O que a gente diz pela boca fora [o seguimento do post anterior]

26.9.13
Há uns anos fiz uma formação em PNL – Programação Neuro-Linguística e aprendi que, ao contrário daquilo que se possa pensar, o QUE EU DIGO tem tanta importância quanto O COMO digo.

Por outras palavras, a ESCOLHA das palavras é MESMO determinante para o sucesso da comunicação.

Não é que venha mal ao mundo mas se eu quero passar uma mensagem boa aos meus filhos acerca do impacto das suas acções, então convirá PARAR PARA PENSAR e PENSAR DUAS VEZES NAQUILO QUE vou dizer.

Vou explicar-te melhor – sabes, já há muito que andava para escrever sobre isto e ontem presenciei uma situação que me fez pensar ‘Se estás à espera de um sinal, este é O sinal ‘ :)

Ontem uma mãe, ao tirar a filha de 1 ano (acabado de fazer) da piscina diz-lhe
‘Pronto, já chega. Pára lá de chorar que da próxima vez não te levo mais à água. Mas pára, já te disse! Ai a minha vida.’

E eu fiquei a pensar numa série de coisas.
Primeiro que muitas daquelas palavras são ditas sem pensar – é a repetição de padrões, de comportamentos e de frases que ouvímos quando erámos nós crianças.
Depois, porque na verdade não vem tanto mal ao mundo quanto isso de dizer estas coisas. Mas como desenvolvo o meu trabalho nesta área, há momentos em que é impossível desligar.
Terceiro, se a pessoa se ouvisse era capaz de ‘ou nem dar pelo discurso negativo’ ou ‘sentir-se embaraçada.’

Anda aqui pensar comigo:
Então a tua filha adora água e quando tem de sair da piscina (que ADORA), não vai chorar? Claro que vai! Ainda para mais com 1 ano, que pouco controlo emocional tem.
Que coisa espectacular ter um filho que gosta da água e que não tem medo dela.
É o primeiro passo para aprender a nadar e saber comportar-se caso algo corra menos bem.

‘Da próxima vez não te levo mais à água’.

E que tal experimentares reconhecer?

‘Gostas mesmo da água, não gostas? Querias ficar lá mais um bocadinho, não era? Pois eu imagino que sim. Agora temos de secar e ir para casa. Pronto, pronto...! ui que esta miúda gosta mesmo da piscina. E de coceguinhas, também gostas?’

Olha que diferente, não é?

Tão diferente. Que raio! Mas porque é que temos tanta necessidade de mostrarmos má cara quando os nossos filhos, em casos como estes, mostram que querem continuar a fazer uma coisa que lhes dá prazer? É porque  não sabemos fazer diferente daquilo que fizeram connosco? Será que foi assim que aprendemos a exercer autoridade?

Pronto, então para ficar bonito,

Think again,
Think twice.
Change your words
Change your mindset

Feel and make others feel better.

8 comentários:

  1. Adorei! Faz mesmo imensa diferença...

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  2. Olá Magda, mais uma vez um post fantástico. E é tão verdade!! A ver se me lembro dele em muitas situações em que o meu filho quer mais um bocadinho (piscina, parque, tv, banho, etc) e eu estou com pressa. E as cócegas funcionam mesmo. Beijinhos e deixei-lhe um beijinho especial aqui: http://vidasdanossavida.blogspot.pt/2013/09/sou-fa-da-mums-boss.html

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  3. Muito bom!
    Luto comigo mesma porque dou comigo a dizer essas coisas antigas que me diziam a mim e aos meus...e sinto-me orgulhosa porque em 90% das vezes que vejo que está prestes a sair uma frase que a minha mãe, aminha tia, a minha avó me diziam vezes sem conta eu páro e penso: Bora Glória tu consegues ser diferente. É incrivel o poder que esses comportamentos e repetições de padrões. Obrigada **

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  4. Que maravilha!!! É tanto isto..... Eu tenho dado por mim a pensar antes de falar, antes de me passar, antes de falar mais alto... antes de ralhar, ou antes de castigar. De facto há coisas que dizemos da boca para fora... sem pensar. Mas ler este blog praticamente todos os dias, está a transformar-me numa pessoa diferente!
    :)

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  5. Nem mais e tento fazê-lo todos os dias! :)

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  6. Gostei!
    Beijinhos
    http://sudelicia.blogspot.pt/

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  7. Não é fácil... fácil é atirar para o alto, dizermos tolices, atirarmos bocas. Mas eu já consigo pensar... e já consigo controlar as palavras. às vezes consigo na perfeição outras vezes nem por isso.
    Este blog é responsável pela mudança... pelo menos sou uma aprendiz de mãe dedicada à parentalidade positiva.

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  8. gostei muito, working on it!

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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