Consultório: As birras

17.2.17
Ontem partilhei o estúdio com a Susana Cunha Guimarães e o pediatra Hugo Rodrigues
Estivemos a falar de birras, castigos e palmadas, numa conversa de 30 mnts que pareceram apenas 5.
Aqui fica!

COMPETÊNCIAS PARENTAIS [PROFISSIONAIS] | LISBOA MARÇO

15.2.17


Numa conferência em que participei, em Valença, um dos técnicos de uma CPCJ da zona perguntou-me o que é que se pode fazer mais (com as famílias) quando a vontade (dos pais) é pouca e a energia (dos técnicos) se começa a esgotar.

Esta questão voltou a colocar-se imensas vezes a seguir na Pós-Graduação, por técnicos de instituições sociais, por mediadores e advogados, assim como pelos professores que estavam em sala.

Enquanto profissionais, o nosso poder é imenso. Saibamos utilizá-lo da melhor forma e termos ao nosso dispor as melhores armas.

Nesse sentido, no dia 30 e 31 de Março, em Lisboa, vamos estar a falar sobre Competências Parentais (sessão para profissionais).

Deixo-te o programa que é, como sempre, ambicioso.

DESTINATÁRIOS
Esta ação destina-se a técnicos das CPCJ, elementos da Segurança Social, diretores de turma, educadores de infância, mediadores, técnicos na área da educação e saúde, advogados, médicos, enfermeiros, auxiliares, professores e todos os profissionais interessados no tema.


PERTINÊNCIA DESTA AÇÃO
É reconhecida a importância que os técnicos que acompanham as famílias têm, assim como as dificuldades que por vezes encontram na transmissão de competências parentais. 
Esta acção de promoção de competências parentais tem como objetivo a capacitação dos mesmos para que estes auxiliem os pais na otimizacao de estratégias que permitam um melhor desempenho das suas funções parentais. Pretende-se aumentar os conhecimentos em termos das etapas do desenvolvimento da criança, da promoção da autorregulação nos pais, assim como a introdução de uma linguagem positiva. Analisaremos também da importância e do poder do técnico/profissional.

TÓPICOS
Parentalidade e educação positivas, psicologia positiva, assertividade, vinculação, autoridade, valores, inteligência emocional, auto-estima, conflitos, agressividade, baixa auto-estima, vingança, desafio, provocação, gratidão, generosidade, linguagem positiva, autorregulação, influência positiva, etapas do desenvolvimento da criança e do jovem

TEMAS
1) Reconhecer a parentalidade positiva como base para a promoção de comportamentos parentais positivos.
2) Promover a autorregulação dos pais: o que contam as histórias pessoais de cada ator?
3) Conhecer as etapas do desenvolvimento da criança
4) Identificar as estratégias práticas para a promoção de uma vinculação segura 
5) Reflectir sobre questão da autoridade e da obediência e como ajudar os pais a serem a segurança e não o medo
6) Identificação dos diferentes pontos para a promoção de uma auto-estima saudável da criança através dos pais
7) Conhecer as estratégias para atuar no caso dos adolescentes
8) Promover o papel dos profissionais 

EMISSÃO DE CERTIFICADO
A emissão do certificado é realizada pela Escola da Parentalidade e Educação Positivas e fará referencia ao nome da ação e a carga horária da mesma.

Para inscrições, clica aqui.
Para pedires mais informações, escreve-nos para cursos@parentalidadepositiva.com

Bom de ler | #6 Porquê? O elogio da curiosidade

15.2.17
Este livro marca a minha infância e, em parte, talvez tenha sido graças a ele que me tornei tão curiosa, tão estudiosa e desenvolvi esta necessidade de simplificar as explicações.
Encontrei-o no meio de livros antigos. Está muito usado - claro que está, eu abusei dele! - mas continua tão pertinente quanto antes.
Hoje entendo o profundo significado deste elogio da curiosidade.







O que se diz por aí...

7.2.17



Frequentar esta Pós-graduação, foi e continua a ser, um marco importante no meu desenvolvimento pessoal. Permitiu-me refletir sobre os vários papeis que escolhi para a minha vida, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Facilitou-me a tomada de consciência, sobre como quero viver estes papeis daqui para a frente, sabendo que as técnicas aprendidas irão ajudar-me neste processo, caso as decida usar. Trata-se sobretudo de fazer escolhas conscientes, tendo a noção de que a decisão da mudança, ou não, está nas minhas mãos.

Achei particularmente avassalador perceber que a filosofia da Parentalidade Positiva vai para além dos relacionamentos com as crianças. Quando nos propomos a utilizar os seus ensinamentos, as relações à nossa volta mudam, sejam profissionais ou familiares, mudam para melhor… porque nós decidimos fazer e ser a mudança de forma Positiva!

Iolanda Lopes, Ser Humano em construção, Mulher, companheira, mãe- enfermeira, mãe-motorista, mãe-professora, mãe-chef gourmet, mãe-psicóloga, mãe- chefe de economato, mãe-treinadora do Francisco de 13 e da Matilde de 10… e Chefe de Área de Passageiros – Groundforce Portugal.


Frequentar os workshops no Funchal, foi uma oportunidade e um incentivo para colocar em prática tudo o que acompanhava no trabalho da Magda. Foi dar voz e presença às suas palavras e fazê-las ganhar uma maior dimensão e sentido.
Para além de todas as ferramentas, dicas, truques e estratégias que adquiri para fazer diferente e melhor na relação com os meus filhos, foi principalmente uma tomada de consciência que o que fazemos e como o fazemos tem uma influência enorme na forma como vivemos com os nossos filhos. Foram momentos muito bem passados com repercussões para a vida!
Mãe da Maria do Carmo, Domingos e Graça, 10, 8 e 6 anos.


As formações da escola confirmaram a noção que tinha da importância de relações familiares fortes, com sentido, equilibradas, e do impacto que os nossos comportamentos têm na vida dos nossos filhos. O facto de serem formações muito práticas, ainda que devidamente fundamentadas teoricamente, permitiu a aplicação consistente das diferentes estratégias e ferramentas, em contexto pessoal, mas também profissional.
Joana Serpa dos Santos - Mãe de 2


A pós graduação ajudou-me a reflectir mais sobre algo que eu já tinha em mim; o adulto como modelo para o saudável desenvolvimento da criança. Com as ferramentas da Escola da Parentalidade Positiva, pretendo melhorar-me enquanto mãe e ajudar país e educadores a educar melhor. Sim, porque podemos sempre melhorar-nos.
Ana Paula Ribeiro - Mediadora Familiar e Mediadora de Conflitos em Contexto Escolar


O mito do amor incondicional

3.2.17

Créditos Foto: Would You Mum

Já escrevi algumas vezes, neste blogue, sobre amor incondicional e hoje volto ao tema por causa de um comentário que um pai fez numa formação que dei há uns dias.
Este pai entendeu o valor da comunicação positiva e no impacto das nossas palavras, de uma forma geral, mas perguntou se, no final, o amor incondicional que sentia pelo filho, e que fazia questão de lhe transmitir não seriam o bastante.

Não é o que dizemos que conta. Conta muito também como fazemos a criança sentir-se.

Olha os dois exemplos abaixo:

Take #1
Entras no quarto dos teus filhos e vês a roupa feita num embrulho no chão. Os brinquedos espalhados por todo o lado, a cama por fazer e dizes:
'Isto é sempre a mesma coisa, vocês são uns desarrumados e não têm respeito nenhum por mim! É uma vergonha! Uma vergonha!! Quero isto tudo arrumado imediatamente e se quando não voltar isto não estiver impecável vocês vão ver-se comigo.'

Muito possivelmente conseguirás o teu objectivo em alguns momentos. Gritaste, ameaçaste, desgastaste-te e usaste a tua raiva para insultar os teus filhos. E a raiva é mesmo poderosa, se a soubermos usar. E não tem de ser usada para insultar, nem magoar, sabias?
Podes dizer tudo o que dizes acima de outra forma. Queres ver?

Take #2
Entras no quarto dos teus filhos e vês a roupa feita num embrulho no chão. Os brinquedos espalhados por todo o lado, a cama por fazer e dizes:
'Estou furiosa, o que é isto? Quando vejo o vosso quarto neste estado fico cheia de vontade de deitar tudo fora. Vamos lá, toca a pôr tudo no sítio malta!'

Será que funciona?
Pelo menos terás a atenção calma dos teus filhos porque não lhes estarás a gritar nem a insultar. Nesse sentido, eles não estarão ocupados a protegerem-se nem a defenderem-se. E depois podes dar uma mão, também. A questão da arrumação e da ordem são muito subjectivas. Porquê? Por dois motivos: primeiro porque é uma necessidade nossa e porque depois a ordem é algo particular. Nesse sentido teremos de a ensinar aos miúdos.

Voltando ao amor incondicional, que é o que nos trouxe aqui... Mesmo que ames muito os teus filhos, achas mesmo que no Take #1 estarás a transmitir esse amor da melhor forma? Pois, é aí que eu quero chegar. Não é o que dizes e antes aquilo que lhes fazes sentir.

Pensa nisso!


Mais sobre Comunicação Positiva, Autorregulação, Autoridade e Auto-Estima a 17 de Fevereiro na Pós-Graduação, no Porto

Quando ele já não acredita nele próprio - a importância da experiência em 3 pontos fundamentais

2.2.17



Este post vem no seguimento do que publiquei na segunda-feira e que podes ler aqui.

Dizia-te no início que há duas formas de convencer uma criança, sem termos de a convencer.
A primeira passa pelo poder das perguntas e a segunda pelo poder das experiências. Sobre as perguntas podes ler no de segunda.

É tão bom sentirmos que temos valor e que a perfeição reside na nossa autenticidade e nas nossas imperfeições.

1. Dá-lhe do teu tempo
É evidente que este seria o primeiro ponto mas tantas vezes esquecemos ou deixamos andar, achando que está tudo bem e que isto é só importante quando ele precisa mesmo. Mas não. É sempre. E se é assim tão complicado, por causa da gestão do teu tempo, pára e pensa no que é realmente importante para ti. Tens alternativas?
Não é tempo de qualidade apenas. É de quantidade, também.

Não é porque não conseguiu algo que lhe vais dar o que ele quer a seguir. Não é o que ele vai receber que é importante. É muito importante a forma como ele lida com o que aconteceu e tu podes ter um papel importantíssimo nisso. Aprende a acolher os sentimentos.

3. Aceita a imperfeição
Somos todos imperfeitos e nunca a perfeição foi o nosso objectivo e antes a melhoria contínua. Sê tu o modelo e mostra-lhe como lidas com a tua imperfeição e como te superas, também. Não é um paradoxo, é a arte de nos transformarmos!




Sessões de Coaching e Aconselhamento Parental presenciais | Porto

31.1.17

Uma sessão de coaching pode ser o que necessita para ‘desbloquear’ e fazer fluir a sua relação familiar, eliminando aqueles ‘dilemas’ do dia-a-dia. O objectivo? Que possam todos e sem excepções saborear o que de melhor a vida tem!


O que acontece numa sessão de coaching e aconselhamento parental?
Escuto a sua questão, escuto os seus receios, questiono e ajudo-a a encontrar a sua solução, aquela que melhor se adapta a si e aos seus. Porque não há soluções únicas, porque o seu caso é o seu e por isso será o único a implementar as estratégias que lhe fizerem sentido. Quais são elas? As suas!!


Marcações via info@parentalidadepositiva.com


VÍDEO SOBRE INCLUSÃO TORNA-SE VIRAL

31.1.17

Obrigatório ver.

ESCOLA DA PARENTALIDADE E EDUCAÇÃO POSITIVAS | Quem é e o que faz?

26.1.17


Quem é e o que faz a Escola da Parentalidade e Educação Positivas?
A Escola da Parentalidade é uma escola que tem como objectivo máximo levar felicidade às famílias e às instituições que trabalhem diretamente com elas.

Como é que fazemos isto?
De várias formas:
- através de ações de formação gerais, presenciais ou à distância, direccionadas para pais mas também outras pessoas com interesse nos temas;
- através de formações mais específicas, como a nossa Pós-Graduação especialmente desenhadas para profissionais como professores, médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares;
- através de ações diretas em escolas, empresas e outras instituições, levando a parentalidade e a educação positivas mais longe. E estas instituições não têm de ser da área;
- através do nosso serviço de Coaching e Aconselhamento Parental e também de mentoring a quem já passou por nós;
- e finalmente através das nossas publicações - quer em imprensa escrita, internet ou mesmo livros.



E és só tu ou tens uma equipa?

Existe uma equipa e estou muito feliz por termos dado este passo enorme! Temos formadores especialistas a trabalharem connosco em áreas muito distintas. Já iniciámos as formações em Mediação de Conflitos e estamos a agendar as próximas. Por outro lado, todas as pessoas que se formem na Pós-Graduação são potenciais formadores da Escola, uma vez que necessitamos de dar resposta às várias intervenções para as quais temos sido solicitados. E todas as pessoas que passaram pela Pós-Graduação estão em condições de o fazer.


Ao fim deste primeiro período de atividade, o que podes dizer sobre a abertura desta Escola?
Posso dizer que superou imensamente as expectativas de toda a equipa e continua a fazê-lo. O interesse pelo tema é muito grande e as ferramentas que os participantes adquirem nas formações são tão práticas que os deixam muito satisfeitos e, acima de tudo, muito confiantes. Uma aluna há pouco tempo escreveu-me a dizer que há um antes e um depois da ação e que há coisas que nunca mais verá da mesma forma como também há uma nova forma, muito consistente de fazer as coisas. E isso enche-nos de alegria e orgulho.



Qual é a grande mais valia para quem participa na pós-graduação?


Há imensos pontos positivos.
Em primeiro lugar, a rede de contactos que se cria e que potencia, desde logo, toda a ação.
Depois, e reforço sempre este aspecto, o carácter prático e sustentado da Pós-Graduação. Sai-se a saber fazer e é aqui que reside o meu foco. As pessoas têm de sair aptas a saberem aplicar as ferramentas.
Finalmente, nasce o ‘bichinho’ do tema e é incrível a energia que o conjunto de pessoas que estamos a formar tem. Este modelo ainda vai dar que falar - e bem - em breve!


E para além destes temas, podemos encontrar novos formatos, outros assuntos?


Claro! Aliás, é justamente para e por isso que a Escola da Parentalidade nasce. Para criar mais valias nesta área. Já iniciamos ações em Mediação Escolar, em Mediação Familiar, vamos ter outra em breve na área da Inteligência Emocional e faremos cada vez mais formação à distância. Queremos entregar formação de grande grande qualidade - não nos interessa fazer muita formação e sim formação rigorosa, séria e prática, que ensine a fazer e a provocar melhorias na vida das pessoas. Este é o nosso maior objectivo.


A próxima Pós-Graduação começa no Porto, dia 17 de Fevereiro. Descarrega o folheto aqui.

Quando ele já não acredita nele próprio - as 3 dicas que fazem toda (toda) a diferença

26.1.17


Se há ideia que eu gostaria que retivesses é esta: os teus filho não acreditarão nas tuas palavras. E não acreditarão sobretudo naqueles momentos em que a sua voz interior fala mais alto. Não são as nossas palavras que os vão convencer do contrário. Então é o quê?

- É o poder das nossas perguntas [ e aqui ajuda conhecer algumas técnicas da comunicação positiva]
- São as experiências que vão ter

Nesta fase em que alguns começam os testes, ou numa fase em que se é exigido mais, alguns miúdos insistem que não conseguem, que não são capazes e que não vale a pena insistir. Alguns farão tudo o que precisam para nos fazerem acreditar que é mesmo assim e que deveremos desistir porque nem eles acreditam. E por isso mesmo, volto a dizer, não vale a pena continuares nesse caminho.
Continua a ler para descobrires o que fazer:

1. Sê empático
'Parece que estás mesmo desmotivado/com pouco alento'
Não é porque verbalizas aquilo que vês que ele vai sentir-se menos motivado. Pelo contrário. Ele vai sentir que olhas para ele e não o tentas convencer daquilo em que ele acredita. E também vai sentir que pode sossegar e deixar de te convencer. E é nesta altura que baixa um bocadinho a guarda. E tu vais daqui para o segundo ponto.

2. Explora
Explora o que é que ele gostaria que acontecesse. Coloca boas perguntas [há técnica, há sim senhora!], explora, sê curioso.

3. Explora ainda mais
E agora, depois de teres feito todas essas perguntas, pergunta-lhe do que é que ele precisa para que isso aconteça. Torna-te útil e sê a mão que ele precisa. Ou sugere opções.

Em suma, é ele que se vai convencer, é ele que vai encontrar (parte) do caminho.

Aprendi que nunca devo convencer ninguém de nada. Posso fazer boas perguntas e posso ser o exemplo. E é tudo.

Sobre as experiências, falo no próximo post.




21 frases incríveis sobre parentalidade de Barack Obama e Michele

26.1.17

Que esta família vai deixar saudades é um facto [para mim].
E que certamente devem praticar a parentalidade positiva também me parece muito claro.
Ora vê se não é assim neste link. 


Email: cursos@parentalidadepositiva.com


Resgate Sorrisos

23.1.17

A Associação “Filhos do coração” vai realizar, entre 28 de Janeiro e 6 de Fevereiro, uma campanha de angariação de fundos em toda a rede de supermercados Pingo Doce .

A totalidade dos fundos angariados na campanha reverte a favor da actividade da Associação, nomeadamente para a educação das crianças ganesas resgatadas da escravidão no lago Volta, no Gana

A campanha “Resgate Sorrisos” contará com uma equipa de voluntários de todo o país que sensibilizará os portugueses para a questão da escravatura infantil.

Esta realidade presenciada por Alexandra Borges há 10 anos inspirou a jornalista a dedicar parte da sua vida à Associação Filhos do Coração que hoje, em estreita colaboração com a ONGD americana Touch A Life Kids, financia um Centro de Acolhimento em Kumassi, no Gana, onde são garantidas a segurança, saúde e educação das 78 crianças que, até à data, foi possível resgatar da realidade da escravidão infantil naquele país.

Não acredites em absolutamente nada daquilo que digo ou escrevo.

20.1.17
De vez em quando leio ou oiço comentários de mães que me parecem cansadas e desacreditadas. São comentários como
'Sim, isso é tudo muito bonito mas tinha era de vir cá a casa conhecer o meu filho.'
'Adoro opiniões, queria era ver se fosse com os seus.'

Para lá de cansadas e desacreditadas, estas mães parecem ter perdido aquilo que nos salva a todos: a fé no dia melhor e a fé nelas próprias enquanto agentes capazes de produzir esta transformação: nelas e, consequentemente nos miúdos.

Naturalmente nenhuma das estratégias sobre as quais escrevo funcionam se não as experimentarmos por um certo período de tempo para obtermos resultados.
[com as dietas é o mesmo - se não levar um plano à risca, de forma consistente e durante algum tempo, dificilmente conseguirei os resultados que pretendo. E é só quando adoto esse estilo de alimentação que consigo manter os resultados].

E tudo isto é igual na parentalidade e nas relações, em geral.

Por isso mesmo sublinho este ponto:
Não acredites em nada, absolutamente nada daquilo que escrevo ou digo. Experimenta. E fá-lo de forma consistente.

E talvez a primeira coisa que possas fazer é trabalhar a tua autorregulação [ou auto-controlo, se quiseres chamar desta forma] que é a capacidade que temos de regular os nossos impulsos e de canalizar a nossa energia para o que é realmente importante. E, de seguida, aprendermos a comunicar de maneira eficiente com os miúdos. As nossas crianças merecem adultos serenos, responsáveis e saibam o que estão a fazer e como estão a fazer. 

'Talvez o módulo sobre a autorrregulação do adulto seja mesmo o mais importante de todo este curso porque sem ele, nada do que vem à frente acontece como tem de acontecer.'
Joana Martins, aluna da Pós-Graduação da Escola da Parentalidade e Educação Positivas

Como é, vais dar-me o benefício da dúvida e experimentares?

CONSULTÓRIO DE PARENTALIDADE | AS TABELAS DE COMPORTAMENTO

20.1.17

Cá em casa já deixámos de gritar porque aderimos ao Desafio Berra-me Baixo e para isto correr bem a minha filha sugeriu que quem falasse alto tivesse um cartão vermelho, aliás ela ia fazer os cartões, acabou por não fazer... (não sei de onde lhe veio a ideia,nem se será positiva, talvez da escola).

Beijinhos


S.




Olá S.

A ideia de envolver toda a gente aí de casa é excelente. Primeiro porque o primeiro passo do desafio - que é tomar consciência que gritamos (depois falta o porquê) - está dado.
Depois, porque todos gostam de um desafio e querem sair vencedores.

Finalmente, porque a união faz a força.

A ideia dos cartões vermelhos é engraçada, sobretudo para a filha que pode apresentá-los e assim brincar um bocadinho 'aos grandes' e ter/sentir poder.

Agora o grande passo - e aí está já a trabalhar outro aspecto deste desafio - é criar vínculo e eu não acredito que se crie vínculo quando se mostram cartões vermelhos, que são punitivos [a questão de punir/castigar não é para aqui chamada - neste caso, refiro-me à carga simbólica da coisa].

A minha sugestão: já que a filha tem 5 anos, aproveitem para falarem do que gostaram e gostaram menos.

'Olha mãe, gostei quando vieste ao pé de mim e me pediste para vir jantar, mesmo quando já me tinhas chamado 2 vezes da cozinha. Já viste que não gritaste?'

'Filha, já viste que hoje de manhã conseguimos sair de casa sem stresses, sem correr. Estou mesmo feliz'.

'Mãe, da próxima vez, em vez de gritares da cozinha, anda ao pé de mim chamar-me. Sabes que por vezes estou distraída. E assim sempre podes ver os desenhos que estou a fazer.'

'Filha, fico tão chateada por te chamar 4 e 5 e 6 vezes para vires jantar. O que é que podemos fazer para isto não tornar a acontecer?'

Repare que em nenhum dos momentos há um juízo de valor em relação à outra pessoa. A mãe diz que fica chateada - mas não agride/acusa a filha.

Por outro lado, é a falar que as pessoas se entendem.


Cartões vermelhos não falam. São punitivos. Falar faz com que se reconheçam (tão importante), que se valide a evolução do desafio e que as famílias ganhem competências comunicacionais.

Já repararam que é muitas vezes nas famílias onde menos se fala?



Espero ter ajudado!

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