"(...)Parece-me que se continua a confundir "não bater" com "não educar".

5.11.13
Obrigada.



Hoje de manhã comentaram comigo o caso de uma amiga que tinha colocado os filhos uma semana de castigo 'Jantar e cama'. Isto porque estava farta de lhes dar palmadas. Isto porque ela se tinha sentido mal em ter dado um estalo a cada um deles. Ao que me disseram, sentia-se culpada e o castigo serviria para os ensinar a não repetirem o que estavam a fazer. Eu tenho para mim que, no fundo, o castigo terá sido para o facto de eles não obedecerem ao que ela pedia.

Adiante.

A seguir encontro este texto no blogue Panados com Arroz, da Calita.

E o meu coração sossega. Obrigada Calita por partilhares e obrigada Helena por teres escrito o que resumiste tão bem!

"(...)Parece-me que se continua a confundir "não bater" com "não educar".
A minha teoria é: bater é fácil - o que é difícil é educar realmente, porque educar exige mais inteligência, mais autoridade e mais energia. Penso que bater é o contrário de educar. Volta e meia acontece, mas é bom que se perceba que é um descarrilamento do adulto, e não um método educacional.
Gostava que ficasse claro de uma vez por todas: "não bater" não é sinónimo de "não educar", ou de ausência de autoridade e referências.
Conhecem os filmes do Jimmy Kimmel, "i ate your halloween candy"?
Sugiro um passatempo: vejam os dois filmes, e imaginem de que modo é que cada uma daquelas crianças estão a ser educadas.
Gosto especialmente das últimas crianças do segundo filme: https://www.youtube.com/watch?v=WOlpdd7y8MI
Aqui está a gravação de toda a conversa da última das miúdas do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=9gPktcV0A-g
Tem 3 anos. A idade em que, segundo o João, eles não percebem o suficiente e por isso precisam de levar uma palmada pedagógica.
Pois eu aposto com quem quiser que aquela miúda nunca levou uma palmada. E é justamente porque a mãe faz questão de a educar, em vez de a domesticar à palmada, que ela responde assim: dizendo como se sente, e fazendo sugestões para que de futuro a mãe não repita esse erro."


AQUI

9 comentários:

  1. Eu tenho uma pequena com 14meses que já começa a ser muito opinativa e realmente com ela desde sempre pratico parentalidade positiva, sempre lhe mostrei que o "não" existia com a firmeza das palavras e nunca lhe "sacudi o pó das fraldas" no entanto para isso fui me instruir através do vosso site como de bibliografia, porque a minha educação foi à "antiga" e com grande distanciamento emocional e reparo que tenho de pensar mais antes de agir porque a minha referência é bastante diferente...

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  2. Sim, é importante que não se façam confusões…

    Às vezes, quem me ouve falar, parece que faço um pouco a apologia do bater para a educação dos filhos. Só que na realidade, acho que recorrer à intervenção física é exatamente um reflexo da nossa fraqueza, da nossa falta de autoridade, da nossa incompetência como educadores. Quando digo - "comigo levava logo", normalmente é de forma simbólica... É uma resposta imediata perante a passividade e a permissividade de certos pais. Mas claro, tenho os meus momentos de fraqueza e algumas vezes opto por uma atitude tão pouco pedagógica...

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  3. A minha Piolha está c 14meses e sei q existem idades mais complicadas q esta , mas é impressionante cm às vezes já sinto olhares acusadores qd dizemos q nnc lhe "sacudimos o pó" ou sequer levantamos a mão. Educar e mt mais q se levantar a mão, mt mais de quantidade e qualidade.

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  4. Mas como fazem? Tenho um menino com 17 meses. Que no outro dia no meio de uma birra de sono me puxou os cabelos, levou a mão aos oculos e apertou-me o nariz. Disse-lhe que não consistentemente como faço desde sempre. Digo-lhe não sem medos. E com firmeza de que estou a fazer bem.
    Mas é fácil perder a calma. Dei-lhe uma palmadita na mão, admito. Porque me magoou e é uma repetição de algo que já lhe tinha dito não. Como faze-lo? Eu quero educar-me. Só vos vejo a dizer não batam, parentalidade positiva, mas não vejo escritos exemplos de como agir numa situação destas. Podem ajudar-me? Obrigada

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  5. Mas como fazem? Tenho um menino com 17 meses. Que no outro dia no meio de uma birra de sono me puxou os cabelos, levou a mão aos oculos e apertou-me o nariz. Disse-lhe que não consistentemente como faço desde sempre. Digo-lhe não sem medos. E com firmeza de que estou a fazer bem.
    Mas é fácil perder a calma. Dei-lhe uma palmadita na mão, admito. Porque me magoou e é uma repetição de algo que já lhe tinha dito não. Como faze-lo? Eu quero educar-me. Só vos vejo a dizer não batam, parentalidade positiva, mas não vejo escritos exemplos de como agir numa situação destas. Podem ajudar-me? Obrigada

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    1. Ainda não passei por essa fase portanto o que lhe digo é do que leio (na teoria é sempre tudo muito bonito)...mas já lhe perguntou o porquê de ele lhe ter feito isso?! E mostre-lhe que ficou triste com ele, que ele a magoou para ele saber que o que fez teve consequência, mas evite frases do tipo "és feio" ou "a mãe não gosta de ti assim",tente ir pelo reforço positivo e faça-o refletir no ato, coloque-o a pensar no que fez, normalmente um minuto por cada ano...eu acho que quando nós batemos em vez de eliminar um comportamento, estamos a incentivar e a mostrar que um ser pode-se superiorizar em relação a outro através da violência...eu li o livros do pediatra T. Berry Brazelton e gostei muito da sua metodologia. Foi com ele que ensinei a minha pequena a adormecer sozinha...

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    2. Eu penso que, o que temos de perceber é que, se educamos com violência.. os nossos meninos vão tornar-se violentos..
      Se educamos com empatia.. com compreensão.. com carinho.. os nossos meninos vão ser adultos equilibrados.. justos.. corretos.. porque é assim que eles verão o mundo..
      Não nos podemos NUNCA esquecer.. que nós somos o modelo para os nossos meninos.. eles são o nosso espelho... Ora, se só sabemos é mal tratar.. gritar.. bater.. como é que podemos criar meninos calmos.. tranquilos.. compreensivos?
      Essencialmente, acho que o importante é pensarmos como é que gostaríamos de ter sido educados.. e assim educarmos os nossos... Se os nossos meninos estão a fazer birra.. respondemos com berros ou palmadas ou castigos?? A birra faz parte do ser humano.. é a maneira que eles têm de mostrar que não gostaram de alguma coisa.. ou que querem algo.. então, vamos conversar com eles.. vamos explicar que não é assim que se pede ou se mostra desgosto por alguma coisa..
      E é na fase que eles estão com o sentimento à flor da pele.. que nos devemos aproximar mais ainda.. conversar calmamente.. criar os tais laços de empatia.. para eles aprenderem a confiar em nós.. E assim.. criarmos uma relação de amor.. compreensão.. feliz..
      GRATA..

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    3. a minha experiência é que todos os miudos experimentam bater, e a nossa resposta vi depois ditar a continuidade. Nessa idade eu usava 2 tecnicas: 1) por cada não há um sim: bater é um não, abraços e festinhas é um sim, e se elas me batiam eu dizia que não, e mostrava os sims; 2) time-out, um tempo para elas (e nós) nos afastarmos nos momentos de tensão. Nessa idade, basta um minuto (deve fazer-se um minuto por cada ano de vida), sentados a pensar, e depois voltar a reforçar que não se bate, mas que se dá abraços e beijinhos. Também uso o bater no sofá e na cama, porque as vezes elas têm uma energia e precisam de a deitar fora. De forma que eu digo, bater na mãe não, mas bater no sofá sim, e direcciono essa vontade de bater para o sofá ou a cama. Penso que diferentes miudos reagem de forma diferente a cada solução, e nós também, por isso é uma questão de ir experimentando!

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    4. Eu apliquei o metodo de Brazelton...a criança e a disciplina. Quando o meu filho se descontrolava, evitava corrigi-lo à frente de outros, geralmente afasto-o do meio e ficavam todos a pensar que lhe ia bater, mas quando regressava estava mto mais calmo e a unica coisa que fazia era segurar oa braços ao longo do corpo, com firmeza sem magoar até se acalmar. Depois conversavamos....

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