Permissão de ser humano

30.9.12



O Tal Ben-Shahar diz, na entrevista que lhe fiz, que um dos pontos mais importantes para sermos realmente felizes é a 'permissão de sermos humanos', ou seja, permitirmo-os sentir exactamente aquilo que sentimos. Sem disfarces, tal e qual acontece.
A dada altura, ele conta que num dos primeiros anos em que esteve a leccionar a cadeira de Felicidade e Psicologia Positiva, um aluno da universidade pediu para se sentar ao pé dele. O Tal ficou feliz, sobretudo porque é uma pessoa tímida e, dizia ele, aquele estudante tinha-lhe poupado um almoço em silêncio.

O aluno perguntou se ele era o professor que ministrava aquela cadeira e ele disse que sim. O aluno continua e diz 'Waw! Que interessante. Dois dos colegas com quem partilho a casa andam na sua turma. Eles falam com imenso entusiasmo das suas aulas e de si! Por isso, é melhor ter cuidado.'
-'Cuidado?', disse Tal
-'Claro, que se calha de o ver triste ou amuado, eu vou contar... ahahhaha!'

Ora aí esta a verdade verdadeira! Nem para o próprio Tal é possível andar-se sempre feliz e alegre, mesmo sendo ele uma das principais referências nas áreas da Psicologia Positiva e da Felicidade. E porquê? Porque isso não é, simplesmente, humano e real (sim é, se estiveres louc@ mas isso é outra história). Ser-se humano é passar por emoções positivas, negativas e neutras. É sentir ódio e, quem sabe, na hora a seguir, um amor imenso pela mesma pessoa.

O Tal Ben-Shahar, tal como eu, estuda o que se publica nas áreas da Psic.Positiva, Felicidade, e eu chamo a mim a área da Educação e Parentalidade Positiva. Mas, lá está, isso não quer dizer que eu ande sempre feliz, isso não quer dizer que a minha filha seja a criança mais bem educada e tranquila à face da terra - que não é e muitas vezes dou por mim a contar até 10 e a perguntar-me se estarei certa ou a deixar levar a dela adiante porque estou demasiado exausta ou distraída com outra coisa qualquer e, no fundo, sem que não devia... E isso tudo é tão legítimo porque ser-se pai e mãe é ser-se intenso em tudo: na forma como amamos mas também na forma como nos sentimos confusos, em alguns dias, porque o nosso little one nos está a levar aos píncaros do desespero... E se não for assim, algo está errado.

Bom domingo, boa semana!

2 comentários:

  1. A minha teoria não é nenhuma em especial. ..;)
    Apenas gostaria de lhe dizer q gosto muito de ler o q escreve e q, ultimamente, sempre q leio algum post seu "cai que nem ginjas" ou melhor "na mouche"!
    Obrigada:-)

    ResponderEliminar
  2. A minha teoria não é nenhuma em especial. ..;)
    Apenas gostaria de lhe dizer q gosto muito de ler o q escreve e q, ultimamente, sempre q leio algum post seu "cai que nem ginjas" ou melhor "na mouche"!
    Obrigada:-)

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Obrigada por leres e por comentares!
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