Guest Post | Tia Cocas

9.12.13
Conheço a Mariana há uns bons 20 anos. Dito assim parece imenso [e é!] mas a verdade é que parece que ainda foi ontem, no verão dos meus 15 anos...

Hoje, para além de uma vida em comum e com muitos momentos de partilha fantásticos, temos também em comum um blogue. O da Mariana é o Tia Cocas
Aqui fica o Guest Post! Obrigada, minha querida!


Hoje escrevo, porque como sempre me apetece escrever, mas também porque a Magda me pediu que escrevesse um posts para o guest post do Mum's.
Se não costumo recusar este tipo de pedidos, muito menos o faria à Magda que conheço de longa data, talvez há uns 20 anos, longe de sonhar que hoje em dia escreveríamos as duas na blogosfera.
Iniciei-me no mundo dos blogues e afins há cerca de um ano e meio, tinha a MF 5 meses e eu em licença de maternidade senti necessidade de fazer algo diferente e porque não escrever.
Sempre gostei de o fazer, porque não criar um blogue que falasse um pouco de tudo (sobre a MF, receitas, sugestões de lazer, eventos, etc). Na altura acho que conhecia muito poucos blogues e um delas era o Mum´s the boss.
Comecei e fui-me embrulhando e gostando cada vez mais de escrever e partilhar.
Com isto fui lendo e descobrindo outros blogues, páginas do facebook, fui aprendendo, vendo outros mundos, outras pessoas a partilhar e com as mesmas dúvidas que eu tinha. Percebi que não era única e que não estava sozinha.
Infelizmente vi a dor de muitos, sentia-a de certa forma, contribuí para algumas causas, vivi o sucesso de pessoas muito queridas na blogosfera.
Com tudo isto passei também a ser leitora assídua da Magda e cheguei mesmo a aderir ao “Berra-me baixo”.
Aderi ao berra-me baixo, numa altura (antes das férias) em que andava super stressada, cheia de trabalho e aderi porque sempre odiei berrar e sempre achei que não é a berrar que as pessoas se entendem, muito menos uma criança.
Dei comigo a aumentar o tom de voz e a arrepender-me no segundo a seguir…que culpa tem a MF do meu stress? Ela é apenas uma criança, que quer brincar, mexer, fazer asneiras.
Não temos que berrar, temos que educar, temos que ensinar. Se é preciso ter paciência…? É, muita até, mas se nós não tivermos quem a vai ter? São os nossos filhos…
Lembro-me sempre da minha “luta” com as gavetas, ou seja, a MF adorava abrir as gavetas da cómoda do seu quarto e retirar o que lá estava e eu ao final de 2, 3, 4, 5 vezes de desarrumação no mesmo dia, depois de ter arrumado as mesmas vezes, passava-me. Foi aqui que resolvi aderir ao “Berra-me baixo”.
Hoje em dia a MF olha para as gavetas e ou me diz “não, não”, ou então abre e tira apenas o que pretende.
Educar para mim passa por explicar, por falar, por dizer não. Não lhes temos que fazer todas as vontades, não temos que dizer que sim a tudo. Crianças que têm tudo, que não ouvem um não, são crianças que no futuro vão ter dificuldades em encarar situações mais complicadas, que não vão saber lidar com as contrariedades da vida. E não é isto que nenhum pai ou mãe pretende.
Eu quero preparar a minha filha para o mundo, quero que seja muito feliz, que perceba o que é um não e que disfrute de um sim na sua plenitude. Que perceba o que é certo e errado, o que pode e não pode, sem nunca deixar de ser criança.

Não vai ser com berros que vou conseguir o que quer que seja, mas com uma atitude firme, com um não na altura certa, com muitos abraços e mimos, com brincadeiras, com a partilha de momentos as duas e em família, com o proporcionar-lhe momentos de felicidade, de divertimento, sabendo sempre que existem regras e que essas são para cumprir.
Lá em casa na hora de dormir é para dormir e a MF sabe disso e vai para a sua cama, adormece sozinha. Sabe que existe o momento do banho e a hora da refeição.
Perguntam-me, se foi sempre assim, não claro que não. Nenhuma criança nasce ensinada e a minha também não nasceu.
Somos nós que a temos que educar, uns são mais fáceis, outros mais difíceis, mas este é o nosso papel.
Tive momentos em que me apeteceu também chorar, outros em que cedi, confesso que sim, mas percebi que não era por aí. Em outros momentos apeteceu-me berrar, mas procurei explicar.

Nestes 2 anos fui tentando educar da melhor forma e não me arrependo de nada. A MF é uma criança muito feliz, que acorda a cantar, que brinca, faz asneiras, muito acarinhada e mimada, mas que sabe o que é um NÃO.

1 comentário:

  1. As regras, os limites e as rotinas. Coisas tão importantes e tão complicadas, muitas vezes, de passarmos para os nosso filhos e as tornarmos naturais. Quando, muitas vezes, somos nós próprios que precisamos de tudo isso... antes de lhes sabermos explicar como se faz e porque se faz.
    Gostei muito :)
    Andreia
    www.refugiosdefelicidade.blogspot.com

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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