Quando menos é igual a muito mais!

1.12.12



Andamos em obras cá em casa. 
E ao mudarmos a nossa filha de quarto, percebi a quantidade de roupa que ela tem! Mais, muito mais que eu! :)

A cada dia que passa, sou cada vez mais alérgica a ter muitas coisas em casa. E isso é motivo de felicidade! Quanto menos houver para desarrumar, menos há para arrumar. Quanto menos houver, mais tempo há para os outros, para as nossas actividades. Quanto menos houver, melhor passa a energia (feng shui).

Queres um exemplo? Antes da minha filha nascer, o meu armário era nada mais nada menos que um closet inteiro! Depois, passou a ser o armário de um dos quartos. O armário todo! E este ano, como resultado da redução de coisas que tenho feito, é meio armário e com direito a ter aí guardada a caixa da roupa Primavera/Verão. Isto é só brutal!

E olho para a roupa que tenho e gosto de toda!

Sim, sinto-me algumas vezes tentada a comprar coisas que não preciso ou por impulso. Mas a verdade é que agora são mais as vezes em que passo em frente às lojas e nada me interessa. Não preciso de maquilhagem nova, de collants de novas cores ou de mais um par de leggins ou botas. E aquelas compras melhores, deixo-as para os saldos.

Se ando mais feliz com menos? Muito, mas muito mais!

Outra coisa que também mudou foi a forma como faço compras no supermercado. Vou sempre ao Continente e ao Bonjour por causa do cartão. Gosto do sistema de pontos, das promoções. Sempre pensei que fosse uma cena complicada mas não, não é! E adapto os menus às promoções. Há uns 10 anos atrás era completamente desconectada desta forma de gerir a casa. Neste momento, gosto que seja assim e gostava de ter chegado a esta conclusão há mais tempo. Antigamente cozinhava e fazia a mais para congelar. Neste momento decidi não ter mais pratos confeccionados no congelador. Já não funciona - passei a deitar fora e isso é pecado! Sobretudo nos dias de hoje.

Passei também a gerir melhor os legumes e a fruta que compro. Sempre em quantidades minis - nem que tenha de voltar ao mercado ou ao supermercado com fruta 'caseira' aqui ao pé de casa dia sim dia não (os frescos prefiro trazê-los ou do mercado ou do supermercado aqui ao lado).

Perceber o que me faz feliz é tão importante. São detalhes pequenos mas a felicidade da vida reside mesmo nestes pequenos detalhes. 

Se me apetece incutir isto na minha filha? Claro que sim!! É difícil porque ela ainda age por impulso mas lá vai percebendo. E quando falámos das prendas de Natal, ela só pediu uma... Recorta as revistas todas cheias de brinquedos mas, quando é para pedir, pede aquilo que mais quer! E isto é, para mim, maravilhoso!

Menos coisas em casa é mais liberdade. E é curioso que com a chegada do Natal, fico um pouco angustiada com a quantidade de 'coisas' que vou receber. Porque não preciso de roupa, nem de coisas para a casa nem de coisas para mim. Espero que apostem em coisas de comer... é que sinceramente, damos cabo daquilo e não se pensa mais nisso.. Pelo menos é no que eu vou apostar! E quando Fevereiro chegar, pensarei em regimes... :D


P.S. A minha estratégia é pensar : se fosse de férias, levava isto comigo? Se a resposta for não, é porque talvez não precise!



5 comentários:

  1. como eu te entendo Mum! com a chegada do primeiro filho, tenho andado a gerir o espaço disponível para o receber! é incrível perceber que tenho coisas que hoje considero supérfluas... tenho destralhado a casa, doado roupa e calçado e ganhei espaçõ físico, espaço mental, tempo a limpar e essencialmente, tenho ganho felicidade e leveza!
    beijinhos da costa alentejana, Xana

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  2. Muito inspirador seu post, e veio de encontro com o que estou estudando hoje, que é como levar uma vida minimalista.
    Está iniciativa infelizmente não foi por livre e espontänea vontade, mas esta valendo a pena, tenho que confessar que estou mais feliz. Esse ano tive que me mudar de endereço e isso me deixou muito triste, pois morava numa casa confortável e com toda "segurança", mas hoje estou num bairro simples numa chácara enorme e cheia de bichos, árvores frútiferas, lago com peixes e tres carneiros. Sou uma pessoa urbana e essa vida sempre achei linda, mas não para mim, mas graças a Deus temos o poder de nos adaptar em qualquer situação e confesso que estou começando a gostar, hoje mesmo descobri um pé de carambola lindo, e isso me deixou muito feliz. Estou ainda em processo de adaptção mas estou confiante que a felicidade mora ao nosso lado!!!
    Conheci seu blog a uma semana e estou adorando, Parabéns pelo seu trabalho! Beijo no coração.

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  3. Às vezes quanto mais roupa temos mais parece que não temos nada para vestir! Pelo menos comigo é assim... Aqui em casa cada um continua com o seu armário (ele tem tantas camisas que ocupam 2 portas do armário dele... mas são necessárias, sem dúvida!), para as coisas também não estarem apertadas, mas cada vez dou mais e compro menos!

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  4. Não poderia estar mais de acordo. O armário da minha filha "mete medo" com tanta roupa. É que não há realmente mais espaço. Mas pronto, tenho um bocado a panca de a vestir toda a condizer e mimimi! O armário do meu filho já é diferente, muito menos roupa, talvez por ser rapaz...Já disse ao meu marido que queria pegar na roupa toda que tenho escolher meia dúzia de peças e dar o resto! Comprar uma ou outra nova, talvez. Já fui muito mais consumista, mas inda sou em demasia, na minha opinião! Deveria mudar! Talvez um objectivo a atingir no próximo ano:)

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  5. Adorei o artigo! Vou tentar fazer o mesmo cá em casa! O meu problema em relação à roupa, é ter medo de vir a precisar dela...enfim! :)

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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