Levas com a parentalidade positiva em cima, pá!

27.9.12


A falta de inspiração nos últimos tempos e a indecisão sobre o que escrever faz com que publique menos.

Nesta semana apercebo-me que ando com uma tendência meia irónica nos posts (sobretudo nos do Facebook) e por isso o tom vai continuar...

Aqui vamos nós!

Bater não é solução, castigar também não e já agora ralhar nem pensar... (ironia...) 
O que é que resta?
Sim, existem alternativas. Mas eu também sei que, como diz uma amiga minha, por vezes apetece dar-lhes com a parentalidade positiva em cima...

E por isso, não tanto em jeito de ironia mas mais de provocação, deixo-te um pensamento do Alfie Khon que diz qualquer coisa como 

'Todos os tipos de castigo pela sua natureza - impedem o pensamento moral. Por isso, quando aqueles que defendem a disciplina tradicional insistem que os miúdos também vão ser castigados na vida real, a resposta seria perguntar a essa pessoa 
'Ah é? E então diga-me lá, que tipo de adulto é impedido de ter um comportamento ético? Nenhum, pois não? A menos que não seja apanhado, certo, aí se calhar prevarica e tal...'.

Porque esse é o tipo de adulto que a maior parte dos pais esperam que os seus filhos NÃO sejam.

Nota: castigar também pode dar para bater ou humilhar, tá? 

E é isto... bom resto de quinta!


7 comentários:

  1. E pagar direitos de autor??
    ás vezes desesperamos, mas é bom ter noção dos nossos limites e, saber que os limites são nossos msmo e não dos miúdos! assim fica mais fácil de aceitar este ou aquele comportamento.
    e, qualquer dia, vais ter d eclarificar bem esse conceito de "castigo"... fica a sugestão para um post, já que andas com falta de inspiração. Porque, para mim, ás vezes, castigo é o equivalente às consequências de um acto, mas não deixa de ser um castigo, na medida em que é uma opção minha que ele "sofra" essas consequências. Exemplo: lembra-se, enquanto está à mesa, de atirar os lápis para o chão e a consequencia e o castigo é que eu não os apanhe e não lhos dê de novo. Não deixa de ser castigo e, a meu ver, é necessário!
    e pronto, não escrevo mais que já me estiquei

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  2. hahahha! Ainda te estive pra enviar sms a dizer que me tinha inspirado na tua frase... mas deixei que visses por ti :)

    Tens toda a razão, tenho mesmo de explicar a noção de castigo mas tem muito a ver com o que dizes.
    Uma coisa é consequência e outra é castigo que é diferente.
    Explicando melhor:
    Consequência: Atiras os lápis e eles ficam lá porque eu não os vou buscar.
    Castigo é tiras más notas e não há playstation pra ninguém.
    Se bates ao teu irmão não vais ao parque.

    Se andam perto? Andam... mas mesmo assim são diferentes porque um é uma consequência do tipo 'se partires o bico do lápis nao podes desenhar mais' e o outro é mais do tipo 'pimbas que vais perceber que aqui pias fino e como eu quero'.

    eu não me lembraria de proibir a minha filha de fazer algo que ela gosta só porque ela tirou uma má nota ou bateu num outro menino. Não estaria a ensinar nada, mesmo nada, apenas e só que eu tenho mais poder porque sou mais velha e mais alta e ela ainda não chegou aos 9 anos que é quando começam a deixar de nos adorar...

    Expliquei-me?

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  3. desculpem meter-me na conversa... mas fiquei com 1 dúvida prática:

    qual seria a "consequência mais adequada" e não castigo para o caso das más notas ou de bater num miúdo? a meu ver, alguma coisa tem que ser feita...

    obg,
    Raquel

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    1. Raquel,
      não faço ideia qual é a resposta porque cada caso é um caso... cada miúdo é um miúdo.
      Quanto ao bater (e lá está, de novo depende do miúdo, da idade...) eu afasto as crianças. Digo não se bate, nós não fazemos isso. Acha que digo de forma fofinha? Claro que não! Digo com firmeza. Digo basta, digo já chega - nisso e em muitas outras coisas. De forma clara e firme. E digo afastada do sítio onde a coisa aconteceu.

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  4. Confesso que ainda não pensei muito nisso porque a minha filha ainda não está propriamente na idade dos castigos. Com 17 meses o máximo que lhe faço é, se atira para o chão: "vai apanhar, sff" e depois quando ela apanha e devolve, agradeço, ou se está rebelde e não apanha fica lá o objecto indeterminadamente... ou se bate em alguém, digo "isso não se faz, vai fazer uma festinha a X" (ela não dá beijos).. Mas, sinceramente, sou a favor dos castigos e das consequências dos actos. A palmada e o bater, não! Mas a perda de qualquer coisa, sim. Claro, que sempre adaptado à idade e à asneira. Como muita gente diz: o castigo devia ter a duração do tempo de vida, ou seja, 2 anos, 2 minutos de castigo :)

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  5. eu preciso de exemplos prático...porque na prática ás vezes é dificil não os por de castigo quando batem nos irmãos depois de dizermos mil vezes que não, por exemplo...como é que na prática fazemo-los entender que há coisas que estão mal isto pela minha prespetiva d equem não sabe nada e precis a aprender e muito e mãe de três crianças .
    E um workshop para os açores isso é que era -eu preciso aprender e tantooooo

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    Respostas
    1. :)
      Sónia, olá! Veja a resposta acima, à Raquel.
      Um beijinho!

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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