3 requisitos para se exercer a Parentalidade Positiva

7.9.12

SEGUNDA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2012





ALERTA: O título é só um chamariz. Não gosto de requisitos, nestas coisas. Parece uma prova de acesso e isto não o é, claramente. O que eu quero é chamar a tua atenção para que venhas aqui ler este post.


A questão é mais: ‘Se houvesse algum ponto importante a melhorar na atitude ou na forma de estar dos pais, que lhes facilitasse a vida, qual seria ele?


Não seria nem um, nem dois e sim três!

E quais são eles? Vamos lá então!

Primeiro, os pais e as mães têm de saber o que é que se espera deles. E o que é? É amarem os seus filhos, de forma incondicional. E, ao mesmo tempo, é saberem que existem para educar e humanizar os seus filhos. E como é que isso se faz? Preparando-os para serem adultos responsáveis, sãos e capazes. Como? Mostrando-lhes quais são as regras que existem na vida. E não são assim tantas quanto isso. Podes ler sobre isso aqui.

Depois os pais precisam de perceber que todos os membros da família têm o seu lugar. O pai e a mãe são pessoas. A criança é pessoa. Mas a criança não entra na intimidade da vida dos pais nem o filho entra nas discussões entre pai e mãe, mesmo que ele seja o tema do debate. A criança tem direitos e deveres tal e qual como os pais. Tem o direito (e o dever, até!) de brincar e também tem horas de ir para a cama, por exemplo. Para descansar e para que os pais possam fazer a sua vida de adultos. Uma criança não se levanta 50 vezes da cama. Isso não acontece. Se os pais souberem disto, conseguem actuar com maior firmeza. E é isto que muitas vezes falta – a firmeza.

Finalmente, a mãe (mais que o pai, na maior parte das vezes), precisa de se libertar de uma coisa que vem no pacote, quando se torna mãe, e que é a culpa. Precisa de ter momentos seus e que são fundamentais para que esteja em equilibrio e feliz, na sua relação com a família e com os filhos. Uma mãe cansada, frustrada e que deixa de ter vida para tratar dos filhos não consegue ter a energia necessária para desvalorizar o que é desvalorizável, para brincar mais e com mais vontade, para ser firme em vez de ralhar, castigar ou bater. Por isso mesmo, a mãe precisa de tempo para ela. Que tenha uma actividade extra-laboral. Se não pode, que vá tomar café com uma amiga, que vá passear com o marido ou com as amigas. E que aproveite os momentos em que está sem o filho, sem um pingo de culpa. Se o filho estiver bem e com alguém que sabe cuidar dele, então que aproveite! E que volte para casa com vontade de trincá-lo e enchê-lo de beijos. E feliz! Porque a primeira regra da parentalidade positiva é mesmo: pais felizes = filhos felizes.

1 comentário:

  1. Bem...adorei esta "esfrega" de parentalidade positiva! E revi-me na questão da culpa! o meu filho tem 2 anos e meio e das vezes que o deixamos para fazermos algo por nós, sinto-me evadida pelo sentimento de culpa, acabo por estar sempre a pensar nele e a olha para o telemóvel! Também já pensei fazer um hobby pos laboral, mas mais uma vez a culpa invade-me e diz-me: "então passas o dia todo sem ver o teu filho e ainda queres abdicar 2 vezes por semana para ires fazer ginástica? e chegas a casa e ele estará a dormir?..." e agora?o que faço?....estou viciada...no meu filho! O que me diz em relação a isto?

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