6 formas para aumentar o vínculo com os teus filhos

14.1.14








#1  Dizer a verdade
Parece óbvio, não é? Pois não é! Aliás, nós inventamos bué.
E não só inventamos muito como não somos claros nem específicos.
'Fala baixo!' é totalmente diferente de dizer 'Estás a incomodar-me, fala baixo, por favor - não gosto quando falam alto.'
'Come esse rebuçado sentada na cadeira, já te disse.' Mas se disseres a verdade e se fores clarinha como a água vais dizer qualquer coisa como 'Come esse rebuçado sentada. Tenho medo que te engasgues. Depois podes ir brincar.'
"A fada dos dentes? Claro que existe" [fantasia  é um bocadinho diferente - aí deixo-te com os teus princípios!]
Para mais sobre isto lê 'As birra dos pais'.




#2 Pára de comparar
Vês? A Inês trazia uma saia no Sábado e estava tão gira. Parecia mesmo uma princesa. Tens a certeza que queres ir de calças?
O Bernardo porta-se sempre bem - tu estragas sempre os almoços com os nossos amigos, sempre a chorar, nunca satisfeito.
Como fazer, dizes tu? Dizer-lhe o que vai acontecer, para onde vão, com quem vão estar e pedir-lhe, con-cre-ta-men-te que se comporte como tem de ser. Depois é ter paciência e ajudar o teu filho a conseguir esse comportamento, estando próximo dele, por exemplo. Vendo se não tem fome ou sono. Se não está cansado. Se sabe lidar com a frustração. Se fica ansioso por estar com pessoas. Eu sei lá. O filho é teu. Tens mesmo de olhar para ele, e ajudá-lo. E se quer calças a saias... somos todos diferentes!





#3 Pára de ralhar, de mandar vir
Nós somos hiper chatas. Sempre a ralhar, sempre a mandar vir. Se calhar vale a pena parar, falar menos, perguntar mais para que quando falarmos isso tenha impacto. O que achas desta ideia? 




#4 Perdoar
É uma coisa tão bonita e, ainda assim, tão difícil de fazer. É mesmo muito difícil corrigir, chamar a atenção e depois perdoar, logo a seguir, mudar de conversa, passar a outra coisa. Mas, ainda assim, acho que é das coisas mais importantes: dizeres aos teus filhos o que tens a dizer e passares ao assunto seguinte. Não estou a dizer que esqueças ou que faças de conta que não aconteceu - nada disso. Estou a falar em perdoar, em não guardar cara feia, de má. Estou a falar de ressentimentos. Não fiques com eles e muito menos, não faças de conta que ficaste. Estás a modelar este comportamento, ainda por cima.




#5 Generosidade
Generosidade é dar em abundância. Dar de ti. Dares de ti ao teu filho. Do teu tempo, partilhares com ele aquilo que gostas, ensinares alguma coisa. Tenho uma amiga que ficou fã de Vinicius porque o pai partilhava o seu gosto com ela. Ou outro caso próximo em que o pai passa à filha o gosto pela Guerra das Estrelas ou ainda o prazer de andar de bicicleta e de apreciar a natureza, olhando, de facto, para o que está à volta. Generosidade também é fazer coisas que não gostas assim tanto mas vais fazê-las só porque sabes que isso é importante para o teu filho. Como ir ver os aviões levantar voo... :)
TPC: E se todas as semanas desses, pelo menos uma vez, de ti? Já viste como é que isto iria melhorar a vossa relação? E a forma como tu te vês, enquanto pai/mãe?


PRÓXIMOS WORKSHOPS 2016: FARO: 8, 9 de Abril  | FUNCHAL: 13, 14 Maio
Infos em cursos@parentalidadepositiva.com

15 comentários:

  1. Gostei tanto mas tanto disto :)
    E tudo tão verdade, tão perto do possível, do exequível e tão organizadinho, como se clarificasse ideias e ações, como se tornasse real o sermos mesmo capaz. E é mesmo. Hoje vou ler isto alto lá em casa, num acordo a dois, numa missão conjunta. Para o meu vínculo seja com ele e ele comigo. Gosto TANTO das tuas ideias, das estratégias, da luz que emana das tuas palavras. É que é mesmo possível e real.

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    1. Pois é! Obrigsda pelas tuas palavras ;)))

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  2. Adorei cada palavra (como é costume...).
    Mas falta uma forma, não?!
    Obrigada por nos ajudar a sermos melhores pais! Eu sei que sou pelo que aqui aprendo.

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  3. Margarida Fortuna14 janeiro, 2014

    Falta uma regra para mim importantíssima: #7 Saber pedir desculpa!
    Também erramos e pedir desculpa a um filho não nos faz piores, antes pelo contrário...ensinamos que ninguém é perfeito e que o erro pode ser seguido da reconciliação. Paralelamente, modelamos comportamentos futuros.
    Eu peço muitas vezes desculpa :)

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  4. Muito bom! Mas... Falta a 6?

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  5. Olá Magda, gosto tanto de a ler...tenho aprendido muito mais sobre a maternidade desque que conheci este blog!
    Nunca comentei mas hoje não resisto :)
    Tão verdade estas regras e todas elas tão importantes para aumentarmos o vínculo com os nossos filhos! E o melhor de tudo é que são ideias possíveis de concretizar, isso sim tem muito valor!
    Já sei o que fazer para aumentar ainda mais a ligação com a minha filhota :)
    Obrigada pelas suas sábias palavras!!!!

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  6. Mt bom mesmo. Faz-nos realmente pensar como coisas tão simples podem mudar tanta coisa. MT OBRIGADA

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  7. Confiar! Moatrar a um filho que se confia nele, explicar claramente o que pretendemos e mostrar-lhe que sabemos que ele consegue fazê-lo, que contamos com ele, que temos orgulho dele por saber que é capaz. Acho que é a melhor maneira de criar cumplicidade, de reforçar laços, mostrar que estamos do mesmo lado da barricada, mostrar que temos orgulho em tê-lo na nossa equipa, isto é, na nossa família!

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  8. Adorei mais uma vez tudo o que escreve tem mudado a forma como me comporto com os meus filhos, e tem-me feito refletir muito, apesar de ainda não ter disponibilizado os 10 mint. ! A 6 forma pode ser o outro post da qualidade do tempo que passamos eles.

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  9. Olá Magda, mais uma vez obrigada por todas as questões que nos coloca e que nos fazem pensar e caminhar no sentido de nos tornarmos melhores pais e mães. A Magda pede a sugestão de mais uma forma de aumentar o vínculo com os nossos filhos e a mim ocorreu-me logo o amor incondicional. Quando o meu filho mais velho, que tem 4 anos, diz: já não gosto de ti (geralmente numa birra em que eu não cedi a um capricho dele) eu respondo, muito calma e com um enorme sorriso, que não faz mal, que eu gosto e hei-de gostar sempre dele. Ele fica pensativo... Quando ele me diz que já não é mais meu amigo eu digo-lhe que eu além de mãe serei sempre muito amiga dele, mesmo quando ele diz que não quer ser meu amigo. Penso que nestes momentos, em que eles nos renunciam, e nós provamos, mais uma vez, que estamos sempre lá, estamos a criar um vínculo e uma segurança de amor e de porto seguro. Bjs

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  10. Preciso colar este post na minha testa!

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  11. É bom ver que tal como a mim, ajuda tantos pais a serem melhores pais. Parabéns!
    A meu ver, aumentar o vínculo implica também estar presentes, estar com, em pleno.

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  12. Todos os pais deviam ler este blog!! :)
    Adoro, identifico-me nesta filosofia , concordo com tudo!

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  13. Obrigada, gostei imenso.

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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