A questão é mais: ‘Se houvesse algum ponto importante a melhorar na atitude ou na forma de estar dos pais, que lhes facilitasse a vida, qual seria ele?
Não seria nem um, nem dois e sim três!
E quais são eles? Vamos lá então!
Primeiro, os pais e as mães têm de saber o que é que se espera deles. E o que é? É amarem os seus filhos, de forma incondicional. E, ao mesmo tempo, é saberem que existem para educar e humanizar os seus filhos. E como é que isso se faz? Preparando-os para serem adultos responsáveis, sãos e capazes. Como? Mostrando-lhes quais são as regras que existem na vida. E não são assim tantas quanto isso. Podes ler sobre isso aqui.
Depois os pais precisam de perceber que todos os membros da família têm o seu lugar. O pai e a mãe são pessoas. A criança é pessoa. Mas a criança não entra na intimidade da vida dos pais nem o filho entra nas discussões entre pai e mãe, mesmo que ele seja o tema do debate. A criança tem direitos e deveres tal e qual como os pais. Tem o direito (e o dever, até!) de brincar e também tem horas de ir para a cama, por exemplo. Para descansar e para que os pais possam fazer a sua vida de adultos. Uma criança não se levanta 50 vezes da cama. Isso não acontece. Se os pais souberem disto, conseguem actuar com maior firmeza. E é isto que muitas vezes falta – a firmeza.
Finalmente, a mãe (mais que o pai, na maior parte das vezes), precisa de se libertar de uma coisa que vem no pacote, quando se torna mãe, e que é a culpa. Precisa de ter momentos seus e que são fundamentais para que esteja em equilibrio e feliz, na sua relação com a família e com os filhos. Uma mãe cansada, frustrada e que deixa de ter vida para tratar dos filhos não consegue ter a energia necessária para desvalorizar o que é desvalorizável, para brincar mais e com mais vontade, para ser firme em vez de ralhar, castigar ou bater. Por isso mesmo, a mãe precisa de tempo para ela. Que tenha uma actividade extra-laboral. Se não pode, que vá tomar café com uma amiga, que vá passear com o marido ou com as amigas. E que aproveite os momentos em que está sem o filho, sem um pingo de culpa. Se o filho estiver bem e com alguém que sabe cuidar dele, então que aproveite! E que volte para casa com vontade de trincá-lo e enchê-lo de beijos. E feliz! Porque a primeira regra da parentalidade positiva é mesmo: pais felizes = filhos felizes.


Tal e qual... dito assim até parece fácil!! E no fundo até é, basta querermos! pensar neste assunto é bom e deixa-nos mais traquilos para o que há-de vir!
ResponderEliminarTrês tópicos que fazem todo o sentido e que se complementam entre si!
ResponderEliminarQue bom que foi ler este post logo de manhã !
ResponderEliminarÉ uma questão de atitude... concordo, mas nem sempre é fácil! Se firme por vezes é tão difícil qdo já estamos cansadas e aparece uma birra ou outra.
O que eu já tenho espalhado esta forma de educar, pela Parentalidade Positiva... :) é porque concordo mm com tudo!
Bjs
Eu tenho que ir ao workshop que vai haver em Lisboa! Tenho, tenho!! :))
ResponderEliminarConcordo com tudo falta-me é alguém a quem deixar a miudagem para espairecer de vez em qdo ...
ResponderEliminarObrigada pelo texto, adorei!
Maggie
Ai acho que estou a precisar TANTOOOOOOO deste ultimo item....
ResponderEliminarlibertar a culpa e IR VIVER UM BOCADINHO:....
Este comentário não tem nada a ver com o post (peço desculpa por isso) mas reparei que temos o mesmo problema. Quando escrevemos posts, por vezes as imagens aparecem nas listas de leituras das nossas seguidores, e outras vezes (como no caso deste post) simplesmente não aparecem...
ResponderEliminarPor acaso não sabe porque razão isso acontece? É que eu queria que aparecessem sempre mas desde que mudei de computador que é só mesmo quando lhe apatece!
Ly, não faço ideia... alguém por aqui consegue ajudar a Ly?
EliminarBeijinhos **
Estou a precisar tanto libertar-me da culpa, e de um tempo de qualidade para mim para puder ter também tempo de qualidade com os meus filhos... Sinto-me a pessoa mais rabujenta do mundo....
ResponderEliminar