será que eles sabem...?

8.5.11

"Uma criança deve ser capaz de viver em sociedade" e toda a gente me vai dizer que isso é natural. Outros podem até dizer que eu estou a exagerar acerca de uma coisa tão clara. Mas depois, na prática quotidiana, naquilo que vejo no meu consultório  pergunto-me se é algo tão claro.
Quando vemos, por exemplo, num autocarro, uma criança de 5 anos ter um ataque de raivinha atrás de um outro ataque de raivinha, a dar pontapés no banco da frente (e eventualmente nas pernas da pessoa que ocupa esse lugar), a gritar e a estragar a viagem de toda a gente, sem que os seus progenitores, que o acompanham, intervenham para lhe explicar que o que ele está a fazer não se faz e impedi-lo, de facto, de o fazer, poderemos considerar que estes pais compreenderam que estão a educar uma criança para que ela viva no meio dos outros? Não acredito. Se eles tivessem (mesmo) compreendido, eles teriam intervido com firmeza e rapidamente. Como teriam feito o tivessem visto a brincar com uma faca. Porque teriam percebido que aquilo é perigoso.

C.Halmos

2 comentários:

  1. Gostei. O meu filho mais novo é, de vez em quando, dado a "cenas", mas se não para por si, quando falo com ele, para porque eu o paro! Já aconteceu, numa birra, ele bater-me uma vez, já, mas quando pretendia repetir, obviamente que lhe segurei os pulsos e o impedi (à segunda não me apanhava desprevenida)! Devo dizer que até custa admitir que ele me bateu, mas a verdade é que o fez - só não repetiu porque eu não deixei!

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  2. Magda, e o que se deve fazer nessa situação? Ensina me por favor!

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