Todos os sonhos do mundo

4.6.20


É incrível tudo aquilo que os miúdos são capazes de criar e fazer quando lhes damos a possibilidade de escolherem e de darem o seu melhor, tendo em conta apenas a sua singularidade.Uma experiência extraordinária acompanhar o dia-a-dia deste grupo tão interessante!

É justamente este ponto que faz toda a diferença quando queremos criar miúdos incríveis. Quando lhes damos a possibilidade de experimentarem, de escolherem, de recomeçarem e até de inventarem soluções. Ao sentirem-se envolvidos nas situações, é mais fácil desejarem ser responsáveis pelas decisões que tomam. Porque motivo temos, tantas vezes, dificuldade em dar-lhes o poder da decisão, se adaptado à sua idade e à sua maturidade?

Uma das formas de os ajudarmos nesta caminhada é simplificando o nosso papel. Escrevi sobre isso aqui. E esta estratégia é também uma das formas que existem para reduzir a tensão e os jogos de poder.

Todos os miúdos têm a possibilidade de serem incríveis porque têm neles todos os sonhos e oportunidades. Qual é o nosso papel ao lado? De que forma podes ajudar os teus filhos nesta caminhada?

Agitação

28.5.20

Apesar de haver cada vez mais movimentos para abrandarmos a nossa vida e que nos lembram que devemos estar mais presentes no momento, continuo com a impressão que, ainda assim, muitos de nós levamos vidas cada vez mais agitadas, com imenso stress, solicitações e distrações. Mais, muitos sentem-se culpados por não conseguirem abrandar. O mesmo se passa com os nossos filhos - há cada vez mais avaliações, trabalhos de casa, solicitações. Passamos horas em trânsito e no trânsito, chegamos tantas vezes arrasados a casa e a vida parece passar sem que por ela passemos. E bolas, já estamos quase em Junho!

É nossa responsabilidade proteger os nossos filhos destas situações que provocam danos - a forma como estamos a viver não  é sustentável.

Estratégias

21.5.20

E quando as estratégias não resultam? E quando usamos e fazemos tudo 'by the book' e nada parece funcionar? É frustrante, no mínimo, certo? Mas agora senta-te aqui comigo um bocadinho. Será que estás a levar as estratégias a sério? Será que estás a ser consistente, insistente até? Ou será que experimentas 3 dias e, na ausência de resultados, passas a outras estratégias ou deixas, simplesmente, cair?
Não há grandes milagres desta forma, pois não?

No outro dia uma mãe dizia-me que ia comprar o "Para de chatear a tua irmã e deixa o teu irmão em paz" para que os filhos o lessem e parassem de se pegar. Também já me acontece ouvir, a propósito do Berra-me Baixo coisas do tipo 'Quem devia ler este livro é a minha filha'. A Parentalidade Positiva não é sobre as crianças. É sobre nós e sobre a nossa melhoria contínua. Dá trabalho? Claro que dá? Há dias em que nos apetece desistir? Com certeza? Então o que é que tem de bom? Tanta coisa... e uma delas é tornar-nos melhores pessoas. E só isso já é extraordinário. Porquê? Porque inspiramos os miúdos a serem iguais.

Mães

7.5.20

"Não há mães perfeitas mas em melhoria contínua."
Acredito tanto nesta frase que mandei fazer uma pulseira para me lembrar disto todos os dias. Para lembrar outras tantas quanto eu que desejam ser melhores todos os dias mas não perfeitas.
Aliás, quem é que define perfeição ou imperfeição? O que conta mais? Acredito que a capacidade em evoluir, adaptar-se e ser humano.

"É preciso coragem para crescer e ser quem realmente somos." E.E.

Até que ponto temos o direito de partilhar a vida nos nossos filhos, online?

2.5.20
Até que ponto temos o direito de partilhar a vida nos nossos filhos, online?
Não estou a falar da publicação das fotos. Estou a falar da construção de uma narrativa, subjectiva, e que é feita por nós (mães ou pais).

O assunto surgiu durante a Certificação em Parentalidade e Educação Positivas. Falávamos de intimidade e de como, ao longo dos tempos, as palavras associadas foram desaparecendo. Intimidade significa: o que é secreto, o que apenas nos diz respeito, segurança.

Pergunto-me se temos o direito de partilhar a vida dos nossos filhos, numa narrativa que conta as suas frustrações, as suas fragilidades,... a sua vida, através do nosso ponto de vista.

"O João Maria chegou a casa chateado. Disse que o seu melhor amigo andava a ignorá-lo há uma semana e que não conseguia perceber o que estava a acontecer. Coração de mãe sabia que alguma coisa não estava bem mas nunca imaginei isto. O João Maria andava em baixo, irritado e até mal educado. Afinal, sentir-se traído era a explicação para isto. Falámos sobre o assunto, ele chorou e o meu coração ficou pequeno. São as dores de crescimento."

Este texto, que acabei de inventar, garante que a minha audiência se identifica com as minhas dores e com o meu sofrimento. Vejo a quantidade de likes aumentar, leio imensos comentários que relatam histórias semelhantes. E, com isto, um sentimento de pertença e de aconchego.
A história deixa de ser só sobre o João Maria mas passa a ser também, sobre mim, porque me revejo. Na verdade, disse alguém naquela certificação, são histórias que nos inspiram e onde nos revemos. E eu sei que assim é. Percebemos que estamos no mesmo barco. Tomamos consciência que, afinal, não é apenas connosco. Mas, se só olhamos para nós e para a nossa dor, não olhamos para o João Maria cuja história está escarrapachada num feed ou num blogue. E isto, senhores, é só indecente! O João Maria podia ser eu. E partilharem as minhas fragilidades, dores, confessadas a uma amiga, seria a quebra de confiança para todo o sempre.
Mas, dia após dia, post após post, a história do João Maria é colocada (para sempre) online, de acordo com a subjectividade de quem a escreve. No dia em que o João Maria crescer, e quiser construir a sua própria história não poderá fazê-lo, livremente, sem que a mesma esteja, para sempre, indexada à história que narraram anteriormente.

João Maria não é uma personagem de um livro. João Maria é uma pessoa, inteira, tal e qual como eu, cuja mãe ou o pai decidiram usar para ilustrar os seus textos, em troca de uma presença online. Se pensas que é algo sem importância e que todos fazem, pensa de novo. Alguém, que não ele, escreveu sobre ele. Escreveu acerca das suas dores, fragilidades, tristezas. Colocou fotos dele na internet. Uma vez na web, para sempre na web. João Maria terá, para sempre, a sua história, ligada àquela que se tornou pública.

Se continuas a achar que, ainda assim, o importante é que te revês nessas histórias então não estás a ver a questão fundamental e que é o direito à e intimidade da criança e à proteção da sua história e intimidade. A única pessoa que tem o direito de falar sobre as suas fragilidades, dores e fraquezas é o próprio. Seguramente, já ouviste falar da proteção do superior interesse da criança. Aqui tens um belo exemplo disso.


Recordo-me quando conheci as duas filhas de uma blogger, há muitos anos. Encontramo-nos e tive uma sensação constrangedora: não conhecia aquelas meninas mas sabia que uma era birrenta e que a outra atacava a irmã, sem motivos, diariamente. Sabia disso porque lia os posts. Senti-me mal em ter a minha visão já pré-formatada por aquilo que a mãe já tinha escrito e não consegui dissociar-me disso, mesmo tendo consciência disso.

Deixa-me ainda contar-te mais um aspecto importante: Quando fui diretora de recursos humanos, sabes o que fazia quando me chegavam CVs? Pesquisava sobre a pessoa nas redes sociais e online. Em menos de 10 minutos conseguia encontrar muita informação. Ficava a conhecer os hobbies, os gostos, quem eram os membros da família. O tipo de fotos que tirava, os lugares que frequentava. Os amigos que tem. Mas não é isso que todos fazemos, quando queremos saber mais sobre alguém?
Uma vez na net, para sempre na net.







Dia

30.4.20

O que mais gosto do meu dia? Quando estamos todos em casa, cedo. E jantamos mais cedo. Já aqui escrevi uma vez e o sentimento é o mesmo. O melhor do dia é quando fechamos a porta da entrada e encontramos o nosso mundo aqui. E isso não tem preço 💖

Quem disse que não se pode bater?

28.4.20


Ana, 4 anos, chega a casa e diz à mãe que o António lhe tirou a saia e ficou a olhar para ela, só de roupa interior.
- O quê? Como assim? Porque deixaste que ele fizesse isso contigo? Porque não procuraste ajuda da professora?
- Porque ela não estava lá e quando lhe contei ela não podia fazer nada porque não tinha visto. Mãe, eu não sabia o que fazer…
- Da próxima vez tens de te defender, não podes deixar que te façam isso.
(…)
- Mãe, o António hoje partiu a tiara que levei para a escola.
- E tu? De novo, esse miúdo?
- Eu disse que ele não podia fazer aquilo e que não era justo.
- Fizeste bem, espero mesmo que esse menino aprenda que não se pode fazer estas coisas.

Cristina, 10 anos, relata à mãe que a Júlia a empurrou, mais uma vez, no recreio. Ela não chega a cair, mas o grupo das meninas ri-se. A mãe pergunta-lhe o que aconteceu dessa vez. A menina não sabe dizer. Mas admite, firme, que se afastou delas porque prefere ficar sozinha. O pai não aguenta e responde:
- Da próxima vez, empurra-a também. Dá-lhe. Já te disse isso mil vezes. Porque não o fazes?
- Pai, eu queria ter-me defendido… mas a minha mão não obedece ao que lhe peço.

Sabes como se trata um vaso com uma orquídea e um vaso com cebolinho? Não é da mesma maneira. Um pede água uma vez por semana e luz. O outro também pede luz, mas precisa de água todos os dias. O mesmo se passa com as crianças - não podemos servi-las nem pedir as mesmas coisas quando são diferentes.


Vamos falar muito a sério sobre um tema que me preocupa, imensamente, e que é fruto da qualidade dos textos que circulam nas redes sociais e de um discurso de não violência que cria crianças incapazes de se defenderem. Não somos melhores pais porque dizemos aos nossos filhos que não podem bater. Somos melhores pais quando ensinamos os nossos filhos a expressarem as suas necessidades, a controlarem os seus impulsos e a saberem comunicar como deve ser.


Todos desejamos um mundo sem violência e por isso precisamos de prestar atenção à forma como ajudamos os nossos filhos a não serem violentos.


Há crianças que são mais agressivas, por natureza ou pelo ambiente onde vivem. E há outras que são mais serenas ou medrosas. Falar de não-violência, ensinar a gerir o impulso e todos os restantes temas associados a este assunto, tem de ser feito de acordo com a criança e o seu contexto. Primeiro, porque num caso eu quero serenar a agressividade, ensinar a falar em vez de bater e, no outro, quero incentivar a coragem, quero promover a expressão verbal e segurança.

Associado a isto, preciso de saber que, nas idades em que estes assuntos estão a ser transmitidos, as crianças são literais. Ora, quando digo (repito e sublinho) a uma criança que não sabe defender-se que “não se bate”, ela terá muita dificuldade em defender-se. A Cristina, na história acima, com 10 anos, queria defender-se, mas a mão dela não obedecia. A Ana, de 4, por saber que não se bate, por não conseguir reagir nem gritar - pode continuar a não saber fazê-lo quando tiver 14 ou 20 anos e for agredida de outra forma. O sufoco do grito, o pontapé que não sai, criaram, ao longo dos anos, raízes no discurso do “não se bate” e do “se não souberes o que fazer vai pedir ajuda”. Mas os miúdos não pedem ajuda porque, depois, para além de coitadinhos, são queixinhas.


Mas… se bater não está certo, que faço?
Primeiro, quem é disse que bater não está certo?
Se me vêm agredir, se vêm tentar fazer-me mal fisicamente, garanto-te que sei responder na mesma moeda. E dizes tu: mas isso é defenderes-te.

É defender-me depois de ter desconstruído uma série de crenças que ouvi na minha infância.

É urgente ter espírito crítico e ler com atenção o que se coloca pela rede fora. Milhares de páginas defendem o conceito de uma vida sem violência, incentivando o discurso do “não se bate” para TODAS as crianças. Mas esquecem-se de que as crianças são diferentes e ignoram que, nesta pouca idade, estas são literais. E ser literal significa que “não bater” e “defender-se” é a mesma coisa. No pior dos casos, não percebem a diferença… Como o “não se bate” é a frase mais repetida, acabam por não bater, mesmo que isso implique deixarem-se agredir.

Então… Que fazer?
Primeiro: eliminar a frase “não se bate” para estas crianças, de uma vez por todas.
Segundo: ensinar o que é respeitar relações onde nos sentimos seguros. Como são e como nos sentimos quando estamos bem.
Terceiro: ensinar à criança que se não gostou de alguma coisa precisa de comunicar à outra criança isso mesmo. Da forma que entender e souber. E no caso da criança, que é reservada, não se sabe exprimir, perguntar: posso bater? Respondemos simplesmente: faz o necessário para que a outra criança entenda que não gostaste. Explora com ela o que pode fazer, escuta-a e deixa ver o que lhe faz sentido. Não lhe retires a autorização de se defender com o “não se bate”. Porque, volto a sublinhar, se a criança ainda for literal, pode não conseguir agir nem, muito possivelmente, gritar. E vamos sempre a tempo de corrigir, caso seja preciso.


Não estamos a incentivar a violência, mas a expressão livre do que sentimos, do que gostamos e do que não autorizamos, nem queremos. Colocar a tónica no“não se bate” tem um impacto gigante na vida destas crianças, ao ponto de não saberem fazer mais nada do que… não bater. Mas não vão comunicar as suas necessidades nem o que desejam. Como disse, estas crianças - e não as outras. Porque, repito, para o caso de ter escapado alguma linha, as crianças que são agressivas necessitam de acompanhamento e de ajuda, como as agredidas, mas a outro nível.


Por isso, gente boa, é urgente ter sentido crítico. Frases bonitas de paz e amor são muito inspiradoras, mas não servem para todos. No dia em que te agredirem ou te ameaçarem, tu quererás saber gritar, esticar esse peito, olhar bem nos olhos do outro com coragem, sabendo que dentro de ti tens tudo o que precisas para te defender - seja através da força física ou usando o sentido de humor. Mas nada te faltará. Certo?

Para de chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz!

16.4.20

"Ai Magda, como o meu filho teria adorado que eu tivesse lido aquela parte em que eles perguntam aos pais, que estão prestes a separar dois irmãos, se realmente viram o que se passou, se têm a certeza absoluta do que ali aconteceu. "Viste? Tens a certeza absoluta?", pergunta. (...) Aprendi à minha custa que nem sempre o que guincha mais alto é o inocente, nem tão pouco o mais novo, e que a tortura psicológica sibilidade pode levar o mais santo a perder a cabeça, sem que restem vestígios do assalto." Isabel Stilwell, em prefácio do livro

Para de chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz!

Tempo

9.4.20

Este texto é para ti no caso de precisares de 10 minutos de pausa:⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Há uma série de dicas que funcionam muito bem. Esta é uma delas.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
É simples, não tens de ter uma varinha de condão, não é complicada e não tem mais de 3 passos [lamento desiludir-te se esperavas algo rebuscado, com muita psicologia ou técnicas de comunicação que terias de adquirir numa formação de longa duração].⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
1. Arranja uma coisa como a da imagem. Há quem chame relógio, timmer. Também pode ser um telemóvel embora um destes seja melhor.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
2. Diz aos teus filhos que precisas de 10 minutos para ti. Diz-lhes que os 10 minutos terminam quando o relógio tocar.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
3. Vai fazer a tua vida e volta ao fim de 10 minutos.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A saber:⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
1. É impressionante a forma como eles cooperam⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
2. Funciona melhor com um relógio destes do que com o telemóvel por causa do tic tac - diz-lhes que o
tempo acaba quando o tic tac acabar.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
3. Pode acontecer uma de duas coisas: eles tomarem noção do tempo e daqui a uns tempos não precisarem do relógio... ou podes ter de arranjar outra alternativa.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
4. Tem a certeza que o sítio onde ficam está livre de perigos.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Seja como for, durante uns tempos tens 10 minutos que são só teus :)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

E sim, tão simples quanto isto!



FELIZ PÁSCOA!!!

Escuta silenciosa

2.4.20

Escutar ativamente é um ato de coragem porque implica que saibamos praticar uma escuta silenciosa (pensamentos e julgamentos) que respeita o outro nos seus receios, ansiedades e expectativas, sem termos de o salvar, dar sugestões ou interferir. Não é fácil, é certo, mas quando o sabemos fazer, é mágico e tranquilo.

Criar espaço para o que é realmente importante⠀⠀⠀⠀⠀⠀

26.3.20


O tempo que temos é demasiado precioso para ser gasto com o que nos consome demasiado energia o foco daquilo que é, para cada um de nós, realmente importante. Sabes, de cada vez que retiro o que esta a mais na minha vida, de cada vez que decido eliminar coisas, atividades e até algum tipo de convivência que me suga energia, estou a decidir onde quero estar, como quero estar e o que é, realmente, importante. O objectivo é simples - é trazer mais leveza, mais alegria e significado à minha vida e livrar-me do que já não faz sentido. Não é que isto seja uma uma revolução mas tenho a noção que quando acontece é incrível.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Agora a grande questão é: como é que sabes se deves fazer uma ou outra escolha?⠀⠀⠀⠀⠀

COMO FALAR SOBRE A PANDEMIA COM CRIANÇAS PEQUENAS?

24.3.20
Será que devemos dizer aos pequenos o que se está a passar?
Na verdade, a questão é: porque razão não devemos dizê-lo? Porque razão é que devemos omitir a informação de algo tão importante e que está a mudar os nossos hábitos e rotinas? Por achar que os miúdos não percebem? Não percebem que estamos confinados em casa há uma semana? Não escutam as notícias na TV? Claro que já perceberam tudo isto e o mais preocupante são os filmes que podem fazer nas cabecinhas deles.
Claro que precisamos de falar com eles, com verdade e tranquilidade. E falar a verdade é dizer-lhes, de uma forma clara que há um vírus lá fora que é perigoso para algumas pessoas - as mais velhas, as mais frágeis. Por esse motivo, precisamos de ficar por casa e precisamos de nos proteger.
Por quanto tempo? Não sabemos!
Será que crianças até aos 3 anos nos vão colocar questões difíceis? Até esta idade isso não é frequente. No entanto, a partir dos 4 é possível. Quando é isto acaba; Vamos morrer?
E a resposta é não sei, penso que não.
Sempre a verdade, com tranquilidade. Simples.
Ah! E não vamos esperar que nos perguntem - vamos explicar.

Dia do Pai

19.3.20


"Ele com o pai não faz isso". "Se fosse comigo, sabes que ele não se punha assim." Parece que muitas crianças se comportam de forma diferente com o pai e com a mãe. E, aqui entre nós, ainda bem que elas podem ter modelos diferentes e pessoas que são distintas na sua educação. Saem a ganhar!
E porquê? Por vários motivos: primeiro porque aprendem a adaptar-se e a adaptarem a forma como comunicam com cada um dos interlocutores. Desta forma, ficam a saber, desde cedo, que a vida vai ser sempre assim - uma série de ajustes e adaptações a realidades e pessoas.
No final, e mesmo com tantas diferenças e estilos de fazerem as coisas, a presença do pai na vida de uma criança é fundamental. Não só porque todas as crianças merecem crescer em família (junta ou separada, mas o importante é a presença) como os próprios adultos ganham com isso.

Por isso, fui à procura de estudos que confirmam aquilo que já sabemos do senso comum e que é importante relembrarmos num dia como hoje.


Reuni a informação que recolhi em 4 grandes pontos. Tenho a certeza que vai gostar de saber porque é que a presença do pai é, afinal, tão importante e tenho a certeza que vais querer partilhar! 😘 um brinde 🥂 a todos os pais e famílias!!

http://mumstheboss.blogspot.pt/2018/03/afinal-porque-motivo-e-que-o-pai-e-tao.html?m=0

O impacto na vida dos filhos

12.3.20

O impacto que temos na vida dos nossos filhos e das crianças com quem lidamos habitualmente é enorme. O que fazemos, o que permitimos e não permitimos ensina como se fazem as coisas. Bem ou mal mas ensina.
A forma como falamos com cada uma das crianças que passa por nós, a forma como potenciamos a sua auto-estima e resiliência e até a forma como lidamos com os comportamentos, mais ou menos adequados faz com que cada uma dessas crianças se sinta mais tida e achada, mais valorizada e, consequentemente, com vontade de se melhorar, dia-após-dia.
É por isso que faço este trabalho! Com a certeza que, em cada texto, em cada imagem, em cada vídeo e partilha estou a ajudar e a contribuir nesse sentido.

Obrigada por estares desse lado!

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