A felicidade, a necessidade de ser ser elogiado, bajulado e as estrelinhas
28.1.13
Há umas semanas atrás escrevi um post sobre a moda do feedback positivo e das estrelinhas and so on, aplicada aos nossos filhos. Explicava que este tipo de metodologia ou estratégia deve ser utilizada com parcimónia e de forma inteligente e não porque está na moda e porque lemos e ouvimos que sim, que devemos fazê-lo a cada oportunidade. A ideia do post foi, como todos os posts que aqui escrevo, oferecer-te uma nova forma de ver as coisas para que possas reflectir sobre o assunto.
Hoje falo para ti, adult@ que és. Se acima somos nós que oferecemos esses elogios, hoje falo-te dos elogios que recebemos e dos quais somos dependentes (umas pessoas mais que outras).
Numa entrevista que lhe fizeram, a Gretchen Rubbin diz que decidiu não viver dependente dos elogios que lhe podiam tecer. A decisão tinha sido adiada durante muito tempo e ela sabia o quanto precisava de melhorar isso na sua forma de ser. Sabia também que a missão era difícil... mas nunca imaginou que seria tão dura. Diz que nunca imaginou que pudesse sentir-se tão furiosa ou magoada ou até ignorada por não lhe dizerem que ela ela era boa e que gostavam dela.
E então, uma das estratégias que decidiu utilizar foi lembrar-se, sempre que se sentisse daquela forma, de uma frase da Sta. Teresa de Lisieux que dizia que 'Quem ama, não mede'. Ou seja, quando amamos alguém, o que fazemos, damos sem esperar retorno. É a ideia do amor incondicional. Se esperamos nem que seja um pequeno 'obrigado' então já não é incondicional (mis-à-part a questão da boa educação, claro!).
A Gretchen diz que decidiu fazê-lo por ela, pela sua missão na vida. E acrescentou que não quer ter de pontuar, de amuar ou até de se sentir traída e de andar a pedinchar feedback positivo ao marido, filhas, editores e leitores, o que revelaria uma auto-estima baixa e uma necessidade de controlar tudo e todos...
Afinal de contas, a questão é com ela e não com os outros.
Decidiu fazê-lo por ela...
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Também já havia reparado que existem pessoas que necessitam constantemente de serem elogiadas e faço-o porque percebo que é importante para a sua auto-estima. Mas também já reparei que essas mesmas pessoas raramente retribuem...será impressão minha????
ResponderEliminarse calhar o umbigo é tão grande que se esquecem... e sugam tudo para elas. Lá está, são essas as situações a que a Gretchen se refere...
EliminarEu aprendi a agradecer os elogios e a aceitá-los, mas fico sempre pelo menos um pouco embaraçada quando os recebo, talvez no fundo tenho medo de ficar com a sensação de que ou é dito por dizer, ou é dito com interesse ou por uma questão de reciprocidade...
ResponderEliminarClaro que gosto de reações e de ver que as pessoas têm algo a dizer quando eu me dirijo a elas, mesmo porque eu quero é partilhar, mas "estrelinhas" de bom comportamento... São apenas isso, não valem nada.
Mas sobretudo, o que quer que venha, que seja espontâneo e genuíno, nem a pedido, nem por hábito. O primeiro é patético, o segundo é perda de energia...
ML, estamos a falar da mesma coisa! Eu gosto de elogios que vêm na forma de um reconhecimento. Que reconhecem aquilo que eu fiz, com detalhe. Estou como tu, que nao venham a pedido nem por hábito... :)
EliminarEsta questão das estrelinhas e do feedback positivo deixa-me por vezes com dúvidas, tal como disse aqui: http://edien-edien.blogspot.pt/2013/01/vai-ser-canja.html. Quanto ao J. creio que a coisa até está a resultar, se bem que ele, não as vê como gratificações mas sim, como uma forma de contabilizar quantas noites foi capaz de dormir sozinho e como está a decorrer a sua grande conquista.
ResponderEliminarQuanto à temática dos elogios não poderia estar mais de acordo com a Magda.
Beijinhos ;)
Olá Edien,
Eliminarqueria ver o post mas nao consigo... diz que a pagina nao existe. Pode enviar-me por email o link, de novo, pf?
Um beijinho!
Ok.Obrigada :)
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