Ainda a propósito do post "Pais que somos, todos poderosos"

27.1.13

"Mas quanto mais leio, com mais dúvidas fico com o que devo ou não fazer! Dou sempre por mim a pensar se estarei a fazer isto bem, isto é correcto? devo fazer isto?! Tenho um filho com 1 aninho e descobri o blog à pouco tempo e estou a adorar... mas estou a ficar com tantas dúvidas.....!"
Comentário no post


Céus... Isto é tudo tão complexo. Eu deixo rolar a espontaneidade...

Comentário no  Facebook



Estes dois comentários foram deixados há pouco, a propósito do post Pais que somos, todos poderosos.


Vamos lá por pontos:

1) Pleaaaaase! Vamos ser espontâneas, au-tên-ti-cas! Quanto mais não seja porque se não o formos, tudo soa a falso! Sejamos quem somos, in the first place.

2) Comportamento gera comportamento. É elementar e já sabemos disso. Aliás, o Desafio Berra-me baixo é o reflexo disso mesmo. Lê AQUI o feedback que algumas participantes foram deixando publicamente - a constatação é brutal!

3) É claro que eu tenho o direito de estar de mau humor. É claro que por vezes atiro coisas à bruta ou bato com uma porta ou mando uma resposta 'torta'. So what? Sou humana, certo?
O problema aparece quando sistematicamente opto por um tipo de linguagem ou comportamento que é mais castrador ou punitivo. O problema surge quando não penso no assunto. O problema surge quando digo que o meu filho é feio quando na verdade o que é feio foi a acção que ele teve. É tão diferente dizer 'então? Nós não batemos, isso magoa. O que é que se passa?' ou dizer 'Mau, que menino feio e mau!'.
No primeiro a acção é que é condenável. No segundo estou a atribuir ao meu filho uma característica.

4) O homem é um ser social, constrói-se também com base naquilo que os outros dizem de si, pela sua noção de contar e ser importante. Sim, é verdade que há pessoas que tiveram uma infância difícil (lixada mesmo!) e que são casos de sucesso. A questão é: como é a paz interior que vivem? como é a sua auto-imagem? 

5) Quebrar com anos de pensamentos diferentes destes, relacionados com a filosofia da Parentalidade Positiva é difícil mas não é impossível. Demora o seu tempo, é uma aprendizagem e não diz apenas respeito à nossa relação com os nossos filhos. Diz respeito a uma forma de estar com as pessoas e connosco também. 

6) Vive, sê espontânea. Se hoje não saiu bem, não faz mal. Amanhã emendas e sairá mais próximo do que desejas.

1 comentário:

  1. Sou mãe há 1 ano. E já tinha dado por mim a criticar a minha pequenina com "não sejas...", "a mãe não gosta de meninas choronas".
    Descobri este blog há poucos meses e já me fez repensar o meu discurso com a minha filha e com os meus sobrinhos. Faço um esforço por criticar o comportamento e nunca eles. Não é fácil. São anos a ouvir e a dizer: és mal-educado, és chato, és embirrento que tenho que pensar duas vezes para dizer: "Amor, atirar as coisas ao chão não é bonito e não se deve fazer." Mesmo assim fico com dúvidas pois cada vez mais reconheço o impacto das minhas ações e palavras no desenvolvimento da personalidade da minha filha.
    Adoro cá vir. Adoro ser colocada à prova. Adoro terminar de ler um post e ficar a pensar.
    Vou passar a comentar mais...
    bj
    Obrigada por partilhar connosco o que sabe. Sou seguidora da parentalidade positiva. Abaixo os gritos, os nomes feios e as palmadas. Vamos todos ser pessoas melhores :)

    ResponderEliminar

Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share