As palmadas ! (olha outra!)

15.10.13


O André, do Á Paisana escreveu este texto sobre as palmadas.


E tu, o que pensas sobre tudo isto?

5 comentários:

  1. Ana Martins15 outubro, 2013

    Não acredito na palmada como ferramenta educativa, e fico altamente angustiada (muitas vezes em silêncio) das vezes que involuntariamente opto por essa via. Acredito que possa acontecer por cansaço, impetuosidade das circunstâncias. Não gosto de o fazer, e não acredito em fazê-lo. Verdade que cada palmada dada até hoje é simplesmente um sacode-pó, mas ainda assim, nada me orgulho de o ter feito, pois sei que foi nesse exactamente nesse momento que perdi a calma. Quero muito mudar e poder educar da forma que acredito como correcta. O jogo de forças é constante e diário nesta fase dos 2 anos... e por isso, também para mim, todos os dias são dias de aprendizagem como mãe.

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    Respostas
    1. Identifico-me muito com a sua opinião. O importante é pelo menos tentar e ter consciência disso:)

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  2. Estive o dia todo ao pc e tenho os olhos bico, já não consigo ler mais nada mas queria apenas dizer que os meus pais nunca me bateram, o meu avó deu-me um estalo uma vez, uma nalgada outra vez (moda antiga, só não bateu mais porque a minha mãe não permitia) e ainda hoje me zango, me dói quando penso nisso. Se tivesse sido educada à base de palmadas imagino quantos sentimentos raivosos não teria ou pior, o fútil, banal, indolor que teria passado a ser para mim levantarem-me a mão ou eu levantá-la a outros. Bate-se nos cães para os ensinar e é com um jornal, para eles não ficarem com medo do jornal e não do dono em si. Então porque é que um pai bate num filho e é "normal"?

    Beijinho!

    Só Sedas

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  3. Até me doi quando oiço opiniões de pais que acham que têm direito de bater nos filhos... Não acho que seja "amiguinha" da minha filha, mas nunca me descontrolei ao ponto de lhe dar uma palmada. Nunca precisei de palmadas dos meus pais e das poucas vezes (duas) que levei uma, ficaram-me na memória, pela injustiça e vergonha que senti. Os pais têm que perceber que eles é que são os adultos e os responsáveis pelo controlo ou descontrolo dos seus filhos, para chegarem ao ponto de os pais "terem" que lhes dar uma palmada, é porque muito ficou por dizer até aí. Não explico tudo , e muitas vezes também digo que é porque a mãe está a dizer, mas acho essencial tratar os nossos filhos como pessoas que irão ser adultas um dia, e assusta-me que um dia, a minha filha possa vir chorar para casa, porque houve algum miúdo na escola que lhe bateu porque acha que tem mais autoridade. Lembro-me sempre de um texto que li, em que o autor (Dr. Carlos Gonzales) dizia para substituirmos a palavra criança, por mulher, num texto que falava na palmada e educação (proponho esse exercício para texto do Sr. em questão).
    Acho que há uma grande falha numa educação que precisa de recorrer à palmada para fazer valer a sua autoridade, o que vale é que há pais que têm esta consciência e tentam mudar a sua forma de actuar.

    Mum's, foi a primeira vez que comentei, mas adoro tudo o que diz, a minha capacidade enquanto mãe melhorou com algumas dicas e estou sempre a aprender. Mas este assunto mexe de tal maneira comigo que tive que comentar, e podem crer que sou radical na minha opinião

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  4. Eu não utilizo a palmada como ferramenta pedagógica e acho que é uma solução pobre. Naturalmente que é eficaz, e resulta, é rapida, e por isso quase todos os pais em Portugal o utilizam. O meu marido não e português, e nos países do norte da Europa, a palmada não é utilizada com a normalidade com que é cá. Eu diria que 90% das pessoas que eu conheço. É mais dificil não usar, porque implica pensar no assunto e pensar em alternativas. Eu acho que é possível. Eu usei o time-out na idade do disparate. Para além de muitas outras coisas, a palmada significa ensinar aos nossos filhos que o bater é uma forma de solucionar situações dificies e uma forma de os resolver, e eu não quero ensinar isso. Isso não significav não impor limites nem usar disciplina. Não é preciso utilizar palmadas para impor limites nem para disciplinar. A minha irmã escreveu no nosso blogue este texto sobre isso que aqui deixo: http://domiradouro.blogspot.pt/2011/07/nao-ao-bater-na-educacao.html

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