Contarias a verdade ao teu filho?

9.7.19
Na minha newsletter de final de Junho partilhei a história da Babel que podes ler aqui. Esta história tinha dois pontos importantes para mim:

A forma como a Babel lidou com a situação (cancro da mamã)

A forma como escolheu viver o que se seguiu e a partilha com o filho.

Foi ponto claro para ela que ele iria saber de toda a verdade, sempre.

E no seguimento dessa newsletter, recebi um email de uma leitora que, com a sua permissão, partilho aqui. Fica o convite à reflexão.

 

Bom dia Magda,
Espero que se encontre bem.
Costumo ler e seguir tudo o que vai publicando, no tempo que tenho disponível. Comprei também os seus livros.
No entanto nunca costumo intervir/opinar. Desta vez este tema tocou-me muito e por isso decidi enviar este email, apenas para dizer que por experiência própria, é tão tão importante o que descreve:dizer a verdade, por mais que nos pareça na altura que vamos fazer os nossos filhos sofrer.

Partilho consigo o meu testemunho:

No ano passado o meu marido e pai dos meus filhos (de 5 e 8 anos) descobriu que estava gravemente doente com um tumor, com metasteses no figado. Foi extremamente agressivo e galopante.
Acabou por falecer no inicio deste ano. Foram apenas 4 meses entre estar tudo bem e tudo acabar da pior forma.
O meu marido esteve em casa sempre, a receber os cuidados paliativos e faleceu também em casa.

Por nos ter sido dado claramente o diagnóstico, por me ter sido dito a determinada altura que o meu marido tinha apenas semanas de vida, fui confrontada com o que dizer aos meus filhos!?
Eles apenas sabiam que o pai estava doente, mas frases como: "quando o pai ficar bem, vamos ...", continuavam a sair da boca deles.
Instintivamente pensei que não os devia fazer sofrer por antecipação e devia esconder-lhes a verdade.

Felizmente pedi acompanhamento psicológico, e quem nos acompanhou e ainda acompanha agora, foi claro em dizer que eu tinha de lhes dizer a verdade por mais que custasse.
Eu tive de dizer aos meus filhos que o pai estava a morrer, que a doença dele não tinha cura.
Só eu sei o quanto isto custou e doeu em todos nós. Só eu sei a violência que foi aquele dia.
Mas também só eu sei o quanto isso facilitou (se é que é possível existirem facilidades nesta situação!) todo o processo que se seguiu, e o quanto isto facilitou quando chegou o dia e eu lhes tive de dizer que o pai tinha falecido.
Nesse dia em pouco tempo (menos de 1h) a minha casa estava cheia de familiares. Pedi para que quando os meus filhos chegassem a casa e eu lhes desse a noticia estivéssemos só os 3, sem estarem sobre "os holofotes" da familia. Para eles terem o espaço que quisessem para chorar, gritar, correr, perguntar ou ficar em silencio. Eles correram os dois para o quarto onde o pai tinha estado horas antes. Ficaram ali bastante tempo, só depois quiseram estar com os avós e os tios.
Os meus filhos não foram apanhados de surpresa.
Os meus filhos sabiam a verdade!
Os meus filhos não se revoltaram comigo por não lhes ter contado.


Com a mesma verdade, expliquei aos meus filhos como ia ser o velório e o funeral, tudo o que envolvia e o que iam ver. Deixei eles decidirem se queriam ou não estar presentes e quanto tempo queriam ficar.
O mais velho quis estar algum tempo no velório. O mais novo não quis ir.
Decidiram com tranquilidade, com base na verdade.
Algumas pessoas ficaram "chocadas" por eu permitir o meu filho estar presente no velório.
Foi difícil ? Muito!! Mas tenho a certeza que agora e no futuro seria muito mais difícil se tivesse sido de outra forma.

Levei o meu filho ao velório (no dia do funeral), muito cedo, antes de chegar a familia. Ele foi apenas comigo e com a minha irmã. Teve o seu espaço sem ter de se conter ou ser "bombardeado" com abraços, perguntas, etc etc. Fiquei incrédula como ele reagiu àquilo tudo. Por exemplo descobri que o meu filho precisava realmente de estar ali. Ele sentiu necessidade de ver tudo, de tocar com as mãos, de sentir a madeira, os panos, de cheirar as flores, de ver a roupa que o pai tinha vestido, ... teve necessidade de tocar e sentir o rosto do pai (aproximou-se e afastou-se várias vezes antes de o fazer).
Depois estranhou aquela sala estar vazia e o pai estar ali "sozinho". Disse-lhe que no dia antes tinha estado uma multidão de pessoas ali, que nem cabiam na sala e ainda ocupavam o passeio e a rua do lado de fora. Disse que iam chegar mais tarde. E ele quis esperar para ver a família e os amigos do pai, muitos que nem conhecia. Quando a sala se encheu e ele se "desdobrou" a cumprimentar todas aquelas pessoas pediu-me para ir para casa.

Eu nunca iria conseguir satisfazer estas necessidades dele apenas com palavras, a contar-lhe como tinha sido.
Ficou traumatizado por isso ? Não! Pelo contrário, porque teve todas as respostas às suas perguntas, mesmo aquelas que não conseguia sequer colocar em palavras. Ficou esclarecido e tranquilo.

E mais importante ainda, teve a oportunidade de se despedir do pai da forma que sentiu necessidade, e não como eu podia considerar que era melhor. Hoje percebo isso, apesar de naquele dia só me apetecer arrancá-lo dali e poupá-lo áquilo tudo.


Agora falo com serenidade de tudo o que passámos, mas a minha serenidade surgiu só depois, a certeza de que fiz o correto também só a tive depois. Durante aqueles dias em que fui tomando estas decisões tive sempre muitas duvidas de que estava a fazer o correto.
Nesses dias temos a casa inundada de gente, dizem-nos algumas coisas acertadas (algumas pessoas que realmente nos ajudam), mas também nos dizem por vezes os maiores disparates.

No entanto considero que tive sorte (apesar de tudo o que nos aconteceu). Tive e tenho duas psicólogas que nos acompanham, que me encaminharam neste sentido. Ouço delas muito do que leio do que a Magda escreve há anos.
Decidi lhe escrever porque infelizmente há por ai muitos pais que passam por tudo isto que passei e continuo a passar (este processo ainda é uma longa caminhada). Sei que muitos terão exatamente as mesmas dúvidas e angustias que eu tive.
Muitos não terão possivelmente ninguém que lhes diga as palavras certas.

Obrigada por partilhar connosco o seu trabalho que tem sido uma preciosa ajuda na minha vida.

Beijinhos




Obrigada por leres até ao fim. A verdade, sempre a verdade, sobretudo nestes momentos, é mesmo o mais importante. O meu desejo ao partilhar este testemunho é que possa ajudar, contribuir á reflexão e que possa ser passado de mão em mão para percebermos todos o quanto a verdade e a criação de espaço pode fazer toda a diferença.
Obrigada querida M. por me ter escrito e por me ter permitido partilhar a vossa história. Que a vida vos seja doce. À sua espera para o prometido café! Um beijinho!

A calma

9.7.19
Temos sempre duas opções: perder a cabeça, reagir e “incendiar” uma sala ou respirar fundo e usar a calma como super poder. É fácil falar mas não é tão difícil quanto isso começar a fazê-lo. Experimenta!

Auto-estima e conhecimento emocional

8.7.19
Quando comecei a trabalhar o tema da parentalidade em workshops e conferências, em 2010, reparei que a principal preocupação dos pais tinha a ver com a questão da autoridade e da obediência. Alguns anos passados e fica claro que houve uma mudança. Estamos mais focados nos aspectos da auto-estima da mesma e no seu crescimento emocionalmente seguro. Na bio ou no link abaixo encontras 5 posts dedicados ao tema. Para terminar - ou começar - muito bem a semana! http://mumstheboss.blogspot.pt/2017/11/auto-estima-1tema5posts.html?m=1

Cuidado e atenção

5.7.19
"O cavalinho esta doente e eu estou a ver se ele come alguma coisa. Mas acho que por agora só quer uns miminhos..." 

Experimentar a calma

3.7.19



Temos sempre duas opções: perder a cabeça, reagir e “incendiar” uma sala ou respirar fundo e usar a calma como super poder. É fácil falar mas não é tão difícil quanto isso começar a fazê-lo. Experimenta!

#26 QUANDO OS MEUS FILHOS NÃO COMEM EM CONDIÇÕES

7.4.19



Mais uma semana, mais um Podcast. Desta vez falamos sobre alimentação.

A Ana Póvoas é das pessoas mais sensatas que conheço. E sensatez é talvez uma das palavras chave para que possamos ajudar os nossos filhos a comerem melhor, sejam eles miúdos que não comem quase nada ou miúdos que só querem coisas que deveriam comer com moderação.

A escutar e a partilhar.

SoundCloud: https://soundcloud.com/parentalidadepositiva/26-quando-os-meus-filhos-nao-comem-em-condicoes/s-VSiCs

Spotify: http://bit.ly/26FilhosNaoComemSpotify

iTunes: http://bit.ly/26FilhosnaocomemiTunes




EDUCAÇÃO POSITIVA NA GESTÃO DE CONFLITOS ESCOLARES TERMINA COM SALDO POSITIVO

1.2.19





A formação mereceu nota positiva de todas as 26 formandas, que aproveitaram para desafiar o Município para a implementação de uma formação deste âmbito, mas direcionada para encarregados/as de educação, e mostraram motivação para ter uma formação com maior carga horária e, se possível, alargada à temática da inteligência emocional.
A formadora Magda Dias, fundadora da Escola da Parentalidade Positiva, mostrou-se muito feliz em ter trabalhado com este grupo de educadoras interessadas e interessantes e uma das mensagens que fez questão de deixar nos diplomas foi uma frase de sua autoria “ O segredo está sempre na relação e ela é muito mais poderosa do que qualquer teoria ou corrente que possas conhecer”.

“Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.”

9.1.19





Os dicionários são os melhores sítios para encontrarmos definições. Sempre gostei de palavras e de conhecer a sua etimologia. E sempre adorei associações. Por isso gostava que viesses comigo nesta espécie de ensaio sobre o assunto. Se leste a minha última newsletter já sabes que não defini objectivos para 2019 mas antes comportamentos. Naturalmente, que esses comportamentos não começaram a ser praticados no dia 01 - identifiquei-os como sendo aqueles que quero melhorar e sobre os quais tenho pensado muito, nos últimos tempos e nos últimos anos. Hoje escolhi falar-te um pouco mais sobre um deles: a coragem.

Curiosamente, coragem não me parece ser uma das palavras que defina alguém que nasceu em aquário e que, supostamente tem Urano como planeta. Mas mesmo assim, e até um pouco paradoxalmente, dizem que Urano não nos deixa acomodar e faz convites constantes para questionar o que não achamos correcto, ajudando-nos a manter-nos fieis àquilo em que acreditamos, indo à luta, mostrando e abrindo novos caminhos, reformando e lutando. Olhos nos olhos! Bom..., posso dizer-te que é Urano. Como também te posso dizer que sou eu. Depende apenas das associações que me apetece fazer e que tu possas aceitar fazer comigo.

Mas porque a vida é complexa e mais complexas são as pessoas, há um certo adormecimento meu em determinadas alturas, como que para evitar os desacatos, procurando a conciliação. No entanto, a ida ao dicionário mostra-me que “conciliação” não significa cobardia. Na verdade, coragem é um antónimo de cobardia que significa fraqueza de espírito, falta de carácter. E na procura das palavras, achei curiosa esta frase do Gandhi

Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência” (sim, Gandhi!) sendo que aqui violência significa a coragem, a fidelidade aos princípios e às convicções.

Gandhi sabia que precisamos de ser mais corajosos e muito mas muito mais emocionalmente honestos. A coragem não é para quem quer - é para quem pode porque é um ímpeto, é um entusiasmo que tem de ser praticado. Quando abdicamos disto, deixamos de ser confiáveis, deixamos de viver uma vida autêntica e honesta. E retiramos essa possibilidade aos outros porque lhes criamos desconfiança e insegurança.

E isto de se ser corajoso não é um direito - é um dever.

A minha definição de coragem emprega fidelidade aos meus princípios (que estão muito bem definidos e claros!), verticalidade, honestidade emocional, verdade e não acomodação. É fácil esquecer isto. Por essa razão é que é tão importante. É que coragem vem da palavra coração e ação.

Vês porque gosto tanto de dicionários e de palavras?

E a melhor forma de sabermos quando não estamos a ser corajosos é quando sabemos que estamos a ser fracos. E é nessa exata altura que escolhemos quem queremos ser e qual o contributo que escolhemos dar (porque é sempre uma escolha!). Não nos podemos queixar se continuarmos a ser cobardes!


"Não posso saber que o meu filho é agredido na escola e permitir que a situação continue".

20.10.18

Casos de bullying na Escola EB1/JI do Lidador, na Maia, preocupam encarregados de educação. Câmara garante que já tomou medidas.


"Não posso saber que o meu filho é agredido na escola e permitir que a situação continue". As palavras são de Sandra Mendes, 35 anos, e o tom de revolta deve-se às "várias vezes" em que o filho, de seis anos, foi agredido no recreio da EB1/JI do Lidador, na Maia. Segundo os pais, várias crianças têm passado pelo mesmo problema. Por isso, os encarregados de educação criaram o "Movimento Patrulha Recreio". Todos os intervalos, do lado de fora da escola, são os pais e os avós que zelam pela segurança das crianças. A Câmara da Maia confirmou ter conhecimento da situação e afirmou que o caso tem sido debatido com a vereadora da Educação, Emília Santos.

Não mudes!

18.10.18






Se estás a ler este livro desde o início, provavelmente já te apercebeste que nunca te peço para mudares. Quando aprendi a fazer coaching, aprendi que as pessoas supostamente, queriam mudar. No entanto, depois de ter começado a trabalhar, percebi que essa é uma ideia falsa. Quase ninguém quer mudar. Todos queremos ser aceites como somos. No máximo, aceitamos ser melhores. Na verdade, quando proponho a alguém que mude é como se lhe tivesse a dizer o que essa pessoa tem ou é e não tem valor algum, que não presta para nada. Isso é profundamente injusto e até incapacitante. Por outro lado, dependendo da situação e até das prespectivas, a verdade é que pode ser mau para uns pode ser aquilo que outra pessoa deseje. Descobre qual é a tua missão mãe/pai do teu filho. 

Podcast #1 Os 5 pilares do modelo da Escola da Parentalidade Positiva

15.10.18
Andava há anos a querer meter-me nisto dos podcasts e finalmente recebo o incentivo, o apoio e sobretudo o entusiasmo que parecia faltar - o da última turma da Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas. O facto de perceber que este espaço tinha tanto para servir e ser útil foi o que me levou a criá-lo em menos de 12 horas.

Assim sendo, vais passar a ter todas as 2ªs feiras um podcast só para ti. Vou falar sobre o tema da Parentalidade, passando por outros como livros que me inspiram e também vou fazer entrevistas entre muitos outros. Será um espaço rico e inspirador.

Podes escutar já o primeiro podcast nos links abaixo. Espero que te sejam úteis, inspiradores e que partilhes!





Outras aplicações - clicar abaixo



Sexting e pornografia online - Sabe onde anda o seu filho?

12.10.18






A ler, na íntegra, aqui


Ainda não fez 10 anos, mas em Setembro começa o 5º ano e quer um smartphone. Poucos são os pais que escapam a este pedido e a mudança de ciclo escolar, a (aparente) maior liberdade e autonomia, assim como a pressão social, parecem definir os 10/11 anos como a idade em que a maior parte das crianças recebe um telemóvel.

“Não deixa de ser curioso, ainda assim, que a disciplina de TICs seja dada apenas no 8º ano, quando os miúdos têm 13-14 anos, e muitos já manuseiam, por essa altura, todos estes gadgets e aplicações, possuindo até contas em redes sociais”, explica Tito de Morais, fundador do site http://www.miudossegurosna.net/ Estamos um pouco desfasados - quando formamos técnicos para estas disciplinas apercebemo-nos que já nasceu uma nova tendência e que temos de voltar a aprender, acrescenta o autor do livro Ciberbullying (referido na nossa secção de livros).


Se é verdade que o telemóvel permite entreter e colocar as pessoas em comunicação, também é verdade que serve para “matar” a curiosidade acerca de muitos temas que não ousamos falar e partilhar dúvidas e desejos, numa descoberta e exploração que é normal a partir da adolescência. Termos como “sexting” passam a estar na ordem do dia.



“Sexting (contração de sex e texting) é um anglicismo que se refere a divulgação de conteúdos eróticos e sensuais através de telemóveis. Inicialmente, eram mensagens de texto com conteúdo sexual explícito, mas com o avanço tecnológico tem-se aumentado o envio de fotografias e vídeos em posições sensuais ou nus, aos quais se aplica o termo nude selfie ("selfie de nudez"), ou simplesmente nude."
Definição retirada da wikipedia a 21 de Agosto 2018 -



Em entrevista à Times, Elizabeth Englander, diretora do Massachusetts Aggression Reduction Center, afirma que “com frequência, o sexting reflete a curiosidade que o adolescente sente em relação ao corpo e pode, inclusivamente, ser uma forma deste explorar o seu interesse pelo tema não estando, contudo, pronto para ter relações sexuais.” Esta autora adianta que muitos pais defendem que o sexting é algo terrível e que, ao trocarem mensagens de cariz sexual, assim como imagens “nude”, estarão a comprometer o seu futuro.


Mais do que controlar ou proibir o envio de mensagens deste cariz, os pais e a comunidade escolar precisam de se atualizar e começar a conversar a sério sobre estes assuntos. Todos eles estão relacionados com a segurança online e offline e faz parte, quer queiramos quer não, da realidade dos nossos tempos. Não há como fugir. Tudo o que é partilhado hoje em dia fica registado para sempre.


Vânia Beliz, psicóloga e sexóloga e autora do mais recente livro Chamar as coisas pelos nomes: como e quando falar sobre sexualidade, defende que “A nossa intimidade deve ser acautelada e devemos estar conscientes dos riscos que advém da sua exposição. A maior parte das vezes, partilhamos conteúdos íntimos com quem supostamente confiamos, mas perante um conflito, uma rutura, esses momentos podem sair da esfera privada, podendo até resultar em ameaças, colocando-nos em risco. Por isso, nada como termos cuidado e ao partilharmos algo mais íntimo fazermos por garantir a privacidade possível, por exemplo evitando tirar fotografias ou fazer vídeos que nos identifiquem imediatamente.”



Dicas e frases a incluir em possíveis conversas com os nossos filhos e jovens


Nenhuma mensagem deverá incluir fotografias de corpos nus;

“Se te sentires pressionada a enviar uma foto tua a alguém que te está a pedir, o que podes fazer e com quem é que podes falar e pedir conselho?”

Aproveite o contexto de uma série televisiva para falar sobre o assunto;

Mostre-lhes este artigo e conversem sobre o tema sem entrarem em detalhes pessoais que possam comprometer a continuação da conversa.

“Quando envias uma foto tua, seja ela de que tipo for, deixas de conseguir controlar o que é feito com ela. Já pensaste no que pode acontecer?”

“Imagina que estás para enviar uma imagem tua - imagina que, no dia a seguir, essa imagem está em tudo o que é sítio. Como é que achas que te vais sentir? Consegues assumir essa imagem e o seu conteúdo? Saberás lidar com os comentários que as pessoas possam fazer?”

“Não quero que partilhes fotografias de ti nua /nu porque, ao fazê-lo, podes colocar-te numa situação terrível. A tua relação com essa pessoa pode mudar ou essa pessoa pode simplesmente perder o seu telemóvel, ou ser roubado. Não vale a pena correres esse risco. E também não é aceitável partilhares ou pedires fotografias de outras pessoas, porque a podes pôr na mesma situação e isso não se faz”




Sem voz

8.10.18



O problema dela não era ser autoritária com os filhos. Era ser um coração de manteiga de má qualidade. Não sabia ser firme, nem com os filhos, nem com os outros, de uma forma geral. Via a autoridade como uma coisa má, negativa e não queria estar nesse papel. Em criança tinha aprendido a obedecer e a não se fazer ouvir. Aprendeu a esquecer-se de si e a não impor limites: afinal, para ser boa menina, tinha de fazer o que lhe mandavam. Tinha de não dar trabalho e preferia carregar o peso do que aborrecer e ser um transtorno para os outros. “Tu não me dês trabalhos”, ouvira várias vezes. E entre um “Eu? Mas não me conheces?” e um “Deus me livre que me aconteça alguma coisa que prejudique os meus pais”, lá se iam passando os dias. E, no entanto, não tem recordações de uma infância traumática nem de maus tratos. O pai nunca lhe bateu, apenas olhava para ela. Isso bastava. A mãe chegou-lhe algumas vezes e ameaçava muito, gritava e castigava. Típico de antigamente, nada de especial. Mas o certo é que, olhando hoje para trás, percebe que abafou a sua voz e hoje não tem como impor-se porque não sabe.

Hoje em dia, as guerras são com os filhos. Oscila entre a permissividade e os castigos severos mas que se desaparecem tipo fumo. Olha para as mães que são duras com os seus filhos e percebe que muitos deles se tornarão no que ela é hoje mas, ao mesmo tempo, tem a doce impressão que há menos conflitos e mais paz.

Se é assim ou não, não sabe dizer. Mas sabe que nem um nem outro lhe servem. E agora? Andar e esperar que os miúdos se endireitem? Andar e esperar que a saibam ouvir melhor?




Um estilo demasiado autoritário resulta sempre em agressão ou fuga mas nunca em paz e os efeitos podem não ser, aparentemente, assim tão traumáticos. Mas podem ser castradores. E um estilo demasiado permissivo traz angustia para as crianças e adultos. Nenhum é melhor do que o outro. Mas o simples facto de termos conhecimento disto não ajuda. É preciso agir e aprender a fazer melhor. Não apenas por nós mas sobretudo para deixar que cada criança saiba usar a sua voz para se exprimir e falar de si e do que precisa.

O tema dos limites pessoais, da coragem, do questionamento está sempre muito presente nas nossas ações. Rio de Janeiro e Porto, vamos?

cursos@parentalidadepositiva.com

As minhas Apps - versão atualizada

15.9.18
Há uns anos escrevi aqui um post acerca de Apps que me facilitam a vida. Hoje está na hora de atualizar. Há algumas que deixei de usar, outras que mantenho. Estas são as novas e espero que te ajudem tanto quanto a mim!

NOTAS 
Todos os telemóveis têm um bloco de notas. Uso e abuso do meu porque posso atualizá-lo quer no computador como no iphone. Guardo links que partilho, como as inscrições nos cursos, listas de compras que vou atualizando sempre, os menus da semana (que passei a fazer e que me tem salvo os dias!) coisas que me vou lembrando, tudo é escrito ali. Tem sido das aplicações que mais uso pela sua simplicidade.

De há uns tempos para cá tive necessidade de registar o meu ciclo menstrual, as mudanças de humor, o sono e a energia. Esta aplicação é muito interessante porque guarda tudo o que quisermos guardar e salva-me da perda de memória e do facto de me esquecer de registar estes dados na agenda em papel.

Infelizmente não encontro muitos livros para ler no Kindle mas tenho aqui meia dúzia e de vez em quando lá me vou entretendo.

Rádio online. É francesa e tem sido uma das minhas preferidas desde há uns anos. Gosto muito dos programas logo de manhã e os da tarde.

Fiz o download das aplicações de algumas lojas que gosto e vou acompanhando a moda por lá. Verdade seja dita, não tenho comprado quase nada ultimamente. Não tenho energia para ir aos shoppings ver lojas e tenho dado por mim a frequentar estes espaços apenas quando não encontro alternativa no comércio local. Estas lojas online têm-me permitido jogar melhor com o que já tenho cá em casa porque sempre me vou inspirando e criando novas possibilidades. E isso é o mais interessante de tudo!


Nunca fui uma pessoa muito visual mas sou totalmente auditiva. Mas isso não quer dizer que não possa desenvolver isto em mim. Então temos arrumado os nossos artigos por lá. Já viste?














Uma ajuda e um livro

3.8.18
Todos os dias penso e preparo conteúdo para o blogue, para as redes sociais e para os meus alunos e clientes. A minha missão, e a da Escola da Parentalidade, são muito claras: contribuir e levar mais felicidade às famílias. Eu acredito que todos merecemos vidas boas, onde as relações nos trazem maior significado. E sei que nem todos nascemos a saber estas coisas - eu aprendo todos os dias porque não nasci ensinada, pois claro.

Nesse sentido, a tua ajuda é muito importante. Chegámos a uma fase em que precisamos de entender que tipo de trabalho é preciso continuar a fazer e qual é o impacto daquilo que fazemos na tua vida. Criámos este questionário e o teu contributo é MESMO importante.

No final, vamos fazer a oferta de um livro entre as pessoas que participaram - Para de chatear a tua irmã e deixa o teu irmão em paz. Caso já o tenhas, também podemos trocar por outro. Na semana de 20 de Agosto vamos fazer isso.

O questionário está aqui!

Obrigada, desde já! Um beijinho!

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