Antes do Canada, chegámos a Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos

18.1.17
Como leste neste artigo da Visão, o meu trabalho está a ter um impacto tão grande nas vidas das pessoas que chegou ao Canada, mais concretamente a uma prisão de homens. O John, que publicou inicialmente o texto que se tornou viral, faz parte de uma organização que pretende despertar os homens para uma série de assuntos no que respeita à saúde e a saúde também é mental.
As técnicas de parentalidade e comunicação positivas chegaram ao Canada e também já tinham chegado a Portugal, à prisão de Santa Cruz do Bispo, em 2014. Fui eu e a Sofia e foi incrível.
Melhorar o mundo, passo a passo, com consistência e muita força de vontade não é difícil.



"Vou falar sobre felicidade, sobre fazer acontecer o nosso futuro e sobre como é que influenciamos, dessa forma, os nossos filhos a serem melhores pessoas, com dicas muito simples e rapidamente aplicáveis. Vou estar no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo a falar para mães que lá vivem com os filhos e mostrar-lhes que o nosso passado não tem de condicionar o nosso futuro. Mas é mais fácil dizer do que fazer. Não só para elas mas também para nós, que temos dificuldade em lidar com pessoas que tiveram um passado numa prisão. É um voto de confiança muito grande. Mas talvez o voto de confiança maior seja o delas, nas suas próprias capacidades em transformarem o seu presente e em rescreverem o seu futuro. Espero, muito sinceramente, inspirar quem me for ouvir."




Grande!

16.1.17





Desde ontem que procuro palavras para descrever as emoções que se viveram este fim-de-semana, em Lisboa. Mas, na ausência delas, fica a mais importante de todas:


OBRIGADA

Pela confiança, pelo entusiasmo, pela força, pela criatividade, pelas gargalhadas, pela dedicação... pelo Amor!

Cada grupo é único! E por isso mesmo todos eles são especiais pela forma como se constroem, pelas dinâmicas que os caracterizam e, acima de tudo, pela incrível energia do bem que se forma... sempre!


Em cada grupo, sem excepção, saímos todos mais ricos, mais fortes, com muita técnica e prática, com olhos e ouvidos abertos, com um coração ainda maior e melhor e com uma enorme esperança no futuro que sabemos, depende muito de nós e do que nos propomos a fazer.

O Martin Seligman tinha razão - são as pessoas que encontramos que dão mais significado às nossas vidas.

E o Saint Exupery também:

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.






Season 2 Youtube - As crianças de 2 anos | Parentalidade Positiva.

11.1.17


E hoje é o início da Season 2 do nosso canal do Youtube.
Convido-te a partilhar este vídeo com todos os teus amigos que têm filhos nesta idade ou que estão lá a chegar. Tenho a certeza que irão apreciar.
Fica atent@! Há mais novos vídeos a chegar!
Subscreve o canal aqui

CONFIANÇA!

11.1.17




Marisa Vargas, 27 anos, Educadora de Infância e 
Pós-Graduada em Parentalidade e Educação Positivas pela Escola da Parentalidade


É isto que está na ficha de avaliação à Pós-Graduação da Marisa Vargas.

Foram resultados acima da expectativa, nomeadamente a nível pessoal e profissional. Pensei que iria apenas focar-me em competências da minha profissão, pois ainda não vivo a parentalidade na 1ª pessoa, no entanto fiquei surpreendida pela reflexão a que fui conduzida e pela oportunidade de reenquadrar as minhas perspectivas pessoais. 

Confiança é sem dúvida a palavra que impera após a PG. Além disso fica a semente da vontade de saber mais e de continuar a estudar este caminho. 

A PG está extremamente bem organizada, tinha a sensação que estava tudo programado ao minuto, e pessoalmente aprecio isso. O programa foi cumprido com dinâmica, rigor e interesse. Notava-se o envolvimento real das formandas. 

A PGPEP não é apenas mais uma formação no currículo, é uma valorização do ser humano, do nosso eu e de quem nos rodeia. É saber escutar e respeitar, para sermos escutados e respeitados. Simples assim.

Mais infos em cursos@parentalidadepositiva.com

Kids United - um projecto incrivel e de arrepiar!

4.1.17
Uma das coisas que mais me emociona é a música e as letras. Há hinos maravilhosos e arrepiantes, tão bem escritos, transformados em canções e interpretados de forma inesquecível.

Desde há uns meses que cá em casa escutamos um grupo criado pela UNICEF e que reune 6 miúdos (crianças e adolescentes). E que grupo, e que vozes. Este grupo é um caso de sucesso incrível  justamente porque conseguiu chegar ao coração dos miúdos com mensagens sublimes, lindíssimas e arrepiantes.

O projeto Kids United nasce em 2015 pelas mãos da UNICEF França e pretende recolher fundos para manter a ajuda nos países em vias de desenvolvimento, no sentido de continuar a promover e a reforçar os seus programas de socorro e protecção. No entanto, um outro objectivo conseguido por este projeto é relançar a esperança nas crianças, no mundo. Mais ainda quando o primeiro album sai pouco depois dos primeiros atentados em Paris. Precisamos todos de acreditar que este mundo vai dar certo! E a arte tem este dom!




On écrit sur les murs le nom de ceux qu'on aime
Des messages pour les jours à venir
On écrit sur les murs à l'encre de nos veines
On dessine tout ce que l'on voudrait dire
On écrit sur les murs la force de nos rêves
Nos espoirs en forme de graffiti
On écrit sur les murs pour que l'amour se lève
Un beau jour sur le monde endormi

Este é um remake da música original que podes escutar aqui.




A letra desta música é pura poesia. O original é igualmente arrepiante e um clássico que alguns de nós poderemos estar recordados.




"Estas músicas de ontem, cantadas por crianças de hoje, são mágicas. Elas ecoam nos nossos corações, sem nostalgia, e voltam a dar-nos a esperança de um futuro melhor, num mundo que seja digno para as crianças."
Christine Chevalier

"Hoje, e graças ao Kids United, a UNICEF registou um aumento no número de jovens voluntários, uma mobilização excepcional de crianças nas escolas onde imensas turmas usam 'On écrit sur les murs' como hino.
Jean-Marie Dru


Deixa os teus comentários a seguir e, para inspiração contínua, não deixes de nos seguir nestas redes sociais:

Os 3 conselhos para iniciar o ano da melhor forma

4.1.17


Crédito foto: Would You Mum


O Natal é quando um Homem quiser e todos os dias são um novo início. No entanto, convém manter alguma consistência e por isso é que o ano novo está cheio de esperança, determinação e de muitos 'agora é que vai ser!'

E para que esse entusiasmo dure, ficam aqui dicas para te inspirar e ajudar a manter a consistência:

Foca-te nas tuas virtudes
Um dos pontos base no meu trabalho de Coaching é trabalhar as forças dos meus clientes. Isto vem do princípio que não podemos nem conseguimos ser excelentes em tudo.
Uma das primeiras pessoas com quem trabalhei era da área das Ciências Humanas e tinha integrado, há pouco tempo, uma multinacional, numa função interessante e com grandes perspectivas para crescer internamente. Quando iniciamos as sessões de Coaching, a sua vontade era fazer muita formação no sentido de adquirir uma pluralidade de conhecimentos, acreditando que isso lhe iria trazer vantagem. Estava inscrito num Master, numa formação intensiva de contabilidade e já tinha identificado mais 2 cursos que queria fazer. Mas não se estava a tornar especialista em nada - ou antes, estava a tornar-se especialista na dispersão. Tinha sido contratado para fazer algo específico, que sabia e gostava de fazer.  Uma das grandes lições que acabou por tirar das nossas sessões de coaching teve a ver, justamente, com o facto de não termos de saber tudo e pedir ajuda e colaboração a quem sabe. Nós temos de nos focar naquilo que somos bons, continuando a nossa aprendizagem naquilo que é a nossa missão. 

Gentileza e generosidade
O Marshall Rosenberg, numa das palestras que deu, mencionou o caso de uma aluna que usava, de forma muito eficaz e competente, a linguagem não-violenta. No entanto, esta mesma aluna era incapaz de o fazer com a família mais próxima, nomeadamente a mãe e o irmão e martirizava-se por causa disso. 
A perfeição não é o objectivo e sim a melhoria contínua - talvez um dia ela fosse consegui-lo mas, se continuasse a sentir-se culpada, isso ia meter-se no meio.
Quantos mais atos de gentileza e generosidade conseguirmos realizar, mais atos semelhantes irão acontecer porque provocamos bem estar nos outros. 
Gentileza não é ceder, não é fraqueza nem é simpatia. Gostei muito desta definição para o significado de gentileza e desta para a generosidade.
A gentileza e a generosidade torna tudo mais suave e mais fácil. E é incrível como, por vezes, perdemos esta capacidade. Vamos usá-la, pelo menos, com os de casa. Porque mudar o mundo (e o teu ano!) começa dentro de casa.


Pessoas importantes
Estarmos com os outros é vital! E se não for possível estar, então ligar usando o telefone ou o skype e falar de viva voz!
Porque não marcar 2 almoços/lanches com pessoas importantes, todos os meses?
Eu marco um almoço com amigas e marco um almoço com a minha filha, todos os meses.


Estes podem não ser conselhos relacionados com foco, com determinação mas são dicas importantes para ajudar a nossa vida a ganhar mais suavidade e significado.


[Para marcação de sessões de Coaching, envia-nos um email para: info@parentalidadepositiva.com]

Deixa os teus comentários a seguir e, para inspiração contínua, não deixes de nos seguir nestas redes sociais:




Técnicas de Parentalidade Positiva do mumstheboss.com promovem melhores relações parentais no Canada: de Portugal para o mundo!

3.1.17
Como sabes, estive em Paris há pouco mais de um mês, no Encontro Internacional de Bloggers, a convite da Paroles de Mamans. Representei Portugal num pitch de 5 minutos onde falei sobre parentalidade. Apesar de termos culturas diferentes e experiências diferentes, no que toca a filhos, temos muito em comum. O tema que levei foi muito bem recebido e deu origem a um post do John, que partilhei contigo aqui. O tema tinha a ver com dicas sobre como comunicar com os nossos filhos.

O nome deste encontro é E-fluents, ou seja, quer mostrar-te o impacto que a blogosesfera tem neste momento, no mundo inteiro. E, para além daquilo a que assistimos em Paris, esta influência tornou-se ainda mais palpável quando o John nos informou que este post chegou ao Canada. Estas mesmas técnicas que levei de Portugal a Paris, e que foram escritas pelo John, em Inglaterra, chegaram agora ao outro lado do mundo. Estas técnicas estão a ser utilizadas numa prisão de homens, com o objectivo de promover relações parentais com maior significado. 

É ou não é qualquer coisa?

Isto é comunicação positiva e é a enorme influência que os blogues podem ter. Estou mesmo muito orgulhosa e feliz!!


 Gostavas de saber mais sobre Parentalidade e Educação Positivas? Então se este assunto te interessa enquanto profissional (ou mãe/pai) consulta este link.

Este é o post que tens de ler antes de entrares em 2017

28.12.16

Para muitos de nós, o ano de 2016 foi, no mínimo, desafiante. Aposto que muitos de estamos ansiosos pela chegada de 2017 e a depositar imensa esperança neste novo ano.

Pessoalmente, tive necessidade de fazer uma enorme pausa neste mês de Dezembro. Precisei de desligar e isso notou-se nesta última semana em que publiquei menos. E embora seja verdade que desenhei parte do ano que aí vem, também é verdade que dei por mim a olhar para trás e para aquilo que fiz neste 2016. Este é um exercício fantástico e que, no meu caso pessoal, me fez deitar fora toda uma planificação. E sabes que mais? Ainda bem que assim foi! Porque parte do que fiz em 2016 não será repetido em 2017. É mesmo importante olhar para tras e nao apenas para a frente e este exercicio é a prova. E este ponto leva-me à primeira questão que gostava que te colocasses, de forma séria:

1. Algo que tenhas aprendido este ano

Aprendi uma série de coisas - e é incrível como as vejo mais claras agora. E por isso mesmo há algumas que quero levar como aprendizagens para 2017 e outras que ficam para sempre em 2016 porque não me servem mais.


2. Que coisas queres deixar em 2016?

De tudo isto que aconteceu em 2016, há muitas coisas que me deixam feliz. Conquistas, desafios e até pequenas mudanças que fiz e pessoas que conheci. Mas há outras tantas que não preciso que venham comigo. Essas deixo-as ficar - serviram-me de aprendizagem e eu agradeço.  Estas coisas todas dão origem à 3ª questão:


3. À meia noite, no último dia do ano, vais dar graças por 12 coisas de 2016. Quais são elas?

E depois de dar graças às 12 coisas mais incríveis do ano, sugiro que possas definir 12 pontos a serem trabalhados e melhorados em ti. 1 por cada mês, que dizes? A tarefa fica muito mais simples.

Este post tem como objectivo fazer-nos olhar para o ano que passou e ver o que fizemos da nossa vida e o que aprendemos também. Pede-te que planeies um pouco do que desejas que aconteça em 2017. Para sentirmos que a nossa vida tem significado e valor e que, como diz alguém que eu conheço, não andemos aqui por ver os outros andarem.

Feliz ano, gente boa! Eu vou estando por aqui, já sabes! E prometo fazer melhor - não mais, melhor!


Magda Gomes Dias

Os brinquedos têm género? + 9 formas para promover a igualdade de género

28.12.16
A AudiSpain lançou uma incrível publicidade este Natal, realçando o facto de os brinquedos não serem para meninos ou meninas. Na verdade, as crianças deverão ter a liberdade de decidir se querem brincar com carros ou bonecas ou com as duas coisas.



Tendo um casal em casa, vejo isso todos os dias, em qualquer tipo de brincadeira e o facto de haver todo o tipo de brinquedos cá em casa faz com que essa exploração seja permitida. No entanto, imagino que numa casa só de meninas ou só de meninos, esta possibilidade seja menos frequente.




No final desse artigo [que podes ler aqui], são propostas 9 formas para evitarmos falar de rapazes/raparigas, evitando o conflito, promovendo a igualdade. 

1) Evitar falar do género da criança, retirando as comparações. 'É mesmo rapaz!', 'É tão princezinha...'
2) Focar-se na natureza individual da criança.
3) Conhecer os estudos - há cada vez mais estudos que mostram que as diferenças não estão no facto de serem rapazes ou raparigas mas sobretudo na forma como foram educados para o serem.
4) Saber do impacto que certas observações podem ter nas raparigas, sobretudo ao nível da auto-estima. Girl power!
5) E do impacto negativo que também podem ter nos rapazes, que não podem ser frágeis, por exemplo. Boy power!
6) Tomar atenção logo desde início - a linguagem e as nossas crenças são difíceis de mudar mas é importante trabalhar devagar e de forma persistente estes pontos.
7) Olhar para os traços de carácter e não para o facto de ser rapariga ou rapaz
8) Envolver toda a família - sempre que se conseguir e puder.
9) Corrigir e evitar estereótipos e promover algo como  'Gostas mesmo de brincar com camiões, não gostas, Maria? O João também!"


CANTANHEDE - 10 FEVEREIRO

23.12.16

E quando os pais estão separados? Especial Natal

23.12.16


Créditos fotos Would You Mum


Parece que começa a haver alguma mudança na forma como a família se constrói e se reconstrói, isto porque há cada vez mais divórcios em Portugal. A taxa de divórcios era, em 2013 - são os últimos dados do Prodata - de 70,4%. Talvez a tradição comece a ser esta nova realidade.

Mas mesmo quando a família está separada, continua a ser Natal com a família que se tem.  Na verdade, o divórcio em si não tem de ser visto como algo negativo. É o que é. O que pode ser menos positivo é a forma como se vive a separação e a dificuldade que existe em gerir as emoções, as expectativas e a reconstrução do novo Natal.

Por outro lado, e isto é um dos pontos mais fundamentais, é necessário que a criança se sinta num ambiente securizante, ou seja, num ambiente isento de conflitos. O que pode causar dano não é o divorcio em si e antes o que se vive em cada um dos ambientes. Uma casa onde se acuse consecutivamente o outro pai/mãe, onde se pretende ‘ganhar’ a criança é um terrível ambiente para a criança.

A pergunta que se segue é óbvia - Será que existe um modelo para fazermos dividirmos os dias com a criança e a sua família?

Era bom que houvesse um modelo mas não há. Cada caso é um casa, cada família é uma família.

Há situações muito limite em que os adultos não se entendem e é mesmo necessário cumprir escrupulosamente um determinado acordo que se fez.

Mas há situações em que podemos fazer melhor. Sei de situações em que se sugere que em todos os anos pares se passe, por exemplo, o dia 24 com a mãe e o dia 25 com o pai e que se mude no ano a seguir. E é aqui que nós temos de parar e perceber se esta suposta adequação serve a todas as famílias ou não.E porquê? Porque é importante que a criança esteja nos momentos mais importantes, naqueles em que acontece mesmo a celebração e a festa. Então é fundamental que na altura da partilha o juiz perceba como é que se celebrava o Natal naquela família. Há famílias para quem o dia 24 não é uma grande festa e o dia 25, com a chegada de mais membros adquire uma importância muito maior. Vamos perceber como é em cada uma das casas agora. Se a mãe dá mais valor ao dia 25 e a família do pai ao dia 24, porque motivo temos de alternar? Vamos partilhar o que de melhor acontece nas nossas famílias com a criança porque essa é a melhor forma de se fazer o Natal.

As crianças adaptam-se muito bem a novas dinâmicas familiares e a novas rotinas, sempre que os adultos que as rodeiam estejam bem e seguros dos seus papéis, e não podemos defender um modelo único para todas as Famílias, pois cada uma delas é singular.

É importante percebermos como é que desejamos que a criança se lembre dos seus Natais e de como é que eu contribuí para que ele fosse mais ou menos feliz. As boas notícias são que há cada vez mais situações de divórcio em que os casais ultrapassam as suas dificuldades, pondo à frente o interesse da criança.

Feliz Natal

Se não te portas bem, olha que o Pai Natal...

18.12.16

O Pai Natal tem um ar de querido, mas, na verdade, ele é um fofinho apenas com os pais que fazem bom uso dele logo a partir de outubro, ou assim que as lojas se lembram que vem aí a época natalícia. E digo que é bom connosco porque dá imenso jeito controlar o comportamento das crianças recorrendo a outras pessoas com mais poder do que nós.
Magda Gomes Dias


Ele é o Pai Natal, ele é aquele senhor que colocamos em frases como “não mexas que vem aí o senhor e o senhor ralha.” Já para não dizer da polícia que, tal como o Pai Natal, não está cá para nos proteger, mas antes para nos levar para a prisão sem qualquer remorso ou tolerância para nos escutar ou dar-nos a hipótese de redenção.

Este trio — o Pai Natal, o tal senhor e o polícia — cumpre os requisitos. Mete medo, ameaça e a criança, enquanto é inocente, vai acatando alguns dos pedidos dados por pais que também eles ouviram aquilo em crianças. O pior vem depois quando descobre que o Pai Natal não existe, que o senhor despega do turno às 18:00, e quer tudo menos levar crianças endiabradas para casa, e que a verdadeira função do senhor de azul é proteger-nos.

Então que venha a ameaça e o castigo agora impostos pelos pais… só que o castigo é a melhor forma de desresponsabilizar uma criança. E porquê? Porque ela não é envolvida na situação, não aprende com ela nem lhe é dada a possibilidade de reparar o que fez.

Então, a questão é: como é que a criança aprende? A criança aprende quando é acompanhada. E sim, isso não garante que ela tenha comportamentos adequados o tempo todo, mas é justamente nesses momentos que temos a melhor oportunidade para ensinar a fazer melhor na próxima vez.

7 dicas (que resultam) para festejar o Natal sem sobressaltos - uma espécie de Kit de sobrevivência

15.12.16

Créditos foto: Would you Mum?

Dezembro. Final do ano. Natal. Mais um ano, mais uma celebração em família que desejamos que se passe da melhor forma. Ainda assim é muito útil ter-se à mão uma espécie de manual para sobreviver ao Natal ou um kit de salvação. E esse não nos é entregue com o Pai Natal. O segredo para que tudo funcione? Ficarmo-nos pelo essencial. Não acredita? Continue a ler, por favor!

Ah o encanto do Natal… ao contrário do que nos querem fazer acreditar, o Natal é muito mais do que as prendas. É uma festa da família e, sobretudo, dos e para os miúdos. E por favor não acredite quando lhe dizem que eles querem só prendas. Nós é que os induzimos a isso. Enviamos catálogos pela caixa de correio, perguntamos se já escreveram a carta ao senhor de barbas. Como é que a seguir não vamos dizer que o que eles querem são prendas?

Para sobrevivermos a esta fase e focarmo-nos no que tem mesmo de ser, aqui fica o seu kit para sobreviver ao Natal. Ele é constituído por:


Check list
Comecemos por aquilo a que o Natal tem vindo a estar associado e deixemos o improviso para outros. Não se quer ver metida ao fim-de-semana em shoppings? Então sente-se, faça a lista das prendas que quer oferecer e organize-se. Se for possível, privilegie o comércio local. Há sempre menos gente, ajuda localmente e na volta ainda se despacha mais cedo. E Internet, já pensou nisso? Há imensas páginas no facebook de artesãs muito criativas. É uma questão de dar uma vista de olhos numa das noites e na seguinte arrumar com as compras.
O planeamento funciona apenas se o seguir, lembre-se disso!


2. Calendário
Há uns anos, uma marca de móveis pediu às crianças para contarem qual seria a melhor prenda de Natal. O que responderam elas? Estarem com os pais. Vê o que quero dizer? Volto ao mesmo - não são só prendas o que eles querem. Se tiver mesmo de ser, marque no seu calendário atividades para fazerem em conjunto, desligue-se por um bocadinho e tenha prazer em estar com eles.


3. Férias
A maior parte dos miúdos tem férias nesta altura do ano e pode tornar-se difícil gerir os dias, as atividades, a organização das celebrações, as prendas que ainda faltam embrulhar e ter tempo para descansar. Se puder, lembre-se de colocar uns dias de férias antes ou depois do Natal. Os miúdos agradecem e você também!

As restantes 4 dicas podem ser lidas na edição de Dezembro, da Pais & Filhos




Sabes o que vai acontecer a 20 de Janeiro de 2017?

12.12.16

É a 1ª edição de 2017 da nossa Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas, no Porto.
Podes inscrever-te aqui, ver o conteúdo programático aqui e pede mais infos por aqui.

Mas, na verdade, é já a 4ª edição, depois do estrondoso sucesso das 3 primeiras.

E quando eu digo sucesso, não estou a falar apenas do entusiasmo com que se fica quando se termina uma ação destas. É fundamental percebermos o impacto que ela tem meses depois. E é justamente isso que estamos a medir. E o feedback é incrível! Porquê? Porque é uma ação com um conteúdo muito ambicioso, muito completa e essencialmente prática. 


Feedback obtido 2 meses após a realização da ação

Pessoalmente encontrei nesta filosofia uma forma de educar com a qual me identifico, sem a culpa muitas vezes associada ao ato de educar e a ser mais responsável e consciente nas minhas atitudes. Profissionalmente encontrei um modelo de aconselhamento parental simples, acessível e eficaz que qualquer pessoa pode aplicar.

Isabel Pina, Psicóloga e Pós-Graduada em Parentalidade e Educação Positivas


linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share