O presente fora de prazo
10.6.11
A actualidade dos primeiros meses de 2011 sofreu uma verdadeira aceleração. O meu olhar varreu o mundo e já não sou verdadeiramente capaz de hierarquizar as minhas emoções. Fiquei emocionado com o que se passava na Tunísia, depois subitamente entusiasmado pelo Egipto, antes de ficar receoso pela Líbia e angustiado pelo Japão. E agora falamos da Costa do Marfim. Tínha-me completamente esquecido que a situação política estava bloqueada há semanas (...). Agora mais do que nunca, os eventos do mundo precipitam-se uns após os outros sem que possamos digerí-los, compreendê-los, vivê-los, simplesmente. Não sei muito bem o que pensar. Cada dia que passa é como um antídoto áquilo que acabamos agora mesmo de sentir. Quando pego num jornal datado de alguns dias, tenho a impressão que evocam uma época a preto e branco. O presente fica fora de prazo rapidamente: fica imediatamente com o sabor do passado. É como se os séculos atravessassem os segundos (...). Lemos uma informação na Internet e ainda nem acabamos de a ler e descobrimos um novo facto que muda aquilo que acabámos de ler. Como é que conseguimos ter um olhar claro acerca de uma coisa que foge sem parar?
Este frenesim do mundo em movimento não terá uma repercursão na nossa forma de viver? Tornamo-nos mais impacientes, mais exigentes? Certamente (...). Vivemos com o sentimento permanente do término do tempo. Mais ninguém senta-se numa cadeira e vive o presente. É difícil projectar-se num mundo que está sempre a mexer-se. É precisa alguma estabilidade para tentar ver o futuro. O futuro é hoje (...). Quem sabe hoje o que se vai passar amanhã? Por vezes temos mesmo a impressão que o que se passa hoje não tem qualquer interesse. Já estamos com a cabeça no próximo presidente. Torna-se cansativa, esta corrida para o depois. É preciso digerirmos o que nós vivemos, tentar compreender. Gostaria que não passassemos de um assunto ao outro, como se as guerras e os tsunamis fossem imagens de zapping. É preciso reinvestir no presente e colocar a palavra “hoje” na moda!
Crónica de David foenkinos
Um excelente fim-de-semana!
5.6.11
Em fim-de-semana de eleições, aqui ficam outras ideias para preencher estes dias em que se prevê chuva mas onde por cá, o sol e o calor(zinho) querem ficar:
Ler
As nossas praias
As últimas sobre os Óscar à Portuguesa
Uma receita a fazer lembrar os verões à beira-mar
Bom fim-de-semana, meus queridos *
Workshop "A Arte e a Ciência de Educar Crianças Felizes
5.6.11
Ontem tivemos o primeiro workshop sobre "A Arte e a Ciência de Educar Crianças Felizes®, na Mind Center, na Av.Boavista, no Porto.
Das 9h às 13h conversamos sobre a possibilidade de ensinarmos a Felicidade às nossas crianças, o papel da Inteligência Emocional e também da Autoridade, tudo isto sem nos esquecermos de nós, pais e educadores.
Uma manhã que passou a correr, com intervenções muito valiosas e a promessa que este workshop vai repetir-se, de novo!
Aqui fica o menu da manhã!
Se tivesse que voltar a criar o meu filho
2.6.11
pintava mais com os dedos e não os usava para apontar,
corrigia menos e estabelecia mais ligações,
tirava os olhos do relógio e usava-os para observar,
preocupava-me em saber menos e saberia amar mais,
dava mais passeios e brincava mais com papagaios de papel,
deixava de armar ao sério e brincava mais a sério,
corria mais pelos campos e observava mais as estrelas,
abraçava mais e afastava menos,
seria firme menos vezes e afirmava mais,
aumentava primeiro a auto-estima e só depois a casa,
ensinava menos o amor do poder,
e mais o poder do amor.
Diana Loomans
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