Full time mom ou um certo fundamentalismo da coisa...

11.5.12


Ninguém disse que ser mãe e pai é tarefa fácil.
E embora haja cada vez mais literatura disponível, mais informação e técnicos para ajudar, a verdade é que por vezes sinto que há um certo fundamentalismo e obrigação em fazermos certas coisas. Que coisas, perguntas tu? Amamentar até uma determinada idade ou então passar logo para o 'reforço do leite', recorrer a determinadas filosofias, em deixarmos de ser quem somos só porque há movimentos que dizem que tem de ser assim. Cada movimento, sua sentença.
Não sei se sentes o mesmo ou não. Eu senti isso nos primeiros meses depois de ter sido mãe. A bem da verdade, senti isso mesmo antes de ser mãe!
E por isso acredito que é fundamental fazermos três coisas:

1) Escutar a nossa voz interior ou 6º sentido ou seja lá o nome que lhe dás!
2) Respeitarmos a nossa natureza e a natureza dos nossos filhos e
3) Estarmos informadas.

Então, e porque o artigo da Time está a dar muito que falar, deixo-te parte de uma reportagem que li - todo o artigo aqui - e que te apresenta alguns dos lados da questão.
Boa leitura e boas reflexões!

- Here are examples of what mothers who practice attachment parenting are concerned about. We can about what hormonal contraception does to your body and your brain. We research why doctors prescribe birth control to teenagers and adults who don’t have a “regular” menstrual cycle. We object to routine inductions with pitocin and interventions during labor because of the risks to the mother and the baby. We believe that breast milk is biologically and nutritionally superior to anything formula manufacturers tell you is equal to it, and that sleeping next to your baby releases positive hormones that facilitate bonding. We have empowered ourselves and refuse to endure a male-centered obstetric history that has taken women’s bodies and molded them to their preferences for their convenience, their comfort and for their world view.


-Being a mother is part of who you are, but it should not be all of who you are. There is no parenting secret that ensures that your children will grow up and be successful adults. So why would you want to sacrifice your career, your financial security and oftentimes your happiness all in the name of motherhood? To me that is putting all your eggs in one basket, pun intended. No, I did not breastfeed, make organic baby food or co-sleep with my children. I instead slept with their father, and I am still happily married to him today. 

-Modern motherhood is complicated. Naturally we want to be caregivers and nurturers, but, socially, we also want to be professional powerhouses. And, the truth is we can have both — just not at the same time, as dedication to one often results in forgoing pieces of the other. Understandably, this is why working mothers generally experience feelings of guilt and inadequacy.And, for that, we can blame feminism — a movement that, while liberating women to follow their dreams, devalued marriage and the familial and societal benefits of homemaking and encouraged self-indulgence.

-The French intellectual Elisabeth Badinter points out that, in general, French mothers haven’t succumbed to this spiral. They feel as overstretched and inadequate as we do, and absolutely recognize the temptation to feel guilty. But they don’t valorize this guilt. To the contrary, they consider it unhealthy and try to banish it.French mothers don’t love their children any less. But the dogma of attachment parenting — which helped plant the fear of bottles and babysitters in American mothers — never took hold in France. French moms believe it’s unhealthy for mothers and children to spend all their time together, and that kids need a bit of distance to build autonomy and resilience. And as Badinter points out, what are mothers supposed to do once their kids are grown?
From what I’ve seen, Americans are starting to doubt whether martyr mothering is a good idea. For starters, it feels lousy. Then there’s the obvious paradox: Should we sacrifice all our pleasures for our daughters, only to have them do the same for their own kids in 20 years? And as the first generations of “teacup children” head off to college and try to hold down jobs, we’re wondering whether this new style of parenting is even good for kids. 

- Too often the discussion about women’s choices (stay at home, go back to work) ignores the role of fathers. To achieve meaningful equality, we need to push for a society that values fathers who strike a balance between their career and their family life too. Women shouldn’t have to be equally uninvolved parents to reach their goals; they should be able to ask their spouses to step up too. Attachment parenting can make it easier for a working mother to bond with her children when they are together, but it isn’t something she can do alone. It requires a partnership (at a minimum) and a village (ideally) that rejects traditional patriarchal models of motherhood and instead adopts a nuanced flexible approach to balancing work, family and community. 

-It seems to me that we are targeting the wrong culprit in this debate. Attachment parenting does not do anything to us, it does not “destroy feminism,” it is not “bad for working moms.” It is simply an ideology we can use within the context of our own life and priorities. Like any tool, it can be misused and wielded as a weapon of judgement.Parenthood is humbling beyond measure. Let us be kind to one another.



11 comentários:

  1. Tal como disse no post anterior, concordo em absoluto com o segundo ponto para baixo!

    Sou uma mãe francesa, bien sur!

    Beijinhos

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  2. sim, eu identifico-me muito com o mesmo ponto de vista - o dos franceses, mais bon, il y en a 2 chez moi... É um mix muito interessante entre o attachment parenting e o aquilo que eu chamo de 'cada um tem o seu lugar'.
    e por cá funciona lindamente! Tenho sérias reservas quanto ao co-sleeping, por exemplo. Mas se funciona em casa dos outros, tudo bem!

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  3. Tenho que ler esse artigo! Eu sempre fui muito despreocupada, ou preocupada q.b., e se com o primeiro filho segui algumas regras à risca por ele ter sido prematuro, com o segundo segui o instinto e quebrei muitas regras (por exemplo, a primeira sopa dele foi uma sopa normalíssima, com muitos legumes, sal e azeite). Desde que os meus filhos sejam saudáveis, felizes e amados (e são as 3 coisas), por mim está tudo bem!

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    1. e eles estão bem, não estão? Se o que fizeste e fazes dá resultado, siga!

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  4. Este post é-me dirigido?! Eu acho que cada um deve fazer como achar melhor, seja na amamentação, co-sleeping, vacinação, etc. Nas decisões que tomamos relativamente às nossas pequenas crias tem de haver sobretudo respeito, bom senso e sentido de responsabilidade. Todas as nossas decisões/acções têm consequências, boas ou não, serão sempre responsabilidade nossa. Se sou mãe suficiente para as minhas crias? Ah pois podes apostar que sim! E ainda para mais uma ou duas, caso resolvamos "mandá-las vir"! :D

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    1. É isso aí, full time mom! :) Respeito, bom senso, responsabilidade!

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  5. Um facto que eu aprendi é que: antes de sermos mães somos individuos. E não devemos de deixar de ser quem somos simples e unicamente porque somos mãe (ou pai).
    Temos uma responsabilidade, sim... e é para com as nossas crianças, não para quem acha que deve ditar regras sobre o COMO lidar a nossa vida, pois todos somos e temos vidas diferentes.

    Sê sempre tu e ama os teus filhos de corpo e alma. O resto SEGUE :)

    Bom fim de semana xxxx

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    1. Yep, ser-se autêntica! Penso igual, Paula!

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  6. Acho que só nos EUA é que uma teoria destas podia ter tanto sucesso. Um país onde se trabalha tantas horas e em que há poucas férias, e as licencas de maternidade säo ridiculamente pequenas.
    As mäes vêm-se obrigadas a escolher... Ou carreira ou filhos.
    Eu acho que näo seria capaz de deixar o meu bebé de 1 mês numa instituicäo, como têm de fazer muitas mäes nos states.
    Quanto ao amamentar até aos 3 anos e o dormir com o bebé. Säo coisas muito pessoais. Cada pessoa deve seguir os padröes com que se sente confortável tendo o objectivo final de dar o melhor ao seu filho e conservar a sua saúde mental.
    Acho que näo deve haver dogmas. Ser aberto às várias posibilidades e tomar as opcoes que resultam melhor para a familia. (e o bem estar e felicidade da mäe é muito importante para a familia funcionar!)

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    1. Sim, eu acho que se toma muito em conta o que é dito nos estados unidos sem conhecermos que a realidade deles é super mas super diferente da nossa!

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  7. Maffa, não podia estar mais de acordo contigo! Cada cabeça sua sentença e, neste caso, acho que não há nada a dizer.
    Enfim, sim, há! Há uma coisa que me irrita profundamente. Aquela cena de dizerem que uma mãe só não amamenta porque não quer... Give me a break! E as que querem muito e depois não conseguem e se sentem culpadas?
    Cheguei a ver isso nos olhos de uma amiga minha. Fizemos o curso de preparação do parto juntas e, do grupinho, ela foi uma das poucas que não conseguiu amamentar... E embora dissesse 'ah e tal tenho pena mas o importante é que ela esteja bem', a verdade é que senti que aquele discurso que foi passado nas sessões lhe valeram sentimentos que não deviam ali estar quando era o momento de celebrar o nascimento.
    Custa-me muito sentir que parece que as mulheres são menos mais quando não amamentam... como se fosse um acto de egoísmo, quando a tónica deveria ser outra...
    Mas pronto, manias!

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Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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