me ainda mais confiante, mais segura, mais pronta! E, por isso tudo, obrigada. Beijos.

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  2. Dizia eu, mas acho que a mensagem nao seguiu
    que estas plenamente de parabens, em particular pela escrita, e muito mais ainda no ponto 3 sobre não há pais perfeitos, pela forma como encadeaste, enlaçaste a beleza, o bonito e a felicidade.

    Estas ainda de parabens pela forma como transformaste um dos assuntos mais dificeis e desagradaveis num desafio e num prazer.

    Os meus absolutos PARABENS!

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  3. Magda,
    queria agradecer estes posts. Fazem de lembretes imprescindíveis para esta aventura que é ser mãe.
    Depois de ter feito o workshop o ano passado tenho feito uns esforço para seguir as 'regras de ouro da Santa Magda'.
    Este post foi reencaminhado para o marido, para ele entender melhor o que eu ando a apregoar.
    Obrigada, obrigada, obrigada.

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  4. Digo sempre o mesmo, mas como mãe de 4, acho que nada é suposto, porque são todos diferentes, os meus fizeram tudo em idades diferentes e isso nunca me preocupou, felizmente, senão estava tramada...

    Deviamos fazer algo parecido para os pais, homens! Certo? Principalmente para o ponto 2. Quam manda, quem é? :)

    Beijinho e obrigada pela partilha!

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  5. Olá, tem um email para onde lhe possa escrever?
    Estou sufocada com uma situação e gostava de um conselho...se não for abusado...Obrigada **

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  6. :) Obaaaaaa, não me identifico com nada... até agora :P

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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