Ai se eu mandasse [sobre o caso trágico de bullying que veio à luz hoje]

14.1.14
Ouvi esta notícia hoje de manhã e custou-me como me custam todas as notícias que digam respeito a crianças ou jovens e que se cobrem de injustiças.
E depois ouvi o ministro Nuno Crato dizer isto:
“Temos de ser inflexíveis contra o bullying e contra todos estes problemas que começam às vezes de pouco, muito pouco, e depois se transformam neste tipo de tragédias"
E pergunto-me: inflexíveis como? A fazer o quê?

O bullying é um problema demasiado grave para se ser vago [entendo que o tenha sido por cautela, para não falar do que não sabia].
Mas eu tenho para mim que a primeira medida urgente é haver mais pessoal nas escolas. E, concretamente, mais auxiliares. Por sistema há uma ou duas auxiliares por cada bloco/edifício escolar. Se tivermos em conta que há cerca de 18 salas e em cada sala 25 alunos, como é que se pode gerir, parar e apanhar quem faz bullying e proteger quem sofre? Ora explica-me lá bem devagarinho a ver se eu entendo? Também não sabes, aposto. Pois, ninguém sabe… : (
Sinceramente, e da forma como vejo as coisas, é urgente pôr mais gente nas escolas para parar, imediatamente, o bullying. Os inquéritos são importantes, dar formação e esclarecer também mas o mais urgente parece-me mesmo é ter adultos a tomar conta, a zelar por quem mais precisa.

Se eu mandasse, era isto que eu fazia. 

1 comentário:

  1. Adultos a tomar conta e adultos disponíveis para ouvir e apoiar como psicólogos e enfermeiros. Adultos que possam ser uma âncora de segurança em momentos de crise. Adultos que façam da escola um lugar onde se tem dignidade e não se permitem abusos de adolescentes cruéis. Um grito, é o que esta notícia significa, um enorme grito para todos os responsáveis pela Escola.

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