Sobre o que se sente quando se tem um segundo filho

13.1.14



Neste post perguntava-te se era possível amar-se tanto um segundo filho como se ama o primeiro.
E foi espectacular o feedback que tive a esse post. Algumas também queriam saber como é que eu senti e, a bem da verdade, comigo não foi diferente. Foi igual. Mas vou contar-te mais.

Confesso que quando a minha primeira filha nasceu, eu gostei logo dela, claro que sim. Mas não senti, como muitas mães sentem, aquele amor desmesurado, intenso, arrebatador! Estava muito feliz, mesmo muito feliz!, mas não foi uma coisa explosiva. 
Aquilo que senti, ao longo dos tempos é que a amava cada vez mais. Era um amor novo, uma nova forma de sentir. Eu não conhecia aquela miúda que tinha acabado de nascer. Sim, sim, 'tá bem eu sei que fui eu que a concebi mas para mim ela era uma nova pessoa que eu acabava de conhecer e precisava de tempo para perceber os seus ritmos, as suas vontades e tudo o resto. Tinha de a deixar ser [eles não vêm com livro de instruções - pelo menos os meus não :)] e deixar-me ser também.

Quando o mais novo estava para nascer, eu ia muito segura quanto à forma como ia sentir o nascimento dele. Estava muito convencida que ia olhar para ele e achar exactamente a mesma coisa e dizer-lhe, como disse quando a irmã nasceu: 'Hello stranger!". Mas fui surpreendida porque senti de forma diferente, não mais intensa mas foi tudo muito mais rápido. 

E foi nessa altura que percebi o que tinha acontecido comigo: o que eu desconhecia anteriormente, antes do nascimento da mais velha era o amor de mãe. E então sosseguei porque percebi que o amor é, pelo menos para mim, um sentimento que cresce, que se multiplica como toda a gente escreveu aqui e que é cada vez mais intenso quantos mais dias passam, quanto mais vida eu partilho com eles e eles comigo. 
E sim, varia de filho para filho, são formas diferentes de se amar, porque somos diferentes e porque as próprias crianças têm naturezas e necessidades diferentes. Eu gosto dos meus filhos! Não gosto de forma igual mas a intensidade é a mesma!

Foi assim comigo.

Logo à noite vais ficar a saber mais sobre a minha experiência, com dois filhos, no blogue da minha amiga Mariana. Estou mesmo muito feliz por inaugurar a rúbrica de entrevistas sobre este tema.
É depois do jantar :))

10 comentários:

  1. E o oposto? Pode acontecer "desenamorarmo-nos" do primeiro para dar lugar a uma paixão avassaladora pelo segundo?

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  2. Que giro! Senti tal como tu :) às vezes até tinha medo de gostar mais da segunda filha do que da primeira, mas não é isso. Elas são diferentes e por isso o que sentimos também é diferente, mas o habituarmo-nos a um bébé é muito mais rápido à segunda e mais... parece que a segunda filha também é mais rápida no desenvolvimento na postura. Acho que da primeira saboreei mais as gracinhas, o bater palmas, esta quando olho para ela já ela faz isso tudo :)

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  3. Obrigada pela partilha. Como sabes eu senti o mesmo quando nasceu a Maria. Não tenho dois, não sei o que é o segundo amor, mas pelo amor que vejo pela minha mãe que tem por nós 4 irmãos, é totalmente diferente, mas igualmente intenso! E nenhum de nós tem qualquer dúvida que ela nos ama muito! :)

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  4. Magda, leu me os pensamentos! Desde ontem que ate me passou pela cabeça enviar-lhe um email a pedir umas luzes sobre este assunto.
    A Maria esta a dois meses de nascer... e eu estou... acho que a melhor expressão é ...''a morrer de medo''... de não gostar igual, de estar a trair o amor que sinto pelo Mateus... mil e uma duvidas!
    Considero me uma pessoa confiante e cheia de personalidade... e neste momento nem pareço eu!
    Aida Ribeiro

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  5. Adorei este post. Quando a minha pequenina nasceu eu não senti aquela coisa avassaladora que achei que ía sentir, mas cresceu de tal forma com o passar dos dias e o seu desenvolvimento que até me faz ter medo amar assim tanto alguém! E penso muitas vezes, como será com um segundo? Vou conseguir amar na mesma dimensão? E se gosto mais de um que de outro, não queria isso...

    Gostaria também, se possível, e se achares que se enquadra no tema do blogue, falar sobre a diferença de idades entre irmãos... vejo-me agora um pouco naquela posição que não sei qual a altura ideal para "mandar vir o próximo". A minha ainda é tão pequenina e dependente... mas a verdade é que daqui a 9 meses já será bem maior (mas muito dependente na mesma). E depois se eles têm uma diferença maior de idades e acabam por não brincar juntos nem se identificarem??

    Isto já vai longo... Desculpa e obrigada pelo teu excelente trabalho. É um gosto ler-te!

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  6. Ainda sou mãe apenas de um bebé, mas aconteceu exactamente o mesmo comigo e estou certa de que com o segundo, também será igual.

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  7. Por aqui foi ao contrario! Da primeira foi um momento clique e tudo imediato, da segunda levei mais tempo, e sempre a medo de gostar mais da mais velha... Agora o que sinto tem a mesma intensidade mas as cumplicidades com uma e outra sao diferentes, porque elas também o sao! :)

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  8. É sempre bom ler um post autêntico, assim como este. Gostei de pensar sobre o assunto. Tenho 4 filhos e nunca me tinha colocado esta questão. Talvez porque, para mim, o amor pelo primeiro filho foi muito natural e arrebatador, desde o princípio, incomparável com qualquer outra experiência. E sim, depois cresce ainda mais e torna-se realmente infinito… um segundo filho, nada vem “tirar” a este sentimento, vem acrescentar. E o mesmo com o terceiro e com o quarto. O amor pelos filhos é cumulativo. Quantos mais são os filhos, mais forte se sente a mãe e mais forte é a família. Dar irmãos (no plural) aos nossos filhos é a maior prova de amor que lhes podemos dar.

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  9. Que palvaras tão clarificadoras Magda!
    Como sempre acerta em cheio nos meus pensamentos e adorei vir descobrir este blog ao pesquisar sobre o "assunto" segundo filho...ainda que só tenha uma filha, para já, o meu coração ficou bem mais tranquilo!

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  10. Estou totalmente "solidária" com a Aida Ribeiro... apesar de ainda não estar grávida do segundo, tenho mil e uma dúvidas e "morro de medo"... sinto-me muito identificada e acho que estas partilhas e textos da Magda são de facto muito importantes para aceitarmos aquilo que sentimos com naturalidade e irmos integrando melhor algumas respostas que façam sentido na nossa cabeça e nos tranquilizem...
    Também achava interessante reflectirmos um pouco sobre a "melhor altura para dar um irmão"... já não me lembro onde li, mas quando uns pais questionaram um pediatra sobre qual a melhor altura para darem um irmão ao filho, o pediatra respondeu: " A melhor altura para o filho ou para os pais?" ;)

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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