Co - Sleeping

21.5.12



Ao que parece, o debate sobre os estilos de parentalidade tem vindo a aquecer, nestes últimos tempos. E, tal como a maior parte de nós, também eu tenho ouvido diferentes argumentos sobre o assunto do co-sleeping. Por isso, decidi fazer uma pesquisa exaustiva e falar com umas quantas pessoas a propósito do assunto.


Da minha parte, escolhemos deixar o bebé, no SEU quarto e na SUA cama. Sim, cheguei a colocá-la uma ou duas vezes sobre mim para a acalmar (eu deitada na minha cama, claro!) e sempre a levei para a caminha dela, quando finalmente tudo voltava ao normal. Sim, tivemos noites em que também a colocámos no sling e passeamos pela casa, cantando baixinho. Alguns gritarão: não, nunca! Outros falar-me-ão sobre as virtudes do co-sleeping. 

Antes de continuar convirá também esclarecer os termos que existem:
Bed-sharing: dormir com a criança na mesma cama
Co-sleeping: efere-se a dormir no mesmo quarto e em camas juntas mas distintas
Family-bed: é a mesma coisa que bed-sharing

Ainda assim, o termo o co-sleeping vulgarizou-se e é usado quando nos referirmos à partilha da mesma cama entre pais e filhos. Será esse o termo que usarei daqui em diante, combinado? 

Para além de uma criança saudável, um dos maiores sonhos (literalmente!!) dos pais é que o bebé durma de noite ou que, pelo menos, não esteja sempre a acordar.

O Dr. Mário Cordeiro diz, no 'Dormir Tranquilo' que as perturbações do sono nas crianças, nas suas várias fases (adormecer, dormir, acordar), além dos efeitos que têm na sua própria vida (e que podem ser significativos, a vários níveis), marcam de forma incontornável a vida dos pais. Se os filhos não dormem, os pais também não.(pg.15)

E, em todos os livros e estudos pelos quais fui passando, a propósito do sono do bébé, uns folheando, outros lendo exaustivamente e sublinhando, poucos deixam de fora o co-sleeping. Uns mais a favor outros mais contra, como em tudo.

Li testemunhos que garantem que as crianças crescem e se tornam miúdos mais seguros, mais serenos, mais isto e mais aquilo. Li outros testemunhos que dizem que esta prática é demasiado perigosa, quer a nível físico, quer a nível psicológico.

Vamos lá!

O co-sleeping favorece a fusão entre pais e filhos
Coisa mais linda esta, da fusão entre pais e filhos. Sabemos o quanto é fundamental que toda a criança cresça sentindo-se segura, amada e com os braços dos pais à sua volta. Mas também sabemos que, a cada dia que passa, a criança vai compreendendo que não é uma extensão da mãe nem do pai e sim um ser humano único. E isso é fundamental para a sua construção enquanto indivíduo. A psicanálise defente que crescer significa ser-se e o co-sleeping mistura os lugares de uns e de outros, negando a consciência da própria pessoa (neste caso, a consciência da própria criança). Simultaneamente, esta ideia de a mãe e o pai estarem, a cada instante colados ao filho, parece-me muito pouco benéfica. Isto porque a vida nem sempre o permitirá e, em nome desta fusão, estamos a habituar a criança a procurar o corpo e a imagem da mãe em vez de o ajudar a entreter-se por si e consigo.  
O argumento que a criança tem muito tempo para crescer não me convence (é evidente que tem tempo ! É só um argumento que não o é). Soa-me mais a uma necessidade dos pais em assegurarem que controlam o bem-estar da criança do que em propriamente lhe querer dar mimos. É normal quererem controlar, claro que sim, tal como é normal quererem dar mimos mas, como em tudo, há que gerir ansiedades. Os nossos medos não são os medos dos nossos filhos, lembra-te sempre disto!
Aliás, a partir do momento em que nascemos, a vida é uma sucessão de separações (sendo que o nascimento é a maior). Separamo-nos da chucha, das fraldas, dos pais quando vamos para escola, e por aí fora.
É curioso notar que, embora não haja estudos nem recolha de dados formal, a classe médica é unânime em considerar que a maior parte dos casos de ansiedades, rebeldias e depressões diagnosticados em jovens acontece no grupo (perto de 95% dos casos) que dormiu na cama dos pais até mais tarde (5/6 anos).


O co-sleeping é prático
para a mãe porque está a dar de mamar… Sim, porque favorece a amamentação! Sim, porque as mães continuam a querer amamentar. Sim, porque o bebé continua a querer ser amamentado! De facto, o co-cleeping parece corresponder à vontade que a mãe tem em amamentar por um período maior do que aquele que é considerado normal ou até sugerido pela OMS (o considerado normal são os seis meses, o sugerido pela OMS são os dois anos).
A Sara, do Blog Profissão Mãe confirmou-me que foi isso que aconteceu com ela: queria amamentar e na cama tudo era mais fácil. Aliás, ela própria dormiu na cama da mãe até aos 5 anos, altura em que resolveu dar o salto. É uma mulher encucada, ansiosa ou até insegura? Não, não é. E, com o segundo filho, continuou a praticar a mesma coisa. Hoje em dia os miúdos dormem menos vezes na cama deles mas isso ainda é frequente. São felizes? Garantem que sim.

Os estudos e até os sites que são pró co-sleeping são unanimes: dormir com as crianças fomenta a amamentação e reduz as possibilidades de SMI. Ainda assim, em vários artigos que li, e mesmo o próprio James J.McKenna, o grande autor e defensor desta prática, nenhum estudo revela que haja maior ou menor possibilidade de SMI dormindo-se no berço ou na cama dos pais. No entanto, é curioso notar que no Reino Unido demonstrou-se, após um campanha anti co-sleeping, que o número de mortes diminuiu significativamente. Eu percebo que, por receio do SMI, os pais prefiram ter o bebé ao lado para reagirem mais rapidamente. Isso é normal. Se os estudos provam os benefícios? Não.

O co-sleeping reforça a segurança do bebé/criança
E torna as crianças mais calmas e mais felizes, dizem os adeptos do co-sleeping. Aliás, o Dr. Sears, adepto do co-cleeping diz, no seu site, que 'dormir com a Hayden abriu os nossos corações e as nossas mentes para o facto de haver muitos estilos de parentalidade no que diz respeito ao dormir.' Ora bem, se me dizes que o teu filho dorme contigo porque ele gritava e só se acalmava na tua cama, e tu, exausta, acedeste e estás convencida que no verão ele vai passar para o quarto dele, então só te posso dizer 'força e foco'! Mais, estou convencida que aquilo que praticas não é co-sleeping e sim uma forma de sobrevivência. Tens mesmo de dormir porque no dia a seguir trabalhas. E optaste por isso possivelmente porque rejeitas o método estivil (curiosamente na fase de pesquisas encontrei inúmeras pessoas que o fizeram) e porque possivelmente desconheces as fases e os ritmos do sono de um bebé, em geral (estou convencida que se nas aulas de preparação para o parto falassem exaustivamente sobre isto, as questões do sono não seriam tão preocupantes como são neste momento).
Agora, se me dizes que essa foi a tua escolha, pergunto-te como é que pretendes criar uma criança mais autónoma? Estás a fazer o quê, exactamente, para que isso aconteça?

O co-sleeping e a intimidade dos pais
São os homens que mais se queixam que a criança veio roubar a intimidade física do casal. Mas, ainda assim, estes pais continuam a pôr o filho à frente. Na bibliografia a favor do co-sleeping, sugere-se que os pais prefiram o sofá ou que usem uma outra cama enquanto os filhos dormem. Não encontrei muitos mais comentários sobre o assunto a não ser o óbvio: a vida sexual do casal diminui imensamente de intensidade e regularidade.
Contudo, a psicologia e a psicanálise têm outra forma de ver este ponto.
Dizem que, ao fim de algum tempo, os pais querem e têm necessidade de estarem juntos e de amarem-se fisicamente. 
E quando se esgrime o argumento 'ah e tal, ainda é um bebé, não percebe e nem se vai lembrar…' perguntam-te rapidamente se aquele ser que ali está não é, afinal de contas, um ser humano, uma terceira pessoa.
Ter relações com o parceiro é normal e natural, numa relação. O que não é normal é não ter. E quando a desculpa é sistematicamente 'ah e tal, o bebé está aqui, não estou à vontade'…será que não estamos a usar a criança como o alibi perfeito para mascarar algum mal-estar na relação? Será?
Então o que é que sobra? Ter relações noutro quarto? Na sala ou na cozinha? Sim, mas… 
E é nesta altura que nos convidam a pensar: apimentar a vida sexual no casal faz bem e espevita-nos. É bom sentirmo-nos desejados e com desejo, experimentar sítios novos mas a verdade é que a cama é o sítio por excelência para a intimidade. Tem um simbolismo muito forte. Se, por sistema usamos um quarto diferente para expressarmos a nossa intimidade porque a criança partilha a mesma cama connosco, isso torna-a, mesmo que indirectamente, parte do nosso cenário erótico e isso não é, a longo termo, uma coisa muito saudável. 
Questão: Se os miúdos só adormecem na cama e com os pais, onde é que ficam os momentos a dois? Onde é que ficam as conversas de casal? Onde é que fica o enrolarem-se no sofá para verem um filme?

O co-sleeping é um assunto privado e só diz respeito à família em questão
Subscrevo! Cada casa e cada cabeça, sua sentença. No site www.naturalchild.org, uma das autoras diz 'The family bed is not a medical issue. It is a personal, social, and familial issue. It is a "mother management" issue. It is nobody's business but our own' 
Mas parece-me que dá um grande 'tiro nos pés' quando diz que 'When did we agree to let medical authorities into our bedrooms? What gives medical associations the right to terrorize us with so-called "recommendations" that only undermine our authority as parents?'. Pois é, só que a questão é que o sono é uma questão de saúde e são os próprios pais que se dirigem aos pediatras e aos pedo-psicólogos para saberem como lidar com uma criança que não dorme (nem deixa dormir). São os próprios pais que pedem aos médicos soluções e dicas para mudarem a criança de quarto. Como é que então os médicos não se vão meter no assunto quando são eles que estudam o sono e é a eles que os pais recorrem? Ainda por cima, quando é tão importante saber dormir e de adormecer por si. 

Co-sleeping - a transição
Há umas semanas atrás, a própria Sábado escreveu sobre o assunto. E eu li e fiquei com a impressão que ficou muito por contar. O quê? Por exemplo, como é que a transição é feita. E lá fui à procura de literatura sobre o assunto. 
Primeiro, não é definida uma idade/altura ideal. Isso dependerá da criança e/ou dos pais. Ou seja, depende se é o que a criança deseja, como foi o caso da Sara, aos 5 anos, ou se são os pais que o desejam. Muitas vezes a decisão pode ser precipitada com a chegada de um irmão o que, a meu ver, pode aumentar ainda mais a sensação de 'ameaça' por parte do irmão mais velho.
O próprio Brazelton considera um 'insulto' (as palavras são dele) esta situação. O puto não tinha pedido para dormir ali e, agora que gosta e está acostumado, tem de mudar.
O pediatra refere-se a estudos sobre o sono (poderás ler mais sobre isto numa próxima peça aqui no blogue): é a partir dos 4/6 meses de idade que a criança já tem uma maturidade para dormir sozinha (refere-se ao desenvolvimento do cérebro) e por isso este é o momento ideal para que a transição aconteça (é evidente que estou a referir-me a partos considerados normais e onde as crianças não são prematuras).
Em todo o caso, a maior parte aconselha a uma transição gradual - criar uma rotina do deitar, ler uma história, dar uns miminhos e desejar boa noite. Quando a criança acorda, o pai ou a mãe levantam-se e reconfortam a criança. O mais natural são os episódios de choro e de berros que terminam, por norma, na cama dos pais. A transição é gradual e feita por grandes intervalos - ou seja, a criança, incapaz de encontrar o sono por si, fá-lo com a ajuda dos pais. E os pais, na sua grande maioria exaustos e com um bom grau de frustração, prometem que num próximo filho não se metem nisto. Mais: os pais podiam ter feito a transição há muito mais tempo, com um menor impacto.
De uma forma geral, poupar a criança a determinado tipo de vivências é estar a amputá-la. 
Depois existem as situações em que a criança não adormece e até se recusa a adormecer.. É então aconselhado aos adeptos do co-sleeping o seguinte: deixarem que a criança adormeça na cama dos pais, pegarem nela ao colo e colocarem-na na cama dela. E isto faz-me pensar em todos aqueles pontos que nos falam dos rituais do deitar e do encontrar o sono e em como é tão importante deixar, sempre que possível, a criança ainda acordada no berço. É como se a criança adormecesse num sítio quente e bom (e que o é) e depois acordasse num sítio onde gosta menos de estar (e se já foste sujeita a anestesia geral, sabes exactamente do que eu falo e do sentimento angustiante que é acordar num sítio, e teres adormecido noutro).
O facebook está cheio de páginas a favor do co-sleeping. O que é curioso é que há 'gritos' de mães, completamente desesperadas, a não saberem mais o que fazer para mudarem o filho de quarto. Há relatos de mulheres que dizem que os companheiros já estão cansados de não terem a cama só para os dois… E claro, há mães e pais a aclamarem as virtudes de dormirem com os little ones.

Era o que faziam antigamente e ainda se faz em muitas zonas do mundo
Se antigamente se dormia com o pai e a mãe era porque, na grande maioria dos casos, não havia quartos suficientes para toda a família. Era porque não havia aquecimento. Era porque não havia planeamento familiar. 

E o que pouco se fala é que já no século II há registos físicos de terem existido berços para bebés (relato do médico grego Soranos). A própria igreja católica alertava sobre a necessidade de os corpos não estarem em permanente contacto e depois veio a psicologia introduzir a noção de pudor, bem antes de Freud. O que Freud fez, e a psicanálise foi acentuar essa ideia.

Para terminar...
É curioso notar que o co-sleeping é tendência nos Estados Unidos. E é curioso notar que, embora esta comparação seja uma generalização, a verdade é que este é um país onde o prazer está acima de tudo e a gestão desse mesmo prazer a par com a gestão das frustrações e da ansiedade anda muito por baixo. E também é importante sublinhar que, ao contrário de Portugal, as mães não têm licenças de maternidade, logo a realidade é tão diferente da nossa que não há por onde comparar. 

Este é um assunto muito íntimo e delicado. Há demasiadas sensibilidades envolvidas. Há demasiadas pessoas que, por uma opinião ligeiramente diferente, se sentem apontadas. São opiniões, formas de ver, é tudo! Cair num discurso fundamentalista e num diálogo de surdos (ora porque sim, ora porque não) não leva a nenhum lugar. Ou melhor, leva: leva a que cada vez mais as opiniões se tornem extremas e poucos saiam a ganhar. 

Sweet dreams!




42 comentários:

  1. Ora cá está preto no branco um assunto tão controverso. É tudo uma questão de escolhas... Por estes lado não há cá co-sleepings e não deixa de haver muito mimo e algumas noites em que temos nós, pais, q passar umas horas nas camas deles. E é tudo muito feliz assim. Os mais velhos adoram as camas deles e o bébé, que está quase a fazer 4 meses também já percebe que a sua caminha é para dormir e lá dorme muito melhor do que em qualquer outro sítio. Bons hábitos e rotina fazem milagres neste campo. Persistência e muita paciência. E alguma sorte, claro!

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  2. Marta - não podia estar mais de acordo contigo! Rotinas, consistência e escolhermos o que de facto é melhor para todos (sobretudo para eles), não nos deixando amedrontar ou angustiar por isto ou por aquilo.
    Eu acho que durmo muito melhor sem a minha filha no meio, e ela também. Acho pq nunca dormimos com ela na cama... E temos sonhos felizes :) Eu rejeito a ideia do co-sleeping em minha casa e, contudo, respeito quem faça o contrário. Se funciona e todos são felizes, porque não?

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  3. "Cada casa e cada cabeça, sua sentença"? Pois olhe que, pelo tom com que escreveu o post, não é o que parece...

    Eu acho que a questão do sono (co-sleeping/bed-sharing/family-bed/no bed... whatever..) é uma questão tão simples como qualquer outra que diga respeito à parentalidade... cada um deve viver de acordo com aquilo que acha melhor para si e para a criança - deve viver como se sente melhor.

    É tão simples, que nunca não percebi o porquê de tanta discussão acerca de coisas que são tão naturais...

    No meu caso, posso dizer-lhe que o meu filho dormiu connosco até aos 5 anos - aos 5 anos, ele próprio decidiu que estava farto de companhia...
    Tal como, um dia, decidiu que não queria fralda e nunca mais a usou. Tal como, um dia, decidiu deitar fora a chucha e ela ficou no caixote do lixo de uma estação da CP (e nunca mais a pediu).

    Não sei como será o futuro mas, hoje, com 9 anos é um miúdo muito seguro de si e nada ansioso.

    Viajamos todos os anos, durante um mês, sozinhos, de mochila às costas e ele dorme em qualquer sítio, em qualquer lugar e a qualquer hora - temos, aliás, uma bela colecção de fotografias dedicadas a esse "tema" que faz as delicias de amigos e família... :)

    Para quem acha que o co-sleeping está relacionado com a ansiedade/super-protecção dos pais, posso dizer que, nós os três, sozinhos, atravessámos países como o Camboja (5 anos), a China (6 anos) ou a Birmânia (8 anos)... e que, a primeira viagem (intercontinental) do meu filho foi aos 6 meses. Também aqui, tal como no tema do sono, todos nos acham loucos...
    Na minha perspectiva, tem muita piada esta tentativa de proteger os meninos "do mundo" vinda de pais que tanto opinam acerca dos benefícios de dormir sozinho no processo da formação da personalidade.

    O sono (partilhado ou não) é só uma parte de toda uma vida em comum. Não vale sequer tanto debate (muito menos com um tom tão pouco tolerante...)

    Cumprimentos,
    Alexandra

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    1. Viajar por esses países todos com essa idade? Uau, que pais corajosos!

      Em tempos entrevistei uma mãe que também saíu com a filha pelo mundo - a Marília do Tripping Mom - está nas entrevistas.
      Pais aventureiros é o que vocês são :))

      Quanto ao tom pouco tolerante, só posso lamentar que o tenhas interpretado dessa forma. Deixo-te um desafio: o de escreveres uma peça sobre o mesmo tema, naquele que seria o tom ideal para ti e depois enviares para mim :)Concordarás, talvez, que é uma cena difícil e dada a subjectividades.

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    2. Subscrevo a Alexandra, TOTALMENTE!
      Só pratiquei o co-sleeping até aos 4 meses, a partir daí já não dormia bem com a minha filha. Mas foi um descanso para amamentar (dentro do descanso possível que é acordar de 2 em 2 horas, claro).

      Acho que cada um deve fazer o que resulta para cada si, cada família/criança é única. É tremendo virem dizer que se se fizer x depois dá y, etc.
      Particularmente quando de facto se está a julgar a parentalidade... mais apoio, compreensão e menos críticas seria mais gentil... Ser mãe/pai e educar e AMAR já é tão difícil sem estes 'nostradamus'...

      E a OMS recomenda amamentar pelo menos até aos 2 anos, bem assim como a pediatra que nos seguiu na maternidade (a minha filha nunca gostou de biberão- com o meu leite ou outro, só começou a beber leite de vaca lá para os 2 anos e meio...), se eu estivesse para aí virada/pudesse. Não me parece que o 'normal' seja até aos 6 meses. O desejável é ser EM EXCLUSIVO até aos 6 meses, e depois até pelo menos aos 2 anos. Se quiserem/puderem, claro, que ninguém obriga ninguém.
      Agora dizer que o normal é só dar de mamar até aos 6 meses... bem, é desinformação MÉDICA.

      Catarina

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  4. Excelente texto Mum!
    Pessoalmente era incapaz de praticar o co-sleeping por rotina e nãolhe vejo nada de bom. Não faz o minimo sentido, para mim, o argumento de que aumenta os laços, favorece a vinculação e coisas do género. A vinculação e os laços criam-se com conversa, com brincadeira, com mimos, com cuidados, com colo e o dia tem 24h para que tudo seja feito. Não acredito em laços que se estreitam enquanto dormimos, mas acredito em casais que se separam mais e mais enquanto dormem.
    Acima de tudo, acho que o co sleeping não ensina nada a criança, rouba-lhe a possibilidade de vencer o medo, de crescer e de aprender a adormecer. Bons hábitos de sono na infãncia traduzem-se numa menor probabilidade de distúrbio de sono na vida adulta.

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    1. :) obrigada, linda, pelo teu comentário!
      Como sabes, tenho a mesmíssima opinião que tu - tb seria incapaz de praticar o co-sleeping.
      Beijinhos

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  5. Como em muitos outros temas relativos à parentalidade, não há nada absolutamente certo nem absolutamente errado. Cada família deve fazer como acha melhor para si e para os seus, aceitando e responsabilizando-se sempre pelas consequências das suas opções e metodologias educativas.
    Os meus filhos dormiram e dormem na minha cama sempre que queiram. Dormiram no meu quarto, no berço, até dormirem a noite toda. Quando deixaram de mamar ou tomar o biberão de noite e passaram a dormir a noite toda, mudei-lhes o berço para o quarto de cada um. O mais velho, com 2 anos, começou a dormir numa cama de solteiro de onde conseguia sair quando acordava, e se acordava de noite vinha para o pé de nós e nós deixávamos, afinal precisávamos todos era de descansar! :) Em bebé às vezes também adormecia na nossa cama e depois mudávamo-lo para o berço. Nunca incentivámos nem proibimos que dormisse na nossa cama connosco. Hoje em dia com 4 anos dorme na cama dele no quarto dele, adormece sozinho e fica até de manhã. Ao fim-de-semana quando acorda gosta de se vir meter no meio de nós na cama para o miminho e nós adoramos! :) A mais nova quando mamava de noite dormiu muitas vezes na nossa cama, porque assim era mais fácil amamentar e descansar, ela mamava e eu dormia. Agora com 2 anos dorme no quarto dela ainda na cama de grades a noite toda, portanto quando acorda não tem a facilidade de vir ter à nossa cama. Mas quando a passar para uma cama de solteiro e ela conseguir vir ter connosco de manhã também não a vou impedir de vir para o miminho da nossa cama.
    Isto para dizer que se os meus filhos precisarem deste mimo eu não lho vou negar. Não os vou recambiar para o quarto deles sozinhos quando eles precisarem de aconchego. :)

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    1. Que bonito, o teu comentário, Full-time Mom. Embora eu e tu façamos de forma diferente, gosto mesmo muito da forma como expões a tua visão, tão cheia de serenidade. Obrigada!
      E um grande beijinho!

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  6. Olá Mum's! Assunto controverso este... já falei sobre ele, como bem te deves recordar, aqui:

    http://maravilhasmaternidade.blogspot.pt/2012/01/do-cosleeping.html

    Também já tinha falado aqui, mas foi mais a rasgar!
    http://maravilhasmaternidade.blogspot.pt/2012/01/pois-sim.html

    É que acho mesmo um grande disparate...

    Sou totalmente contra, para mim e para a minha família, e não concordo enquanto prática parental ou teoria ou whatever.

    Foi engraçado, ainda este fim-de-semana levei o Pedro para a nossa cama para que ele dormisse sentado ou mais elevado porque estava enjoado (teve uma gastroenterite, tadinho) e claro que ninguém descansou nada de jeito. Acabei a noite a dormir no quarto dele, ele no berço e eu no sofá. Felizmente, no dia seguinte voltámos cada um para a sua cama e todos dormimos mais descansados!

    Já participaste no giveaway que está a decorrer no meu blog? Podes vir a ganhar um header novo todo catita! Participa e divulga!

    Beijinhos e continua a por o dedo na ferida, as coisas querem-se descomplicadas!

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  7. Olá ML,

    este (http://maravilhasmaternidade.blogspot.pt/2012/01/pois-sim.html) nem me lembrava de ter comentado... ahahahah! e não encontrei nada dessa peça no youtube ou sic :(

    Mas lembro-me deste porque ao pesquisar, encontrei-o na net http://maravilhasmaternidade.blogspot.pt/2012/01/do-cosleeping.html

    Gosto da forma despachada como falas do assunto!

    Ainda não participei - tenho de ir ver isso - é já a seguir!

    Muitos beijinhos e obrigada pelo teu comentário!

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  8. Cá por casa as coisas fazem-se de acordo com os 4 habitantes que a povoam.
    O meu filho, talvez por inexperiência minha, medos meus, e porque nunca gostou de dormir sempre se habituou a dormir acompanhado. Em bebé dormiu no nosso quarto, depois passou para o dele e com 5 anos só adormece se tiver alguém lá. De noite quando acorda, seja porque razão for, vem para a nossa cama, até porque somos bichos do sono e quando dormimos pouco andamos rabujentos.
    A minha filhota dormiu também no nosso quarto e depois de já ter estado no dela, voltou por uns dias, pois esteve doente e era mais fácil para nós controlarmos os seus sonos e as suas noites. Agora dorme no seu quarto e embroa precise daquele mimo bom para adormecer, normalmente adormece sozinha.
    Não a favor nem contra o co-sleeping. Acho que como em tudo o que diz respeito à parentalidade é preciso olhar para as famílias e para as suas dinâmicas. Mt vezes o meu filho veio para a nossa cama porque as noites estavam muito frias, mas ele sabe que independentemente de onde esteja a mãe e o pai estão perto. Tal como disse a Full-Time Mom, quando eles precisam de aconchego damos, quando querem mimo damos, quando querem ser independentes incentivamos.
    Falando de um outro prisma, eu filha única de pais divorciados, dormi com a minha mãe anos, já adulta tb, não por ter medo de dormir sozinha, ams porque ela não consegui deixar-me dormir na minha cama.
    Não me tornou dependente, nem medrosa, entendi apenas que era uma maneira que a minha mãe tinha de prolongar a minha "pequenez" e que a necessidade de mimo e aconchego era dela.
    bjs

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    1. Olá Nany,

      obrigada pelo teu comentário e por relatares como é, convosco! A meu ver, há um óptimo equilíbrio e isso só pode ser benéfico! E vocês é que sabem, certo?
      Gostei muito!

      Bjinhos

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    2. eu tenho uma filha de 8 anos, vivemos só as duas,partilhamos a cama principalmente quando esta frio.
      Quando vai para o pai, dorme sozinha.

      erva doce

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  9. Olá Mum,
    Eu tenho uma opinião muito "minha" sobre este tema...Aqui em casa temos dois filhos de idades muito próximas, sempre foram para a cama cedo (por volta das 20h30) e nunca tiveram problemas de sono. Eu institui a regra simples que a cama dos pais é a cama dos pais e eles nunca pediram para dormir na cama dos pais de forma natural.Em noites em que por algum motivo (doença...) foi mais difícil eu optei sempre por ir eu para ao pé de quem carecia de companhia ou outros cuidados, mas sempre excepcionalmente.
    Devo acrescentar que nunca me dei mal com esta opção.
    bjs

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    1. Carla,

      cá em casa fiz exactamente como tu. E, tal como tu, nunca me dei mal.
      Respeito quem faça diferente. Cada casa tem as suas regras. Na minha é muito parecida com a tua.... :)

      Beijinhos!

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  10. Eu subscrevo a opinião de que cada cabeça sua sentença! Cada um sabe o que é melhor para si. As minhas pequenitas dormiram até aos 18 meses (ambas) no meu quarto, mas sempre em camas separadas. Só á mais nova, por causa das cólicas, levei uma ou duas vezes para junto do meu corpo, para sossegar, porque a mais velha nem cólicas teve. Quer uma quer outra mudaram de quarto sem qualquer alteração de sono ou comportamento.
    No entanto, tenho uma amiga, que quatro anos volvidos sobre o nascimento, ainda partilha a cama com o filho e o marido! Sim, ele é um miúdo feliz e normal. Mas não o é mais que as minhas filhas!
    Adorei o artigo!
    Beijos.

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    1. Obrigada pela tua partilha, Flor Guerreira!
      Dei um salto ao teu blogue mas nao consegui abrir... :( Envias-me o link pra eu espreitar?
      Bjinhos

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  11. Concordo que cada cabeça sua sentença, cada um sabe de si e da sua cama. Mas cá em casa a F. tem a cama dela, no quarto dela desde os 5 meses e os Pais têm a deles. Nunca fizemos co-sleeping por vários motivos, mas o receio de um de nós rolar sobre a bebé ou perdermos o nosso refúgio foram os principais. Antes de a F. nascer nós "já cá andávamos" e mesmo com toda a mudança que a chegada de um filho acarreta, prezamos muito determinados aspectos, como a nossa cama. Não sei se faz as crianças mais ou menos felizes o facto de dormirem com os Pais. Honestamente, penso que não é o partilhar da cama que fará uma criança feliz mas outros factores. Não critico quem o faça, são opções!
    Excelente post!

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  12. Mum gostei mt, mas mt do texto :)
    Pq procuraste tudo sobre o assunto, justificaste e falaste de todos os lados...


    Gosto da forma como a Alexandra expôs o assunto no comentário...
    E sem ter que ver...faz -me lembrar um pouco aquela tribo na Austrália ou Amazónia que nunca bateu nos filhos, que os deixa usar "facas" desde a tenra idade e eles parecem felizes, saudáveis e sem grandes problemas uns com os outros.

    Acho que também se deve falar mt neste e outros assuntos...mas ao contrário da Maria de Lurdes...não sei se isso complica ainda mais a cabeça dos pais...
    Pq os torna "culpados"...tipo será q estou a ser bom/mau se fizer ou se n fizer...no fundo como a história das células estaminais...


    E uma coisa é quase certa...primeiro a sociedade habituamo-nos a dormir sozinhos e depois temos q aprender a viver com os outros...o choque n será maior?

    Vá era uma brincadeira :)

    Mãe
    http://blogprofissaomae.blogspot.pt/

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  13. Não...n sou a favor das armas brancas...vocês perceberam...:)

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    1. olha que eu demorei a chegar lá... mas cheguei!
      ...' Amazónia que nunca bateu nos filhos, que os deixa usar "facas" desde a tenra idade e eles parecem felizes, saudáveis e sem grandes problemas uns com os outros'

      Muitos bjinhos, Sara! E obrigada pelo teu contributo!

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  14. Eu sou daquelas pessoas que precisa mesmo de dormir! Desde sempre que o meu filho acorda por volta das 6h da manhã (independente/ da hora a que se deita!). Até aos 10 meses, e para que ele não se habituasse a vir para a nossa cama, o pai ficava com ele na sala na brincadeira. Aos 10 m, estourado e estavamos nós de férias, começamos a pô-lo na nossa cama para dormirmos todas mais umas horas. E essa situação mantê-se até hoje! Desde que nasceu, dormiu 1 vez uma noite seguida e nessa noite acordava eu nas horas do costume! Todas as noites é deitado na caminha dele e todas as noites quando acorda vem para a nossa cama. Quando tiver outro filho, lidarei com as necessidades de sono de toda a família e faremos o que for melhor para nós todos.
    Nestas coisas acho importante acima de tudo o bem-estar de toda a família e a sintonia do casal. Eu e o meu marido vamos falando sobre este tema e outros (como saídas a 2, chupeta, amamentação,...) e vamos tomando sempre as decisões a 2 com aquilo que achamos melhor para os 3. Acho isto muito mais importante do que as decisões em si.
    Mari

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  15. Ora aqui está um assunto delicado. :)
    E tão bem exposto por ti!
    Eu sou contra o co-sleeping! Acho que cada um deve ter o seu espaço, a sua intimidade. É fundamental que a criança aprenda a viver/dormir sem os pais para estimular a sua segurança e auto-estima. Para que não seja dependente dos pais para resolver os seus problemas ou até mesmo para dormir, uma coisa tão simples e natural como a sua sede!
    Como sabes (e eu tanto falo disso no blog) lá em casa, o tema sono é um tema delicado. E nunca pensei em optar pelo co-sleeping. Acho que isso facilitaria muito as coisas no imediato, mas levaria a outros issues a longo prazo. Tem sido uma dura "batalha" para nós, mas parece que está praticamente vencida!
    Acho que os pais precisam da sua cama só para eles. Claro que não fazemos sexo toda a noite todos os dias. Mas quanto mais não seja, para sentirmos aquele espaço só nosso ou apenas para entrelaçar os pés durante a noite. O que também é essencial. Saber dividir o tempo em família, o tempo filhos com filhos, o tempo pais com pais.
    Lá em casa a cama dos pais é permitida quando algum está doente, quando algum teve um pesadelo ou uma noite difícil ou quando algum fez um xixi e não me apetece ir mudar camas a meio da noite. E é permitida a partir do nascer do dia. Já faz sol? Ok! Então podem vir para a ronha aqui no ninho que também sabe tão bem dormirmos todos agarradinhos de vez em quando.
    Mas lá está, cada família é uma família! Dar uma opinião é uma coisa, criticar é outra! :)
    Mais uma vez Parabéns! Este blog é uma delícia!

    Beijossss

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    1. ahahaha! Somos todas iguais (ou quase todas): nós também é 'já faz sol, já é de manhã' MAS a nossa little one diz 'mamã abre os olhos, sai da cama' e abre-me literalmente, os olhos!!
      E pronto, não se aguenta, aquilo é de rir e acordamos assim, com uma fulana cheia de energia para começar o dia... admito que há dias em que lá vai o pai primeiro ou eu - dependo do grau de cansaço...

      Mtos beijinhos!

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    2. Bem sei que o post já tem um ano, mas não tendo nenhuma opinião que não tenha já sido partilhada, quero só acrescentar que em minha casa não há essa do "Já faz sol? Ok! Então podem vir para a ronha aqui no ninho...", porque simplesmente os nossos três não estão para aí virados! Quando acordam, querem é que nós (mais eu do que o pai) nos levantemos para lhes darmos o pequeno-almoço...

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  16. Mum tu habitua-te eu por vezes estou a pensar e a escrever ao mesmo tempo...tipo qd os neurónios funcionam em conjunto :) e nem sempre o texto flui com clareza...e hoje vá estou acordada desde a 4 da manhã!!!
    Kiss

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    1. 4h?????
      E tu aguentas esse ritmo?
      Uma vez não são vezes...
      Aguenta-te miúda, pra dp dormires bem!!

      Força aÍ!

      mtos bjos

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  17. Acho que habituei o meu filho mal, esta imagem espelha eu o meu merido e o meu bebé, apesar disso conseguimos dormir. Adorei o post! beijinhos

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  18. Parabens pelo post! Sou da opinião que crianças que conseguem adormecer sozinhas são crianças mais seguras :) Lá em casa apliquei o metodo estivill quando a baby L. tinha um ano, antes adormecia-a ao colo (que erro). Só queria ter tido conhecimento do livro antes, pois para mim foi um "milagre", começámos as duas a dormir e consequentemente a estar mais bem dispostas. Com o baby P. já foi diferente habituei-o desde cedo a adormecer sozinho na cama dele e hoje em dia é só deitá-lo e dizer boa noite :)

    Bjs
    http://babymefashion.blogspot.pt/2012/05/baby-library.html

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  19. Ora cá por casa, Cria na cama e quarto dela no dia em que fez 4 meses! Dormia lindamente e a noite toda. Agora com 4 anos de vez em quando acorda com sonhos maus e chama pela Mãe ou quer vir para a nossa cama!Agora quer sempre adormecer na cama dos Pais porque o edredon é mais fofinho e mais quentinho.(lembro-me de me sentir completamente diferente na cama dos meus Pais quando o meu Pai não estava em casa...adorava!) Se quiser vir para a nossa cama de manhã, para miminhos a 3 deixamos, adormecer na nossa cama também, mas sabe que quando adormecer os Pais vão pô-la na dela...

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  20. Ora cá por casa, Cria na cama e quarto dela no dia em que fez 4 meses! Dormia lindamente e a noite toda. Agora com 4 anos de vez em quando acorda com sonhos maus e chama pela Mãe ou quer vir para a nossa cama!Agora quer sempre adormecer na cama dos Pais porque o edredon é mais fofinho e mais quentinho.(lembro-me de me sentir completamente diferente na cama dos meus Pais quando o meu Pai não estava em casa...adorava!) Se quiser vir para a nossa cama de manhã, para miminhos a 3 deixamos, adormecer na nossa cama também, mas sabe que quando adormecer os Pais vão pô-la na dela...

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  21. Fantástico post. Tudo a ver com o "drama" que vivemos agora - eu sou esta "se me dizes que o teu filho dorme contigo porque ele gritava e só se acalmava na tua cama, e tu, exausta, acedeste e estás convencida que no verão ele vai passar para o quarto dele, então só te posso dizer 'força e foco'! Mais, estou convencida que aquilo que praticas não é co-sleeping e sim uma forma de sobrevivência."
    Desde o fim do ano voltámos a colocar a cama dela no nosso quarto, e acho que vai ficar por um tempo - prefiro que ela não acorde o irmão quando acorda aos berros as 4h da manhã. Assim dorme na sua cama pelo menos uma parte da noite. Tinha a ideia de a adormecer na minha cama e passa-la para a dela, mas de facto faz sentido o que disseste de adormecer num sítio e acordar noutro.

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  22. Este é um post anti-co- sleeping muito mal-disfarçado. Mas sendo eu uma fervorosa adepta de bed-sharing ( ou sobrevivência como você diz) não me choca nada; já estou habituada.

    O que me chocou foi afirmar que o normal é amamentar até aos 6 meses!!! Ou seja, para si, o bebé depois dos 6 meses já não precisa de leite?? Chocante e muito grave recomendo que se informe melhor sobre o assunto... A OMS recomenda o aleitamento materno até aos 6 meses em exclusivo e complementado até aos 2 anos pelo menos.

    Voltando ao assunto " co-sleeping" quero responder á sua pergunta : " Agora, se me dizes que essa foi a tua escolha, pergunto-te como é que pretendes criar uma criança mais autónoma? Estás a fazer o quê, exactamente, para que isso aconteça?" Ensino á minha filha a ser autónoma em todas as outras horas do dia e em todas as outras ocasiões.

    Quanto á questão: "Se os miúdos só adormecem na cama e com os pais, onde é que ficam os momentos a dois? Onde é que ficam as conversas de casal? Onde é que fica o enrolarem-se no sofá para verem um filme?" Há avós, e há a hora da sesta, e há outras divisões da casa. Tem tanta lógica pensar que um casal lá por praticar " cama familiar" deixa de ter vida conjugal , como deduzir que um casal porque pratica " cama conjugal " deixa de ter vida familiar.

    Eu gostava era de ver esses estudos que comenta que as crianças que dormem com os pais são mais ansiosas.... É que eu já vi estudos a afirmarem exatamente o contrario! Eu já começo a desconfiar que os investigadores encontram as conclusões que procuram......

    Compreendo perfeitamente que o co-sleeping não sirva a toda a gente, mas serve para muitos. E nisso de dormir a única coisa com a qual sou profundamente contra é o " deixar chorar" até adormecer. Durmam com eles na cama, não durmam com eles na cama, façam mil viagens até ao quarto para acalmar a criança, o que importa é que sejam todos felizes!

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  23. Acho que é o mesmo que partilhar a cama com o esposo/esposa, são opções culturais... por que motivo dormimos juntos como casal?

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  24. Eu quando tive a minha filha vivíamos num t1...logo nem sequer era opção ela dormir noutro quarto pq bem, não havia. Colocamos o berço dela ao pe da nossa cama e assim foi ate 1 ano de idade. Entretanto ao invés de as noites melhorarem foram piorando...ela não queria simplesmente estar mais no berço. Por falta de opção, passava metade da noite no berço, metade na nossa cama para que todos pudéssemos descansar alguma coisa. Quando mudamos para um apartamento maior ela tinha 18 meses...montei o quarto dela, tentei fazer adaptação adormecendo-a no seu quarto...mas a meio da noite vinha ter connosco e para ser sincera , com o meu marido sempre fora a trabalho, era mt mais fácil e agradável te-la ao meu lado pelo que assim fico ate hoje aos 3 anos. Mas ela agora diz que quer tentar dormir no quartinho dela quando voltarmos de ferias e também largar a xuxa...esta ultima parte está quase a conseguir :) aqui está uma pessoa que era totalmente contra o co-sleeping mas que se viu obrigada a faze-lo e que, no final, gostou imenso. E no fim eles crescem de qualquer forma e podem ter a certeza que não irão dormir connosco ate aos 20 anos. :)

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    1. Susana,
      lá está - eu não considero isso co-sleeping mesmo... considero que foi o que fez para dormirem todos. Há uma linha que distingue quem quer mesmo fazer co-sleeping e quem justamente o faz por tornar a vida mais simples para todos. Para mim não é a mesma coisa - o co-sleeping foi algo pensado durante a gravidez, que a pessoa quis e se organizou para isso. Pelo que percebo, no seu caso, foi diferente.
      O importante é que dê certo.
      Beijinhos

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    2. Susana,
      lá está - eu não considero isso co-sleeping mesmo... considero que foi o que fez para dormirem todos. Há uma linha que distingue quem quer mesmo fazer co-sleeping e quem justamente o faz por tornar a vida mais simples para todos. Para mim não é a mesma coisa - o co-sleeping foi algo pensado durante a gravidez, que a pessoa quis e se organizou para isso. Pelo que percebo, no seu caso, foi diferente.
      O importante é que dê certo.
      Beijinhos

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  25. Mais uma reflexão...nao acho que as crianças que dormem com os pais são mais ou menos autônomas...a não ser que estejas só a referir sobre a autonomia de dormir sozinho...aí posso concordar, mas isso em nada influencia outros campos na vida da criança. E a proposto, amamentação deve ser realizada, no mínimo, ate aos 2 anos...sendo que é aconselhável amamentar pelo menos 1x durante a noite ja que a noite produzimos mais leite. Por aqui amamentei ate aos 12 meses 3 ou 2x durante a noite e depois ela foi deixando ate que aos 18 meses ja não mamava de noite. No fim, mamou ate aos 2 anos e meio e é uma menina super saudável, não conheço o q são otites ou qualquer item que tanto se vê por aí ou sequer uma gripe forte nela. Por favor, nao diga coisas absurdas como amamentação so deve ser ate aos 6 meses...antes diga que acha que bebes com mais de 6 meses não deveriam mamar a noite, mas aí é a sua opinião e não um fato.

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    Respostas
    1. Susana,
      o texto diz 'o considerado normal são os seis meses, o sugerido pela OMS são os dois anos'
      Aliás, o sugerido é exclusividade leite materno até aos 6 meses e só dp introdução sólidos.
      Estamos a falar da mesma coisa, não há absurdos.
      Em relação à autonomia sim, refiro-me à questão da autonomia para adormecer.

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  26. Magda, Eu gostava de ter acesso a esse tal estudo que mencionas (ou estudos) que indicam que 95% das pessoas com ansiedades dormiram com os pais até aos 5/6 anos...
    Grata *Bárbara Correia

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    Respostas
    1. Bárbara, o texto diz 'É curioso notar que, embora não haja estudos nem recolha de dados formal, a classe médica é unânime em considerar que a maior parte dos casos de ansiedades, rebeldias e depressões diagnosticados em jovens acontece no grupo (perto de 95% dos casos) que dormiu na cama dos pais até mais tarde (5/6 anos).'
      Diz, claramente, que não há estudos - é com base na experiência clínica dos médicos que entrevistei para escrever este post.

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Obrigada por leres e por comentares!
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