O amor de mãe é instantâneo? Says who?

2.5.13

O grupo Mães, no Facebook, é um espaço gírissimo, onde as mães se entre-ajudam, colocam questões e arranjam soluções para as mais variadas questões.
De quando em vez há uma partilha, um desabafo.
Considerei esta que aqui te deixo tão importante, mas tão importante, que pedi à pessoa que a deixou lá, para a partilhar aqui no blogue. Ainda bem que há pessoas que chamam as coisas pelos nomes e que desfazem mitos.
Se não sentiste logo um amor desmesurado pelo teu filho, descansa! Não és freak nenhuma! És até normal. Pode ou pode não acontecer.


Aqui fica:


Só ontem é que vi a entrevista da Inês Castel-Branco no alta definição e quando ela falou que o amor de mãe é instantâneo até me arrepiei! 

Quando nasceu o L, era um filho mais que desejado, adorei a gravidez, estava louca para o ver e depois...nada! Quando o vi e quando me entregaram a sensação que eu tinha era que podiam ter ido buscar outro miúdo a qualquer lado porque aquele não me dizia nada! É horrível. 

Foi primeiro filho, primeiro neto, primeiro bisneto do meu lado paterno, tinha tudo na maternidade a admirá-lo e a sentir-me pessimamente porque aquele bébé não me dizia nada. 

Tive uma depressão pós-parto terrível, ele não dormia ainda por cima, foi um horror. 
Mas passou! E sou babadíssima! Só meses depois, quando finalmente consegui falar no assunto é que percebi que é perfeitamente normal e acontece imenso. 

Agora aviso todas as minhas amigas que vão ser mães, porque o pior de tudo foi o mal que me senti por achar que era uma aberração. Com o segundo não foi nada assim, mas achei que este grupo devia ter este testemunho :)




6 comentários:

  1. Muito interessante o tema acima. Para quem não é mãe pode parecer estranho, mas agora compreendo perfeitamente.

    Pouco antes da minha filha nascer recordo-me de uma amiga, que tinha sido mãe muito recentemente, comentar: "cada vez gosto mais da minha filha!". Achei aquilo um pouco despropositado pois achava que assim que um filho nasce o amamos ao máximo. Mas depois nasceu a minha filha e o primeiro sentimento, apesar de ser muito forte, não é ainda aquele amor incondicional. Penso que a plenitude do amor de mãe só se adquire passado algum tempo, quando assimilamos que aquele é o nosso filho. Talvez isto só aconteça com o 1º filho, mas como só tenho uma filha, não sei comparar.

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  2. Quando o meu primeiro filho nasceu também senti um misto de emoções e também não achei que o amor era imediato. E também me senti mal por não ter sentido aquele tcharam que achava suposto. Dia a dia, hora a hora, minuto a minuto o amor foi crescendo e crescendo até se transformar no maior, mais bonito e mais intenso amor. Mas demorou algum tempo, apesar de ter sido super desejado e querido. O cansaço do pós parto não ajuda. Desta vez, foi tudo muito mais rápido. Não estava à espera de nenhuma epifania imediata, mas senti o amor de mãe muito mais depressa até por ver o amor do mais velho pelo mano acabado de nascer.

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  3. Acho que quem é mãe entende, e felizmente tenho passado por experiências com amigas e revejo o meu sentimento no dia que ela nasceu, babei muito, mas realmente aquele amor incondicional só veio mais tarde...mas veio e é crescente! e é um amor incomparável!
    Devemos partilhar estes sentimentos, pois não estamos sozinhas

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  4. Achei formidável esta partilha, pois embora não tenha passado por isto, penso que existem muitas mulheres que se consideram péssimas mães e sofrem por ter este tipo de sentimentos e pensamentos.É bom haver mulheres capazes de admitir este tipo de sentimentos ou situações,para que aquelas que sofrem em silêncio saibam que não estão erradas, que são coisas perfeitamente normais e há que encará-las com naturalidade.

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  5. Comigo aconteceu algo de semelhante. Quando o meu bebé nasceu não senti aquilo que muitas mães descrevem: um amor enorme, vontade de chorar... Quando o vi pela primeira vez senti que gostava muito daquele bebé pequenino mas ao longo dos dias seguintes fui experimentando sentimentos diferentes. Acho que fiquei em choque com toda a mudança que houve na minha vida (apesar de ser um bebé muito desejado e de a gravidez ter sido óptima), com as noites sem dormir e com o cansaço dos primeiros dias. Lembro-me de dizer ao meu marido: "Eu sei que gosto dele mas parece que não sinto nada dentro de mim. No entanto, sei que se algo de mal lhe acontecesse não poderia suportar".
    Durante a gravidez li o livro "Socorro, sou mãe" da Rita Ferro Alvim e posso dizer que foi uma grande ajuda nestes momentos mais difíceis pois sabia que o que me estava a acontecer era normal.
    O amor foi crescendo dia a dia principalmente quando ele começou a interagir mais comigo. A amamentação também foi, e ainda é, uma excelente forma de ligação ao meu bebé.
    Hoje o Artur tem 10 meses e eu amo-o cada vez mais! Sim, o amor continua a crescer!
    Ana Luísa Cunha

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    Respostas
    1. Mto obgada pelo testemumho! Um beijinho

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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