Portugal
tem, no que diz respeito à promoção da família e à promoção da igualdade entre
género, uma das melhores leis europeias.
Mas,
ainda assim, e quando pergunto nas sessões de coaching ou até nos workshops que
mudanças positivas as mães gostariam de fazer, muitas falam em terem tempo para
irem fazer ginástica, correr, mexerem-se! E, quando vamos mais longe, percebemos
que numa larga maioria, os maridos têm uma actividade desportiva uma a duas
vezes por semana.
A
questão então é: O que é que te impede de ires, tu também, à tua aula de step?
Se a questão da igualdade começa a deixar de o ser em termos legais, quer-me
parecer que nós mulheres (na maior parte dos casos, claro), somos muito boas em
arranjarmos justificações para não irmos: seja porque alguém tem de ficar com a
criança (escondendo uma preguiça ou até mesmo um sentimento de culpa mais
profundo) seja porque, ao estarmos por casa, permitimos que estejemos todos
juntos, em família.
A
questão passa então a ser ‘como é que fazes para não ires à tua aula de step?’
A
grande explicação está na chata da culpa judaico-cristã. É verdade! O raio
dessa culpa que nos lixa a cabeça e que está de tal forma enraízada que eu até
me pergunto se ela não virá no nosso ADN comportamental...
Um
raio de culpa que diz que não faz mal que ele vá porque, afinal de contas, não
faz mal que eu fique hoje e vá na próxima semana. Ou que adie a inscrição mais
uma vez, até porque agora chegam os dias pequenos e o frio dá menos vontade de
ir. Mesmo que eu ache que isso é importante para mim. O mais engraçado é que,
se calhar, ele nem se importa e até faria gosto... Ou não. Enfim, cada caso é
um caso.
Então,
caso estejas com este ‘dilema’ nas mãos, a questão que te coloco é
‘estás
à procura de uma justificação para não ires ou de uma brecha para te pores a
mexer?’
A
partir daí podes deixar cair a questão ou passares a um plano para ires tratar
da saúde e de ti!