Responsabilidade proteger os nossos filhos

17.9.19

Apesar de haver cada vez mais movimentos para abrandarmos a nossa vida e que nos lembram que devemos estar mais presentes no momento, continuo com a impressão que, ainda assim, muitos de nós levamos vidas cada vez mais agitadas, com imenso stress, solicitações e distrações. Mais, muitos sentem-se culpados por não conseguirem abrandar. O mesmo se passa com os nossos filhos - há cada vez mais avaliações, trabalhos de casa, solicitações. Passamos horas em trânsito e no trânsito, chegamos tantas vezes arrasados a casa e a vida parece passar sem que por ela passemos. 

É nossa responsabilidade proteger os nossos filhos destas situações que provocam danos - a forma como estamos a viver não é sustentável.
Tenho 5 pontos que me orientam e ajudam mas antes gostava que me contasses quais sao os teus. 

A FAVOR DA DESOBEDIÊNCIA

10.9.19

Será que a desobediência pode ser vista como uma virtude? Como uma coisa que é positiva?

Eu sei que há momentos em que daria imenso jeito que os nossos filhos nos obedecessem imediatamente: como quando é para fazer os trabalhos de casa, ou arrumar o quarto ou até na participação das tarefas domésticas. 
Mas acredito que se tivessemos mesmo filhos obedientes, talvez ficassemos preocupados... Se obedecem a tudo sem questionar (pelo menos com frequência), então poderiam tornar-se altamente influenciáveis noutras circunstâncias. 
Será que podemos ver a desobediência como uma virtude? Poderá ser o reflexo de valores bem enraízados numa criança? Mostrar que se sente por inteira numa relação e questiona-se porque razão deverá fazer uma certa coisa?

Acredito que sim. Repara que uma criança, jovem ou até adulto que desobedece para fazer valer os seus valores, é alguém que sabe o que está a fazer, reflecte e tem um papel ativo e não passivo! 'Fazes porque eu mando!'
'Eu fiz isso porque tu mandaste.' Neste caso, a criança transfere a responsabilidade para a pessoa que ordenou, sem ter pensado ou colocado os seus valores em causa. Ou talvez os tenha colocado mas, porque talvez esteja habituada a obedecer, poderá ter tido dificuldade em não fazer o que lhe pedem e em afirmar-se. Talvez nem se tenha conseguido escutar. 
É certo! Obedecer tem o seu lado positivo, claro que sim! Há questões que não são negociáveis embora careçam de explicação. Uma delas é a segurança dos miúdos. E também a nossa. Porque razão obedecemos a um sinal de trânsito? Pois, por causa da ordem e segurança. É necessário. Tal como é questionar a razão pela qual obedecemos e se isso faz sentido ou não. 

Expectativas

3.9.19

(...) Desse ponto de vista, então os filhos dos médicos não poderiam ficar doentes nem os filhos dos professores chumbariam de ano. Mais: um médico especialista numa determinada área nunca sofreria da doença que trata, um advogado nunca teria problemas com a lei nem um psicólogo necessitaria de apoio a esse nível. Já agora, e no meu caso específico, os meus filhos nunca poderiam fazer uma birra, nem serem desobedientes, e responderiam sempre com bons modos. 
http://mumstheboss.blogspot.pt/2017/11/expectativas-e-crencas-limitadoras.html?m=1

Escuta activa

27.8.19
Escutar ativamente é um ato de coragem porque implica que saibamos praticar uma escuta silenciosa (pensamentos e julgamentos) que respeita o outro nos seus receios, ansiedades e expectativas, sem termos de o salvar, dar sugestões ou interferir. Não é fácil, é certo, mas quando o sabemos fazer, é mágico e tranquilo. 

Resiliência

13.8.19
 1 tema | 5 posts ** Resiliência na criança *** 
Aqui ficam os 5 posts :

                                                1. Um exemplo pessoal sobre resiliência
                                                2. Afinal o que é ser-se resiliente?
                                                3. 5 dicas para trabalhar a resiliência na criança
                                                4. 5 livros para promover a literacia emocional, uma das competências 
                                                    associadas à resiliência
                                                5. A ciência por trás da resiliência 

http://mumstheboss.blogspot.pt/2017/11/1-tema-5-posts-resiliencia-na-crianca.html?m=0

Elogios Vs Reconhecimento

6.8.19
Ao longo desta semana quisemos mostrar-te como é que os elogios podem ser cheios de significado, em vez de serem potencialmente vazios e só criarem dependência.

Para que nada te falte, ficam aqui os 5 posts em jeito de compilação, para que possas fazer diferente aí por casa.

1. Definição de reconhecimento 
2. O poder do reconhecimento para a auto-estima do teu filho
3. Como se faz o elogio em vez do reconhecimento?
4. Mas eu acho que devia ter sido mais elogiada quando fui pequena...
5. Estudo: elogiar cria crianças inseguras mumstheboss.com

Feliz Dia dos Avós

26.7.19

A incrível Isabel Stilwell lançou um livro tão espectacular! Chama-se "O Frasco das memórias | Avós e netos | Ideias para fazerem juntos". #soquenao  O livro não é só para os avós. Tem ideias tão fantásticas que é impossível entregarmos este livro aos avós antes de o lermos de enfiada e experimentarmos algumas das atividades.
O livro torna-se muito rico porque ao longo das páginas a Isabel vai contando histórias e acrescentando detalhes. Por exemplo, sabias que antigamente nem todas as pessoas tinham sobrenome? E que entretanto a lei obrigou a isso?
E quando fores de lua de mel para celebrar o aniversário de casamento e os miúdos ficarem com os avós, há ideias tão giras para fazerem nesse período de tempo. É que todas as histórias de amor são tão maravilhosas e são para serem recordadas! E à noite podem sempre ficar a olhar para as estrelas e dar-lhes um nome.
O livro é tão bonito e nota-se que foi escrito com tanta ternura e doçura... como todas as avós o são.

Obrigada, Isabel! Este exemplar fica por cá para me inspirar enquanto mãe - já começo a treinar para os netos :) 

https://mumstheboss.blogspot.com/2018/06/quem-e-que-pediu-um-livro-para-os-avos.html

mumstheboss.com
parentalidadepositiva.com

Contarias a verdade ao teu filho?

9.7.19
Na minha newsletter de final de Junho partilhei a história da Babel que podes ler aqui. Esta história tinha dois pontos importantes para mim:

A forma como a Babel lidou com a situação (cancro da mamã)

A forma como escolheu viver o que se seguiu e a partilha com o filho.

Foi ponto claro para ela que ele iria saber de toda a verdade, sempre.

E no seguimento dessa newsletter, recebi um email de uma leitora que, com a sua permissão, partilho aqui. Fica o convite à reflexão.

 

Bom dia Magda,
Espero que se encontre bem.
Costumo ler e seguir tudo o que vai publicando, no tempo que tenho disponível. Comprei também os seus livros.
No entanto nunca costumo intervir/opinar. Desta vez este tema tocou-me muito e por isso decidi enviar este email, apenas para dizer que por experiência própria, é tão tão importante o que descreve:dizer a verdade, por mais que nos pareça na altura que vamos fazer os nossos filhos sofrer.

Partilho consigo o meu testemunho:

No ano passado o meu marido e pai dos meus filhos (de 5 e 8 anos) descobriu que estava gravemente doente com um tumor, com metasteses no figado. Foi extremamente agressivo e galopante.
Acabou por falecer no inicio deste ano. Foram apenas 4 meses entre estar tudo bem e tudo acabar da pior forma.
O meu marido esteve em casa sempre, a receber os cuidados paliativos e faleceu também em casa.

Por nos ter sido dado claramente o diagnóstico, por me ter sido dito a determinada altura que o meu marido tinha apenas semanas de vida, fui confrontada com o que dizer aos meus filhos!?
Eles apenas sabiam que o pai estava doente, mas frases como: "quando o pai ficar bem, vamos ...", continuavam a sair da boca deles.
Instintivamente pensei que não os devia fazer sofrer por antecipação e devia esconder-lhes a verdade.

Felizmente pedi acompanhamento psicológico, e quem nos acompanhou e ainda acompanha agora, foi claro em dizer que eu tinha de lhes dizer a verdade por mais que custasse.
Eu tive de dizer aos meus filhos que o pai estava a morrer, que a doença dele não tinha cura.
Só eu sei o quanto isto custou e doeu em todos nós. Só eu sei a violência que foi aquele dia.
Mas também só eu sei o quanto isso facilitou (se é que é possível existirem facilidades nesta situação!) todo o processo que se seguiu, e o quanto isto facilitou quando chegou o dia e eu lhes tive de dizer que o pai tinha falecido.
Nesse dia em pouco tempo (menos de 1h) a minha casa estava cheia de familiares. Pedi para que quando os meus filhos chegassem a casa e eu lhes desse a noticia estivéssemos só os 3, sem estarem sobre "os holofotes" da familia. Para eles terem o espaço que quisessem para chorar, gritar, correr, perguntar ou ficar em silencio. Eles correram os dois para o quarto onde o pai tinha estado horas antes. Ficaram ali bastante tempo, só depois quiseram estar com os avós e os tios.
Os meus filhos não foram apanhados de surpresa.
Os meus filhos sabiam a verdade!
Os meus filhos não se revoltaram comigo por não lhes ter contado.


Com a mesma verdade, expliquei aos meus filhos como ia ser o velório e o funeral, tudo o que envolvia e o que iam ver. Deixei eles decidirem se queriam ou não estar presentes e quanto tempo queriam ficar.
O mais velho quis estar algum tempo no velório. O mais novo não quis ir.
Decidiram com tranquilidade, com base na verdade.
Algumas pessoas ficaram "chocadas" por eu permitir o meu filho estar presente no velório.
Foi difícil ? Muito!! Mas tenho a certeza que agora e no futuro seria muito mais difícil se tivesse sido de outra forma.

Levei o meu filho ao velório (no dia do funeral), muito cedo, antes de chegar a familia. Ele foi apenas comigo e com a minha irmã. Teve o seu espaço sem ter de se conter ou ser "bombardeado" com abraços, perguntas, etc etc. Fiquei incrédula como ele reagiu àquilo tudo. Por exemplo descobri que o meu filho precisava realmente de estar ali. Ele sentiu necessidade de ver tudo, de tocar com as mãos, de sentir a madeira, os panos, de cheirar as flores, de ver a roupa que o pai tinha vestido, ... teve necessidade de tocar e sentir o rosto do pai (aproximou-se e afastou-se várias vezes antes de o fazer).
Depois estranhou aquela sala estar vazia e o pai estar ali "sozinho". Disse-lhe que no dia antes tinha estado uma multidão de pessoas ali, que nem cabiam na sala e ainda ocupavam o passeio e a rua do lado de fora. Disse que iam chegar mais tarde. E ele quis esperar para ver a família e os amigos do pai, muitos que nem conhecia. Quando a sala se encheu e ele se "desdobrou" a cumprimentar todas aquelas pessoas pediu-me para ir para casa.

Eu nunca iria conseguir satisfazer estas necessidades dele apenas com palavras, a contar-lhe como tinha sido.
Ficou traumatizado por isso ? Não! Pelo contrário, porque teve todas as respostas às suas perguntas, mesmo aquelas que não conseguia sequer colocar em palavras. Ficou esclarecido e tranquilo.

E mais importante ainda, teve a oportunidade de se despedir do pai da forma que sentiu necessidade, e não como eu podia considerar que era melhor. Hoje percebo isso, apesar de naquele dia só me apetecer arrancá-lo dali e poupá-lo áquilo tudo.


Agora falo com serenidade de tudo o que passámos, mas a minha serenidade surgiu só depois, a certeza de que fiz o correto também só a tive depois. Durante aqueles dias em que fui tomando estas decisões tive sempre muitas duvidas de que estava a fazer o correto.
Nesses dias temos a casa inundada de gente, dizem-nos algumas coisas acertadas (algumas pessoas que realmente nos ajudam), mas também nos dizem por vezes os maiores disparates.

No entanto considero que tive sorte (apesar de tudo o que nos aconteceu). Tive e tenho duas psicólogas que nos acompanham, que me encaminharam neste sentido. Ouço delas muito do que leio do que a Magda escreve há anos.
Decidi lhe escrever porque infelizmente há por ai muitos pais que passam por tudo isto que passei e continuo a passar (este processo ainda é uma longa caminhada). Sei que muitos terão exatamente as mesmas dúvidas e angustias que eu tive.
Muitos não terão possivelmente ninguém que lhes diga as palavras certas.

Obrigada por partilhar connosco o seu trabalho que tem sido uma preciosa ajuda na minha vida.

Beijinhos




Obrigada por leres até ao fim. A verdade, sempre a verdade, sobretudo nestes momentos, é mesmo o mais importante. O meu desejo ao partilhar este testemunho é que possa ajudar, contribuir á reflexão e que possa ser passado de mão em mão para percebermos todos o quanto a verdade e a criação de espaço pode fazer toda a diferença.
Obrigada querida M. por me ter escrito e por me ter permitido partilhar a vossa história. Que a vida vos seja doce. À sua espera para o prometido café! Um beijinho!

A calma

9.7.19
Temos sempre duas opções: perder a cabeça, reagir e “incendiar” uma sala ou respirar fundo e usar a calma como super poder. É fácil falar mas não é tão difícil quanto isso começar a fazê-lo. Experimenta!

Auto-estima e conhecimento emocional

8.7.19
Quando comecei a trabalhar o tema da parentalidade em workshops e conferências, em 2010, reparei que a principal preocupação dos pais tinha a ver com a questão da autoridade e da obediência. Alguns anos passados e fica claro que houve uma mudança. Estamos mais focados nos aspectos da auto-estima da mesma e no seu crescimento emocionalmente seguro. Na bio ou no link abaixo encontras 5 posts dedicados ao tema. Para terminar - ou começar - muito bem a semana! http://mumstheboss.blogspot.pt/2017/11/auto-estima-1tema5posts.html?m=1

Cuidado e atenção

5.7.19
"O cavalinho esta doente e eu estou a ver se ele come alguma coisa. Mas acho que por agora só quer uns miminhos..." 

Experimentar a calma

3.7.19



Temos sempre duas opções: perder a cabeça, reagir e “incendiar” uma sala ou respirar fundo e usar a calma como super poder. É fácil falar mas não é tão difícil quanto isso começar a fazê-lo. Experimenta!

#26 QUANDO OS MEUS FILHOS NÃO COMEM EM CONDIÇÕES

7.4.19



Mais uma semana, mais um Podcast. Desta vez falamos sobre alimentação.

A Ana Póvoas é das pessoas mais sensatas que conheço. E sensatez é talvez uma das palavras chave para que possamos ajudar os nossos filhos a comerem melhor, sejam eles miúdos que não comem quase nada ou miúdos que só querem coisas que deveriam comer com moderação.

A escutar e a partilhar.

SoundCloud: https://soundcloud.com/parentalidadepositiva/26-quando-os-meus-filhos-nao-comem-em-condicoes/s-VSiCs

Spotify: http://bit.ly/26FilhosNaoComemSpotify

iTunes: http://bit.ly/26FilhosnaocomemiTunes




EDUCAÇÃO POSITIVA NA GESTÃO DE CONFLITOS ESCOLARES TERMINA COM SALDO POSITIVO

1.2.19





A formação mereceu nota positiva de todas as 26 formandas, que aproveitaram para desafiar o Município para a implementação de uma formação deste âmbito, mas direcionada para encarregados/as de educação, e mostraram motivação para ter uma formação com maior carga horária e, se possível, alargada à temática da inteligência emocional.
A formadora Magda Dias, fundadora da Escola da Parentalidade Positiva, mostrou-se muito feliz em ter trabalhado com este grupo de educadoras interessadas e interessantes e uma das mensagens que fez questão de deixar nos diplomas foi uma frase de sua autoria “ O segredo está sempre na relação e ela é muito mais poderosa do que qualquer teoria ou corrente que possas conhecer”.

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