Empreendedorismo jovem, literacia financeira e o primeiro cartão da minha filha

17.3.21

Acredito que lhe corra criatividade no sangue. Inventa soluções engraçadas, faz tshirts com tecidos que encontra em casa da avó, cose à mão (mas quer uma máquina de costura) e, todos os dias, desenha e lê. Assim é a minha filha mais velha.

No outro dia, mostrou-me umas flores que, impressas em papel adequado, se transformariam em autocolantes. Adorei a ideia. Disse-lhe: preciso de umas etiquetas para colocar nas caixas que usamos para enviar os livros e sugiro-te que me faças uma proposta. Respondeu-me que a ideia dela era, justamente, essa: vender essas etiquetas porque já tinha visto isso na internet.




Gosto deste lado empreendedor que a minha filha mais velha tem. Deixá-la livre é impedi-la de pensar que há impossíveis. Arranja soluções simples para situações que parecem complicadas, adora ordem e harmonia.

Sugeri que começasse com testes, que verificasse se de facto iria resultar ou não e que, quando estivesse tudo bem, poderíamos abrir uma loja no Etsy. Eu entraria com parte do capital para as impressões, ela com o talento e mão de obra. Ficou super entusiasmada! Mas não se ficou por aí.


No dia seguinte, disse-me:
“Mamã, estive a ver na Internet e gostava de ter um tablet, disse-me um destes dias. Tu tens o teu, estão lá as aplicações que uso para desenhar, mas muitas vezes estás nele e eu não me posso dedicar tanto a elas. Gostava que me desses permissão para pedir aos avós para me oferecerem dinheiro no meu aniversário, para juntar e comprar o meu tablet, a caneta e poder praticar mais."

Nestas coisas, sabe argumentar, sabe o que quer e também sabe escutar. Fomos ver as economias e disse-lhe que seria ideal colocá-las numa conta. A Revolut tinha-me contactado há pouco tempo para me falar do cartão Revolut Junior. Com quase 12 anos, está na hora de começar a lidar mais com dinheiro, poupanças e investimentos. A literacia financeira, estar à vontade para falar do tema - porque diz respeito ao nosso dia-a-dia - é um ponto que considero absolutamente necessário. Falei-lhe disso e das características do cartão: “tens até 40 euros para gastar por mês. E ao gastar tudo, não estás a poupar - então podemos falar sobre isso, sobre esses gastos, sobre consumo consciente e sobre paciência.
Começamos nas conversas. Já falou com os avós para o tablet e anda a fazer testes aos desenhos.






De repente, empreendedorismo, gestão financeira passaram
a ser temas em cima da mesa. Mas veio outro quando ela me diz que preciso de dar aos avós o número da conta para que eles depositem o dinheiro do seu aniversário. Expliquei-lhes que eles lhe darão esse valor num envelope (todos os avós fazem assim, não é?) e que depois serei eu a depositar o valor. Na verdade, apenas os pais podem fazê-lo. Ela perguntou-me porquê. E para cima da mesa veio o tema da internet, de pessoas que aliciam as crianças e jovens a tirarem fotos aos seus corpos em troca de dinheiro. Ou outras situações. Falámos mais uma vez sobre esse tema e ela entendeu a lógica. Ficou feliz por terem pensado nisto.






Para que possa ter o seu tablet, precisamos de aderir ao cartão Revolut Junior para que se possa depositar valores maiores - uma vez que existe o plano Metal - mas também movimentar a conta para que ela possa comprar o SEU tablet, fruto das poupanças que fez e, quem sabe, de alguns rendimentos que possa retirar da pequena sociedade que vamos ter.
É fácil falar de dinheiro e dali partir para investimento, persistência, sonho, foco, dedicação, perigos e, claro, de literacia financeira.

Somos dos países onde menos se poupa, onde não conhecemos o exato valor das coisas, e não sabemos mais porque não aprendemos. Para algumas pessoas, falar de dinheiro é falar de um bicho papão. Para outras, é difícil fazer poupança. 


Este contacto da Revolut veio na hora certa. Podes ler mais sobre as condições aqui e fica a dica para trazeres todos este temas para cima da mesa!

Post em parceria com a Revolut

Como vestir...

29.10.20


'Credo, a tua mãe não sabe pôr roupa de jeito para te vestir?' - disse a avó ao neto pequeno.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Ele olhou para ela, disse-lhe que havia roupa na mochila. Ela abriu melhor o saco e sacou a t-shirt de uma qualquer seleção de futebol de lá de dentro. Perguntou ao pequeno se 'aquilo' era roupa que se apresentasse. Ele não disse nada. Não sei se percebeu onde é que ela queria chegar. Afinal, como é que alguém pode não gostar de shirts de equipas de futebol?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

'Assim não dá para sair contigo. Já disse à tua mãe que tem de me pôr roupa de jeito porque eu não saio contigo neste propósito.'⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Deu-me um soco no estômago ouvir uma coisa destas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Fiquei triste por todos. Pela avó, pelo miúdo, pela mãe da criança.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Ainda que esta avó goste de ver o neto todo bem arranjado, custou-me ouvir uma coisa daquelas.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Traduzinho para português a mensagem que eu ouvi, o que se disse ali foi que o miúdo não era suficiente (suficientemente bem vestido? bom?) para se apresentar ao lado da avó. E, por esse motivo, ela estava impedida de sair com ele e de se mostrar com ele. Não era suficiente...⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Naquele momento a única coisa que tive vontade de fazer foi tirar aquele miúdo dali e protegê-lo.

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

A brutalidade e a aparente insignificância das palavras podem ser arrasadoras. Seria tão bom que todos soubesses comunicar melhor. Ainda que a nossa intenção possa ser boa, o inferno está cheio delas, não é?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

A comunicação positiva é um dos módulos mais interessantes das Certificações e, na verdade, é um dos fios condutores do nosso modelo.⠀ Mais informações contacte / Whatsapp: +351 939043078 E-mail: secretaria@parentalidadepositiva.com



Evolução e Melhoria Contínua

22.10.20


 Isto da evolução e melhoria contínua tem dias em que é uma canseira. Já se sabe que não nos queremos perfeitos mas não sei se contigo é a mesma coisa ou não. Mas tenho a impressão que a vida está constantemente a desafiar-me para continuar a melhorar-me e a evoluir. E tenho dias em que agradeceria um descanso. Talvez, agora que escrevo isto, seja esta a forma que tenho para não sentir culpa e para ver a maior parte das situações que me desafiam e aborrecem como uma ótima oportunidade para melhorar e aprender. Com a culpa e também com a imperfeição. Foi assim que aprendi há uns anos e acho que isso acabou por ficar gravado em mim. ⠀

Vamos! As inscrições para as Certificações estão abertas.
Peça informações

Contacto/ Whatsapp: 939043078
E-mail: secretaria@parentalidadepositiva.com

Vês, o que eu vejo?

15.10.20


Será que consegues ver o que eu vejo?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Ao juntar todas as peças, percebes que o meu percurso é feito de tantos complementos.

Não acreditas? Deixa-me mostrar-te.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀


Em 2005 tornei-me formadora de formadores em inteligência emocional e antes tinha feito uma série de curtas formações em gestão de equipas, liderança, comunicação assertiva, gestão de conflitos e também Estudos Europeus que é a área em que me formei. Nos anos seguintes estudei PNL, Psicologia Positiva, Higiene e saúde no trabalho, Direito laboral, Formação de formadores em igualdade de género, Comunicação e marketing. Também me certifiquei enquanto coach profissional, passei pelo curso de disciplina positiva e pela evolução emocional do cérebro da criança. E claro, sou formadora porque fiz o curso que me permite dar aulas e tive a sorte de ter trabalhado 4 anos numa empresa que me ensinou a gerir formação, construir planos de sessão, a definir objectivos como deve de ser e a saber como responder às necessidades de um tipo de público quando se constrói uma ação. E isto não tem preço!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Leio muito! Leio quase tudo o que se publica sobre desenvolvimento pessoal, parentalidade (disciplina positiva, parentalidade consciente, slow parenting, etc), minimalismo, estratégia, comunicação.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Uffff.... Muita coisa. São TODAS estas perspectivas e aprendizagens que complementam o meu percurso. Digo, com toda a certeza, que é esta pluralidade que me permite fazer o trabalho que faço. É minha intenção, em cada curso que dou, em cada comunicação publica que faço, com cada pessoa com quem me relaciono, entregar o melhor. Ensinar e inspirar. E revolucionar. A minha missão está muito clara na minha cabeça. Vou continuar a desenvolver este modelo, a passá-lo a todos os que queiram usá-lo nas suas profissões e vidas.Há imenso para fazer e há muito caminho a ser desbravado. Há muita gente para inspirar e também há muitos corações para sossegar.


Se esta manhã falava que a paixão pelo tema é o que me move para continuar a fazer o meu trabalho, a curiosidade e a certeza que faço a diferença na vida de muita gente são o grande motor. Por isso quero deixar bem claro este ponto: todo o material, textos e trabalho que realizar será sempre inovador, à frente e com a clara intenção de te provocar e inspirar - para que tu possas também fazer o mesmo contigo e com os outros. E porque não consigo ver outra forma de estar e se fazer.


Vamos! As inscrições para as Certificações estão abertas.
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E-mail: secretaria@parentalidadepositiva.com
 

Mudar de Carreira

8.10.20


 

  • Você deseja mudar de profissão e começar a sua atividade ligada à área da família e da criança?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Gostaria de trabalhar numa área em grande crescimento no mundo inteiro?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Deseja obter conhecimentos mais profundos, atualizados e baseados num modelo estruturado e validado junto de famílias, instituições sociais, escolas, empresas e Câmaras Municipais?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Pretende criar o seu próprio trabalho e ter conhecimentos suficientemente sólidos que lhe dão segurança para trabalhar com eficácia e seriedade?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Gostaria de começar devagar, em part-time ou, pelo contrário, lançar-se, imediatamente, num projeto seu?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Deseja fazer parte de um grupo privado com partilha de conhecimentos e atualizações contínuas?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Seria importante ter acesso a um manual completo, assim como os livros best sellers da área da Parentalidade e Educação Positivas?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Você gostaria de ter acesso a um curso sobre conflitos entre crianças, totalmente gratuito para trabalhar com famílias e também com escolas?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

  • Gostaria de aprender a decifrar a linguagem das crianças e das famílias, tornando-se um profissional (ou familiar ) capaz de dar as respostas mais adequadas e respeitosas?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Com as Nossas Certificações: - Certificação em Parentalidade e Educação Positivas - Certificação em Inteligência Emocional e Social

Faz acontecer:

Informação pelo Whatsapp: +351 939 043 078
E-mail: secretaria@parentalidadepositiva.com

Gratidão

1.10.20


 

É tãoooo bom sentir o carinho das pessoas que seguem o trabalho que desenvolvo e saber da curiosidade que têm em conhecer mais sobre mim e sobre aquilo que faço. É engraçado partilhar tudo isto e fico feliz por o mundo virtual me trazer tanta gente boa!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Em jeito de resumo, e se queres fazer disto vida, então não deixes de ver as informações da ação mais completa que temos e que tem formado centenas de pessoas em Parentalidade e Educação Positivas. Talvez seja este o momento para apostares em ti e ires traçando o teu rumo - tal e qual qual como fiz. Devagar e de forma muito consistente.⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Talvez o grande segredo - se é que há um - é a grande paixão que tenho por aquilo que faço. É isso que me permite manter o foco, menos  em algumas noites e me permitiu  durante uns bons anos conciliar dois empregos. Mas também devo aos leitores queridos que me seguem e partilham o nosso trabalho e que confiam em nós e na realização do nosso trabalho. Nosso porque a dada altura, e como sabes, a equipa cresceu - e vai continuar a crescer! - e por isso não sou só eu agora.

Obrigada pelo interesse, pelas mensagens enviadas e pelos pedidos de informação sobre as Certificações.


Mais informações contacte / Whatsapp: +351 939043078 E-mail: secretaria@parentalidadepositiva.com

Respeito Mutuo

30.7.20

Eu sei que é mesmo muito difícil para todos nós. Ainda assim, batallho com os pais com quem trabalho para que possam aceitar os filhos tal e qual eles são, trabalhando as suas forças e competências e estando atentos às suas fragilidades como potenciais pontos de força, até.

Eu sei que, mesmo quando não queremos, temos expectativas, achamos que os outros também as têm (em relação a nós) e assim a vida vai. Tantas vezes não deixamos os nossos filhos serem quem são com receio que percam por causa disso, que não sejam aceites ou que não se adaptem. Então tentamos moldar comportamentos, aceitar o inaceitável e transformamo-nos para nos adaptarmos às situações. Isso tem um lado positivo, claro: adaptação, empatia e sabedoria. Mas não falo dessas situações, como já deves ter percebido. O risco até pode não parecer grande: somos capazes de manter aquilo que nos parece importante e seguro.


Mas o preço é alto, sim. À conta disso, perdemos em autenticidade, desviamo-nos de relacionamentos verdadeiros e perdemos o sentido da nossa missão porque ela só pode existir quando nos centramos em quem somos, nos nossos valores e na aceitação que somos um excelente produto em desenvolvimento. Tal e qual os nossos filhos.

A nossa missão é corrigir e orientar sobretudo no que diz respeito aos limites e aos valores. E é respeitar a natureza de cada um deles. Já o disse aqui e em muitos sítios mas repito e peço-te que tomes atenção: "É só quando uma criança se sente aceite que ela tem a capacidade de desabrochar e só depois de se transformar. É apenas quando ele se sente aceite que consegue arriscar e ir mais longe." Então, da próxima vez que quisermos que ele vá pela norma, vamos pensar duas vezes se não seria melhor ajudá-lo a permanecer autêntico, respeitando os limites dos outros e os seus, mas autêntico. É difícil, sei bem. mas também tenho a impressão que se muitos de nós tivessemos aprendido isto em pequenos, teríamos chegado à vida adulta com essa prática facilitada. Imitar os outros, querer ser igual ou parecido, não só é uma forma de nos tirarmos valor como também faz com que não despertemos para quem somos e para a nossa verdadeira missão. Nunca devemos pedir para ser quem somos.

O meu filho mente-me…. E agora? - Parte II

23.7.20

Existem vários motivos para o facto de não devermos mentir e a quebra da confiança é uma delas.
É fácil explicar a uma criança que quando ela decide mentir, isso faz com que nas próximas vezes eu tenha o direito de não acreditar naquilo que ela me está a dizer porque nada me garante que ela não esteja a mentir, de novo. Explicado desta forma, as crianças percebem que mentir é um acto voluntário e que é uma escolha delas, com consequências naturais, como tudo na vida.
No entanto, quando uma criança mente deveremos também colocar a questão: será que eu não sou confiável? O que é que faz com que o meu filho me minta?
Não acredito que tenha a ver com o facto de gostarem mais ou menos de nós e sim com a possibilidade de nos termos tornado, aos olhos dele, em pessoas menos confiáveis – seja pelo motivo que for [eventualmente tem medo de ser castigado ou de ‘ouvir’]. Há uns anos atrás foi feito um estudo muito interessante.

Foram lidas 3 histórias a um grupo de crianças. O objectivo era averiguar qual delas tinha um maior impacto nas crianças, fazendo com que mentissem menos.

História 1 – Pinóquio – a humilhação de mentir e de ser apanhado, publicamente [nariz que cresce e não deixa margem para dúvidas]

História 2 – Pedro e o Lobo – as consequências da mentira contínua e das consequências [como explicado acima – deixar-se de acreditar na criança]

História 3 - George Washington and the Cherry Tree – história onde se evidencia a virtude da verdade.

A história com mais impacto foi a última – porque não só evidência de forma muito concreta as virtudes da verdade como também não humilha nem pune a criança, não trabalhando com base no medo e na vergonha. A seguinte foi a do Pedro e do Lobo. O nariz do Pinóquio que cresce quando mente parece não colar…

Não deixa de ser interessante verificar que não é porque ameaçamos ou humilhamos a criança que ela vai agir como deve de ser – se o faz é com base no medo.

O meu filho mente-me…. E agora? - Parte I

16.7.20

MENTIRA! Eles passam todos por estas fases.

Na primeira dizem a verdade, mesmo quando não lhes pedimos a opinião.

E depois vem a fase em que eles começam, aos pouquinhos, a mentir. De início aquilo vem misturado com histórias que se inventam e que se desejam e ainda não fica bem claro se é intencional ou não. E um dia percebemos que, na verdade, aquilo foi mesmo uma mentira. O que se faz agora?

1. Vínculo, vínculo, vínculo!

A coisa pode nem ser pesada mas é possível que o teu filho sinta que ou vai apanhar semelhante ralhete ou vais ficar decepcionada com ele. E sim, até pode ser... mas vamos lá pensar uma coisa - será que isso é mais importante do que ele estar à vontade para te contar a verdade?

Pára de gritar, de ameaçar, de lhe dizeres 'eu sei que estás a mentir...' naquele tom que faz a Angelina Jolie parecer uma menina de coro. Respira fundo e torna o ambiente seguro ao ponto dele não ter receio de te contar as coisas nem de te pedir ajuda para as resolver.

2. Então, correu bem a escola? Tens alguma coisa para me contar? Não? Ai não...? Sabes, é que fui chamado a uma reunião. A professora diz que andas a bater no André. E então, não tens nada para me contar?

Não lhe cries uma oportunidade para mentir. Embora a situação possa ser grave, diz-lhe directamente que sabes e que ele pode optar por ter já essa conversa contigo ou quando chegar a casa. Seja como for, a conversa vai acontecer.

3. Tu mentes?

Sim, tu? Aqui não se aplica o 'olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço'. Modela o comportamento. E sempre que faltares à verdade e ele estiver contigo, se achares que vale a pena, explica-lhe o porquê.

4. Porque é que não se mente?

Não é só porque é feio - é sobretudo porque é uma enorme perda de confiança no outro. Por outro lado, se nós não somos merecedores da verdade isso quer dizer que o nosso papel está em causa [segue para o primeiro ponto deste post!]. Explica-lhe isso: explica-lhe que a partir do momento em que se começa a mentir, deixamos de confiar na palavra uns dos outros.
E mesmo que a uma determinada altura possamos estar a contar a verdade, o que pode acontecer é não acreditarmos
porque, simplesmente, já mentimos tantas vezes que o outro tem todo o direito de não acreditar.
Podes passar a mensagem com histórias como as do Pedro e o Lobo ou as do Rato Renato.


5. Agradece

A verdade não se agradece mas a confiança e a honestidade em contar o que aconteceu agradecem-se e merecem ser sublinhadas. Porquê? Primeiro porque te escolheu como pessoa a quem contar a verdade [de uma coisa não tão positiva, ou de um segredo, de um receio, whatever...!]. E depois porque implica coragem. E a coragem é de louvar.

Quando crias um ambiente favorável em tua casa, estás a fomentar os laços de confiança e de amor [o tal, que é incondicional]. É em casa e com os de casa que eles se devem sentir a salvo. Cria esse lar. Com calma. E, quando os apanhares a mentir, pensa porque razão poderás ter feito isso quando eras mais pequen@.Talvez te ajude a seres mais empátic@.

Ser empreendedor

9.7.20

Há dias em que se consegue ver bem, ao longe... ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ser empreendedor e gerir projetos tem um lado espectacular que é a possibilidade de se concretizarem ideias e sonhos. Vê-se longe. Outro lado espectacular é o facto de me pôr à prova a cada momento. Sou convidada a ser criativa, a inovar e também a escutar-me. Mas por vezes o convite dá medo, deixa imensas dúvidas e o lado aparentemente leve da coisa nem sempre está lá. Há momentos em que me sinto exausta, sem saber muito bem para onde me virar, tamanha me parece a embarcação. Há momentos de dúvida e cansaço. Sei que tudo isso faz parte e o empenho que se coloca em cada fase de cada projeto também depende deste lado... lunar!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Felizmente tenho a sorte de ter uma equipa incrível que gosta do que faz e, de facto, de estarmos metidos em projetos que deixam uma marca e fazem a diferença na vida das pessoas e das instituições. É isso que me faz seguir. Se me esquecer disso, é só voltarem a lembrar, ok?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Créditos da foto - filho mais novo⠀

Conflitos

2.7.20

Não, os conflitos não se devem apenas ao ciúme. Há mais motivos para que surja conflito entre irmãos e neste capítulo vais ficar a conhecê-los e a ser capaz de os identificar sempre que surjam ou o que é que os pode potenciar.
Também vamos falar na chegada do segundo filho, no filho favorito (imagino que possas gostar dos teus dois filhos de forma igual, mas há exceções e por isso é importante falarmos sobre o assunto!) e na importância de se saber partilhar.

É um capítulo que vais querer ler porque está cheio de informação e vai dar-te pistas que te vão clarificar as relações.

Fotos

25.6.20

Todos devíamos ter boas fotos nossas. Quando olho para estas fico vaidosa - parecem tiradas daquelas contas de bloggers de life-style.
Já me considerei muito mais fotogênica do que atualmente. Já fui mais nova, também.
Mas sabes uma coisa: gosto de me ver assim, com todas as assimetrias do meu rosto ou do do sorriso inclinado. De ter um olho maior do que o outro e de me achar bonita mesmo quando não estou com um look arrumado e arranjado porque, felizmente, percebo e sei que sou muito mas muito mais do que o que fica na lente ou em frente ao espelho. Sou as conversas que tenho, os passeios que dou, as escolhas que faço, as pessoas com quem convivo e sou, sobretudo, a paz que tenho.
Gosto de me ver no meu Porto e do passeio que eu e a @sofiacostafotografia demos, e pelas conversas boas que temos sempre.

Autocuidado e Auto-aceitação

18.6.20

Tenho reparado que há cada vez mais pessoas a falarem de auto-cuidado e auto-aceitação. E dou por mim a ter este receio que estas duas palavras se banalizem, quando são tão importantes. Vai uma distância grande querer aceitar quem somos e fingirmos que o fazemos porque se fala muito no assunto. Afinal de contas, se eu não gostar de mim, quem gostará?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
E talvez seja justamente o auto-cuidado que dá um "empurrãozinho" à auto-aceitação. Mais forte do que o famoso 'se eu não gostar de mim' é, para mim, esta frase 'se eu não cuidar de mim, quem cuidará?' Cuidar de mim não é um sinal de egoísmo. É um sinal de enorme responsabilidade, como já aqui escrevi tantas vezes. E eu que tantas vezes estiquei a corda no que toca ao auto-cuidado e aos 3 pilares que são essenciais:
- sono
- alimentação
-exercício⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

E quanto mais estes 3 estão equilibrados na minha vida, mais sinto que o meu valor é maior. E esse valor é dado por mim. Interessante, esta conclusão, não é? Será que a auto-aceitação não virá mais facilmente com o auto-cuidado? Vale a pena pensar nisto, não vale?⠀⠀⠀

Festivais

11.6.20

Quem vai a festivais sabe que, a cada ano que passa, vemos cada vez mais crianças a acompanharem os pais. Bebés de colo, que ainda nem gatinham, a miúdos com 3 anos, que correm e saltam até miúdos mais velhos e mais altos que os pais.

Podemos achar que são pais cool, mas a verdade é que estamos perante um fenómeno que vai além disso. Uma vez alguém perguntou-me se os pais de hoje desejam ser amigos dos filhos e se há algum problema nisso. Respondi dizendo que precisava de perceber melhor o que é ser-se, para essa pessoa, amigo dos filhos.

Mas, pegando nessa questão, atrevo-me a dizer que esta geração de pais deseja, entre muitas outras coisas, tirar satisfação da sua relação com os filhos e do seu papel enquanto pais. O objetivo poderá não passar por ser 'amigo' dos filhos mas antes partilhar com eles aquilo que nos dá satisfação. Mais do que amigos, queremos fazer com eles aquilo que nos dá gosto. 'Este gosto por música foi-me passado pelo meu pai que, desde sempre, nos fez escutar música em casa e nos levava a festivais.'

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