⑥Altruísmo, bem-haja, gentileza,..._ Semana 6 - Projecto Even Happier 52

7.2.12


Kant dizia que para que uma ação tenha um valor moral esta devia ter por base um sentido de dever. Assim, sempre que se agia por interesse próprio, algo poderia ficar danificado e as atitudes nunca seriam desprovidas de um sentimento muito mesquinho: o egoísmo.
O mesmo acontece com as religiões. Prega-se a abnegação, renunciando-se assim à vontade própria e esse  é o princípio da maior parte das religiões.
Mas (e este mas é mesmo importante) a verdade é que Kant esqueceu-se de uma coisa muito importante. Quem é que disse que somos obrigados a escolher entre ajudar uma outra pessoa e ajudarmo-nos? As duas linhas não se excluem, mutualmente. Ao contrário, estão ligadas: quanto mais ajudamos, mais somos felizes. E quanto mais felizes estamos, mais inclinação temos em ajudar os outros.
Como? Eu sei lá! Eu, por exemplo, quando estou feliz tenho tendência a descomplicar muitas coisas. Mimo. Faço cenas giras. Torno-me mais criativa e tenho mais paciência. Sinto-me mais poderosa, com mais força. Mas, sobretudo, tenho tendência a descomplicar, a ser mais pró-activa e a ficar mais disponível para os outros.
Por isso mesmo acredito que, ao ensinar a minha filha a ser mais feliz poderei criar nela uma série de recursos internos que a permitirão sentir-se melhor e mais satisfeita com ela própria. Sentindo-se assim, ela (tal como eu) terá tendência a descomplicar e logo a abrir caminho para que coisas boas possam acontecer na vida nela e nas dos outros.
É destes estados que as pessoas precisam. Todas, sem excepção.


Exercício: Porque senti que na semana passada o pedido do nosso amigo Tal Ben-Shahar foi um bocadinho ‘seca’, hoje vou alterar o exercício dele e vou eu criar um.

- Percebe como é que te sentes sempre que estás bem contigo. Onde é que isso te leva?
- Agora percebe como é que te sentes quando ajudas alguém, quando ages no interesse de outra pessoa?

Certamente que serão sentimentos diferentes. Em quê? Não tens de escrever. Pensa nisso.

E se não tens por hábito ajudar outras pessoas, o que é que te impede de o fazer? A falta de tempo? É natural, estamos sempre a correr contra ele... E, se usares um pouco do teu tempo, seja quando vais a conduzir, seja enquanto fazes as compras no supermercado para fazeres aquela chamada para saberes como vai a tua avó ou a tua vizinha mais idosa do andar debaixo? São actos altruístas com imenso valor.

Podes e fazes voluntariado? Excelente! Partilha aqui, diz-nos como é! Quero que me contes tudo! E ao contares podes estar a motivar outros para fazerem o mesmo! Já pensaste nisso?


2 comentários:

  1. Faço voluntariado, e faço a coordenação de todos os voluntários do Porto da fundação Make a Wish! Recentemente fui a um programa no Porto Canal para falar acerca da MAW e a primeira pergunta foi acerca da "necessidade de se ter uma personalidade muito especial para se ser voluntário numa fundação que lida com crianças doentes" e osentido era sermos muito altruistas e darmos muito de nós. É mito, mito! No meu ano de experiência, ser voluntário é receber, receber, receber, especialmente quando a missão termina com uma criança feliz! Altruistas são os miúdos que, mesmo em situações debilitadas, ainda nos brindam com um sorriso verdadeiro e com atitudes fantásticas. Altruistas são aqueles pais que nos recebem, partilham connosco a sua história e "emprestam-nos" os filhos por uns instantes!

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  2. @Melancia - quero falar contigo mas no teu blogue não encontro o teu e-mail... envia-me um, pode ser?
    blogmumstheboss@gmail.com
    Quero falar contigo sobre isto do voluntariado... ;)

    ResponderEliminar

Obrigada por leres e por comentares!
Todos os comentários são bem-vindos excepto os que 'berram alto'...Esses são, naturalmente, eliminados!

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