Se pudesses apagar uma coisa no mundo, o que é que seria?

31.7.12
Esta foi a questão que eu coloquei à Sara, que entrevistei aqui e cuja segunda parte da entrevista vais ler amanhã. Acho que nunca disse uma coisa destas aqui no blogue mas ler o que ela diz é, muito sinceramente, obrigatório! Que mulher! Que ser evoluído!

E tu, se pudesses apagar uma coisa no mundo, o que é que seria? A Sara apagaria o arrependimento. E tu? E porquê?

Hoje é assim

31.7.12
'Aquilo que torna as pessoas espertas, curiosas, atentas, observadores, competentes, confiantes, com recursos, persistentes - e inteligentes, no melhor e mais alargado sentido da palavra - não é terem acesso a mais e mais lugares onde possam aprender, a mais recursos e a mais especialistas mas serem capazes de, nas suas vidas, fazerem uma variedade de coisas interessantes e que tenham significado e que desafiem a sua ingenuidade, as suas competências e o seu julgamento, e a vida das pessoas que estão à sua volta.'

— JOHN HOLT —

Hoje é assim

31.7.12

A verdadeira missão dos pais

30.7.12






Sabes aquela famosa tatuagem do ultra-mar ‘Amor de mãe’? Pois é, o amor de mãe (e de pai, claro!) é ultra-especial. É um amor tão diferente dos outros. É uma amor onde damos o tudo por tudo, onde damos o melhor daquilo que temos e somos para que, no final, a criança que gerámos - agora adulta – dê o salto e vá fazer a vida longe de nós. Apostámos tudo para nos deixarem!



Mas a missão dos pais, a verdadeira e grande missão não é amar incondicionalmente os filhos. Não é mesmo!


A verdadeira missão dos pais é uma e só uma: é educar e humanizar a criança e torná-la num adulto são, capaz e responsável. É para isso que cá andamos, meus senhores e minhas senhoras.


Há muitos anos ouvi uma senhora (sei que era psicóloga ou pediatra mas não me lembro do nome nem em que estação ouvi) dizer uma coisa absolutamente correcta. Dizia que existem dois tipos de pais / educadores:


1) Aqueles que adoram as crianças, adoram brincar com elas, enchê-las de mimos, dar-lhes chocolates, brincar e brincar com elas. Tratam-nas como se fossem animaizinhos fofinhos e apresentam-nas como coisas. Gostam delas mesmo a sério? Claro que sim!


2) E depois há aquelas que adoram as suas crianças e gostam de brincar e estar com elas mas o seu grande desejo é encaminhá-las para que sejam adultos saudáveis, felizes e que não causem problemas (sim! Ela disse isto: não causar problemas!).


De facto, a função do pai e da mãe é enunciar quais são as regras mais importantes da vida da criança – algumas das quais vão desaparecendo à medida que a criança vai crescendo. Repara: nem tudo é proíbido para o resto da vida. Se o teu filho ainda não pode cortar o pão com a faca de serrilha, daqui a uns anos já poderá fazê-lo. Só precisas de lhe dizer que quando for um bocadinho maior vai poder ajudar-te nisso. Agora é que não. Mas já há coisas que pode fazer agora que não podia antes.

E depois há outro tipo de regras. O teu pai chateia-se contigo quando bates no teu irmão? Chateia-se, pois! Primeiro porque ninguém gosta de apanhar. E em segundo lugar, e fundamentalmente, porque se o teu pai sair de casa e for bater no vizinho, já se sabe que se vai chamar a polícia, não é? Pois é, a função do teu pai é educar-te e fazer-te compreender as regras que temos na sociedade em que vivemos!


E agora dizem os mais puristas ‘Ah e tal mas isso não é castrar a criatividade das crianças? Isso não é frustá-las? E queres criar o teu filho neste tipo de sociedade?’

Give me a break! Há outra sociedade? Eu sou a sociedade, tu não?

E respeitar as regras da sociedade nunca impediu ninguém de ser criativo. No limite deixou alguns teenagers à deriva, isso sim! Aliás, se algum criativ@ me lê, sabe bem que a criatividade dá trabalho e tem pouco de impulsivo, certo?

Quando os filhos percebem o interesse das regras e as integram na sua vida, então passam a aplicar essas mesmas regras (ou limites, como queiras chamar) sozinhos, sem que seja necessário que o pai e a mãe estejam sempre ali ao lado. E isso é humanizar e educar uma criança.


A verdade é só uma: quando uma criança sabe que os pais não são capazes de a fazer obedecer, então ela também acha que esses pais não são capazes de a proteger. E as crianças precisam desta sensação de segurança para se construírem e crescer.

Lá está, mais uma vez concluo que regras e limites na educação de uma criança é igual a segurança*.



* e já agora atrevo-me a dizer que há não há assim tantas regras... Mas um dia falamos sobre isso!

Hoje é assim

30.7.12

Profissão: Mãe a tempo inteiro

27.7.12





Quando Portugal é tido como um dos países onde a maior parte das mulheres com filhos trabalha a tempo inteiro , a realidade das mães a tempo inteiro (daqui em diante mencionadas como MATI) muda de panorama com relação àquilo que era sê-lo, há uns anos atrás.

No passado, as MATI eram-no porque desejavam sê-lo. E eram-no a 100%, sem conjugarem trabalhos paralelos. As mulheres que hoje estão na casa dos 60 foram mães a tempo inteiro por vários motivos. Ou porque tinham uma grande família e ficavam em casa a organizar as tarefas domésticas e a conciliar a educação (o mais velho começava a trabalhar cedo e o outro ia logo a seguir); ou porque o marido tinha um vencimento que a permitia dedicar-se aos filhos e à casa; ou ainda porque era (em alguns meios) mal visto que a mulher trabalhasse fora de casa.

Hoje, a cena muda de figura e a verdade é que há muitos poucos casos como os que acima citei.

A Ana, do blogue Anita de Tulp sorri e suspira quando lhe pergunto porque é que uma mãe a tempo inteiro não é nenhuma dondoca. A verdade é que, ao contrário dos outros trabalhos, neste ninguém te explica o que é que se espera de ti. E mais: só sabes se atingiste os resultados daqui a uns 30 anos.

Todas as mães entrevistas sabem que em casa há sempre, mas sempre coisas a serem feitas. Seja a lida doméstica, tratar e brincar com os miúdos, levá-los aqui e acolá, o serviço não tem fim. Não há um almoço entre colegas de trabalho. Não há dia de descanso nem tão pouco um vencimento no final do mês ou um subsídio de Natal ou de férias. Muito pelo contrário, o desafio é mesmo conciliar o salário de uma pessoa, que normalmente já é magro, pelos 3 ou 4 membros do agregado. Maior jogo de cintura tem a Catarina, do blogue Dias de Uma Princesa que, com dois filhos e  sendo mãe solteira, equilbra todos os meses as contas. Valhe-lhe o apoio do pai do filho mais velho e da mãe.

Quase todas as mulheres com quem falei são mães a tempo inteiro por força das circunstâncias. Em quase todos os casos, quis a crise que ficassem sem emprego a meio da gravidez ou já depois dos filhos terem nascido. E quando inicialmente algumas entraram em pânico, todas conseguiram ver que dali também podia vir coisas boas.  Quem também o diz é a algarvia Ana, autora do blog MixingDreams de 39 anos. Mãe de um rapagão de 9 anos, deixou de ser administrativa após 18 anos de dedicação e neste momento é considerada ou demasiado ‘velha’ para trabalhar, ou com um CV ‘demasiado bom’.

E que coisas boas são essas que aparecem quando se passa a ser MATI por força das circunstâncias?
É unânime: serem as primeiras a escutarem as primeiras palavras dos rebentos, a darem a mão nos primeiros passos e a acompanharem o crescimento das pessoas mais importantes da vida delas. Estão lá para ajudar, incentivar ou apenas assistir e escutar. Tenham eles 2 anos ou 10 ou até mais.

A autora do blogue Motherhood is a Full Time Job, licenciada em inglês/alemão exerce a profissão de MATI e tem um negócio de venda de artesanato online. A função de MATI vai provavelmente terminar agora, porque espera ser colocada enquanto professora. O mesmo acontece com a Filipa, 29 anos e autora do blog MiniFeijão. Mas esta é uma falsa MATI. E não vale a pena dizer o contrário porque ela também admite. É sim uma mulher multi-faceta que conjuga o papel de MATI com o de designer. E também é coordenadora de uma empresa de remodelação de imóveis e gestão de obra e tem uma empresa de venda de sapatinhos para bebé. E ainda está a tirar o Doutoramento. Não faço ideia como é que tem tempo para isto tudo. E ela também não! É claro que ter uma empresa dá-lhe alguma flexibilidade e permite-lhe levar a pequena para o escritório, privilégio pouco acessível à maior parte de nós. Mas o reverso da medalha está na cara. O tempo que tem para si própria é pouco ou nenhum. E a maior parte dos dias trabalha noite fora para fazer aquilo que não ficou feito durante o dia.
Aliás, este é um ponto em comum em quase todas as entrevistadas. A falta de tempo próprio, a solidão de passarem os dias sem adultos ‘interessantes’. Em Setembro a filha vai frequentar a escola a tempo inteiro, o que vai fazer com que tenha mais tempo para dedicar-se aos negócios e a si. À questão ‘voltaria a repetir a formula de ser MATI?’ a Filipa não sabe exactamente o que responder. Sabe que isso implica uma enorme disponibilidade e uma brutal conciliação de tudo e mais alguma coisa. Mas é muito possível que o volte a fazer.

A Carla, do blog As minhas gotinhas de água é das poucas MATI à moda antiga. Por opção e com uma ajuda das circunstâncias. Uma proposta de trabalho feita ao marido e a família mudou-se com ele. Para um país diferente, para um continente novo. E a Carla, profissional liberal, largou tudo. Hoje dedica-se a 100% aos dois filhos e à família. Diz ela que não há emprego que proporcione tamanha realização e a felicidade de aprender a amar todos os dias, amando, simplesmente. E não vê nenhuma desvantagens neste papel. Deseja ser MATI para sempre mas se a realidade do seu dia-a-dia mudar, tem a certeza que todos se adaptarão facilmente. A única coisa que vai procurar que aconteça é trabalhar durante as horas em que os miúdos estão na escola para poder estar com eles depois disso.

E sim, ainda existe um preconceito em relação às MATI. A Anita de Tulp fala mesmo no ar de descrédito que sente ou mesmo de pena e gozo quando diz o que faz na vida. Mas também já percebeu que esse sentimento desvanece quanto mais segura e feliz se sente nesta opção. Dondocar, como diz, não faz parte do seu dia a dia. Aliás, dondocar é o que mais queria. Talvez venha a ter mais tempo caso a situação profissional mude de figura. Ou não. Até lá vai pesquisando e experimentando como ser melhor mãe sem o stress de dividir as atenções com um outro trabalho fora de casa.
27.7.12

Bom dia!

27.7.12
São 7,30 da manhã e porque cá já há duches tomados, roupa vestida, make-up on, camas feitas, pequeno-almoço tomado, cozinha arrumada, quartos de banho em ordem, uma peça a ser concluída.
Resultado: sinto-me a 'Queen of the day' (com banda sonora da 'Queen of the night'!), e com um dia que vai render imenso e vai ser cheio de coisas boas!


Bom dia, gente gira!

Ah, with a little help of my friends III

27.7.12



Procuro mãe que seja também atleta profissional. Das nossas mulheres que vão aos jogos olímpicos ou que façam do desporto o seu modo de vida, quais são as que já são mães?

Formação em Lisboa : Data

24.7.12
Gente gira,


a formação em Lisboa vai ser dia 20 de Outubro, em Lisboa
Calha um Sábado e começa por volta das 10,00 da manhã até às 5,00 da tarde.
O programa é o que vai abaixo. Vamos falar sobre Parentalidade Positiva, conhecer formas de melhorar a ligação com os nossos filhos, a melhor forma para estabelecer limites e uma vinculação baseada no respeito e no amor.
Vai ser um dia cheio de coisas boas, num lugar lindíssimo, no centro de Lisboa.
Estou a preparar uma divulgação toda catita e vou colocá-la aqui no blogue.
Para mais informações, podes enviar-me um e-mail.
Se gostas do tema, divulga entre os teus amigos que são pais (ou pais to-be), educadores e interessados. É uma ajuda que também me estás a dar!
Obrigada ;)






Se eu tivesse que voltar a educar o meu filho...

24.7.12
É com este texto que inicio sempre as formações 'A arte e a ciência de educar crianças felizes'.
O objectivo? Inspirar-te para o teu papel de pai/mãe e mostrar-te que há coisas que são tão mais importantes que outras.

Segunda-feira #23 Clara de Sousa

23.7.12
É com imensa honra que o Mum's the Boss entrevista Clara de Sousa, a jornalista da Sic que tanto admiro!
Estivemos à conversa sobre o livro de receitas que lançou, sobre a ligação entre cozinhar e amar e, claro, sobre parentalidade Positiva.
Muito obrigada, Clara, por ser tão disponível e querida, tal e qual a imaginei!




no poupar é que está o ganho

19.7.12
A minha querida Rita, a Busy Woman, partilhou no Facebook um post da outra minha querida Lénia, do Not So Fast. (até podes ler as entrevistas que fiz a cada uma delas, logo no início deste blogue, aqui e aqui) A 'Marianne' (aka Lénia) escreve sobre poupança. Dicas muito sérias, responsáveis e muito práticas. Dão trabalho, sim, senhora, mas estou certa que deixamos de ser umas meninas a gerir a nossa casa. 
Obrigada às duas!

A melhor dica do mundo!

19.7.12

Workshop O Sono da Criança

18.7.12
Dormir é das funções biológicas mais importantes que qualquer Ser Humano tem. E se há crianças que adquirem os ritmos de sono muito rapidamente, a verdade é que há outras que não.
Anda perceber melhor isto do sono e que estratégias.

Sábado, 21 Julho (10h00 - 12h00)| Maia | Essência Humana | 91 402 39 76


Random Acts of Kindness

18.7.12
Conheci a Sara através de um amigo que lê o meu blog e que segue o Facebook do Mum's.


Disse-me ele: 'Tens de conhecer a Sara! Aposto que vão ter muito que falar'. E estavas certo, muito certo, Telmo!

Esta dinamarquesa de 28 anos está, neste exacto momento, no Cambodja, numa missão de voluntariado. A entrevista já foi feita há algum tempo, mas só agora a consigo publicar. E de cada vez que leio a nossa conversa, sinto mais admiração e mais respeito por esta miúda e por aquilo que faz e pela forma como pensa. Quando penso no termo Random Acts of Kindness penso tantas, e tantas vezes na Sara!



Aposto que vais gostar de a conhecer. E podes ler mais sobre ela, seguindo-a no seu blog 'A window seat, please'.


Tak, Sara!!














Read first part of this interview, in English, bellow:

Blogues e t-shirts

16.7.12
Copiei a minha querida Kiki
Dei um salto aos saldos e trouxe estas duas t-shirts tão sugestivas para a minha little one.
Agora é fazer as mesmas, per me.
Viva o Verão!

They love my blog - igual à da Kiki

You have to visit my blog right now

Segunda-Feira #22 - Rititi

16.7.12
Ou gostas ou não gostas! Não há mesmo meio termo com relação à Rita, a autora deste blogue.
Portuguesa a viver em Espanha, conta de forma única as suas aventuras por Madrid. Mãe de 2, a Rititi não fala sobre os filhos - o que não a impede de pensar sobre estas questões, por supuesto.
Obrigada, Rita! Adorei conhecer-te melhor!






Aldo Naouri

14.7.12
Educar os filhos - Uma emergência nos dias que correm. Li parte deste livro há uns anos, quando foi traduzido para português. Admito que foi o título que me puxou...


No Facebook de uma amiga, encontrei esta entrevista. E embora esteja de acordo com um ou outro pontinho(tiny tiny one - o de se ser firme!), no geral, não podia estar mais longe do senhor.


A entrevista é de 4 pequenas páginas e, sinceramente, vale a pena ser lida para saberes onde te encontras. Não temos de concordar sempre mas é sempre bom conhecer outras opiniões. Quanto a mim, não tenho muitas dúvidas onde é que me encontro. E tu?



Mães a tempo inteiro - a frase!

12.7.12
Para as 'minhas' mães a tempo inteiro!
A peça vai sair, meninas! As últimas semanas é que têm sido mais cheias e com menos tempo para o blogue.
Um beijinho para vocês! 


Frase do dia

12.7.12

9.7.12
e por isso é natural que se escreva menos por aqui, nos próximos tempos. É uma questão de se ganhar energia. Beijinhos!

P.S. Estou a precisar mas só tenho férias em Setembro... com isto quero dizer que esta semana vou postar menos... preciso de uma pausa :)

Mum's Corner - Cacomae

6.7.12
Confissão do dia: até há muito pouco tempo a minha ligação à moda, sobretudo à infantil foi... pequena, digamos assim. O meu interesse por moda sempre foi q.b. 


E passei a olhar para estas coisas com outros olhos quando passei a conhecer pessoas que têm blogues sobre estes temas. Já percebi que para me interessar por algumas coisas que tenho de sentir paixão do outro lado. As pessoas apaixonadas aumentam a minha curiosidade em saber o que é que há ali de tão interessante. E um dos primeiros blogues a despertar esta minha vontade foi o da Ana, aka Cacomae.


Conhece melhor esta fashion blogger para little ones! E para acompanhares no Facebook, é aqui.


Obrigada, Ana Lemos!




Fazer acontecer

6.7.12
Foto daqui


Adoro gente para cima!
Fico nervosa com gente que se queixa.
Gosto de gente que tem mais que fazer e que faz acontecer a vida. Que está concentrada naquilo que quer. E cheguei à conclusão que essas sim, são pessoas saudáveis, desencucadas e que levam as coisas para a frente. E seguramente o país.
Eu acredito que sou assim, que faço acontecer as coisas. E sou resmungona q.b. O que é diferente de ser-se auto-comisera. Não tenho pachorra. Lamento, mas não tenho!  Bleughhhh!E, sinceramente, não quero melhorar este ponto em mim porque gosto dele assim = não há porque melhorar. 


E embora tenha dedicado menos tempo no blogue no último mês, é com enorme satisfação (esta frase soa a eurovisão da canção!) que te digo que logo mais à noitinha, temos novo Mum's Corner!
Haja energia e cenas giras pra fazer e este blogue volta em força!

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