Preparar os filhos para o mundo real

16.8.13


'Não tem mal nenhum o nosso filho ouvir uma 'torta' ou apanhar uma palmada ou até sermos um bocadinho agressivos com ele. É da maneira que não vive numa redoma e percebe que o mundo é mesmo assim.'

Não me vou alongar em explicações mas se pensas assim, se calhar vale a pena também veres a coisa do outro lado. Depois é contigo decidires como preferes fazer/pensar/actuar.

E o outro lado do pensamento é este:

Se eu trato o meu filho com respeito, se lhe ofereço amor e se também lhe explico os limites e as consequências que existem caso ele não as respeite - sem usar violência - então estou a ensinar boas competências relacionais, respeito pelos outros, estou a ajudá-lo a desenvolver um bom carácter e responsabilidade.

Então, aquilo que eu posso esperar que aconteça lá fora, no mundo real, é que ele mais rapidamente repita este tipo de comportamento com os outros e se distancie daqueles que não o respeitam e que não o tratam bem - porque sabe o que é ser amado, respeitado e bem tratado. Porque, no fundo, desenvolveu uma boa auto-estima 'cá dentro'.

Não tem nada a ver com protecções, não tem nada a ver com preparar os miúdos para o mundo e para a realidade. Tem apenas e só a ver com valores e com o carácter que eu desejo que o meu filho tenha. E isso eu mostro e modelo todos os dias, a todos os momentos, com o comportamento que eu tenho e ensino.

É o outro lado da questão. De que lado estás tu?


5 comentários:

  1. Defendo o lado "positivo", mas confesso que por vezes perco a cabeça e a voz sobe de tom e há umas ameaças "... olha que apanhas" :( preciso de treinar o meu autocontrolo, mas fervo em pouca água!

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  2. Eu estou definitivamente do mesmo lado que tu.
    E agora que os meus filhos estão mais crescidos, já dou com eles muitas vezes a analisar o que os outros lhes disseram ou fizeram refeltindo de forma muito madura, o que me deixa muito mais descansada, pois sei que estou a ajudá-los na sua auto-estima.
    Obrigada
    Beijocas

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  3. Pois, concordo com tudo o que dizes e tem sido um esforço enorme colocar isso em prática. Confesso que por vezes - raramente -sai uma palmada, um berro - agora e com o desafio "Berra-me Baixo" muito menos, felizmente - e isso dói muito cá dentro. Curiosamente nunca fui criança que levei muitas palmadas, havia sim intimidação psicológica, medo... Acabámos por ter tantos recalcamentos que se reflecte na educação aos nossos filhos. Mas uma coisa é certa, não quero que o meu filho passe pelos "medos" que passei, pela falta de auto-estima que sempre tive, pela carência que sempre senti em termos de afectos. É uma luta diária, admito. Mas acredito que farei dele um ser humano mais preenchido e equilibrado. Se Deus quiser! :)

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    Respostas
    1. Deus e tu :) Um beijinho, continua! Obrigada, minha querida uba

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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