Distração ou Concentração?

14.11.19
Quando a distração é uma forma de concentração.
Uma das funções executivas do cérebro dá-nos o poder da concentração e de focarmos a nossa atenção naquilo que consideramos importante. Ou de valor.
No entanto, a distração pode bem ser uma excelente forma de nos concentrarmos. Quem fuma e quer deixar de o fazer, quem está num regime ou num processo de mudança precisa de aprender a mudar o foco (mudar o hábito, por exemplo) e, por isso, precisa de se concentrar em distrair-se. É curioso mas é mesmo assim.


Publicado originalmente aqui:

Ultrapassar “Barreiras”

7.11.19

Não gosto de emoções fortes. E tenho vertigens. Por isso, a ideia de ir a um parque de diversões não é propriamente uma coisa que esteja na linha da frente da minha ideia de diversão. Mas fui e fui por dois motivos : porque os meus medos não são claramente os mesmos que os da minha família e porque decidi que queria aventurar-me. Ajudou termos ido muitos. Continuo a ter vertigens mas agora sei que posso (e quero ) continuar a ultrapassar estas barreiras. 


Publicado originalmente aqui:

Inteligência Emocional

24.10.19

A maior parte de nós tem poucas competências ao nível da literacia emocional. E, quer se queira quer não, esse é o primeiro passo para fazer autorregulação emocional, que é o mesmo que dizer, aprender a ter controlo em nós e no que vamos fazer e dizer. Podemos criar oportunidades boas ou então dar um grande tiro nos pés.
No meu livro Criança Felizes - o guia para trabalhar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos - dedico um capítulo inteiro a este assunto. E afinal, o que é a inteligência emocional? É a arte de tomar as melhores decisões. E nós só tomamos boas decisões quando sabemos o que sentimos porque todas as decisões são emocionais. Inteligência emocional é gerir as emoções porque não escolhemos o que sentimos mas podemos escolher a forma como reagimos ao que sentimos. E sim, claro, já estás a ver onde entra a literacia - é dando nome ao que sentimos que estamos a dar o primeiro passo para a gestão. Pega no livro e aproveita para trabalhar este tema com os teus filhos! Tão essencial!

Conflitos Entre Irmãos

10.10.19





Quando os meus filhos se pegam eu vou lá e ajudo-os sempre que vejo que tenho de intervir. Sou empática, procuro ser imparcial e colocá-los no lugar do outro. Mas fico chateada quando, por exemplo, pergunto ao mais velho "Como é que tu te sentirias se a tua irmã fizesse o mesmo?" e ele me responde 'Bem!" ou não me responde nada. É incapaz de ser empático e de mostrar remorso.
O que é que devo fazer a seguir?'

Falar Sobre Assuntos Difíceis

3.10.19

É fundamental que possamos falar sobre todas estas coisas com os nossos filhos. Sem medos e sem pensarmos que ao não falarmos eles não vão tomar consciência nem compreenderão do valor real das coisas.
Os miúdos percebem as coisas, sentem que algo está errado ou menos bem. Os miúdos vêem as notícias, ouvem a rádio e escutam os comentários, mesmo quando achamos que estão distraídos.
E eles percebem as coisas à maneira deles e é aí que tens de entrar e atuar.
É determinante que possas ajudar a criança a colocar alguma ordem e lógica na informação que recolhe. E é por isso que deves falar sobre os acontecimentos para que a criança não interprete essa informação com os seus filtros e com a sua fantasia ou medos.
Por outro lado, quando falamos sobre questões delicadas estamos a passar pelo processo de racionalização o que nos deixará mais serenos.
Finalmente, não digas que é um disparate aquilo que ele sente porque ninguém escolhe o que sente (podemos gerir mas isso não é escolher).
Acolhe os sentimentos: 'estás com medo, não estás, meu amor? É normal ter medo, não faz mal. A mãe está aqui.'
Ao acolheres os sentimentos, isso é meio caminho andado para parte das questões ficarem resolvidas.

Podes ler mais sobre isto no Crianças Felizes: guia para trabalhar a auto-estima da criança e a autoridades dos pais.

The Early Catastrophe

26.9.19

Muitas vezes oiço dizer que não devemos explicar as coisas às crianças. Que muitas explicações mostram uma parte fraca nossa. Que porque somos os pais ou os educadores não temos de nos colocar nessa posição. Que devemos dizer as coisas como elas são e a seguir dar a ordem e a criança deve executar.
Estamos, creio eu, a confundir 'convencer a criança de fazer algo' com 'firmeza, justiça e certeza'. Quando eu sei o que quero e sei que o que peço é justo, tudo o que peço sai de forma clara e eu sei que não tenho de convencer os meus filhos porque vai ter de ser assim. E é essa certeza que ajuda o meu filho. E sim, a diferença pode apenas estar no tom e na intenção com que faço as coisas.

Por outro lado, e num estudo absolutamente incrível, chamado the 'Early Catastrophe' constatou-se que há um 'gap' [fosso] de 30 milhões de palavras entre as crianças cujos pais falam e explicam as coisas e aqueles em que apenas se dá ordens. Este estudo foi conduzido num grupo de crianças entre os 7 meses e os 3 anos. Sim, 3 anos! O que mostra que, muitas vezes, quando a criança ainda está a chegar à escola, já pode ter nela uma vantagem ou enorme desvantagem.
Crianças cujos pais falam mais e explicam são crianças que constroem frases mais articuladas, explicadas e argumentadas. Não é impressionante, portanto, verificar que estas crianças têm um vocabulário e um estilo comunicacional muito perto do dos seus pais.
Afinal de contas, aos 3 anos as crianças já têm tanto dentro de si. Esta é a prova que, quanto mais interagirmos com as crianças, desde pequenas [repara que o estudo começa aos 7 meses!!!] mais hipóteses elas têm de assimilar e refinar a sua arquitectura mental. O cérebro - e as neurociências provam-no - constrói-se também com o ambiente.
Seria mesmo uma catástrofe não comunicarmos mais, não explicarmos mais, não nos ligarmos mais.

Responsabilidade proteger os nossos filhos

17.9.19

Apesar de haver cada vez mais movimentos para abrandarmos a nossa vida e que nos lembram que devemos estar mais presentes no momento, continuo com a impressão que, ainda assim, muitos de nós levamos vidas cada vez mais agitadas, com imenso stress, solicitações e distrações. Mais, muitos sentem-se culpados por não conseguirem abrandar. O mesmo se passa com os nossos filhos - há cada vez mais avaliações, trabalhos de casa, solicitações. Passamos horas em trânsito e no trânsito, chegamos tantas vezes arrasados a casa e a vida parece passar sem que por ela passemos. 

É nossa responsabilidade proteger os nossos filhos destas situações que provocam danos - a forma como estamos a viver não é sustentável.
Tenho 5 pontos que me orientam e ajudam mas antes gostava que me contasses quais sao os teus. 

A FAVOR DA DESOBEDIÊNCIA

10.9.19

Será que a desobediência pode ser vista como uma virtude? Como uma coisa que é positiva?

Eu sei que há momentos em que daria imenso jeito que os nossos filhos nos obedecessem imediatamente: como quando é para fazer os trabalhos de casa, ou arrumar o quarto ou até na participação das tarefas domésticas. 
Mas acredito que se tivessemos mesmo filhos obedientes, talvez ficassemos preocupados... Se obedecem a tudo sem questionar (pelo menos com frequência), então poderiam tornar-se altamente influenciáveis noutras circunstâncias. 
Será que podemos ver a desobediência como uma virtude? Poderá ser o reflexo de valores bem enraízados numa criança? Mostrar que se sente por inteira numa relação e questiona-se porque razão deverá fazer uma certa coisa?

Acredito que sim. Repara que uma criança, jovem ou até adulto que desobedece para fazer valer os seus valores, é alguém que sabe o que está a fazer, reflecte e tem um papel ativo e não passivo! 'Fazes porque eu mando!'
'Eu fiz isso porque tu mandaste.' Neste caso, a criança transfere a responsabilidade para a pessoa que ordenou, sem ter pensado ou colocado os seus valores em causa. Ou talvez os tenha colocado mas, porque talvez esteja habituada a obedecer, poderá ter tido dificuldade em não fazer o que lhe pedem e em afirmar-se. Talvez nem se tenha conseguido escutar. 
É certo! Obedecer tem o seu lado positivo, claro que sim! Há questões que não são negociáveis embora careçam de explicação. Uma delas é a segurança dos miúdos. E também a nossa. Porque razão obedecemos a um sinal de trânsito? Pois, por causa da ordem e segurança. É necessário. Tal como é questionar a razão pela qual obedecemos e se isso faz sentido ou não. 

Expectativas

3.9.19

(...) Desse ponto de vista, então os filhos dos médicos não poderiam ficar doentes nem os filhos dos professores chumbariam de ano. Mais: um médico especialista numa determinada área nunca sofreria da doença que trata, um advogado nunca teria problemas com a lei nem um psicólogo necessitaria de apoio a esse nível. Já agora, e no meu caso específico, os meus filhos nunca poderiam fazer uma birra, nem serem desobedientes, e responderiam sempre com bons modos. 
http://mumstheboss.blogspot.pt/2017/11/expectativas-e-crencas-limitadoras.html?m=1

Escuta activa

27.8.19
Escutar ativamente é um ato de coragem porque implica que saibamos praticar uma escuta silenciosa (pensamentos e julgamentos) que respeita o outro nos seus receios, ansiedades e expectativas, sem termos de o salvar, dar sugestões ou interferir. Não é fácil, é certo, mas quando o sabemos fazer, é mágico e tranquilo. 

Resiliência

13.8.19
 1 tema | 5 posts ** Resiliência na criança *** 
Aqui ficam os 5 posts :

                                                1. Um exemplo pessoal sobre resiliência
                                                2. Afinal o que é ser-se resiliente?
                                                3. 5 dicas para trabalhar a resiliência na criança
                                                4. 5 livros para promover a literacia emocional, uma das competências 
                                                    associadas à resiliência
                                                5. A ciência por trás da resiliência 

http://mumstheboss.blogspot.pt/2017/11/1-tema-5-posts-resiliencia-na-crianca.html?m=0

Elogios Vs Reconhecimento

6.8.19
Ao longo desta semana quisemos mostrar-te como é que os elogios podem ser cheios de significado, em vez de serem potencialmente vazios e só criarem dependência.

Para que nada te falte, ficam aqui os 5 posts em jeito de compilação, para que possas fazer diferente aí por casa.

1. Definição de reconhecimento 
2. O poder do reconhecimento para a auto-estima do teu filho
3. Como se faz o elogio em vez do reconhecimento?
4. Mas eu acho que devia ter sido mais elogiada quando fui pequena...
5. Estudo: elogiar cria crianças inseguras mumstheboss.com

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share