Das coisas boas | Ou o nosso Fabuloso Destino...

10.10.11

Há filmes inesquecíveis - este é um deles "O Fabuloso Destino de Amélie".
Vi-o 2 ou 3 dias depois dos atentados de 11 de Setembro, em Estrasburgo. Lembro-me de sair do cinema e de pensar "Oh, la vie est belle..." para me lembrar depois que o mundo estava num caos.

Mas a verdade é que a vida continua e são pequenos momentos como estes [vê lá o trailer, que assim percebes] que nos tornam melhores pessoas.

Mas... será que temos esse direito? Será que somos dignos que as coisas boas nos aconteçam? Ou será que o céu e a terra se vai virar contra nós e nos castigar, mais cedo ou mais tarde?

Tenho para mim que uma pessoa feliz e entusiasmada [dizem os estudos que o entusiasmo é contagiante] provoca nos outros sentimentos bons. Para isso, para ficarmos bem, temos de estar atentos às coisas boas que nos acontecem e acreditarmos que sim, que as merecemos. E saber apreciar o momento, carregar em pausa, e saboreá-lo, ter a noção que merecemos, é mesmo, mas é mesmo muito difícil. Acredito que fomos formatos [pela muito conhecida cultura judaico-cristã] de uma forma que não torna essa auto-permissão assim tão fácil. Falo por mim. E procuro lembrar-me, a cada vez que sim, que ninguém me vai punir. E depois procuro o comando, e faço pausa. É normal esquecer-me dele... :)
Gosto de puxar a cola quando está seca nos dedos, de brincar com as cerejas, a fingir que são brincos, de comer as amoras na ponta dos dedos, de deitar as peças dos dominós abaixo, do som da bebida a ser puxada pela palhinha. E também gosto de calcar as folhas secas no Outono, de sentir o frio seco no Inverno, de estalar bolhas de ar, de beber um bom vinho, de trincar uma uva e do "cracht" que faz. De enviar e receber sms, que me liguem a perguntar se podem vir ca a casa comer uma sopa... E isto tudo, ladies and gentlemen, é mesmo priceless...

E tu, que momentos especiais recordas da tua infância que trazes | praticas ainda hoje?

Já pensaste em fazer um pequeno filme ou conjunto de fotos destes momentos, dos teus filhos? Eu, enquanto adulta, adoraria que me tivessem feito uma coisa assim...

2 comentários:

  1. chegar ao fim de um pote de nutella e limpa-lo com a colher ate ficar transparente, deitar-me no chão e olhar no cume das arvores, fazer barulho com os dentes quando como bananas, partir uma maçã em dois com as mãos, estar muito muito frio la fora e muito muito quente la dentro, ouvir musica afundo, etc, etc...

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  2. Aqui está um tema importante: sentirmo-nos merecedores. É um exercício constante, pelo menos para mim. Ora bem claro que tenho os meus pequenos prazers: sentir o cheiro da relva recém cortada, o da chuva na terra, o roupa acabada de estender, esfregar os pés recém arranjados no lençol na cama, a cara com que a minha mãe me olha quando estou ensonada acabada de acordar. descaroçar a cereja na boca, por after sun depois de um dia de praia, passar um dia em pijama sentido-me a mulher mais preguiçosa do mundo, o abraço de alguém importante, ser apanhada de surpresa por uma música que me faz chorar, aqueles momentos em que parece que o mundo à nossa volta pára (muito raros), taaaaantos....!



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