Comunicar

9.1.20

Comunicar é um ato de coragem.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Comunicar em condições requer treino. Requer estratégia. E muita coragem. Eu, que sou da área da comunicação e das palavras sei bem disso. Apura-se o que se diz.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Comunicar e ser-se assertivo andam de mãos dadas.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Quando somos assertivos, dizemos a nossa verdade.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Pois é, assertividade não tem nada a ver com o outro e tem tudo a ver connosco.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
‘és um parvo!’ não é assertividade⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
‘és sempre o mesmo’ não é assertividade⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
‘detesto quando chegas atrasado porque sinto-me desrespeitada’ é assertividade⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
‘fico nervosa quando te pões a gritar comigo e gostava que não o fizesses’ é coragem, é não violência e é respeito. Pelo outro e por mim.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
E isto implica:⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Auto-conhecimento e noção dos sentimentos e emoções⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Pausa e noção do que se pretende⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Dizer o que se pretende e o que se tem a dizer, na altura certa e à pessoa certa. Difícil...⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Mudar de ideias⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Coragem⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Isto é um grande convite. Convida-me a que eu me ponha à frente e, sem ter de agredir o outro, ‘passe à frente’ e assuma as minhas vontades e desejos, num acto que podemos ver como egoísta mas justo [sim, egoísta e justo!].⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Se é fácil? Claro que não! É uma questão de treino mas é sobretudo uma questão de te autorizares a passar à frente. Dependes apenas da tua autorização.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀


Mudança

31.12.19

Há uma coisa que eu quero mudar no vocabulário das pessoas. É a palavra 'tentar'.
- "Vou tentar pôr essas dicas em prática", dizem-me com frequência.E eu repito logo a seguir:- "Isso dá muito trabalho. Ponha-as em prática."
É normal olharem para mim com um ar estranho ['oi, o que disseste?'] e então eu explico melhor.
Tentar não é fazer. Tentar é sabotar a acção mesmo antes de a ter experimentado. Tentar é quase uma sentença de morte à tentativa que ainda não foi tentada.


O Pai Natal

19.12.19

O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.


Publicado originalmente aqui:

Criar Espaço

12.12.19

CRIAR ESPAÇO PARA O QUE É REALMENTE IMPORTANTE⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O tempo que temos é demasiado precioso para ser gasto com o que nos consome demasiado energia ou nos tira o foco daquilo que é, para cada um de nós, realmente importante. Sabes, de cada vez que retiro o que está a mais na minha vida, de cada vez que decido eliminar coisas, atividades e até algum tipo de convivência que me suga energia, estou a decidir onde quero estar, como quero estar e o que é, realmente, importante. O objectivo é simples - é trazer mais leveza, mais alegria e significado à minha vida e livrar-me do que já não faz sentido. Não é que isto seja uma uma revolução mas tenho a noção que quando acontece é incrível.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Agora a grande questão é: como é que sabes se deves fazer uma ou outra escolha?⠀⠀⠀⠀⠀⠀


Voando na Imaginação

5.12.19

Asas servem p’ra voar
Para sonhar ou p’ra planar
Visitar, espreitar, espiar
Mil casas do ar

As asas não se vão cortar
Asas são p’ra combater
Num lugar infinito
Num vácuo para ir espiar o ar

Asas são p’ra proteger
Te pintar, não te esquecer
Visitar-te, olhar, espreitar-te
Bem alto do ar

E só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer


GNR

Hora do lanche

28.11.19

Num dos live que fizemos, mostrei-te a pulseira que tenho no pulso esquerdo. Nela está escrito 'A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo' para que nunca esqueça da minha missão enquanto mãe mas também enquanto adulta que lida com todas as crianças que se cruzam no meu caminho.


E nesse dia, houve imensa gente que me disse em direto, e por email, que queria uma pulseira. 
A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo”


Podes encomendar as pulseiras através da secretaria@parentalidadepositiva.com ou

Castigo

21.11.19

O castigo funciona! Claro que funciona. E a ameaça também!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Mas a verdade é que chego sempre a uma conclusão:⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Que motivos é que eu quero que o meu filho tenha para me obedecer? Entendes a questão? Eu quero que ele obedeça porquê? O que é que tem de acontecer nele para o fazer? Só porque sim? Ou obedece porque tem medo de mim, e porque começou a incutir que tem de me obedecer sem se questionar nem me questionar.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Que pessoa estou a educar para o futuro? Qual é o preço que podemos todos pagar mais à frente?
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
É certo que a obediência tem um lado positivo - o da ordem (tema que exploramos num dos módulos da Certificação em Parentalidade e Educação Positivas  e aquele que tem, sem dúvida, um impacto brutal após a visualização de um documentário) - mas não nos questionamos sobre o quanto ela nos pode descaracterizar enquanto seres humanos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀
O que procuramos todos não é a obediência e antes a cooperação. Mesmo assim, e nas relações parentais, trabalhar no sentido de todos cooperarmos uns com os outros pode não ser assim tão simples.
Este é um tema que abordamos no podcast 12, 16, 34 e 35.


Publicado originalmente aqui:

Distração ou Concentração?

14.11.19
Quando a distração é uma forma de concentração.
Uma das funções executivas do cérebro dá-nos o poder da concentração e de focarmos a nossa atenção naquilo que consideramos importante. Ou de valor.
No entanto, a distração pode bem ser uma excelente forma de nos concentrarmos. Quem fuma e quer deixar de o fazer, quem está num regime ou num processo de mudança precisa de aprender a mudar o foco (mudar o hábito, por exemplo) e, por isso, precisa de se concentrar em distrair-se. É curioso mas é mesmo assim.


Publicado originalmente aqui:

Ultrapassar “Barreiras”

7.11.19

Não gosto de emoções fortes. E tenho vertigens. Por isso, a ideia de ir a um parque de diversões não é propriamente uma coisa que esteja na linha da frente da minha ideia de diversão. Mas fui e fui por dois motivos : porque os meus medos não são claramente os mesmos que os da minha família e porque decidi que queria aventurar-me. Ajudou termos ido muitos. Continuo a ter vertigens mas agora sei que posso (e quero ) continuar a ultrapassar estas barreiras. 


Publicado originalmente aqui:

Inteligência Emocional

24.10.19

A maior parte de nós tem poucas competências ao nível da literacia emocional. E, quer se queira quer não, esse é o primeiro passo para fazer autorregulação emocional, que é o mesmo que dizer, aprender a ter controlo em nós e no que vamos fazer e dizer. Podemos criar oportunidades boas ou então dar um grande tiro nos pés.
No meu livro Criança Felizes - o guia para trabalhar a autoridade dos pais e a auto-estima dos filhos - dedico um capítulo inteiro a este assunto. E afinal, o que é a inteligência emocional? É a arte de tomar as melhores decisões. E nós só tomamos boas decisões quando sabemos o que sentimos porque todas as decisões são emocionais. Inteligência emocional é gerir as emoções porque não escolhemos o que sentimos mas podemos escolher a forma como reagimos ao que sentimos. E sim, claro, já estás a ver onde entra a literacia - é dando nome ao que sentimos que estamos a dar o primeiro passo para a gestão. Pega no livro e aproveita para trabalhar este tema com os teus filhos! Tão essencial!

Conflitos Entre Irmãos

10.10.19





Quando os meus filhos se pegam eu vou lá e ajudo-os sempre que vejo que tenho de intervir. Sou empática, procuro ser imparcial e colocá-los no lugar do outro. Mas fico chateada quando, por exemplo, pergunto ao mais velho "Como é que tu te sentirias se a tua irmã fizesse o mesmo?" e ele me responde 'Bem!" ou não me responde nada. É incapaz de ser empático e de mostrar remorso.
O que é que devo fazer a seguir?'

Falar Sobre Assuntos Difíceis

3.10.19

É fundamental que possamos falar sobre todas estas coisas com os nossos filhos. Sem medos e sem pensarmos que ao não falarmos eles não vão tomar consciência nem compreenderão do valor real das coisas.
Os miúdos percebem as coisas, sentem que algo está errado ou menos bem. Os miúdos vêem as notícias, ouvem a rádio e escutam os comentários, mesmo quando achamos que estão distraídos.
E eles percebem as coisas à maneira deles e é aí que tens de entrar e atuar.
É determinante que possas ajudar a criança a colocar alguma ordem e lógica na informação que recolhe. E é por isso que deves falar sobre os acontecimentos para que a criança não interprete essa informação com os seus filtros e com a sua fantasia ou medos.
Por outro lado, quando falamos sobre questões delicadas estamos a passar pelo processo de racionalização o que nos deixará mais serenos.
Finalmente, não digas que é um disparate aquilo que ele sente porque ninguém escolhe o que sente (podemos gerir mas isso não é escolher).
Acolhe os sentimentos: 'estás com medo, não estás, meu amor? É normal ter medo, não faz mal. A mãe está aqui.'
Ao acolheres os sentimentos, isso é meio caminho andado para parte das questões ficarem resolvidas.

Podes ler mais sobre isto no Crianças Felizes: guia para trabalhar a auto-estima da criança e a autoridades dos pais.

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