Uma ajuda e um livro

3.8.18
Todos os dias penso e preparo conteúdo para o blogue, para as redes sociais e para os meus alunos e clientes. A minha missão, e a da Escola da Parentalidade, são muito claras: contribuir e levar mais felicidade às famílias. Eu acredito que todos merecemos vidas boas, onde as relações nos trazem maior significado. E sei que nem todos nascemos a saber estas coisas - eu aprendo todos os dias porque não nasci ensinada, pois claro.

Nesse sentido, a tua ajuda é muito importante. Chegámos a uma fase em que precisamos de entender que tipo de trabalho é preciso continuar a fazer e qual é o impacto daquilo que fazemos na tua vida. Criámos este questionário e o teu contributo é MESMO importante.

No final, vamos fazer a oferta de um livro entre as pessoas que participaram - Para de chatear a tua irmã e deixa o teu irmão em paz. Caso já o tenhas, também podemos trocar por outro. Na semana de 20 de Agosto vamos fazer isso.

O questionário está aqui!

Obrigada, desde já! Um beijinho!

Quem te avisa teu amigo é!

2.8.18


Não sei se contigo é a mesma coisa mas deve haver por aí malta que sente o mesmo que eu.

Como toda a gente, gosto de ir de férias. Também gosto de vir - só não gosto dos milhares de pendentes que se vão acumulando em cima da mesa, nos emails recebidos e nas coisas que deixei para resolver ‘depois das férias’. Dá mau resultado. Já dei por mim, várias vezes e de férias a pensar mais do que seria conveniente em tudo aquilo que tinha de fazer assim que regressasse… Nas férias!!! Conclusão: decidi que não passaria pelo mesmo desta vez.

Para além de ter uma série de textos agendados, para além de ter o cronograma até 2019 todo desenhado e controlado, também já tenho a lista de material escolar que me enviaram. Como sempre, pedi aos miúdos para confirmarem o que ainda têm, o que está bom, a precisar de recargas ou de ser renovado e a irem ver à Staples o que precisam, consultarem valores e disponibilidades. A seguir conversámos. E descobri que na Staples ainda posso encomendar os livros com 6% de desconto e portes grátis e (grande “e”) mandar forrá-los com o “colibri” sem ter de apressar os finais de dia de Setembro (que devem ser de praia, pelo andar das coisas!) não correndo mais o risco de dizer "já não há mais papel transparente e a loja já fechou!”

A minha decisão é mesmo essa - manter o sabor bom das férias mesmo quando elas terminarem e as aulas começarem. E para isso, encomendo antes de ir de férias - para não andar a pensar no que já não tenho à espera!

Quem te avisa, teu amigo é!

Texto escrito em parceria com a Staples

Espreita aqui. Vês o que consigo ver?

31.7.18


Quem viu ontem a live que fiz no instagram e no facebook ficou a saber um pouco mais sobre mim, sobre o meu percurso profissional e pessoal.

E, ao juntar todas as peças, percebes que o meu percurso é feito de tantos complementos. Não acreditas? Deixa-me mostrar-te.

Em 2005 tornei-me formadora de formadores em inteligência emocional e antes tinha feito uma série de curtas formações em gestão de equipas, liderança, comunicação assertiva, gestão de conflitos e também Estudos Europeus que é a área em que me formei. Nos anos seguintes estudei PNL, Psicologia Positiva, Higiene e saúde no trabalho, Direito laboral, Formação de formadores em igualdade de género, Comunicação e marketing. Também me certifiquei enquanto coach profissional, passei pelo curso de disciplina positiva e pela evolução emocional do cérebro da criança. E claro, sou formadora porque fiz o curso que me permite dar aulas e tive a sorte de ter trabalhado 4 anos numa empresa que me ensinou a gerir formação, construir planos de sessão, a definir objectivos como deve de ser e a saber como responder às necessidades de um tipo de público quando se constrói uma ação. E isto não tem preço!

Leio muito! Leio quase tudo o que se publica sobre desenvolvimento pessoal, parentalidade (disciplina positiva, parentalidade consciente, slow parenting, etc), minimalismo, estratégia, comunicação.

Uffff.... Muita coisa. São TODAS estas perspectivas e aprendizagens que complementam o meu percurso. Digo, com toda a certeza, que é esta pluralidade que me permite fazer o trabalho que faço. É minha intenção, em cada curso que dou, em cada comunicação publica que faço, com cada pessoa com quem me relaciono, entregar o melhor. Ensinar e inspirar. E revolucionar. A minha missão está muito clara na minha cabeça. Vou continuar a desenvolver este modelo, a passá-lo a todos os que queiram usá-lo nas suas profissões e vidas. Há imenso para fazer e há muito caminho a ser desbravado. Há muita gente para inspirar e também há muitos corações para sossegar.

Se esta manhã falava que a paixão pelo tema é o que me move para continuar a fazer o meu trabalho, a curiosidade e a certeza que faço a diferença na vida de muita gente são o grande motor. Por isso quero deixar bem claro este ponto: todo o material, textos e trabalho que realizar será sempre inovador, à frente e com a clara intenção de te provocar e inspirar - para que tu possas também fazer o mesmo contigo e com os outros. E porque não consigo ver outra forma de estar e se fazer.

Vamos! As inscrições para a pós-graduação estão abertas.
Lisboa | Porto | S. Paulo | Rio de Janeiro


Porque escolhi um professor francês para o atelier de teatro e cinema

24.7.18
'Pourquoi pas', foi a resposta que o Hugo me deu quando lhe perguntei se ele não gostaria de vir dar um atelier de teatro a Portugal, destinado a crianças entre os 9 e os 12 anos.






E assim foi: começámos a falar, a desenhar a ideia e a montar o projeto.
2017 correu muito bem e decidimos arriscar 2018 com uma novidade: incluir a vertente de cinema na própria peça. Ideia espectacular, onde se trabalharam duas dimensões e onde os miúdos puderam ser 2 personagens diferentes numa mesma peça, tornando estes 15 dias ainda mais completos. Para além disso, a escolha do tema, o enredo e a construção das personagens foi inteiramente da responsabilidade das crianças com o devido acompanhamento do professor. Em todos os momentos, os miúdos sentiram-se tidos e achados e interventivos!



A questão que deu origem à peça foi colocada logo no 1º dia 'Em que tipo de mundo gostariam de viver?' Assim nasceu Because Total, onde se misturam sonhos com a realidade dos dias e onde os miúdos podem ser quem desejam ser no futuro! Os filmes foram realizados pelo João Ribeiro, antigo aluno da Escola Árvore. Nele mostram-se os sonhos de cada um e a apresentação ganha outra dimensão. Com efeito, o João foi determinante para a realização deste projeto. Durante dois dias filmámos na rua, na praia, em casa e num armazém - e estes vídeos não poderiam ser feitos de forma amadora, caso contrário não teríamos o resultado que tivemos e iriam levar muito mais tempo. A concentração e a definição de objectivos foi crucial! Assim como a presença da Helene, no apoio com tudo o resto! Grande trabalho de equipa, é o que vos digo!



Entrevista no Porto Canal | Olá Maria




Mais do que a experiência de se fazer teatro, fica a experiência do atelier, do grupo e do trabalho desenvolvido. Durante 15 dias, o Hugo esteve com um grupo de 8 miúdos das 10h00 às 16h30. Se é verdade que é exigente trabalhar com crianças entre os 9 e os 12 anos, também é verdade que os dias se passaram com relativa tranquilidade. E é esta tranquilidade que explica a minha escolha.



Descontração e concentração antes da apresentação final



O Hugo é formado pelo reputado Conservatório Nacional Superior de Arte Dramática. Mas não é apenas a sua formação académica que lhe dá competências para trabalhar e explorar o potencial de cada miúdo. É a forma como ele trabalha com eles. Ao longo destes 15 dias vi-o relacionar-se com cada um dos alunos com imenso respeito, curiosidade por quem eles são e sem nunca ter tido uma atitude paternalista. Se parece que isto vai de si, a verdade é que nunca o vi ser condescendente nem tratar nenhuma criança como uma criança e antes como uma pessoa, por inteiro. A ver se me explico melhor. Se é verdade que ali estavam crianças, e que é necessário adaptar o trabalho, munir-se de mais paciência, também é verdade que o Hugo as tratou por igual, explorando em cada uma delas todo o seu potencial e revelando o talento de cada um (e isso viu-se na escolha das personagens).


Escolher um professor que tenha esta capacidade e visão e que reuna todas estas características é francamente difícil. Nunca correria o risco de pôr o nome da Escola num projecto, sobretudo num projecto com crianças, se não estivesse certa da pessoa com quem estou a trabalhar. E isso não tem preço. Temos muita vontade que o Hugo aprenda português mas enquanto isso não acontecer, vai continuar a ser em francês!

Para o ano há mais!

A todas as mães com um filho que não vai passar de ano...

26.6.18


Que belo texto da Sónia!


A todas as mães com um filho que não vai passar de ano...

... gostava de pedir, em primeiro lugar, que não se culpem. A culpa não tem de ser vossa. Não têm de sentir vergonha perante aquela amiga cujo filho tem tudo corrido a cincos (ou a vintes, conforme os casos). Não sintam que são menos do que ela, ou o vosso filho menos do que o dela. E mesmo que sintam, nem que seja por breves instantes, não o digam em voz alta. Não façam comparações... Não há pior do que ser comparado com alguém. Somos todos tão diferentes...
Não, a culpa não é vossa. Nem sequer tem de ser deles. O mais certo é que seja do sistema de ensino, que está de pernas para o ar, e galopa a uma velocidade vertiginosa, deixando para trás quem não tem essa rapidez toda. Que está focado nas notas de testes, nas metas curriculares, nos rankings, em vez de estar focado em premiar o desempenho, o esforço, até a cidadania e a inteligência emocional. Também pode acontecer que os vossos filhos não tenham ainda a maturidade para perceber a importânica de passar de ano, talvez não tenham feito o esforço que vocês achavam que eles deviam ter feito. Talvez então seja bom que percam este ano. Às vezes é importante dar um passo atrás, para a seguir dar dois para a frente.
A todas as mães com um filho que não vai passar de ano, gostava de dar um abraço. Ainda não passei por isso (e reforço o ainda, porque acho perfeitamente que pode vir a acontecer) mas não tenho crânios cá em casa, daqueles que só têm nota máxima a tudo e passam com distinção e vénias e salamaleques. Não. E sabem que mais: estou na maior! Eu quero que os meus filhos saibam o valor do esforço, sim, que tentem superar-se, que tentem ser sempre o melhor que conseguirem. Mas quero também que se saibam divertir. Que dêem valor ao prazer. Que saibam ser boas pessoas, que olhem para o outro com empatia, com tolerância (palavra que detesto porque implica uma certa superioridade mas agora não encontro outra), que tenham vontade de ajudar, de fazer o bem. Que saibam ter uma conversa, que saibam pensar, pôr em questão, duvidar, argumentar, que não tenham medo de enfrentar quem acham que não está certo, com educação mas com assertividade. Os meus filhos não têm grandes notas e eu consigo bem imaginar o sentimento que deve assolar uma mãe (e um pai, mas as mães têm uma tendência para se culpabilizar por tudo) quando um filho perde o ano. "Onde é que eu falhei? O que podia ter feito mais? Se pudesse voltar atrás, o que faria diferente?" Não adianta. O tempo não volta para trás e o mais certo é terem feito tudo o que era possível. O chumbo de um ano não tem absolutamente nenhuma relação com o sucesso profissional futuro dos vossos filhos. Juro. Conheci verdadeiros génios no secundário que hoje estão na merda. Pessoas com uma capacidade intelectual extraordinária mas a quem faltou esperteza, destreza, paixão, trabalho. Ou até a quem faltou a sorte, que é um factor muito subvalorizado mas que conta, e de que maneira. Mas isto para dizer que o vosso filho que agora reprova não tem de ser um adulto falhado. Está tudo em aberto. Se tudo correr bem, haverá tantos anos pela frente. Para que apanhem este comboio que virou TGV, e que para alguns é mesmo difícil apanhar.
Uma amiga perguntava ao filho que talvez vá perder o ano que castigo ele achava justo que ela lhe aplicasse. Ele respondeu de forma inteligentíssima, a provar que um chumbo não é sinónimo de burrice ou incapacidade: "Acho que ter de repetir o ano já é castigo suficiente." E é. É porque vai ver os amigos passar. Porque vai sentir nos ombros o peso do seu fracasso (que é apenas um fracasso nestes moldes de ensino, quem sabe não seria um vencedor se o sistema estivesse pensado de forma diferente?). Porque vai sentir a humilhação de ser apanhado pelos mais novos, vendo o seu grupo de amigos, da mesma idade, a jogar noutra liga. É castigo suficiente. Não é preciso mais. Ou talvez seja. Uma conversa franca. Aberta. Um abraço. A desculpabilização. Do filho e da mãe (e do pai, caso também se sinta culpado). Não é desresponsabilização. São coisas distintas. 
A todas as mães com um filho que não vai passar de ano... paciência. É lixado. Dói. Porque é um carimbo, um rótulo, porque é uma marcação de passo, porque custa dinheiro, porque traz frustração, tristeza, porque é um desencontro entre o filho que se sonhou (quando os sonhamos nunca os sonhamos a chumbar) e o filho que se concretizou. Há - exagerando um pouco - um luto que é preciso fazer desse filho sonhado. Que se faça. E que seja rápido. Porque o filho real tem um milhão de coisas boas para dar. Só ainda não chegou lá. Para o ano será melhor. 

Resiliência | Auto-Estima | Inteligência Emocional - os 3 temas dos próximos 3 llives

26.6.18

Porque motivo o auto-regulação é tão importante?

14.6.18




Quem vai lendo este blogue e também os livros que lancei, ou frequentando as nossas ações, sabe bem o quanto o tema da auto-regulação é importante para nós aqui na Escola da Parentalidade.

A auto-regulação é, nada mais, nada menos, que a escolha de um comportamento em vez de outro comportamento. Por exemplo, vou escrever este post e enquanto estiver a redigi-lo tenho o telemóvel em modo avião para manter o meu foco e não me distrair nem ser interrompida. Um outro exemplo é chegar a casa e tratar de fazer os trabalhos de casa antes de ir brincar. E por aí fora.

Com alguma frequência perguntam-me a partir de quando é que a auto-regulação pode ser ensinada às crianças. E a verdade é que os miúdos têm auto-regulação desde cedo. Quando acordam e começam a palrar ou quando aprendem a esperar pela próxima colher de sopa, quando estão cheios de fome. À medida que vão crescendo, o dia-a-dia vai oferecendo imensas oportunidades para se focarem no que é importante. Ajudar os miúdos a saberem esperar, usando a distração como forma de passar o tempo, é também uma maneira de trabalhar o foco (é mesmo!).

E porque é que é tão importante trabalhar estas competências? Vamos a isso então:

1. Auto-estima mais equilibrada
"Como assim?", perguntas tu? Ora bem, se eu me disponho a atingir um determinado objectivo e me auto-regulo e me foco passo a ter mais oportunidades de sucesso. O sucesso depende então de mim e da forma como me conduzo. Certamente haverá outros fatores mas a forma como eu respondo à situação tem uma importância enorme na minha noção de auto-capacidade e auto-estima (podes ler mais sobre auto-estima aqui). 

2. Auto-cuidado
É mesmo importante que os miúdos aprendam a tratar deles e a serem gentis com eles. Quando eu me auto-regulo, estou a escolher comportamentos também e, quando escolho bem, sem ser por impulso, então estou a fazer o melhor para mim e por mim. 

3. Regulação da ansiedade
Quando eu escolho regular-me e focar-me noutras coisas em vez de estar a criar cenários na minha cabeça ou a pensar vezes sem conta no mesmo assunto sem que isso me dê paz ou resultados, estou a regular a minha ansiedade. Para além do flagelo da falta de foco (que é generalizada e não apenas apanágio na geração mais jovem), a gestão da ansiedade é determinante para o desenvolvimento de competências sociais e para um maior bem-estar.

Como promover estes 3 pontos, diariamente?

Ponto 1 - Ajudar os miúdos a organizarem-se e a cumprirem os objectivos a que se propõem. Ajudar a pensar (mesmo que sejam situações simples e corriqueiras), criando ideias interessantes e eficazes mostrarão que parte do sucesso está na forma como se planificam as coisas e na criatividade utilizada. Pensar depende de nós e não apenas da sorte (livre arbítrio e auto-determinação).

Ponto 2 - Começa por ti e serve de exemplo. Mostra como se faz. E depois ensina os teus filhos. Como? Falando com eles, colocando boas questões e tratando-os bem. Sim, tão simples quando isto. 

Ponto 3 - Trabalha a tua própria ansiedade e a forma como respondes às situações da tua vida. Cria um ambiente de paz em tua casa. Responde baixo e com calma. Acolhe os sentimentos dos teus filhos. Cria um ambiente onde seja bom falar e partilhar os medos, os receios e também as conquistas. Todos os dias.




Atelier de teatro e cinema 2018 - jovens entre os 9 e os 12 anos | Porto

11.6.18


Ver projetos a crescerem graças ao desenvolvimento dos intervenientes tem qualquer coisa de mágico e poderoso. Foi assim no ano passado. Pela primeira vez organizámos um Atelier de Teatro intensivo (dia inteiro, durante duas semanas) para jovens entre os 9 e os 12 anos. Foi um projeto desenvolvido em conjunto com Hugo Kuchel, do Conservatório de Paris, e que nos convidou a uma dedicação imensa. Desde o desenvolvimento das ideias até à organização. Duas semanas que passaram a voar e de um ritmo super intenso!

Este ano vamos dar mais um passo e vamos acrescentar uma nova arte ao trabalho que vamos realizar: o cinema. Na viagem que fiz há uma semana a Paris, tive a possibilidade de ver a forma como o Hugo está a desenvolver este projeto e é absolutamente genial. Teatro e cinema juntos, de forma artística e, simultaneamente, de uma forma tão simples e integrativa.

O real motivo que nos fez organizar esta ação, que repetimos este ano foi escrito neste texto:

Desejo que os meus filhos sejam seguros, com uma auto-estima saudável. Que tenham confiança em si, que coloquem as costas direitas e a voz forte, sempre que precisem. E que, mesmo que possam não estar assim tão seguros, que finjam que o são.

Eu tinha 15 anos quando fiz uma formação em teatro e expressão dramática e não me esqueço o que é que essa ação de 2 semanas fez por mim! E por isso estava cheia de vontade de organizar algo semelhante através da Escola da Parentalidade.

E é com muito orgulho que trago este Atelier de teatro ao Porto. Ele será conduzido por uma das grandes promessas do teatro francês, e dirige-se a crianças entre os 9 e os 11 anos. Será realizado exclusivamente em língua francesa e terá a duração de duas semanas, conduzindo a uma apresentação do trabalho realizado.

Esta ação foi construída com dois grandes objetivos. Pretende-se que, num primeiro momento, as crianças possam descobrir a arte dramática, tomem consciência da sua sensibilidade enquanto criadores e espectadores e, num segundo momento, que possam desenvolver o seu instrumento: expressão, voz, corpo, imaginação, relação com o texto. 

O programa deste ano está aqui.
E podes efectuar a inscrição aqui.

Foi espectacular este atelier de teatro! Foi engraçado e divertido, em suma, aconselho toda a gente a ir. Não faltam atuações e jogos dramáticos.
Marie, 9 anos e meio



Quem é que pediu um livro para os avós?

9.6.18




A incrível Isabel Stilwell lançou um livro tão espectacular! Chama-se "O Frasco das memórias | Avós e netos | Ideias para fazerem juntos". #soquenao  O livro não é só para os avós. Tem ideias tão fantásticas que é impossível entregarmos este livro aos avós antes de o lermos de enfiada e experimentarmos algumas das atividades.
O livro torna-se muito rico porque ao longo das páginas a Isabel vai contando histórias e acrescentando detalhes. Por exemplo, sabias que antigamente nem todas as pessoas tinham sobrenome? E que entretanto a lei obrigou a isso?
E quando fores de lua de mel para celebrar o aniversário de casamento e os miúdos ficarem com os avós, há ideias tão giras para fazerem nesse período de tempo. É que todas as histórias de amor são tão maravilhosas e são para serem recordadas! E à noite podem sempre ficar a olhar para as estrelas e dar-lhes um nome.
O livro é tão bonito e nota-se que foi escrito com tanta ternura e doçura... como todas as avós o são.

Obrigada, Isabel! Este exemplar fica por cá para me inspirar enquanto mãe - já começo a treinar para os netos :)

Ser implacável com o tempo!

5.6.18
Recebi tantas mensagens queridas por causa do post que fiz há dias no Instagram acerca de ser implacável com o tempo. E é que tenho sido mesmo! E isso tem-me dado tempo para o que é mesmo mais importante.

Coisas simples como preparar as refeições para comer melhor, tratar de mim e da família, com mais vagar ... Não adiando aquilo que considero importante.

Se é verdade que esta é uma prioridade na minha vida, também é verdade que o início deste ano foi mesmo muito intenso, com muito trabalho e imensas solicitações. Tive menos tempo para fazer aquilo que me dá prazer: escrever, estudar e criar. E está na hora de voltar ao centro.

Há uma frase que adoro e que me ajuda a sossegar:

Não podemos ler todos os livros,
nem ver todos os filmes,
nem ir a todas as cidades do mundo,
nem conhecer todas as pessoas sensacionais...
A vida é melhor quando não tentamos fazer tudo.

Se aprendermos a desfrutar da parte de que dispomos, a vida será maravilhosa.


Zen Habits



Há estratégias de gestão de tempo que funcionam quando as pomos em ação. Hoje, por exemplo, definir de forma clara as 3 tarefas aqui na Escola que estava desejosa para concluir. Tinha mesmo de me concentrar e 'dar cabo daquilo'.  E estão concluídas. Amanhã tenho duas importantes para fazer. E vão ficar concluídas a caminho de Lisboa, de certeza. As restantes tarefas são importantes mas se não as fizer hoje ou amanhã, não tem mal.

O que é que acontece quando consigo definir e fazer acontecer as minhas prioridades?
Tenho uma sensação de satisfação muito grande porque isso dá mais significado à minha vida. O que é que eu ando a fazer acontecer para que as minhas prioridades passem a ser mesmo prioridade? Hum?

Definir prioridades é fácil? Até que é! Só te convida a parar e a pensar um pouco... E ao criares tempo para aquilo que é importante, não vais estar a trair mais os teus princípios nem aquilo que desejas e precisas.

Eu quero tempo para preparar as refeições, estudar e escrever (este post era uma das prioridades, tal como era agendar o final do ano), tempo para fazer as coisas devagar, para almoçar com amigas, para fazer picnics, arrumar as gavetas e ordenar o meu escritório de casa. Tempo para conversar com a minha equipa, para experimentar um curso novo. E por isso, estou a ser mesmo implacável com o tempo.

E tu, no final deste ano queres ter a sensação que foste implacável com o tempo ou que mais um ano passou e nem deste por isso?



Sabes o que é que eu mais gosto de fazer quando chega o bom tempo?

30.5.18





Dizem que vem aí o bom tempo e, se fores como eu, talvez estejas já cansad@ de esperar.


Não estou só à espera do bom tempo em si mas daquilo que ele permite fazer. Tenho saudades de sairmos de casa de bicicleta os 4 e irmos até ao Parque da Cidade fazer picnics. Levamos a bola de futebol connosco, uma baliza e umas mantas. Um almoço leve, os novos concentrados Sunquick e uns trocos para os gelados que são obrigatórios.


Se nos dias de chuva nos sabe bem ficar em casa a jogar jogos, a ler ou simplesmente a brincar, os dias mais solarengos e maiores permitem-nos fazer mais atividades ao ar livre. Quem nos conhece sabe bem o quanto isso é muito importante para nós.


Preparar o picnic com os miúdos inclui escrever o que queremos levar, o que precisamos de cozinhar e, logicamente, de comprar. A mais velha faz a lista e os dois vão à procura do que precisamos. Com o pai preparam as bicicletas: verificam a pressão dos pneus, colocam as águas nos suportes, preparam o protector solar e a roupa que vão levar. O passeio, o picnic e os jogos são tão interessantes quanto é a preparação. É bom trabalhar em equipa. Claro que quando eram mais pequenos, o trabalho maior era (e ainda é) para os pais. Mas o entusiasmo deles, a vontade em ajudar (ainda que seja durante parte do tempo) é o que faz com que cada um de nós sinta que contribuiu e é uma peça importante na família.


Sair não é só importante quando eles são pequenos. Continua a ser de relevância quando são maiores e estão naquelas alturas de exames. Porquê? Porque precisam de descansar e desligar um pouco, sintonizando a cabeça noutras coisas. Um passeio de bicicleta, pela praia ou na serra oxigena o corpo, dá uma sensação de descanso, consegue tirar uma parte da tensão. E a cereja no topo do bolo qual é? Chegar e ter uma bebida fresca à espera!



Este post foi oferecido aos leitores do Mum's the boss pela Sunquick .


Que chegue o bom tempo, os passeios na rua e as noites quentes acompanhadas de um copo destes novos concentrados Sunquick com menos 30% de açúcar. O meu preferido é o de frutos do bosque bem fresco! E o vosso?



Ensinar o coração | Ações desenvolvimento da Parentalidade e Educação Positivas

23.5.18


Mais de 700 pessoas, entre pais, professores, profissionais e alunos de escolas do concelho de Viana do Castelo vão ser envolvidas no projeto “Ensinar o Coração” promovido pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com o Gabinete de Atendimento à Família (GAF) e a Sociedade de Instrução e Recreio Darquense (SIRD).

O objetivo deste projeto passa por identificar as forças e potencialidades da comunidade e dos seus agentes para, de uma forma positiva, contribuir para uma maior coesão e inclusão social, numa perspetiva de prevenção e/ou superação.



Em junho começam as ações da responsabilidade da Câmara Municipal. A primeira ação prende-se com a Capacitação para a Parentalidade Positiva, a realizar junto de 500 pessoas, através da qual “se pretende fornecer aos pais ou aos prestadores de cuidados os conhecimentos e estratégias que ajudem a promover o desenvolvimento da criança”. Estas ações vão ser levadas a cabo pela Escola da Parentalidade, numa parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Viana do Castelo


É pois com imensa honra e com grande esperança no futuro que desenvolvemos conteúdos, materiais e as ações para trabalhar com famílias, profissionais e professores. Estamos a cumprir a nossa missão que é levar mais felicidade a todos os agentes que trabalhem direta e indiretamente com famílias, caminhando assim para sermos a referência, em Portugal, para a Parentalidade Positiva.


Mais infos em cursos@parentalidadepositiva.com

Para de chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz

14.5.18







"Respira fundo.


3,5 é o número de vezes que os irmãos se pegam por hora. O que quer dizer que, a cada quinze minutos, ouvimos «Oh, mãe, ele está a chatear-me» e «Não sou eu, é ela!». Quem o diz é Laurie Kramer, professora na Universidade de Illinois que estuda as relações familiares.


Não estás sozinho, portanto. Não são só os teus filhos que se estão sempre a pegar. Não acontece só em tua casa. Mas se achas que os quinze minutos é um número elevado, fica a saber que as crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 4 anos conseguem superar esse recorde. Um estudo canadiano diz-nos que nestas idades os miúdos pegam-se 6,3 vezes por hora, ou seja, os pais destas crianças não têm, literalmente, dez minutos de sossego.



Se estás nesta categoria podes respirar fundo mais uma vez. Várias vezes até. Estes números confirmam-nos uma grande verdade: que nenhuma relação está isenta de conflito. Muito menos as relações entre irmãos."


É assim que começa o meu novo livro Para de Chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz!



Os pais devem estudar com os filhos: sim ou não?

5.4.18

Texto de Sofia Teixeira | Ilustração de Sérigio Condeço/WHO

Noticias Magazine

O terceiro período está a chegar e é decisivo para o sucesso escolar dos seus filhos. Ver o desastre iminente e não fazer nada é difícil, mas devem os pais ajudar os miúdos a fazer os trabalhos de casa e estudar com eles para os testes ou deixá-los por conta própria? A resposta pode resumir-se com um «no meio está a virtude», sendo certo que esse meio-termo nem sempre é fácil de encontrar.


Andreia Reis senta-se algumas vezes por semana ao lado de Tomás, de 6 anos, para supervisionar os trabalhos de casa. Tomás ainda tem poucos trabalhos e a mãe costuma deixar que ele escolha quando quer fazê-los, tentando apenas que não adie demasiado.

O pequeno é despachado e a mãe acompanha-o lendo o que é solicitado e pedindo uma correção aqui e outra ali, sobretudo para o incentivar a melhorar a letra. O filho entrou no primeiro ciclo e a única dificuldade que Andreia lhe deteta é a de conseguir ficar sentado.

«Sempre tive uma imagem muito idílica do início da escola, dele a fazer os trabalhos comigo ao pé e tudo a correr muito bem. Mas a verdade é que às vezes eu própria fico impaciente, porque ele está sempre a querer levantar-se, não se concentra, arranja mil e uma desculpas para dispersar a atenção.»


O apoio que é necessário ou desejável por parte dos pais no que respeita ao estudo tem uma relação direta com a idade e com a maturidade

Até ver, e apesar da agitação na altura de fazer os trabalhos, o filho está a sair-se bem. A mãe gosta de puxar por ele de forma lúdica: «Sentamo-nos à mesa e leio um livro com ele, fazemos jogos de palavras, brincamos com os números, fazemos contas de cabeça. Acho que isso vale mais do que estar sentado a escrever “P” e “L” vezes sem conta.»

O apoio que é necessário ou desejável por parte dos pais no que respeita ao estudo tem uma relação direta com a idade e com a maturidade: a autonomia na realização de qualquer tarefa é um processo gradual que, de início, tem de ser ensinado e treinado.

«Tal como uma criança não aprende a arrumar o quarto se não for ensinada e ajudada, o mesmo acontece com o estudar», defende Magda Gomes Dias, formadora certificada na área da inteligência emocional, educação positiva e coaching e conhecida pelo blogue Mum’s the Boss.


Há quem chame os pais-helicópteros, aqueles que estão sempre a girar em torno dos miúdos e que frequentemente, acabam por lhes comprometer a capacidade de ser autónomos.

«É natural que quando a criança começa a escola ainda não saiba como fazer isso, pelo que é importante ajuda, de forma a criar bases de estudo, organização e disciplina.» Ou seja: ajudar nos estudos faz sentido antes de lhes ensinarmos estas competências, mas também é importante perceber quando é altura de parar. «Quando as competências estão apreendidas, devemos assumir que é responsabilidade deles», explica a coach.

Como em quase todos os temas que envolvem a educação dos filhos, há alguns extremos. Num deles, os pais que chegam a casa e veem todos os dias com os miúdos o que eles deram na escola, vigiam os TPC, ajudam a fazer trabalhos que contam para a nota e estudam com eles para os testes.

A estes, há quem chame os pais-helicópteros, aqueles que estão sempre a girar em torno dos miúdos e que frequentemente, com a melhor das intenções, acabam por lhes comprometer a capacidade de ser autónomos.

Por outro lado, há os que se distanciam e declaram: «Eu já fiz a escola, agora esse é o teu trabalho, eu também tenho o meu.» E a estes há quem chame desleixados e os responsabilize pelo insucesso dos miúdos.

Como aconselha o bom senso, é no meio-termo que está a virtude: não é benéfico assumir as responsabilidades deles, mas é importante acompanhar, perceber as dificuldades e motivar.

«Todo o apoio deve ser pensado para não pecar por excesso, o que provoca um alhear dos alunos no processo porque há sempre alguém a ajudar, nem por défice, fazendo o estudante sentir-se desamparado», defende Renato Paiva, diretor da Clínica da Educação e da Academia de Alto Rendimento Escolar WOWSTUDY, autor de vários livros sobre o estudo dos mais novos. Ainda assim, o autor defende que estudar com eles ou ajudar a fazer os TPC, passada a fase de adaptação à escola, não é boa opção.

«Os pais podem ser um auxílio em alguma dúvida, dar orientação, mas nunca serem companheiro de estudo. O estudo é, e deve ser, um ato individual que depois se socorre de auxílios, como o livro, a calculadora, a internet ou os pais», defende o autor.

Não só porque é necessário fomentar desde cedo a autonomia no estudo, como por razões de ordem mais prática: «Os pais não sabem todas as matérias nem são capazes de acompanhar todos os anos. Além disso, não é só preciso saber da matéria, mas também saber explicar de forma correta.»


Fazer os resumos para os filhos, por exemplo, pode parecer uma ajuda, mas é na realidade complicar-lhes a vida, pelo menos a médio prazo.

A segunda atitude, de «não querer saber», defende que já esbarra no desleixo, porque a autonomia é, antes de mais, dar condições para o desenvolvimento dessa mesma autonomia.

E isso passa pela necessidade inicial de algum apoio e, sobretudo, pelo interesse.
Marta Simões, mãe de Diogo, de 11 anos e Joana, de 9 anos, alinha neste equilíbrio. «Eles sabem que a responsabilidade é deles e a minha participação funciona como uma “supervisão”.»

Diogo e Joana fazem os TPC sozinhos, mas sabem que podem tirar dúvidas com a mãe, que está sempre por perto, e em relação ao estudo gostam apenas que a mãe lhes faça perguntas sobre a matéria. «Opto sempre por lhes pedir que estudem sossegados no quarto, e quando acharem que já estão preparados tiro uma hora para estar com eles a fazer perguntas.»

Até hoje tem dado bons resultados e funcionado bem, são os dois responsáveis e bons alunos. Marta está ciente que de futuro não vai poder tirar-lhes dúvidas nem estudar com eles, à medida que o nível de exigência for subindo, mas acredita que, até lá, conseguirão adquirir em pleno os métodos e os instrumentos necessários para a sua autonomia e, um dia, o papel dela vai acabar por passar para os colegas dos filhos.

Os pais mais zelosos estão a ser bem intencionados, mas nem sempre estão a seguir o melhor caminho. Fazer os resumos para os filhos, por exemplo, pode parecer uma ajuda, mas é na realidade complicar-lhes a vida, pelo menos a médio prazo.

«Entendo o objetivo – que é poupar algum trabalho aos filhos para eles poderem brincar ou fazer outras coisas –, mas é estar a tirar-lhes a melhor forma que têm de aprender: resumir é mais de cinquenta por cento da aprendizagem, se os pais assumem essa tarefa, estão a tirar à criança a capacidade de aprender por ela própria», explica Magda Gomes Dias, Maria João Tavares está familiarizada com essa teoria, mas não concorda com ela.

Perante a desmotivação da filha Estela, de 10 anos, que está numa fase em que acha a escola uma seca e não gosta de estudar, acaba por se sentar junto dela para a ajudar a fazer resumos, sobretudo ao fim de semana. «Os TPC faz sozinha, mas o estudo tenho sempre de acompanhar, não tem motivação para o fazer sozinha.»

Nunca equacionou deixar a filha por sua própria conta, de forma a confrontá-la com a necessidade de estudar mais porque entende que ela com 10 anos ainda não tem maturidade para isso.

«Não receio criar uma dependência, um dia irá estudar sozinha: todos temos ritmos diferentes. Procuro encontrar formas de a motivar e acho que não devo desresponsabilizar-me», diz Maria João, que entretanto pôs também a filha num centro de estudos três tardes por semana.

Renato Paiva garante que uma das principais questões dos filhos é a do sentido da escola. «Há muitos alunos que não perceberam para que serve a escola. Porque devem estudar Físico-Química, ou Filosofia, ou Matemática se o interesse deles é outro», já os pais, garante, esperam demasiado desta.

«Delegam na escola grande parte do trabalho. Em parte com razão, mas também têm uma responsabilidade inerente da qual não devem alhear-se.» O tal meio-termo, tantas vezes difícil de alcançar.

A motivação é, de resto, um dos aspetos essenciais da relação dos miúdos com a escola e, muitas vezes, as dificuldades são consequência da sensação que têm de que aquilo que estão a aprender não serve para nada. Mas o que podem os pais fazer para combater isto?

«A motivação é uma porta que abre por dentro», diz Magda Gomes Dias. «Não consigo motivar ninguém que não queira ser motivado, mas é importante interessar-me e tentar ajudar a tornar a matéria interessante integrando-a, quando é possível, no dia-a-dia: ir dar um passeio para ver onde o escritor escreveu aquele livro, procurar um filme relacionado com a matéria e vê-lo com os miúdos», exemplifica.

Já as coisas abstratas, não integráveis no dia-a-dia, mas que têm de ser sabidas, permitem, de acordo com a coach, outra aprendizagem – penosa, mas importante: a do espírito de sacrifício, que vamos ter de usar tantas vezes pela vida fora.

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