Amor incondicional... ?

30.11.12

Muito se fala do amor incondicional dos pais pelos filhos.

Eu bem sei que a maior parte de nós daria a vida pelos filhos. Mas também sei que não somos todos iguais. 

Não me vou pôr aqui com um discurso cego e pouco realista.  Amar incondicionalmente os nossos filhos é menos fácil do que aquilo que parece. Porque gostaríamos que fossem melhores alunos, mais calmos ou mais espevitados. E sim, é verdade que um filho que vai ao encontro das nossas expectativas dá-nos menos frustrações e torna-nos a vida mais fácil. É muito difícil não se criar expectativas. 

Depois há, claro, os pestinhas que nos fazem rir com aquele charme todo. 

Mas não me vou pôr com coisas... esta exigência de se amar incondicionalmente é mesmo difícil e não é para todos!

Agora aquilo que eu sei, baseado em estudos e no depoimento de muitos psicólogos e psicanalistas é que o amor de um filho pelos pais é que é incondicional. Porque até os miúdos que foram mal tratados, que sofreram nas mãos dos progenitores continuam, mesmo na vida adulta, a amar e a desejar o amor daqueles pais. 

Se isto não é incondicional, então não sei o que é!

7 comentários:

  1. É mesmo!! grande verdade!

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  2. Olá Magda!

    Subscrevo tudo o que disse. Sem tirar nem pôr. A verdade pode ser dura mas é uma realidade e, pela minha experiência profissional, o amor dos filhos é, sem sombra de dúvida incondicional, porque para essas crianças (as que foram e são mal-tratadas, as que sofreram e sofrem, ...) preferem ter pais assim do que não ter nenhuns. E por isso é que continuam a não desistir de lutar pelo amor desses pais (o que, infelizmente, muitas vezes nunca irá acontecer).

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  3. Nunca tinha pensado no assunto nesses termos mas olha que é uma grande verdade.

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  4. Gostei muito deste post Magda, porque é muito verdadeiro. Realmente, nós pais, muitas vezes não conseguimos "domesticar" as expectativas que alimentamos em relação aos nossos pequenos. Falo por mim, quantas vezes tenho que pensar "que parvoíce, mas porque é que hei-de estar nesta ânsia de conseguir que ela faça (qualquer coisa)!" Acho que de alguma forma queremos sempre comprovar, através deles, a nossa competência como pessoas, como educadores, etc... O que será normal, talvez, até um certo ponto só, não?
    Ana Ramos

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  5. Falando na primeira pessoa: não é verdade! Lamentavelmente, sei que é possível não amar os pais...

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  6. Sobre as (estupidas) expectativas que se criam, sei (e nunca disse nada disto a ninguem) que o que mais me custou a aceitar na minha filha é que o cabelo dela não era tão escuro como eu tinha expectado
    É ridiculo e eu nem ligo muito a apresentaçao pessoal, mas foi o que aconteceu, sem que eu entenda porque.

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