Conseguirei amar de forma igual um novo filho?

8.1.14


Paris, 8 de Setembro de 2001

Tenho um amigo que tem duas filhas. Conheci a primeira poucas horas depois de ela ter nascido. 

Estávamos em Paris, uns dias antes dos atentados, era suposto termos jantado todos juntos em casa deles e, em vez disso, fomos ter com a mãe à maternidade. Foi a primeira vez que vi um recém nascido (recém MESMO). Foi a primeira vez que assisti, quase de bancada, ao nascimento de uma família.

Uns anos depois recebemos a notícia que vinha a segunda a caminho. E eu perguntei-lhe se ele não tinha medo de não gostar tanto da segunda como da primeira. Sinceramente, estava confusa. E ele respondeu-me, de uma forma muito sábia ‘Vamos ver, não me coloco essas questões. Mas estou confiante nos meus sentimentos.'

Recebo muitos emails (e no Ask Mum há imensas mães a colocarem esta questão) com a questão ‘Conseguirei amar de forma igual um novo filho?’.

E eu gostava muito que me deixasses a tua experiência aqui, para partilhar com as mães de segunda viagem.


31 comentários:

  1. Olá. Penso que qualquer mãe que fique grávida do segundo filho tem a mesma dúvida, mesmo que muitas não a verbalizem. Como é que é possivel sentir um amor igual ao que temos por aquele filho, que nos tornou mães, e que mudou a nossa vida? Eu tive essas dúvidas (http://vidasdanossavida.blogspot.pt/2011/06/o-segundo-filho.html), mas digo de coração que o nosso amor não se divide, mas se multiplica pelos filhos. E os segundos filhos não perdem magia nem atenção nem mimo por não terem sido os primeiros. Até têm um sabor especial e aproveitamo-los de maneira diferente e mais intensa, uma vez que não estamos tão ansiosas. Comigo foi assim e partilho um post que escrevi no meu blog em Julho, 3 meses depois do Afonso nascer, a propósito deste assunto: http://vidasdanossavida.blogspot.pt/2013/07/confissoes-de-mae.html

    E não só o nosso amor se multiplica com os filhos, como ganha um novo fôlego ao ver a relação dos irmãos.

    Bjs

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  2. Esta é sem dúvida uma questão que talvez seja difícil de explicar, não me parece que se possa amar duas pessoas exactamente da mesma maneira, porque todas as pessoas são diferentes... quanto ao amor pelos filhos, sim, é possível ter mais do que um filho e ter amor para lhes dar (exceptuando-se aqui aquelas mulheres que nunca deveriam poder ser mães). Podem-se amar dois filhos de igual forma, mesmo não que um seja biológico e outro não, isso lhe posso garantir na 1a pessoa!
    Quando somos postas à prova reconhecemos que daríamos a vida quer por um, quer pelo outro! Penso que isto é ser MÃE...

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  3. Vejo muitas mães com receio de não amar o segundo filho como ama o primeiro,já a mim preocupa-me outra questão, a de "deixar para trás" o meu primeiro filho. Um recém nascido exige muita atenção e vai passar a ser o mais pequenino,sempre. Eu sou a filha mais velha e fiquei para trás,a atenção,cuidado e carinho não duplicou foi antes transferido para a minha irmã.

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  4. Adorava conhecer o teu ponto de vista, também! :)

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  5. Olá...Estou grávida pela segunda vez e acredito que não irei repartir o amor que tenho pela minha primeira filha, mas multiplicá-lo...acho que o coração de Mãe tem sempre espaço e muito amor para todos os filhos que possa vir a ter. Confesso que depois da minha primeira filha nascer coloquei essa questão, será que algum dia vou amar tanto outro filho como este? Agora que estou grávida e mesmo antes quando comecei a pensar ficar grávida novamente sei que sim, que é possível multiplicar amor, tudo se transforma e altera no corpo de uma mulher durante a gravidez, até mesmo o seu coração...fica gigante ;-)

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  6. Sem sombra de dúvida: SIM! Porque o coração de mãe (e de pai) é infinito como o Universo, e cabe sempre mais um...apesar de o receio ser legítimo, pois após o nascimento do primeiro filho ficamos a pensar que nunca poderemos sentir tanto amor por mais ninguém, pelo menos comigo o sentimento foi rigorosamente igual e imediato quando nasceram ambos os meus filhos - um aperto no peito, e um desejo de os proteger de tudo e todos. A gestão do tempo no dia a dia, isso sim é um desafio constante quando se tem mais do que um filho, agora o amor é o mesmo...

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  7. Eu acabei de ter a minha segunda filha que nasceu em Novembro e só posso falar da confusão que foi o primeiro, os conflitos interiores e as crises de angústia que me dominavam, não por não conseguir amar a segunda da mesma forma, mas por não conseguir ter a mesma paciência com a mais velha que continuava a precisar da mesma atenção. Foi um processo complicado, especialmente porque a mais velha está com 3 anos naquela fase das birras e da afirmação pessoal, ao passo que com a bebé é tudo mais fácil e consigo desfrutar dela com muito mais tranquilidade e confiança. Mas sinto que agora a nossa relação voltou a entrar nos eixos, tenho tentado reforçar o nosso vínculo e refrear esta mania de gritar "cuidado" sempre que ela se aproxima da bebé... Esta multiplicação do amor não é tão imediata e simples como se diz e cada mãe terá a sua maneira de a viver, mas acredito que será um dado adquirido assim que conseguirmos um tão necessário equilíbrio emocional.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Sou mãe de 4...e o amor multiplica-se, enche-nos, quase que dói...
    Amamo-los da mesma forma com as suas diferenças, estamos atentos a todos mas focados em quem mais precisa de momento...sou mãe de uma familia numerosa e os filhos são assim uma ancora maravilhosa!

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  10. Não! Ou melhor dizendo, o amor não chega da mesma forma: os filhos são diferentes, as situações da nossa vida são diferentes, nós somos diferentes ( a vida muda-nos todos os dias). Quando a minha primeira nasceu eu fui engolida por um turbilhão de emoções, amor, deslumbre, assombro. Com a minha segunda não houve turbilhão, foi tudo muito mais calmo calmo...foi assim um amor que se instalou devagarinho, que se deu a conhecer com calma. E claro, elas são 2 pessoas diferentes. Eu amo-as, sempre as amei, mais do que alguma vez julguer ser possível amar antes de ser mãe. Olho para uma a para outra e sinto por ambas aquele friozinho nos estômago. Quando as vejo a brincar ( agora que a mais nova está perto de fazer 1 ano) bolas....aquela lágrima de emoção fica dificil de controlar. Não amo mais uma do que outra porque na realidade, isso não me faz sentido, amar é amar, não existe amar rating +++ e amar rating+-. Gosto mais da F quando lava os dentes sem fita e menos quando me desafia por tudo e por nada. Gosto mais da L quando dorme a noite inteira e menos quando não de deixa trabalhar. Mas amos-as....ponto!

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  11. Há cerca de 15 anos a minha, duplamente, comadre, grávida do 2º filho, colocava-me (mulher inexperiente nessas andanças) essa questão. Sempre achei uma tontice. Até ao dia em que deixei a minha primeira filha em casa e tive de ir para a maternidade para dar à luz a segunda. Nos primeiros dias sentia-me mal, pois apesar de ter um recém nascido nos braços, só pensava na menina com quase dois anos, de caracois dourados e olhos cor de céu, que era o meu mundo. Volvidos quase seis anos, posso dizer: amo cada uma da sua maneira, mas não posso dizer que tenho preferência por qualquer delas.

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  12. Quando pensava em engravidar do 2º filho, ficava preocupada, pois amava tanto o 1º que não acharia possível ter outro amor igual por um 2º. Isto porque estava a dividir o coração, quando na verdade, ele multiplica-se como já foi referido aqui. Foi uma preocupação durante toda a gravidez. Mas quando o 2º nasceu e ao longo dos primeiros dias, ficou logo evidente que o meu coração encheu-se ainda mais de amor. Ele multiplicou-se e, tanto passei a amar mais o 1º, como também tive amor igual para o 2º. Foi algo natural. Um dia, se tiver um 3º, não estarei preocupada. Sei que o meu coração ficará ainda maior e todos terão muito mais amor ainda.

    http://asmilfacesdalua.blogspot.pt/

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  13. Não amo os meus filhos de forma igual. Amo-os com a mesma intensidade, dou o mesmo amor aos dois. Mas o amor aos filhos também pode ser diferente. à minha filha dou o amor mais exigente. É uma rapariga pouco carinhosa, por isso tenho que me esforçar um pouco mais para obter dela as mesmas respostas que obtenho do irmão, o sempre pronto a sorrir, abraçar e beijar... Os meus filhos receberão a mesma "quantidade" de amor, sem dúvida, um amor maior que tudo! Existe, pontualmente, uma preocupação da minha parte, uma dúvida existencial, sobre se tenho o mesmo amor pelo dois... Mas é só olhar para eles e sentir-me inundada de amor, aquele apertozinho no coração, para saber que o meu sentimento pelos dois é igual.

    insatisfeitainveterada@blogspot.pt

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  14. eu tenho 2 filhores maravilhosos e quando estava grávida do mais novo, essa questão andou muitas vezes na minha cabeça. agora descobri que não existe tal duvida : amo os meus 2 filhos com uma intensidade que não se imagina e cada um deles é especial para mim , da sua forma. cada dia me apaixono mais por eles e tenho orgulho nos meus rebentos. quanto a ter de dedicar tempo ao recém nascido e descurar o mais velho, acho que tudo depende da organização familiar e de que como se compensa isso. tive medo da reacção da mais velha ao mais novo, mas desde o primeir momento que se viram, que são inseparáveis e como eles mesmo dizem : amigos para a vida. espero que assim seja

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  15. O coraćão de uma mãe não tem tamanho, tal como não é possível espartilhar o seu colo. Eu gosto de cada um dos meus filhos com o coração todo, nenhum deles cabe em bocadinho maior ou mais pequeno. E no meu colo há sempre espaço para cada um dos quatro, não tem que vir um antes e outro depois, agora há sempre espaço para todos.

    Mas diIzer que gosto de todos de "forma igual", isso não posso, só se mentir. O tamanho não tem comparação, é infinito para todos... Mas a forma? Não podia ser mais diferente... Eles são 4 e tão diferentes, cada um com seu feitio, cada um com sua graça... Cada um com um jeito diferente de trazer á tona o que há de melhor (e ás vezes o que é menos bom em mim)!
    Portanto, não! Eu não gosto dos meus filhos de forma igual... Mas gosto tanto de gostar de cada um deles

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  16. Obrigado Magda por teres feito este post e dado voz a uma dúvida que pelos vistos não é só minha, agora que planeio uma segunda gravidez. Também gostava de ler a tua opinião sobre o assunto.

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  17. Ainda há uns meses, falei sobre esta minha dúvida aqui - http://rosaouazul.blogs.sapo.pt/60543.html
    :)
    Sabe bem ler as experiências das outras Mães! Um dia, se tudo correr bem, também eu partirei para a 2ª viagem :)

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  18. Não consigo compreender essa duvida. Amor é amor.
    Quanto mais se ama, mais capacidade tem de se amar. Ama-se tudo e todos, mais ainda os filhos.

    Clinicamente, tenho um coração grande demais. Sempre disse que era para conseguir amar tudo e todos.

    Também sempre disse ao meu filho que o coração da avó dele era muito pequenininho, pois que só lá cabia ele, só o amava a ele.

    Não, não consigo compreender essa duvida, esse receio.

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  19. Eu vinha comentar, mas depois li o que a Anita de Tulp escreveu e é tudo tim tim por tim tim, incluindo a parte d edormir a noite inteira!!
    Quando engravidei do segundo,esse medo pairou durante meses, mas desapareceu rapidinho, rapidinho. Alás, na brincadeira, o meu pai diz que eu até gosto mais do segundo!! Não se ama igual, porque eles não são iguais, não precisam de nós da mesma forma, mas ama-se desmesudaramente os dois, os 3, os 25, se for preciso!

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  20. Eu vinha comentar, mas depois li o que a Anita de Tulp escreveu e é tudo tim tim por tim tim, incluindo a parte d edormir a noite inteira!!
    Quando engravidei do segundo,esse medo pairou durante meses, mas desapareceu rapidinho, rapidinho. Alás, na brincadeira, o meu pai diz que eu até gosto mais do segundo!! Não se ama igual, porque eles não são iguais, não precisam de nós da mesma forma, mas ama-se desmesudaramente os dois, os 3, os 25, se for preciso!

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  21. Eu vinha comentar, mas depois li o que a Anita de Tulp escreveu e é tudo tim tim por tim tim, incluindo a parte d edormir a noite inteira!!
    Quando engravidei do segundo,esse medo pairou durante meses, mas desapareceu rapidinho, rapidinho. Alás, na brincadeira, o meu pai diz que eu até gosto mais do segundo!! Não se ama igual, porque eles não são iguais, não precisam de nós da mesma forma, mas ama-se desmesudaramente os dois, os 3, os 25, se for preciso!

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  22. Grávida do 2º filho, quando comentei isso com uma amiga que já tinha duas filhas ouvi "Vais ver que não vais ter de dividir o teu amor por dois. Pelo contrário, o teu amor vai multiplicar-se por dois" e é verdade. Passei a gostar ainda mais de ambos. Não de forma igual como já por aqui foi dito, mas na mesma dimensão. É um gostar que dói!
    Mas se gosto dos dois da mesma forma? Não. Os princípios que lhes passo são os mesmos, a forma como o faço é que é diferente. Eles são diferentes!!

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  23. Ok, quem já teve essa experiência disse aqui que o amor se multiplica e esse receio de amar menos o segundo filho acaba por se dissipar... mas a questão é que amar os nossos filhos não passa só por ter esse sentimento cá dentro, é fundamental demonstrar-lhes isso mesmo... transmitir-lhes esse amor no dia a dia e por exemplo, um dos meus receios é não conseguir fazer precisamente isso... acabar por "deixar o outro para trás" (como referiram lá "em cima")... não basta amarmos muito os dois é preciso que ele realmente sinta isso e não tenha dúvidas... e será que com um segundo filho conseguimos manter isso?
    O Eduardo Sá tem um texto precisamente a desmistificar essa questão: nenhum filho fica verdadeiramente contente com a chegada de um irmão... depois mais tarde quando são ais crescidos conseguem valorizar isso, mas quando são pequeninos é impossível esperar e exigir isso de uma criança à qual vêm roubar parte da atenção dos pais, o tempo, a disponibilidade, o carinho, as brincadeiras, etc..
    É verdade que a realidade é mesmo assim e não os devemos privar das dificuldades e desafios da vida, precisamos é de ferramentas e de perceber como podemos lidar melhor com a situação de modo a "não deixar o outro para trás", de continuarmos a demonstrar-lhe que o amamos verdadeiramente em vez de só o sentirmos cá dentro... isso não chega...

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  24. Já escrevi este comentário num outro blog, mas copio quase na integra porque transmite a minha visão sobre este tema "Na minha cabeça nunca coube a possibilidade de ser Mãe de 1, tvz por isso nunca tenha sentido a angustia de amar um mais que o outro, porque estou convicta que tenho mais do que 1 filho porque os amo e porque me parece ser a melhor maneira de os ensinar a amar. E eles vieram... em alturas muito diferentes da nossa vida de núcleo familiar, que no caso da primeira foi muito reflexo do que se vivia no nucleo familiar alargado de tios e avós. Mas tvz também por isso me faça muito bem pensar naquilo que foi a minha vida enquanto irmã: sou a segunda de 5 e tenho consciência que cada um teve um tratamento diferente ao longo da sua vida, porque somos diferentes de feitio e porque os nossos pais estavam em fases diferentes da vida deles quando cada um de nós nasceu, os meus pais foram pais pela primeira vez aos 23 e 24 anos, não tinham carro, não havia ecografos nem epidural, trabalhavam os dois e era uma menina, e pela quinta vez foram pais de surpresa aos 38 e 39, tinham 4 filhAs, 2 delas já adolescentes, era um rapaz e soubesse ainda na gravidez pq havia ecografos e epidural e só o meu pai trabalhava. Seria impossível viver a noticia, a gravidez e tudo o que se seguiu da mesma maneira. Somos 5 filhos, cada um fez o seu percurso escolar e profissional diferente e de forma independente, cada um desenvolveu a sua personalidade e hoje acho graça quando a minha Mãe diz que é dificil saber a melhor maneira de dizer a mesma coisa de 5 maneiras diferentes, pq cada um irá reagir à sua maneira. Tudo isto para dizer que para mim não é preciso tratarmos os nossos filhos de forma igual, não é preciso esperarmos as mesmas reacções daqueles que nos rodeiam, o que é preciso é que eles são especiais, especiais porque são o nº 1, o nº 2 ou o nº 3, mas sem que nenhum seja prioritário."
    MA

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  25. Quando engravidei da segunda filha, até sonhava com essa questão. De uma forma terrível para uma mãe: e se alguém me obrigasse a escolher para levar apenas uma? A resposta veio quando a vi pela primeira vez... Era tão especial quanto a primeira. A terceira também... é tão especial quanto as outras duas! Daria a vida por qualquer uma delas sem pestanejar. Adoro-as, apesar das diferenças (ou até mesmo por essas diferenças)! A gestão do tempo é complicada, por isso procurámos sempre ter tempo individual para cada uma, por isso nenhuma teve ciúmes das restantes.

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  26. Amor de mãe não se divide. Multiplica-se.

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  27. Da minha experiência só posso dizer que amo os meus dois filhos com a mesma intensidade de modo diferente porque eles são diferentes, porque eu também estou diferente do primeiro para o segundo, o contexto e diferente, mas o amor é o mesmo. E tento ter cuidado com ambos para que os dois sintam a intensidade do que eu sinto por eles de igual modo. Para que o primeiro não pense que o lugar dele foi ameaçado e o segundo não pense que por vir depois seja menos amado que o primeiro

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  28. O meu segudo filho foi muito desejado, com uma perda gestacional no meio, o que instensificou ainda mais o desejo do 2.º filho. Nuna quis ser filha única (e fui até aos 7 anos) e achava que a minha filha também não quereria ser filha única - é tão bom ter um irmão com quem partilhar ... tudo, alguém que sabe quando não estamos bem, mesmo sem nos ver, alguém com quem sempre partilhamos tudo, tudo mesmo - até o amor dos pais! Não que essa partilha signifique divisão. Recordo-me da minha mãe estar grávida da minha irmã e uma amiga lhe dizer "Agora vais gostar menos da tua filha mais velha porque o amor por ela vai ter que ser dividido em dois" - sim, foi isso mesmo, como se fosse matemático.
    Quando acabei por ficar grávida da minha filha mais nova, os sentimentos de insegurança logo apareceram (o normal numa grávida). Para além, do "vou ser capaz", "será que está tudo bem", surgiu também a questão interior "seráque algum dia vou gostar deste filho, como da mais velha". Passados quase 3 anos - asseguro-vos que sim. O Amor por um filho multiplica-se diariamente, é algo que cresce a cada dia de convívio e consigo estar cada dia mais apaixonada por cada uma das duas - de forma diferente como dizes Magda, porque elas são tão diferentes, mas um amor imensurável. Portanto, mães de segunda viagem, ter um segundo filho é algo de tão grandioso como o primeiro, é possível amar tanto o segundo como o primeiro da mesma forma que é possível amarmos cada vez mais os nossos filhos e da mesma forma que este sentimento cresce tão rapidamente dentro de nós. Ser mãe de segunda viagem é redescobrir o crescimento de um ser, vibrar com as suas conquistas, o 1.º sorriso, ss primeiros passos, as pimeiras palavras, é sentir novamente o nosso pescoço esmagado pelos abraços de uns pequeninos braços que com toda a transparência e honestidade nos dizem que gostam de nós da mesma maneira fácil que dizem que somos más. Amo as minhas duas filhas com muita intensidade, com uma intensidade a cada dia maior. Por isso,para os que pensam entrar na 2ª viagem, não hesitem - eles são o melhor do mundo, são o melhor do nosso mundo e dão tanto sentido às nossas vidas.

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  29. O primeiro filho é sempre muito especial! Muito mesmo! O segundo também. E creio que os outros todos.
    Cada filho é deliciosamente especial, diferente, e extraordináriamente amado.
    Mas eu também me questionei, também tive esse medo. Também me culpabilizei. Agora sei! As mães têm uma enorme de fazer crescer os seus corações, e amar os filhos todos, de igual :)

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  30. Fazia esta pergunta muitas vezes as minhas amigas com mais do que um filho. E elas riam se dos meus medos...diziam para não me preocupar.
    Quando engravidei da Maria, o Mateus tinha 4 e eu fiquei....tão tão feliz é tão tão assustada com este tema.
    Todas as noites ia adormecer o M e chorava quando ele adormecia...pedia lhe desculpa, sentia que o estava a trair e não sabia o Q ia fazer quando a M nascesse.
    Ela nasceu e ele apesar de contente, não se aproximava, só ao fim de um mês é que lhe quis pegar (hoje, 16ms depois são um mel só) e eu quase que me sentia culpada pelo amor por aquela bebê.
    É só ao fim de 1 mês (quando ele a aceitou) é que eu me permiti desfrutar plenamente daquela delicia de bebê.
    Hoje em dia, nem sequer paro para pensar na "medida do amor" que sinto por cada um.
    É com toda a certeza, exactamente igual, apesar de dado de maneiras diferentes, personalizado....porque um é o oposto do outro.
    É o maior amor que se pode sentir, às vezes parece que nem cabe no coração..
    Aida Ribeiro

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  31. Tenho 3 filhos e nunca me coloquei esta questão! Costumo dizer que no colo de uma mãe, cabem sempre todos e no coração cabem ainda melhor!

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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