Normalmente não tenho por hábito colocar estes posts tão tarde. Se isto acontece é porque estive completamente concentrada e empenhada noutras tarefas. E nestas últimas semanas é isso que tenho feito. Hoje, criei o futuro! Hoje consegui ver a aplicabilidade daquilo que tenho andado a fazer. E isso deu-me um sentimento de poder, mais energia e vontade de continuar a fazer acontecer as coisas. Foi o primeiro grande passo!
No
livro que uso como base para estes posts, o Tal Ben Shahar conta-nos a história
de uma senhora, a Marva Collins que, no início dos anos ’70, criou uma escola
que acolhia jovens delinquentes, considerados irrecuperáveis. A estes putos,
ensináva-lhes a beleza de lerem Shakespeare, a importância da felicidade. E por
isso, conseguiu contornar as dificuldades financeiras que frequentemente teve
para manter a instituição aberta.
Nos
inícios dos anos 80 foi convidada para fazer parte do Ministério da Educação
mas não aceitou. Compreendeu que a sua missão era superior a essa. A Marva
tinha de estar no terreno, era aí que era útil. O mais valioso dos tesouros,
para ela, era a felicidade – aquela que ela criava para os outros e que voltava
para ela.
Nesta
semana, o nosso professor de Psicologia Positiva convida-nos a anotar nas
nossas agendas ou numa folha, as actividades que temos/realizamos ao longo de
uma semana. Depois, lá para Domingo à noite, devemos olhar para cada uma delas
e marcar com ‘+++’ e ‘---‘ aquelas que fazem sentido continuarmos a fazer. Mas,
se achas que não podes mudar nenhuma, então ele desafia-te a fazeres uma coisa
diferente. É anotares aquelas (ainda que poucas) que te dão mesmo gozo e aproveitá-las
melhor, estando mais entregue. Se calhar, com um bom nível de motivação,
improviso e criatividade, conseguirás criar ‘ actividades que aceleram a tua
felicidade’.
É
engraçado, mas eu nunca tinha visto as coisas por aqui. Eu faço coisas que me
dão imenso gozo mas tenho regularmente a impressão que não as aproveito como
deveria. Acredito, hoje, que tudo tem a ver com o ‘shift’ do meu ‘andar de cima’
e da importância com que as saboreio. Já pensaste nisto?
Na
verdade, são pequenos exercícios como estes que nos fazem repensar a vida que
temos. Passamos a dar mais sentido às coisas. Afinal de contas, o que é que
estás aqui a fazer? Tens, certamente, uma grande missão, como temos todos,
aliás. E para além dessa missão tens de crescer e desenvolver-te. Como é que o
fazes? Como é que fazes para dares mais sentido e mais sabor à tua vida? Calma,
não tens de ir a correr traçar metas ou planos. Ao contrário. Deixa-te estar e
põe-te à escuta.
Lembra-te
também de escreveres quais são as coisas pelas quais estás grata. Desde o final
do ano passado que a utilização do meu tempo tem sido mais... desafiante (como
é normal ouvir-se agora). E dei por mim, nas últimas semanas, a escrever,
apenas uma vez por semana, as coisas pelas quais estou grata. Óptimo!
Escrevo-as, é esse o objectivo. E sei que todos os dias (curiosamente até tem
sido de manhã) dou graças pela sorte que tenho. O exercício faço-o (ainda que
mentalnente) E tenho conseguido estar no momento mais importante da minha vida:
o Agora. Se calhar isto sim, é dar sentido à vida...
















































