Do pôr em prática o que se diz, da feist, da guitarra vermelha e dos espíritos que a acompanham

20.3.12
É que por aqui também se fazem outras coisas que pensar em educação, parentalidade positiva and all the rest.

Num dos posts do 'Random Acts of Kindness', dizia que é importante termos tempo para nós.
E, como tal, fui ver a Feist... Ah, a Feist...
Ontem à noite, no Coliseu do Porto.  

[ Para quem não foi, só tenho uma coisa a dizer: não percam o próximo! ]

Foi bom, mas mesmo muito bom! Estou até tentada em dizer que um álbum ‘live’ teria um sucesso enorme.

Para desgosto dos puristas, a nova versão que esta senhora dá em palco é a forma que tem de respeitar quem vai a um concerto! E eu amo! Para ser uma versão igualzinha ao do Cd eu ponho a música no máximo, certo?

A Feist é dona de uma elegância e de um magnetismo que é raro ver. A Feist é dona de uma voz hipnótica e, mesmo não conhecendo as músicas todas, fui embalada pelo swing e pela voz meia destruturada
.
A Feist tem uma ‘joie de vivre’ que eu aprecio. Tem um ar de menina-mulher que invejo! É divertida e tem um grande sentido de humor. É aquela Canadiana de estilo hippie-chic, meio afrancesado e que gosta de puxar pela guitarra. As duas coisas juntas parece que destoam, mas não. Prova disso foi o momento entre ela e o baterista - de puro rock! Como ouvi alguém dizer lá dentro ‘il n’ y a rien de plus sexy qu’une femme qui joue du rock, surtout avec une guitarre rouge!’

Quem chegasse a meio do concerto dava com uma tela no palco raiada de cores  e, se fechasse os olhos, sentia que a voz da Feist ecoava, muitas das vezes. A acompanhá-la estavam 3 mulheres. Diferentes. Igualmente magnéticas mas num outro estilo. 3 mulheres que se assemelhavam a 3 espíritos. 3 mulheres um bocadinho assustadoras. Quem lá esteve, sabe ao que me refiro.

Tive pena, mas mesmo muita pena de uma coisa: o público que a foi acolher. Amorfo, chato, não vibrante. A Feist veio à frente algumas vezes puxar por nós. Os que lhe deram aquilo que ela queria, eram poucos, em relação aos tímidos (ou envergonhados ou a fazerem-se de cool) que se deixaram ficar. E eu fiquei a pensar que se é para isso, mais vale ficar em casa a ouvir o cd. A Feist disse que nós somos um bom público. Melhor assim, para ela. Mas eu, muito francamente, fiquei um bocadinho embaraçada!

Mas caramba, se foi um concerto dos bons!

2 comentários:

  1. Eu adorava ter ido, mas não fui... fica mesmo para a próxima porque sou super fã.
    Desde que sou mãe já la vão 13 meses nunca mais saí a noite, não consigo!

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  2. Sandra, percebo-te perfeitamente... e acho que faz parte. Há um momento para tudo! ;)

    ResponderEliminar

Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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