O minimalismo, o meu tipo de vida ideal e ser egoísta!

13.2.13
Original publicado AQUI

A vida simples de pessoas reais: Magda

Ora aqui temos uma nova rúbrica no blog - a vida simples de pessoas reais. Histórias de leitores que simplificaram as suas vidas e se tornaram mais felizes por isso. A primeira convidada é... a Magda do Mum's the Boss. Obrigada a todos os leitores que têm enviado os seus testemunhos. Se quiseres participar, envia um email para rita.busywoman (at) gmail.com.


in The Busy Woman and the Stripy Cat


O minimalismo, o meu tipo de vida ideal e ser egoísta!

Quando penso no meu tipo de vida ideal, penso num tipo de vida vagaroso, em que há espaço para leituras, para a escrita e para aproveitar os meus. Sem pressas. Sem querer estar onde não estou.

Quando penso nesse tipo de vida ideal, vejo uma casa organizada, com tudo no lugar e com o essencial. E muita madeira, curiosamente. Vejo-me em paz.


Quando penso nesse tipo de vida ideal, oiço risos, música e o som do silêncio também.






Quando penso nesse tipo de vida ideal, sinto o calor, seja da lareira ou do verão. Sinto-me confortável. Serena. Em paz. Sinto-me inteiramente cá, presente. E sem pressas.






Mas a verdade é que até há pouco tempo atrás, estava muito longe dessa minha vida ideal. A verdade é que a resumia muito bem num dos versos do António Variações quando diz


Estou bem


Aonde não estou


Porque eu só estou bem


Aonde eu não vou


Porque eu só estou bem


Aonde não estou

E hoje, ao ouvir de novo esta música, o pé acompanha o ritmo mas há um sorriso superior que diz ‘caramba, já não é nada disto...!’ E agora estou bem e diferente. E sem pressas. E quanto mais caminho em direcção a uma vida onde aplico uma imensidão de princípios minimalistas, mais percebo que me aproximo desse tipo de vida que tanto desejo e ambiciono. Estou a fazer o caminho – o mais importante do processo é sempre o caminho!


Hoje olho para aquelas pessoas que correm e que nunca têm tempo para nada com alguma compaixão porque ainda não perceberam que a vida pode ser muito melhor, muito diferente. É lógico que há períodos em que damos o nosso máximo, trabalhamos muito mais e corremos como se não fosse haver amanhã. Mas lá está, isso são fases. A vida, aquela que eu vejo como ideal, não tem nem pode ser assim.


Hoje sei que quando corria como corria, queria provar alguma coisa. A mim e aos outros. Sim, adorava o que fazia! Tanto adorava que tirava férias para fazer cursos e aperfeiçoar-me... Mas usar todas as férias para isso? É um bocadinho insane mas, lá está, fazia parte de um processo para chegar a essa conclusão. E também foi o caminho que tracei e que me fez chegar onde estou hoje.


É bom desacelerar. É fabuloso perceber que fico feliz com uma lareira e um livro, música e uma boa companhia. É fabuloso deixar-me dormir a sesta sem ter de ir fazer A, B ou C.

Porque ser minimalista é isso também: é dizer não, é por-se primeiro em muitas circunstâncias e é saborear o presente, sem ansiedades ou angústias.

E um dos passos principais para ser mais feliz é pôr-me à frente de todos os outros e tratar de mim e da minha felicidade. Se todos, sem excepção fizessemos isto, o mundo seria de certeza um sítio bem melhor. Porque quanto mais felizes somos, mais temos disponibilidade para fazermos os outros felizes. Mais damos de nós para fazermos o bem. E menos chateamos. E são as pequenas e ‘insignificantes’ chatices que temos no dia-a-dia que nos moem, que nos consomem: a nossa incapacidade em dizermos ‘não’, a nossa falta de treino em competências assertivas, o nosso medo que os céus e os santos e os deuses nos castiguem por querermos ser mais felizes e melhores. Pior! Acreditamos que precisamos de mais um creme ou de mais uma camisola ou de mais um pack qualquer e vivemos numa ansiedade brutal sem necessidade.

E então como é que eu faço para reduzir estes pensamentos, esta minha crença onde supostamente necessito de muito? A Francine Jay diz no seu livro ‘The Joy of less’ que devemos reduzir e destralhar (crédito da palavra para a Rita!), em primeiro lugar. Ok, nada de novo. Mas ela acrescenta que quanto mais temos à nossa frente (ou solicitações), mais o cérebro tem de processar essa info no ‘andar de cima’ e enquanto a processa, pouco sobra para tratar outro tipo de informação ou para ficar com a cabecinha em descanso.

Se o teu tipo de vida ideal é parecido com o meu, inicia o processo. Vais perceber que a dada altura entras no ponto do não retorno. Aproveita este início de ano para dares uma boa reviravolta na tua vida. Fala quem já esteve num dos lados e agora adora a sensação de plenitude e de paz que vive! Vai por mim!


Magda AKA Mum's the Boss

12 comentários:

  1. a minha (ou uma das) resoluçoes para este ano foi, precisamente destralhar! ainda que sem adoptar um modo de vida minimalista, livrar-me de tudo aquilo que é excessivo em minha casa. passou o mes de Janeiro e nada... sem tempo, dizia eu. como faço com duas miudas sempre atras? estamos a meio de fevereiro e um ida a casa de uns vizinhos foi o suficiente para me meter em modo "basta"! de cada vez que entrava em casa ficava em stress por ver n coisas fora do sitio... aproveitei estes dias e destralhei a casa de banho, o quarto (falta a roupa), e a sala. compramos umas prateleiras para destralhar e optimizar a arrumacao da despensa e cozinha - prox fim de semana. vou aproveitar um troca de quarto com as miudas para rever roupa e brinquedos. estou no inicio é certo, mas ja percebi que: EU sinto-me mais leve; a minha casa ja tem um ar mais composto; o meu marido e a filha mais velha nao gostam de destralhar... :) percebo que é um processo e possivelmente daqui a uns tempos vou voltar a estas divisoes e eliminar coisas que desta vez ainda ficaram! tenho de ir agradecer a Rita por simplificar e transmitir o destralhar e um modo de vida em que menos é mais! obrigada pelo testemunho Magda! :)

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    1. A sensaçao de leveza e controlo sa vida sao brutais!!!

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  2. a minha (ou uma das) resoluçoes para este ano foi, precisamente destralhar! ainda que sem adoptar um modo de vida minimalista, livrar-me de tudo aquilo que é excessivo em minha casa. passou o mes de Janeiro e nada... sem tempo, dizia eu. como faço com duas miudas sempre atras? estamos a meio de fevereiro e um ida a casa de uns vizinhos foi o suficiente para me meter em modo "basta"! de cada vez que entrava em casa ficava em stress por ver n coisas fora do sitio... aproveitei estes dias e destralhei a casa de banho, o quarto (falta a roupa), e a sala. compramos umas prateleiras para destralhar e optimizar a arrumacao da despensa e cozinha - prox fim de semana. vou aproveitar um troca de quarto com as miudas para rever roupa e brinquedos. estou no inicio é certo, mas ja percebi que: EU sinto-me mais leve; a minha casa ja tem um ar mais composto; o meu marido e a filha mais velha nao gostam de destralhar... :) percebo que é um processo e possivelmente daqui a uns tempos vou voltar a estas divisoes e eliminar coisas que desta vez ainda ficaram! tenho de ir agradecer a Rita por simplificar e transmitir o destralhar e um modo de vida em que menos é mais! obrigada pelo testemunho Magda! :)

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  3. É por testemunhos como este que cada vez estou mais entusiasmada em pôr em prática alguns ensinamentos (e já comecei aos poucos) porque não só corresponde ao ideal de vida que tenho para mim e para a minha família mas também, agora que tive 2 bébés gemeos (há 3 meses) e já tenho outro filho de 6, sinto necessidade de simplificar tudo cá por casa, parece-me a melhor forma de ter tudo organizado e com menos stress. Obrigada pela partilha destes testemunhos.

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    1. Cat como é com 3 sendo que dois vieram juntos? Sim, descomplicar exige-se!! Good luck.

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  4. Adoro ler-te e hoje não foi excepção.
    Complicar é fácil. O difícil é simplificar! Mas é possível e vale a pena.:)
    beijinho

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  5. Aida Ribeiro13 fevereiro, 2013

    Adoro os seus textos Magda.
    Realmente é difícil desligar o complicómetro...mas já fui pior!!!
    Penso muitas xs como serei se tiver um 2º filho... vou ter q ser ainda menos complicada, se não fico doida...afff, socorro!
    Se em alguns dias me filmassem a entrar em casa ao fim do dia com o meu filho e as nossas tralhas... daria um filme cómico com toda a certeza...

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    1. Hihihi ao menos que seja comico! Obrigada por passar e conentar :)

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  6. Quero ser mais assim como tu e tento caminhar para isso...
    Não consigo muito bem, mas quero sentir que estou a iniciar o processo...

    Beijocas

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  7. É um projeto no qual temos trabalhado cá em casa. Comecei por ler o livro que a Magda indicou no workshop : "Projeto Felicidade" de Gretchen Rubi. Planeamos, a dois o que vamos "arrumar" e arrumar na vida. Aos poucos vamos chegar lá, eu sei!
    Por nós os quatro e por uma vida ainda mais feliz e dedicada uns aos outros, pelo tempo, que tantas vezes falta para o que é realmente importante, pelos desejos e sonhos por concretizar, sobretudo pelo M e o V que merecem um caminho tranquilo e seguro...

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  8. Oh Magda, como me fez bem ler este texto!! Neste momento sinto uma necessidade enorme de acalmar, mas parece que tenho duas cordas, uma que me puxa para a necessidade de velocidade "turbo" e outra para o modo "slow motion".....
    Bem que preciso iniciar o processo e ler este teu texto, dá mais uma força extra!!

    Bjinhos e obrigada

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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