Einstein e Nietzche a propósito do castigo

20.8.13


2 comentários:

  1. Percebo o ponto. Muito da subjugação do Homem ao longo da história, quer a um soberano, quer a um Deus, só resultou porque existia o medo do castigo. No entanto, Nietzche também defendia que deveríamos "ser quem somos", independentemente dos outros ou de qualquer convenção. Por muito apelativa que a ideia pareça, acho que se todos agíssemos desse modo não seria possível a convivência em sociedade (ou, a um nível mais micro, em família). É necessário estabelecer limites e sanções que permitam a convivência em grupo (note-se que isto acontece também no reino animal, nas espécies que vivem em grupo).

    Dito isto, acho que a educação se deve fazer sobretudo pelo exemplo.

    Este não é de facto um tema nada fácil :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Percebo muito bem o que diz - e sim, tem de haver consequências, sem dúvida nenhuma!
      Mas eu prefiro dar consequências do que castigo - não é uma questão de semântica - o castigo é punitivo, é humilhante. Deixe-me explicar:

      A consequência vem no seguimento de uma explicação, tem como objectivo entregar parte da responsabilidade à criança (se decide agir de uma forma sabe que se o fizer acontece B) e tem relação com o que se está a passar / foi explicado.
      Sinceramente, essas funcionam muito melhor e mais rapidamente obtemos a cooperação e o entendimento deles em futuras situações idênticas.
      Obrigada pelo comentário.

      Eliminar

Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share