'Faz mal bater às crianças?'

26.2.13



A propósito do post do João - Pais de Quatro - este foi o texto que deixei ao post Faz mal bater às crianças?

Aqui no Mum's com direito a hiperligações.


Estou de acordo com quase tudo aquilo que escreves – que uma palmada nunca fez mal a ninguém. Não vem mal ao mundo com uma... Mesmo trabalhando na área da parentalidade positiva e fazendo o ‘walk the talk’ (ou seja, não batendo nos meus), a verdade é que não quero ser mais papista que o papa. Nesta matéria a minha posição é muito clara mas sei que há pessoas que não têm estratégias ou sabem como fazer diferente sem serem permissivas.

Desconhecia os estudos que provam que uma palmada pode ser benéfica mas conheço estudos que provam justamente o contrário. Como em tudo, há estudos para o que quisermos. E como em tudo, há meios termos.

Pais e filhos são seres humanos inteiros e iguais e a única diferença é que eles estão a aprender. A nossa missão, enquanto pais, é mesmo educá-los, fazê-los compreender quais são as regras da sociedade. E se calhar estamos a falar da mesma coisa mas educar para mim não é domesticar. Educar é humanizar. E nesta humanização encontro a tal castração de que tu falas (no sentido em que nem tudo é possível ou permitido). Educar é explicar as regras e as regras são para serem cumpridas – e a diferença entre nós e os animais é que é no cumprimento dessas regras que a vida em sociedade é possível. E são regras tão simples como não atirar a comida para o chão, como chegar a horas aos sítios, não atravessar no vermelho ou ainda não bater ou chamar nomes. Regras como obedecer a uma autoridade. E os pais são autoridade. Porque a autoridade sabe mais e protege. E quando eles começam a crescer há limites que passam a ser seguros e caem.


E é verdade que é a partir dos 7 anos que a palmada deixa de ser necessária
E porquê? Porque é nessa altura que uma grande parte dos circuítos neurais fazem conexão. E aqui está a informação que falta à maior parte de nós. O cérebro de um ser humano só fica formadinho lá pelos 20 anos. Ora se nós adultos de 30 e muitos anos temos dificuldade em nos controlarmos em muitas coisas, e já temos o cérebro todo formadinho, imagina uma criança de 2 anos que não sabe que não está bem em atirar comida para o chão ou um puto de 4 anos que não consegue gerir a frustração de não ter um determinado brinquedo. A função dos pais é ajudar a fazer essa gestão e pergunto-me se lá vamos com palmadas! Ok, vamos, claro que sim. Ali, logo ali, o puto pára e faz o que queremos. A questão é: o que é que ele aprendeu e o que é que eu lhe ensinei?


Por isso é que a questão do bater como ‘ferramenta educativa essencial’ faz-me torcer o nariz.



Se a palmada é a tal ferramenta educativa essencial, para mim só significa duas coisas:
1) Falta de respeito para com que a criança – porque bater é sempre uma falta de respeito, a quem quer que seja! Pode ver-se a palmada como a tal ferramenta educativa essencial mas antes de o ser estamos a faltar ao respeito a quem quer que seja.


2) Alguma preguiça – dá muito mas muito mais trabalho pegar na criança, explicar-lhe as coisas uma, duas ou três vezes. Dá muito mas muito mais trabalho pegar na criança e levá-la para outro quarto e conversar com ela – explicando que estamos decepcionados com a atitude dela ( e não com ela!) e procurando entender o que é que a criança tem ou o que é que lhe falta. Qualquer criança que esteja bem tem vontade de cooperar, de ajudar e não dificultar. É uma criança que se porta bem. Siiiiim, fazem birras, desafiam-nos, querem quebrar os limites mas caramba!isso é parte de ser criança. Tal como é esfolar os joelhos!

E lá está, as palmadas que mais doem são as mais injustas – claro que são – são aquelas em que nos saltou a tampa e não nos fomos capazes de controlar. E o nosso cérebro está todo formadinho! Não tivemos paciência, fomos levados ao limite. Ok, no problem, afinal somos humanos e isso é normal. Mas a bem da verdade, quem se passou fomos nós. E eu sei que há dias em que tenho mais energia e estou mais bem disposta que outros e consigo driblar o cansaço. E há outros que não...


Como expliquei na entrevista que dei para a revista Pais & Filhos, a questão da autoridade não se coloca. Os pais são quem mandam em casa. ‘O papel dos pais é estabelecer limites e regras, escutar a criança e dizer-lhe para atuar de uma determinada forma, mas explicando porquê, sem ameaças ou humilhações’. E porquê? Porque educar não é um jogo de poder.


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25 comentários:

  1. Gosto muito de a ler, mas confesso que nas alturas em que me questiono quanto à educação que estou a dar à minha filha de 3 anos e meio, e que me sinto mais insegura em relação a esse papel, fico desanimada e a achar que não sei como ser essa mãe educadora, sem alterar a voz, ou sem uma palmada :-(
    Tenho tanto medo de estar a fazer errado! Quando estou fora das situações, atormento-me por ter pouca paciência e não ter tolerância quando a minha filha não responde à primeira solicitação que lhe faço, sobre qualquer coisa.
    A técnica que uso mais e que me penitencio por não a conseguir substituir é a de ameaçar de que se não fizer o que lhe peço vai acontecer isto ou aquilo. Sinto que ela obedece por medo, mas na hora é o que resulta. Quando apelo ao sentir-me triste, fico com a sensação de que a mensagem não "entra". Quando estamos num sítio público, sendo ela irrequieta, começo com as ameaças de que a levo para o carro e que ela fica lá sozinha à minha espera, ou então de que me está a deixar envergonhada, na frente das pessoas!
    Queria ter um "manual de instruções" para educar a minha filha e fazer dela uma boa pessoa, sem berros e palmadas.

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    1. Anam questionar-se e sentir-se desanimada estavam incluídos no pacote quando a filha chegou. E culpa, e falta de tempo and so on and so on. Descomplique e aproveite. E se hoje nao deu, logo mais dará.
      Beijinhos!

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  2. Eu ainda não sou mãe, hei-de ser um dia, mas este tema é de facto interessante e já várias vezes me veio à cabeça.

    Há quase uma década atrás era eu uma jovem de 20 anos a tirar o curso, fui dar aulas de informática extra-curriculares a crianças do pré-escolar ao 9º ano. A minha experiência com crianças até esse momento resumia-se a tomar conta das minhas irmãs mais novas (na altura com 7 e 13 anos) e confesso que em momentos extremos a forma de as controlar era um berro ou uma ameaça do tipo "vou contar a mãe e quando ela chegar levas", pois estava proibida pelos meus pais de exercer autoridade pela força.

    Ora ser professora de uma cambada de crianças, pré-teens e teens descontrolados com o meu metro e meio e ar de "ainda-agora-deixei-de-ser-adolescente" não era uma tarefa fácil. Mas bater estava fora de questão - embora me apetecesse fazê-lo todoooos os dias - e gritar surtia pouco efeito pelas razões já apontadas acima. Como eram aulas extra-curriculares não havia faltas disciplinares nem testes. Não tinha nenhuma ferramenta que me permitisse fazer qualquer tipo de chantagem. Então, não tive outra solução senão arranjar várias estratégias para conseguir que houvesse alguma paz dentro da sala de aula. As estratégias passavam sempre pelo respeito mútuo, por criar tempos para falar e para ouvir, tempos para aprender e para brincar... e com o passar dos meses tinha cada vez mais pais a virem buscar os filhos e a dizerem-me o quanto eles adoravam as aulas e a professora de Informática.

    De facto, hoje em dia, sempre que ouço falar em educar as crianças com uma palmada eu lembro-me dos meus tempos de professora. Na geração dos meus pais era bem visto os professores darem umas réguadas valentes às crianças. Hoje em dia tal coisa era caso para tribunal. Acredito que as relações pais-filhos vão evoluir no mesmo sentido. Eu não acredito em palmadas como forma de gerir o que quer que seja. É um "quick-fix" sim. Um penso rápido para resolver rapidamente uma situação extrema. É muitas vezes a nossa primeira reacção. Mas quando não podemos mesmo usar da palmada, descobrimos que há formas tão mais gratificantes de exercer uma autoridade que continua a existir - e que até é reforçada pelo facto de não usarmos palmadas.

    Se não podemos bater no chefe (e há dias em que apetece tantooo), nem nos nossos subordinados sobre quem supostamente exercemos a nossa autoridade, porque haveríamos de bater nas crianças, seres frágeis e com a sua personalidade ainda em construção?

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    1. Sublinho completamente e fico feliz por finalmente encontrar gente neste país que partilha a minha opinião.

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    2. As palmadas funcionam, claro! É o que diz, o tal quick fix!! E eu sei que podemos fazer melhor! Um beijinho!

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  3. Sofia Ribeiro26 fevereiro, 2013

    Gosto muito de ler o que escreve, aprendo sempre alguma coisa, foi consigo que descobri a parentalidade positiva. Sempre achei que bater, berrar e afins não eram de todo a melhor forma de educar, mas desconhecia o termo PP. Os seus textos ajudam-me a ser uma mãe melhor, a esforçar-me todos os dias por isso. Nem sempre é fácil, pois eu própria fui criada à base do medo, dos berros das palmadas (para ser simpática, porque por vezes levava grandes sovas e eu nem me portava muito mal). Sempre tive presente que quando tivesse filhos seria diferente, pois sei os estragos que o chamar nomes, bater e por ai podem fazer a uma criança, no entanto, há dias que sinto que falhei, o primeiro impulso para responder a um suposto mau comportamento, é o de berrar e as vezes umas palmadas no rabo para tirar o pó, mas depois fico tão mal por ter pedido a paciência. Mas desde que comecei a lê-la que tenho vindo a melhorar, tento lembrar-me sempre que eu sou a adulta, eu é que tenho que me controlar, contar até 10 se for preciso... pois as crianças são isso mesmo, crianças!

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    1. Sofia, todos os dias escrevo para que o meu trabalho possa inspirar todos os pais do mundo e para que em conjunto possamos fazer melhor. Um beijinho!

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  4. Marta Andrade26 fevereiro, 2013

    Identifico-me em grande parte com o que a Magda escreve.
    Para mim uma palmada nunca é a primeira solução. Esgoto as alternativas todas. Explico muitas vezes o porquê de não fazer mal e fazer bem. E negoceio. Mas, e já aconteceu por diversas vezes, as soluções esgotam-se e nada funciona. Aí sim acontece a palmada.
    Um outro aspecto que considero que tem muita importância são os miúdos. Há miúdos muito mais difíceis do que outros. Isto é verdade. E honestamente acho que a fórmula do diálogo não se torna assim tão eficaz.
    O mundo seria perfeito se não existissem palmadas. Mas a perfeição não existe...

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    1. A perfeição, de facto, naõ existe! E não nos podemos sentir pressionados por esta questão do 'ai meu deus, se eu bater ou castigar'. O importante é sabermos que podemos fazer melhor uns dias e nos dias a seguir emendar. Se calhar aí aproximamo-nos da tal perfeição!

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  5. Magda, eu não li o artigo mas acerca deste assunto como pessoa, como mãe e sem ser fundamentalista tenho uma opinião muito própria. A existência de tal pergunta para mim já tem conotação negativa. Eu explico: a mim sempre me faz imensa confusão quando se questiona a se faz mal ou não bater nas crianças? Ora se chegamos ao ponto de legitimar esta questão com toda a naturalidade já por si só é grave e legitima uma outra: Faz mal BATER nos NOS ADULTOS? FAZ MAL OS HOMENS BATER NAS MULHERES? FAZ MAL AS MULHERES BATER NOS HOMENS? E podem surgir muitas outras: QUEM PODE BATER NAS CRIANÇAS? PODEM BATER OS PAIS, OS AVOS, OS TIOS, OS VIZINHOS...? sÓ PODEM BATER OS ADULTOS, OU TB PODEM OS ADOLESCENTE? Em que situações se pode bater nas crianças? Quem define estas situações? Fácil de constatar que ao permitirmos aceitar, sequer, esta questão o caminho é demasiado "perigoso". Por isso, acredito e defendo que EDUCAR faz CRESCER e BATER faz MORRER.
    BEIJO

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    1. Adorei! Gostei do seu modo de ver a questão.

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  6. Pois ca por casa a palmada e o berro infelizmente tem acontecido com muito mais frequencia que eu gostaria,...passo-me com "vamos tomar banho?"-Não vou!
    A sopa está na mesa, vamos jantar?-Não quero!
    A Mãe está mesmo surda! não me deixa falar????-Não se fala assim com a Mãe, eu não falo assim contigo...ouvidos moucos!
    Reconheço que em alguma altura do caminho estou a ter dificuldades de chegar até ela, mas não sei que volta dar!
    Mas hoje vejo que o berro e a palmada são a nossa frustração de não conseguirmos gerir a situação e que não é justo usarmos isso contra eles... ainda tenho um longo caminho pela frente e sem sombra de duvida o proximo workshop, estou lá batidinha!
    Obrigada Magda por nos fazer ver as coisas com outros olhos e nos ajudar a criar outras soluções mais beneficas e construtivas para a evolução da relação com os nossos Filhos!

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  7. Penso que nunca é demais elogiar o magnifico trabalho que aqui faz e deixar bem claro que é uma inspiração para nós pais que procuramos incessantemente por uma receita, um manual, uma resposta ou seja lá o que for para melhor educar os nossos filhos.
    Na verdade, tal como em muitas outras questões, sublinho que, para mim, ser mãe é o papel mais difícil na minha vida. Vivo em constante luta comigo mesma, ponho-me à prova e julgo os meus actos todos os dias.Considero-me um ser em aprendizagem, que tenta "humanizar-se" a si mesmo e que tem simultâneamente que "humanizar" (como diz e bem) dois seres maravilhosos.
    Mentiria se dissesse que nunca dei uma palmada, pois embora raras tenham sido as vezes usei essa estratégia, não como uma ferramenta educativa mas como acto insensato, um impulso fruto do cansaço ou frustração. Ao contrário do que se possa dizer, acho que atitudes dessas não nos dão poder, autoridade ou controle, pelo contrário, a mim, provocaram-me uma dor enorme e um sentimento de frustração devastador por não ser capaz, naquele momento, de agir de outro modo.
    Para além do uso dos berros e das "sacudidelas de pó" uma das questões que a mim me assusta verdadeiramente são as PALAVRAS, palmadas podem ser esquecidas mas as palavras doem e deixam marcas profundas, tão profundas que podem contribuir muito negativamente para a formação do nosso "Eu".
    Obrigada Magda :)

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    1. Se me permite vou partilhar o link deste seu texto no meu blog pois acho-o muito pertinente.
      Beijinhos

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  8. olaré Mum!
    pois concordo muito com as tuas palavras e já fiz um post no meu Planeta com um link direto para aqui!
    embora ainda me esteja a iniciar nesta viagem da maternidade, acredito que, quando o mini ser crescer e começar a fazer disparates, a minha atitude seja a de explicar verbalmente e não com uma palmada!
    claro que, como todos nós, haverá dias e momentos em que não terei vontade ou disposição para explicações. Irei então cair na tendência de dar uma palmada? Não sei. Não sei nem posso dizer que não o farei de certeza. Mas, de certeza, sei que irei sempre tentar fazer o meu melhor como mãe e como pessoa responsável pela educação de outra... a ver vamos como me irei sair!

    beijinhos da costa alentejana,
    Xana

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  9. Obrigada Magda :) sabe bem ler-te.

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  10. Estive a ler o post e o resto dos comentários e às vezes penso que venho de outro planeta...Sou a favor da parentalidade positiva mas também concordo que por vezes uma palmada aplicada na altura certá é o melhor remédio. É um esforço hercúleo recorrer somente a explicações, especialmente quando se trata de um menino muito querido de 2 anos, que por vezes se eclipsa e dá lugar a um pequeno capeta. Há alturas que talvez seja necessário dar uma resposta diferente ao que eles já estão à espera. Desviar a atenção para outra coisa, claro que sim, mas 5 minutos mais tarde lá estará outra vez a acontecer. Tentar explicar...é difícil, nesta idade. São todos os comportamentos e atitudes aceitáveis para este grau de acção (explicar e distrair)? Será possível graduar a seriedade do comportamento? Se sim, a acção a aplicar é sempre a mesma ?? Desviar a atenção sempre que acontece (e é de certa forma esgotante em certas alturas) - haver outros mecanismos, como a palmada ou o time out, ignorar...enfim, tudo teorias que aparentemente resultam de uma forma ou outra. O que importa é que todos queremos o melhor para os nossos filhos e magoá-los o menos possível neste processo de EDUCAR. Tendo em conta que não há um único ser igual e para nós os nossos filhos são únicos, a resposta aos comportamentos de cada um, dentro da sua intensidade, também se calhar não deverá ser a mesma (claro que visando sempre aplicar o mínimo de agressão possível). Por isso chego à conclusão que isto é tudo muito subjectivo. Um exemplo: o grupo de jovens da Figueira da Foz - creio que muita gente pensou que mereciam umas palmadas bem dadas? Levaram puxão de orelhas? Foram domesticados? O meu filho entornou a água do seu copo durante o jantar pela 3ª noite consecutiva molhando a mesa e a roupa. Não fiquei chateada, acontece, está a praticar e é só água. À sobremesa, fez cara feia e atirou com a banana para o chão - acção: levou "uma sardinha" na mão, apanhou a banana e comeu-a sem qualquer protesto pelo meu gesto. Domestiquei-o? Creio que cada caso é um caso e tem de se ver em que contexto o comportamento está inserido. Não sou apologista de palmadas constantes (que não equiparo ao real significado de bater) mas usá-la como um trunfo para a um comportamento chave, tal como outros - ignorar quando já lhe foi dado a entender algo e ele continua na mm tecla e por consequência distraindo-o para outra coisa, falar aos berros (que sai naturalmente!!) quando ele está a ter um comportamento de risco como correr perto de uma estrada. Dar um time out quando ele está sobre-excitado e começam a chover brinquedos. Balizar as opções fazendo-o sentir que ele tem poder de escolha, quando não quer sair do parque, pode ir ao meu colo ou pela mão (resulta a maior parte das vezes). E a palmada materna que sai instintivamente...levei algumas que recordo com carinho pois a minha mãe não dava com força e ainda me ria na cara dela porque não me tinha doido nada. Enfim, não me fez mal, nem creio que bem...foram acontecimentos da educação que me deram. Cabe a cada uma de nós gerir e aplicar o melhor possível todos os mecanismos que temos ao nosso alcance emocional para fomentar a educação e formar o carácter dos nossos filhos tentando sempre fazer com que seja sempre o menos agressivo SEM NOS RECRIMINARMOS POR ISSO! Se não era necessária a palmada, amanhã já não faço e aprendemos com o nosso filho. Se era necessária e fundamental a palmada, sem remorsos!! Contudo...e pensa-se noutra acção para o caso de o mesmo comportamento que originou a palmada acontecer =) Porque ser mãe também é uma aprendizagem e autoavaliação constante. E sem dúvida que os nossos filhos nos fazem crescer..e muito.

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  11. Teresa Pereira

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    1. entendo o que diz e isso faz-me pensar na possibilidade deste texto ter algum fundamentalismo... que não é nada disso que se deseja. Uma palmada faz mal? Não, não faz! Resulta? Sim, resulta, claro que resulta! Sempre? Não, sempre não. E quanto mais se bate mais próximos estamos de ter aquela resposta 'podes bater que não doi.Pergunto-me se mesmo com uma palmada o seu de 2 anso não viria, dali a 5 minutos, pedir ou fazer de novo o que estava a fazer. Talvez não viesse, mas para mim esse não é o caso. Também me interessam pouco os estudos que dizem que uma palmada faz bem e os que dizem que uma palmada faz mal. Falo-lhe de mim, enquanto pessoa. Eu não me vejo nesse papel. E também não o quero. Sei que há muitas estratégias possíveis e que resultam e sobre as quais falo neste e noutros posts e em alguma literatura já publicada. Não mudamos do dia para a noite, Teresa. É um work in progress, é uam forma de estar que nada tem a ver com maes hippies, fundamentalistas. Tem muito a ver com respeitar-se (olhe o tracinho - repeito por si) e tolerar o outro e o seu crescimento. E se deu uma palmada? So what? Nao somos perfeitos. a relaçao é entre a teresa e os seus filhos - é com eles e consigo que vai resolver as questoes.
      Obrigada pelo feedback tao rico! Muitas felicidades, Magda dias

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  12. Eu tento adotar esse método. Também não concordo em bater nas crianças. Mas é difícil quando tentamos adotar estratégias de parentalidade positiva. Mas que posso fazer quando um menino de 2 anos e meio começa a cuspir no chão, quanto mais falamos para não o fazer, ele ainda nos provoca mais? Por muito que não queira ao fim de 20 minutos acaba por vir a palmada 😤😥

    Ass Catia

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Obrigada por leres e por comentares!
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