Porque motivo o auto-regulação é tão importante?

14.6.18




Quem vai lendo este blogue e também os livros que lancei, ou frequentando as nossas ações, sabe bem o quanto o tema da auto-regulação é importante para nós aqui na Escola da Parentalidade.

A auto-regulação é, nada mais, nada menos, que a escolha de um comportamento em vez de outro comportamento. Por exemplo, vou escrever este post e enquanto estiver a redigi-lo tenho o telemóvel em modo avião para manter o meu foco e não me distrair nem ser interrompida. Um outro exemplo é chegar a casa e tratar de fazer os trabalhos de casa antes de ir brincar. E por aí fora.

Com alguma frequência perguntam-me a partir de quando é que a auto-regulação pode ser ensinada às crianças. E a verdade é que os miúdos têm auto-regulação desde cedo. Quando acordam e começam a palrar ou quando aprendem a esperar pela próxima colher de sopa, quando estão cheios de fome. À medida que vão crescendo, o dia-a-dia vai oferecendo imensas oportunidades para se focarem no que é importante. Ajudar os miúdos a saberem esperar, usando a distração como forma de passar o tempo, é também uma maneira de trabalhar o foco (é mesmo!).

E porque é que é tão importante trabalhar estas competências? Vamos a isso então:

1. Auto-estima mais equilibrada
"Como assim?", perguntas tu? Ora bem, se eu me disponho a atingir um determinado objectivo e me auto-regulo e me foco passo a ter mais oportunidades de sucesso. O sucesso depende então de mim e da forma como me conduzo. Certamente haverá outros fatores mas a forma como eu respondo à situação tem uma importância enorme na minha noção de auto-capacidade e auto-estima (podes ler mais sobre auto-estima aqui). 

2. Auto-cuidado
É mesmo importante que os miúdos aprendam a tratar deles e a serem gentis com eles. Quando eu me auto-regulo, estou a escolher comportamentos também e, quando escolho bem, sem ser por impulso, então estou a fazer o melhor para mim e por mim. 

3. Regulação da ansiedade
Quando eu escolho regular-me e focar-me noutras coisas em vez de estar a criar cenários na minha cabeça ou a pensar vezes sem conta no mesmo assunto sem que isso me dê paz ou resultados, estou a regular a minha ansiedade. Para além do flagelo da falta de foco (que é generalizada e não apenas apanágio na geração mais jovem), a gestão da ansiedade é determinante para o desenvolvimento de competências sociais e para um maior bem-estar.

Como promover estes 3 pontos, diariamente?

Ponto 1 - Ajudar os miúdos a organizarem-se e a cumprirem os objectivos a que se propõem. Ajudar a pensar (mesmo que sejam situações simples e corriqueiras), criando ideias interessantes e eficazes mostrarão que parte do sucesso está na forma como se planificam as coisas e na criatividade utilizada. Pensar depende de nós e não apenas da sorte (livre arbítrio e auto-determinação).

Ponto 2 - Começa por ti e serve de exemplo. Mostra como se faz. E depois ensina os teus filhos. Como? Falando com eles, colocando boas questões e tratando-os bem. Sim, tão simples quando isto. 

Ponto 3 - Trabalha a tua própria ansiedade e a forma como respondes às situações da tua vida. Cria um ambiente de paz em tua casa. Responde baixo e com calma. Acolhe os sentimentos dos teus filhos. Cria um ambiente onde seja bom falar e partilhar os medos, os receios e também as conquistas. Todos os dias.




Atelier de teatro e cinema 2018 - jovens entre os 9 e os 12 anos | Porto

11.6.18


Ver projetos a crescerem graças ao desenvolvimento dos intervenientes tem qualquer coisa de mágico e poderoso. Foi assim no ano passado. Pela primeira vez organizámos um Atelier de Teatro intensivo (dia inteiro, durante duas semanas) para jovens entre os 9 e os 12 anos. Foi um projeto desenvolvido em conjunto com Hugo Kuchel, do Conservatório de Paris, e que nos convidou a uma dedicação imensa. Desde o desenvolvimento das ideias até à organização. Duas semanas que passaram a voar e de um ritmo super intenso!

Este ano vamos dar mais um passo e vamos acrescentar uma nova arte ao trabalho que vamos realizar: o cinema. Na viagem que fiz há uma semana a Paris, tive a possibilidade de ver a forma como o Hugo está a desenvolver este projeto e é absolutamente genial. Teatro e cinema juntos, de forma artística e, simultaneamente, de uma forma tão simples e integrativa.

O real motivo que nos fez organizar esta ação, que repetimos este ano foi escrito neste texto:

Desejo que os meus filhos sejam seguros, com uma auto-estima saudável. Que tenham confiança em si, que coloquem as costas direitas e a voz forte, sempre que precisem. E que, mesmo que possam não estar assim tão seguros, que finjam que o são.

Eu tinha 15 anos quando fiz uma formação em teatro e expressão dramática e não me esqueço o que é que essa ação de 2 semanas fez por mim! E por isso estava cheia de vontade de organizar algo semelhante através da Escola da Parentalidade.

E é com muito orgulho que trago este Atelier de teatro ao Porto. Ele será conduzido por uma das grandes promessas do teatro francês, e dirige-se a crianças entre os 9 e os 11 anos. Será realizado exclusivamente em língua francesa e terá a duração de duas semanas, conduzindo a uma apresentação do trabalho realizado.

Esta ação foi construída com dois grandes objetivos. Pretende-se que, num primeiro momento, as crianças possam descobrir a arte dramática, tomem consciência da sua sensibilidade enquanto criadores e espectadores e, num segundo momento, que possam desenvolver o seu instrumento: expressão, voz, corpo, imaginação, relação com o texto. 

O programa deste ano está aqui.
E podes efectuar a inscrição aqui.

Foi espectacular este atelier de teatro! Foi engraçado e divertido, em suma, aconselho toda a gente a ir. Não faltam atuações e jogos dramáticos.
Marie, 9 anos e meio



Quem é que pediu um livro para os avós?

9.6.18




A incrível Isabel Stilwell lançou um livro tão espectacular! Chama-se "O Frasco das memórias | Avós e netos | Ideias para fazerem juntos". #soquenao  O livro não é só para os avós. Tem ideias tão fantásticas que é impossível entregarmos este livro aos avós antes de o lermos de enfiada e experimentarmos algumas das atividades.
O livro torna-se muito rico porque ao longo das páginas a Isabel vai contando histórias e acrescentando detalhes. Por exemplo, sabias que antigamente nem todas as pessoas tinham sobrenome? E que entretanto a lei obrigou a isso?
E quando fores de lua de mel para celebrar o aniversário de casamento e os miúdos ficarem com os avós, há ideias tão giras para fazerem nesse período de tempo. É que todas as histórias de amor são tão maravilhosas e são para serem recordadas! E à noite podem sempre ficar a olhar para as estrelas e dar-lhes um nome.
O livro é tão bonito e nota-se que foi escrito com tanta ternura e doçura... como todas as avós o são.

Obrigada, Isabel! Este exemplar fica por cá para me inspirar enquanto mãe - já começo a treinar para os netos :)

Ser implacável com o tempo!

5.6.18
Recebi tantas mensagens queridas por causa do post que fiz há dias no Instagram acerca de ser implacável com o tempo. E é que tenho sido mesmo! E isso tem-me dado tempo para o que é mesmo mais importante.

Coisas simples como preparar as refeições para comer melhor, tratar de mim e da família, com mais vagar ... Não adiando aquilo que considero importante.

Se é verdade que esta é uma prioridade na minha vida, também é verdade que o início deste ano foi mesmo muito intenso, com muito trabalho e imensas solicitações. Tive menos tempo para fazer aquilo que me dá prazer: escrever, estudar e criar. E está na hora de voltar ao centro.

Há uma frase que adoro e que me ajuda a sossegar:

Não podemos ler todos os livros,
nem ver todos os filmes,
nem ir a todas as cidades do mundo,
nem conhecer todas as pessoas sensacionais...
A vida é melhor quando não tentamos fazer tudo.

Se aprendermos a desfrutar da parte de que dispomos, a vida será maravilhosa.


Zen Habits



Há estratégias de gestão de tempo que funcionam quando as pomos em ação. Hoje, por exemplo, definir de forma clara as 3 tarefas aqui na Escola que estava desejosa para concluir. Tinha mesmo de me concentrar e 'dar cabo daquilo'.  E estão concluídas. Amanhã tenho duas importantes para fazer. E vão ficar concluídas a caminho de Lisboa, de certeza. As restantes tarefas são importantes mas se não as fizer hoje ou amanhã, não tem mal.

O que é que acontece quando consigo definir e fazer acontecer as minhas prioridades?
Tenho uma sensação de satisfação muito grande porque isso dá mais significado à minha vida. O que é que eu ando a fazer acontecer para que as minhas prioridades passem a ser mesmo prioridade? Hum?

Definir prioridades é fácil? Até que é! Só te convida a parar e a pensar um pouco... E ao criares tempo para aquilo que é importante, não vais estar a trair mais os teus princípios nem aquilo que desejas e precisas.

Eu quero tempo para preparar as refeições, estudar e escrever (este post era uma das prioridades, tal como era agendar o final do ano), tempo para fazer as coisas devagar, para almoçar com amigas, para fazer picnics, arrumar as gavetas e ordenar o meu escritório de casa. Tempo para conversar com a minha equipa, para experimentar um curso novo. E por isso, estou a ser mesmo implacável com o tempo.

E tu, no final deste ano queres ter a sensação que foste implacável com o tempo ou que mais um ano passou e nem deste por isso?



Sabes o que é que eu mais gosto de fazer quando chega o bom tempo?

30.5.18





Dizem que vem aí o bom tempo e, se fores como eu, talvez estejas já cansad@ de esperar.


Não estou só à espera do bom tempo em si mas daquilo que ele permite fazer. Tenho saudades de sairmos de casa de bicicleta os 4 e irmos até ao Parque da Cidade fazer picnics. Levamos a bola de futebol connosco, uma baliza e umas mantas. Um almoço leve, os novos concentrados Sunquick e uns trocos para os gelados que são obrigatórios.


Se nos dias de chuva nos sabe bem ficar em casa a jogar jogos, a ler ou simplesmente a brincar, os dias mais solarengos e maiores permitem-nos fazer mais atividades ao ar livre. Quem nos conhece sabe bem o quanto isso é muito importante para nós.


Preparar o picnic com os miúdos inclui escrever o que queremos levar, o que precisamos de cozinhar e, logicamente, de comprar. A mais velha faz a lista e os dois vão à procura do que precisamos. Com o pai preparam as bicicletas: verificam a pressão dos pneus, colocam as águas nos suportes, preparam o protector solar e a roupa que vão levar. O passeio, o picnic e os jogos são tão interessantes quanto é a preparação. É bom trabalhar em equipa. Claro que quando eram mais pequenos, o trabalho maior era (e ainda é) para os pais. Mas o entusiasmo deles, a vontade em ajudar (ainda que seja durante parte do tempo) é o que faz com que cada um de nós sinta que contribuiu e é uma peça importante na família.


Sair não é só importante quando eles são pequenos. Continua a ser de relevância quando são maiores e estão naquelas alturas de exames. Porquê? Porque precisam de descansar e desligar um pouco, sintonizando a cabeça noutras coisas. Um passeio de bicicleta, pela praia ou na serra oxigena o corpo, dá uma sensação de descanso, consegue tirar uma parte da tensão. E a cereja no topo do bolo qual é? Chegar e ter uma bebida fresca à espera!



Este post foi oferecido aos leitores do Mum's the boss pela Sunquick .


Que chegue o bom tempo, os passeios na rua e as noites quentes acompanhadas de um copo destes novos concentrados Sunquick com menos 30% de açúcar. O meu preferido é o de frutos do bosque bem fresco! E o vosso?



Ensinar o coração | Ações desenvolvimento da Parentalidade e Educação Positivas

23.5.18


Mais de 700 pessoas, entre pais, professores, profissionais e alunos de escolas do concelho de Viana do Castelo vão ser envolvidas no projeto “Ensinar o Coração” promovido pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com o Gabinete de Atendimento à Família (GAF) e a Sociedade de Instrução e Recreio Darquense (SIRD).

O objetivo deste projeto passa por identificar as forças e potencialidades da comunidade e dos seus agentes para, de uma forma positiva, contribuir para uma maior coesão e inclusão social, numa perspetiva de prevenção e/ou superação.



Em junho começam as ações da responsabilidade da Câmara Municipal. A primeira ação prende-se com a Capacitação para a Parentalidade Positiva, a realizar junto de 500 pessoas, através da qual “se pretende fornecer aos pais ou aos prestadores de cuidados os conhecimentos e estratégias que ajudem a promover o desenvolvimento da criança”. Estas ações vão ser levadas a cabo pela Escola da Parentalidade, numa parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Viana do Castelo


É pois com imensa honra e com grande esperança no futuro que desenvolvemos conteúdos, materiais e as ações para trabalhar com famílias, profissionais e professores. Estamos a cumprir a nossa missão que é levar mais felicidade a todos os agentes que trabalhem direta e indiretamente com famílias, caminhando assim para sermos a referência, em Portugal, para a Parentalidade Positiva.


Mais infos em cursos@parentalidadepositiva.com

Para de chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz

14.5.18







"Respira fundo.


3,5 é o número de vezes que os irmãos se pegam por hora. O que quer dizer que, a cada quinze minutos, ouvimos «Oh, mãe, ele está a chatear-me» e «Não sou eu, é ela!». Quem o diz é Laurie Kramer, professora na Universidade de Illinois que estuda as relações familiares.


Não estás sozinho, portanto. Não são só os teus filhos que se estão sempre a pegar. Não acontece só em tua casa. Mas se achas que os quinze minutos é um número elevado, fica a saber que as crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 4 anos conseguem superar esse recorde. Um estudo canadiano diz-nos que nestas idades os miúdos pegam-se 6,3 vezes por hora, ou seja, os pais destas crianças não têm, literalmente, dez minutos de sossego.



Se estás nesta categoria podes respirar fundo mais uma vez. Várias vezes até. Estes números confirmam-nos uma grande verdade: que nenhuma relação está isenta de conflito. Muito menos as relações entre irmãos."


É assim que começa o meu novo livro Para de Chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz!



Os pais devem estudar com os filhos: sim ou não?

5.4.18

Texto de Sofia Teixeira | Ilustração de Sérigio Condeço/WHO

Noticias Magazine

O terceiro período está a chegar e é decisivo para o sucesso escolar dos seus filhos. Ver o desastre iminente e não fazer nada é difícil, mas devem os pais ajudar os miúdos a fazer os trabalhos de casa e estudar com eles para os testes ou deixá-los por conta própria? A resposta pode resumir-se com um «no meio está a virtude», sendo certo que esse meio-termo nem sempre é fácil de encontrar.


Andreia Reis senta-se algumas vezes por semana ao lado de Tomás, de 6 anos, para supervisionar os trabalhos de casa. Tomás ainda tem poucos trabalhos e a mãe costuma deixar que ele escolha quando quer fazê-los, tentando apenas que não adie demasiado.

O pequeno é despachado e a mãe acompanha-o lendo o que é solicitado e pedindo uma correção aqui e outra ali, sobretudo para o incentivar a melhorar a letra. O filho entrou no primeiro ciclo e a única dificuldade que Andreia lhe deteta é a de conseguir ficar sentado.

«Sempre tive uma imagem muito idílica do início da escola, dele a fazer os trabalhos comigo ao pé e tudo a correr muito bem. Mas a verdade é que às vezes eu própria fico impaciente, porque ele está sempre a querer levantar-se, não se concentra, arranja mil e uma desculpas para dispersar a atenção.»


O apoio que é necessário ou desejável por parte dos pais no que respeita ao estudo tem uma relação direta com a idade e com a maturidade

Até ver, e apesar da agitação na altura de fazer os trabalhos, o filho está a sair-se bem. A mãe gosta de puxar por ele de forma lúdica: «Sentamo-nos à mesa e leio um livro com ele, fazemos jogos de palavras, brincamos com os números, fazemos contas de cabeça. Acho que isso vale mais do que estar sentado a escrever “P” e “L” vezes sem conta.»

O apoio que é necessário ou desejável por parte dos pais no que respeita ao estudo tem uma relação direta com a idade e com a maturidade: a autonomia na realização de qualquer tarefa é um processo gradual que, de início, tem de ser ensinado e treinado.

«Tal como uma criança não aprende a arrumar o quarto se não for ensinada e ajudada, o mesmo acontece com o estudar», defende Magda Gomes Dias, formadora certificada na área da inteligência emocional, educação positiva e coaching e conhecida pelo blogue Mum’s the Boss.


Há quem chame os pais-helicópteros, aqueles que estão sempre a girar em torno dos miúdos e que frequentemente, acabam por lhes comprometer a capacidade de ser autónomos.

«É natural que quando a criança começa a escola ainda não saiba como fazer isso, pelo que é importante ajuda, de forma a criar bases de estudo, organização e disciplina.» Ou seja: ajudar nos estudos faz sentido antes de lhes ensinarmos estas competências, mas também é importante perceber quando é altura de parar. «Quando as competências estão apreendidas, devemos assumir que é responsabilidade deles», explica a coach.

Como em quase todos os temas que envolvem a educação dos filhos, há alguns extremos. Num deles, os pais que chegam a casa e veem todos os dias com os miúdos o que eles deram na escola, vigiam os TPC, ajudam a fazer trabalhos que contam para a nota e estudam com eles para os testes.

A estes, há quem chame os pais-helicópteros, aqueles que estão sempre a girar em torno dos miúdos e que frequentemente, com a melhor das intenções, acabam por lhes comprometer a capacidade de ser autónomos.

Por outro lado, há os que se distanciam e declaram: «Eu já fiz a escola, agora esse é o teu trabalho, eu também tenho o meu.» E a estes há quem chame desleixados e os responsabilize pelo insucesso dos miúdos.

Como aconselha o bom senso, é no meio-termo que está a virtude: não é benéfico assumir as responsabilidades deles, mas é importante acompanhar, perceber as dificuldades e motivar.

«Todo o apoio deve ser pensado para não pecar por excesso, o que provoca um alhear dos alunos no processo porque há sempre alguém a ajudar, nem por défice, fazendo o estudante sentir-se desamparado», defende Renato Paiva, diretor da Clínica da Educação e da Academia de Alto Rendimento Escolar WOWSTUDY, autor de vários livros sobre o estudo dos mais novos. Ainda assim, o autor defende que estudar com eles ou ajudar a fazer os TPC, passada a fase de adaptação à escola, não é boa opção.

«Os pais podem ser um auxílio em alguma dúvida, dar orientação, mas nunca serem companheiro de estudo. O estudo é, e deve ser, um ato individual que depois se socorre de auxílios, como o livro, a calculadora, a internet ou os pais», defende o autor.

Não só porque é necessário fomentar desde cedo a autonomia no estudo, como por razões de ordem mais prática: «Os pais não sabem todas as matérias nem são capazes de acompanhar todos os anos. Além disso, não é só preciso saber da matéria, mas também saber explicar de forma correta.»


Fazer os resumos para os filhos, por exemplo, pode parecer uma ajuda, mas é na realidade complicar-lhes a vida, pelo menos a médio prazo.

A segunda atitude, de «não querer saber», defende que já esbarra no desleixo, porque a autonomia é, antes de mais, dar condições para o desenvolvimento dessa mesma autonomia.

E isso passa pela necessidade inicial de algum apoio e, sobretudo, pelo interesse.
Marta Simões, mãe de Diogo, de 11 anos e Joana, de 9 anos, alinha neste equilíbrio. «Eles sabem que a responsabilidade é deles e a minha participação funciona como uma “supervisão”.»

Diogo e Joana fazem os TPC sozinhos, mas sabem que podem tirar dúvidas com a mãe, que está sempre por perto, e em relação ao estudo gostam apenas que a mãe lhes faça perguntas sobre a matéria. «Opto sempre por lhes pedir que estudem sossegados no quarto, e quando acharem que já estão preparados tiro uma hora para estar com eles a fazer perguntas.»

Até hoje tem dado bons resultados e funcionado bem, são os dois responsáveis e bons alunos. Marta está ciente que de futuro não vai poder tirar-lhes dúvidas nem estudar com eles, à medida que o nível de exigência for subindo, mas acredita que, até lá, conseguirão adquirir em pleno os métodos e os instrumentos necessários para a sua autonomia e, um dia, o papel dela vai acabar por passar para os colegas dos filhos.

Os pais mais zelosos estão a ser bem intencionados, mas nem sempre estão a seguir o melhor caminho. Fazer os resumos para os filhos, por exemplo, pode parecer uma ajuda, mas é na realidade complicar-lhes a vida, pelo menos a médio prazo.

«Entendo o objetivo – que é poupar algum trabalho aos filhos para eles poderem brincar ou fazer outras coisas –, mas é estar a tirar-lhes a melhor forma que têm de aprender: resumir é mais de cinquenta por cento da aprendizagem, se os pais assumem essa tarefa, estão a tirar à criança a capacidade de aprender por ela própria», explica Magda Gomes Dias, Maria João Tavares está familiarizada com essa teoria, mas não concorda com ela.

Perante a desmotivação da filha Estela, de 10 anos, que está numa fase em que acha a escola uma seca e não gosta de estudar, acaba por se sentar junto dela para a ajudar a fazer resumos, sobretudo ao fim de semana. «Os TPC faz sozinha, mas o estudo tenho sempre de acompanhar, não tem motivação para o fazer sozinha.»

Nunca equacionou deixar a filha por sua própria conta, de forma a confrontá-la com a necessidade de estudar mais porque entende que ela com 10 anos ainda não tem maturidade para isso.

«Não receio criar uma dependência, um dia irá estudar sozinha: todos temos ritmos diferentes. Procuro encontrar formas de a motivar e acho que não devo desresponsabilizar-me», diz Maria João, que entretanto pôs também a filha num centro de estudos três tardes por semana.

Renato Paiva garante que uma das principais questões dos filhos é a do sentido da escola. «Há muitos alunos que não perceberam para que serve a escola. Porque devem estudar Físico-Química, ou Filosofia, ou Matemática se o interesse deles é outro», já os pais, garante, esperam demasiado desta.

«Delegam na escola grande parte do trabalho. Em parte com razão, mas também têm uma responsabilidade inerente da qual não devem alhear-se.» O tal meio-termo, tantas vezes difícil de alcançar.

A motivação é, de resto, um dos aspetos essenciais da relação dos miúdos com a escola e, muitas vezes, as dificuldades são consequência da sensação que têm de que aquilo que estão a aprender não serve para nada. Mas o que podem os pais fazer para combater isto?

«A motivação é uma porta que abre por dentro», diz Magda Gomes Dias. «Não consigo motivar ninguém que não queira ser motivado, mas é importante interessar-me e tentar ajudar a tornar a matéria interessante integrando-a, quando é possível, no dia-a-dia: ir dar um passeio para ver onde o escritor escreveu aquele livro, procurar um filme relacionado com a matéria e vê-lo com os miúdos», exemplifica.

Já as coisas abstratas, não integráveis no dia-a-dia, mas que têm de ser sabidas, permitem, de acordo com a coach, outra aprendizagem – penosa, mas importante: a do espírito de sacrifício, que vamos ter de usar tantas vezes pela vida fora.

Afinal, porque motivo é que o pai é tão importante na vida dos filhos?

19.3.18


"Ele com o pai não faz isso". "Se fosse comigo, sabes que ele não se punha assim."

Parece que muitas crianças se comportam de forma diferente com o pai e com a mãe. E,
aqui entre nós, ainda bem que elas podem ter modelos diferentes e pessoas que são distintas na sua educação. Saem a ganhar! 
E porquê? Por vários motivos: primeiro porque aprendem a adaptar-se e a adaptarem a forma como comunicam com cada um dos interlocutores. Desta forma, ficam a saber, desde cedo, que a vida vai ser sempre assim - uma série de ajustes e adaptações a realidades e pessoas.
No final, e mesmo com tantas diferenças e estilos de fazerem as coisas, a presença do pai na vida de uma criança é fundamental. Não só porque todas as crianças merecem crescer em família (junta ou separada, mas o importante é a presença) como os próprios adultos ganham com isso.

Por isso, fui à procura de estudos que confirmam aquilo que já sabemos do senso comum e que é importante relembrarmos num dia como hoje. 

Reuni a informação que recolhi em 4 grandes pontos. Tenho a certeza que vai gostar de saber porque é que a presença do pai é, afinal, tão importante e tenho a certeza que vais querer de partilhar!

1) Relação de cumplicidade e amor que se constrói
A relação que o pai e os filhos criam é uma relação única que tem um impacto enorme na forma como a criança vai construir a experiência da sua vida.  Na verdade, a qualidade desta relação dá-nos pistas para o seu bem-estar psicológico atual e futuro e também lhe servirá de inspiração para o seu papel enquanto ser humano. Mas os estudos apontam mais do que isto: o cuidado que terá na sua vida financeira e também em relação ao cuidado com o seu corpo e mente parece ser influenciado pelo pai.

Ao contrário do que nos fizeram acreditar, o instinto paternal existe! A ciência provou, recentemente, que também o pai desenvolve esse instinto. Mais: quanto mais tempo passar com o recém nascido, entre colo, banhos e mudanças de fralda, mais este instinto se ativa. Daí que Portugal esteja de parabéns pelas medidas que envolvem o pai na parentalidade.
Podes ler mais aqui

2) Melhor relação = menores dependências
Quanto melhor for a relação com o pai, menor será a possibilidade do jovem consumir drogas. Ao que parece, quanto mais segura a criança se sente na relação com a família e, neste caso, com o pai, menor é a possibilidade de enveredar por comportamentos aditivos e delinquentes.
No caso de famílias divorciadas, é imprescindível que a criança tenha o apoio dos dois e se sinta segura em relação ao amor que cada um dos pais tem por ela. Este amor mostra-se não por palavras mas antes por gestos, por um interesse genuíno pela vida da criança e pelo carinho com que ela se sente tratada. E carinho e amor nunca estragaram uma criança. Passar tempo com a criança é pois, imprescindível, sobretudo quando se tratam de famílias separadas. A relação conjugal poderá ter terminado mas a relação parental essa não terminará.

3) Pais participativos, filhos mais inteligentes
Não quer dizer que o filho seja mais inteligente porque sai ao pai ou à mãe. Mas os resultados académicos estão largamente dependentes da presença e participação do pai na vida escolar dos filhos. Este estudo mostra-nos que quanto mais intervertido, maiores são as suas competências verbais e intelectuais. Por outras palavras, quanto mais presentes e incluídos, mais probabilidades têm os filhos de obterem melhores resultados e serem mais felizes, academicamente.

4) Modelo de futuro
Nem sempre as relações funcionam e parece haver cada vez mais família divorciadas e recompostas. O que acontece a cada família pouco importa desde que os atores principais saibam como gerirem as suas decisões e o modelo que desejam ser para os filhos.
Quanto mais memórias felizes souberem criar e quanto mais respeito, interesse e valor oferecerem nessas relações mais a criança aprende como pode fazer e continuará a confiar na estrutura família como algo a reproduzir no futuro, à sua maneira.
https://www.psychologytoday.com/blog/longing-nostalgia/201405/nostalgia-mental-time-machine 

A presença do pai na vida de cada criança é tão importante quanto a da mãe - nunca te esqueças disso! Parabéns a ti que és pai! Exerce o poder mágico que tens na vida de cada um dos teus filhos!

Este post foi oferecido aos leitores do Mum's the boss pela Sunquick - a nossa bebida de infância.
É na infância que construímos a base do nosso futuro e as nossas memórias mais importantes.

Um brinde a todos os pais! E fiquem a conhecer os novos concentrados Sunquick com 30% menos açúcar. 




Miúdos demasiado stressados

6.3.18


Apesar de haver cada vez mais movimentos para abrandarmos a nossa vida e que nos lembram que devemos estar mais presentes no momento, continuo com a impressão que, ainda assim, muitos de nós levamos vidas cada vez mais agitadas, com imenso stress, solicitações e distrações. Mais, muitos sentem-se culpados por não conseguirem abrandar. O mesmo se passa com os nossos filhos - há cada vez mais avaliações, trabalhos de casa, solicitações. Passamos horas em trânsito e no trânsito, chegamos tantas vezes arrasados a casa e a vida parece passar sem que por ela passemos. E bolas, já estamos em Março!!

É nossa responsabilidade proteger os nossos filhos destas situações que provocam danos - a forma como estamos a viver não é sustentável.
Deixo-te abaixo 5 pontos para pensares e implementares na tua vida, se te fizerem sentido:

1) Cria um ambiente de paz em nossa casa
Nenhuma criança se consegue sentir tranquila, serena e descansada quando em casa se grita, se anda depressa e é tudo feito a correr. Se as nossas casas são lugares de segurança e o porto seguro, é preciso garantir que o são mesmo.

2) As atividades extra-escolares não têm de ser fonte de tensão - a criança só tem de se sentir motivada e de gostar. E aí tornam-se atividades em que se aprende outras coisas, se conhecem outras pessoas e até podem ser fonte de descontração, bem-estar e crescimento pessoal. Se não forem, é preciso repensar a situação.

3) Escuta mais
Sem teres necessidade de amparar, corrigir ou direccionar. Escuta, apenas. Só isto provocará uma sensação de bem-estar no outro. Vai uma aposta?

4) Organiza
Quanto mais organizada for a tua vida e as tuas coisas, quanto maior ordem houver e quanto menos coisas existirem menos stress sentirás. O livro da Marie Kondo (espreita aqui e aqui) é uma excelente inspiração que vais querer conhecer.

5) Desacelera
Não tens de ir a todas, não tem de ser perfeito e não tem de ser de acordo com as expectativas dos outros. É a tua vida, tu é que sabes como tem de ser. Ensina também isso aos teus filhos

6) Intimidade em família
Há muitos testes na próxima semana? Então prepara um jantar bom e agradável, saiam para caminhar um pouco depois da refeição e apanhem ar. Ensina os teus filhos a importância das pequenas pausas para que se permitam existir entre tantas solicitações.

7) Presente!
Está mesmo presente - a nossa presença (e a qualidade da mesma) ajuda (ou piora, depende da qualidade!) a criança a sentir-se mais serena, protegida e a relaxar. A tua presença é mesmo necessária.

Quando os papeis se invertem...

5.3.18



Aprender um desporto novo em idade adulta tem muito que se lhe diga. Foi o que me aconteceu no ano passado quando aprendi a fazer ski. E, como acontece, frequentemente, com muita gente, passei o primeiro dia a aprender a travar, a manter-me de pé e a levantar-me com os skis nos pés (ou seja, a cair!). Não precisei de chegar ao final do dia para ter vontade de desistir. Muitas vezes. Mas não podia ser – na manhã seguinte, lá estávamos nós para mais um dia nas pistas. A minha filha mais velha olhou para mim e deve ter percebido que eu estava com a sensação de que o dia ia ser longo. E que não tinha vontade de repetir o dia anterior. Então perguntou-me: ‘Posso ensinar-te, queres?’ Olhei para ela como se alguém tivesse descoberto o que precisava sem que o tivesse verbalizado. Precisava que alguém me levasse pela mão e então disse-lhe logo que sim! E a magia aconteceu. Ela seguiu à frente e disse-me, simplesmente, ‘Faz como eu! Confia em ti e em mim porque vou mostrar-te como é!” Andámos o dia todo juntas. Ao fim de uma hora já me aguentava em cima dos skis, já conseguia parar a meio de uma descida e começar a perceber porque é que tanta gente gosta deste desporto. A minha filha usou todo o seu poder pessoal para mostrar o que de melhor tem nela. Soube ter a paciência para me ensinar, para não me deixar desistir e de me ajudar a evoluir. O Daniel Siegel, que entrevistamos no especial desta edição, diz-nos que os adolescentes não são imaturos e que esta não tem de ser uma fase má. Pelo contrário, é um período muito importante da construção da pessoa. Quando conseguimos identificar o nosso poder pessoal e fazemos uso dele, percebemos melhor quem somos e desafiamo-nos a ir mais longe. Sentimo-nos bem na nossa pele, confiantes, tendo, simultaneamente, a noção de que podemos continuar a aprender para que esse poder seja ainda melhor. Para isso precisamos de reorganizar a forma como olhamos para os nossos jovens. Esta revista é exatamente sobre a fase absolutamente incrível que a adolescência pode ser. Queremos mostrar-te isso para que não tenhas medo dela. Mais, queremos que ajudes o teu filho a descobrir todo o seu poder pessoal! 




Entrevista e dicas práticas para evitar os conflitos entre irmãos

19.2.18



Não podemos falar de conflitos entre irmãos sem falarmos daquilo que os une e da enorme cumplicidade que podem sentir. Uma fonte de felicidade para qualquer família é ver os seus filhos protegerem-se, entenderem-se e criarem uma aliança forte e duradoura.
No entanto, a realidade é, por vezes, bem diferente. E esta realidade pode perturbar a dinâmica e o bem-estar familiar.
Neste link podes ver a entrevista que dei ao Porto Canal. E também te podes inscrever aqui para vires ao nosso workshop!







Os 4 pontos que tens de usar e que te vão ajudar a estabelecer limites com os teus filhos

16.2.18


Em vários posts deste blogue fomos falando sobre limites e regras. Estes são fundamentais para que a criança possa crescer de forma segura. As regras não são apenas uma mania dos adultos embora haja muita gente grande que goste de afirmações como  'Ele tem de perceber que não pode fazer tudo o que quer' e 'Ele tem de saber que há regras' como se a criança não fosse tida nem achada mas antes considerada um ser com muitas limitações que deve obedecer, sem questionar, aos pais.

Se formos a ver bem, na prática não existem muitas regras - ou não deverão existir. Comemos todos à mesa, não batemos nos irmãos, cumprimentamos as pessoas quando nos cruzamos com elas e por aí em diante. A maior parte são regras que tornam a nossa vida mais simples, assumindo também as regras sociais. E depois há aquelas regras em que negociamos. Vamos imaginar a questão da utilização do tablet, em casa. Vamos supor que permitimos os nossos filhos jogarem durante 20 minutos à sexta à noite, depois do jantar, e ao fim-de-semana mais um pouco, depois dos trabalhos feitos. Esta é a regra que estabelecemos com eles. E como consequência podemos decidir que caso peguem no tablet nos outros dias ou em alturas que não era previsto, ficam sem o tablet durante dois dias do fim-de-semana. É um exemplo! Para que eles se sintam envolvidos é importante:

1 - Decidirmos com eles este tipo de regras (por exemplo o não bater não é negociável!).
2 - Pedir que digam em voz alta o que entenderam e o que se comprometem a fazer
3 - Enunciarem a consequência.
4 - A consequência ser justa

Basicamente, estes são os 4 pontos essenciais para estabelecermos limites como deve de ser.
Onde é que falhamos? É que não fazemos aquilo que temos de fazer. Com a insistência deles ou porque nos dá jeito, cedemos, fingimos que não vemos e esta regra deixa de ser regra e passa a sê-lo só quando nos dá jeito. E não pode ser. Para que aquilo que nós fazemos seja válido e tenha força, temos de ser coerentes e firmes. Naturalmente que muitas vezes eles vencem-nos pelo cansaço - é verdade - mas a verdade é que a nossa firmeza é um ponto que devemos trabalhar e afirmar, sem receios. Sabes porquê? Porque como te disse acima, as regras são essenciais para que eles possam sentir-se seguros.





Não deixes de ver este vídeo e inscreve-te na nossa ação mais completa onde trabalhamos a fundo a questão da firmeza e como não quebrar quando eles insistem, e também da escuta da criança, das suas necessidades. Espreita aqui e anda daí!


TPC: trabalho ou tortura para casa?

15.2.18


Obrigar as crianças a fazer TPC só porque sim é assumir que elas são preguiçosas e que não se pode confiar nelas (motivo pelo qual têm que ser forçadas a aprender). Isso não poderia ser mais errado.

Continua a ler aqui

Porque se fala tanto em literacia emocional?

9.2.18



Podemos definir literacia emocional como sendo a capacidade que temos em interpretar, compreender e dar nome àquilo que sentimos. O que nem sempre é assim tão óbvio.
Estar zangado é muito diferente de nos sentirmos frustrados mas estas duas emoções são facilmente confundidas. E porque é que é assim tão importante sabermos (sentirmos?) qual é a diferença?

1 - Em primeiro lugar porque quando sabemos aquilo que estamos a sentir conseguimos muito mais facilmente sair desse estado para outro que nos seja mais conveniente. A isto chama-se gestão emocional. Quando a emoção está mal identificada não há 'clique' que se faça. Continuamos à procura do que sentimos e parece que nada nos serve até termos a certeza que é aquela. Ora, se não temos palavras para a descrever, fica difícil evoluir de um estado para outro.
Recordo-me de há umas semanas o meu filho ter chegado ao carro e me contar que estava chateado com um amigo da escola. Contou-me o que tinha acontecido e eu retorqui, respondendo 'Deves estar mesmo triste.' 'Não, estou mesmo chateado!'. Ele conhecia a emoção e sabia que era aquela. Não era tristeza e isso permitiu que, depois de contar o que tinha acontecido, tivesse conseguido colocar de lado a questão. E também me mostrou que ele já tem vocabulário emocional e isso deixa-me feliz!

2 - Ajuda-nos a evitar situações semelhantes. Se um determinado acontecimento me provocou ansiedade, chatices ou outra emoção negativa, posso impedir que o mesmo aconteça novamente. A parte interessante é mesmo esta.

Para poderes aumentar a tua literacia emocional, no livro Crianças Felizes encontras 2 capítulos dedicados ao tema (inteligência emocional e comunicação positiva) e aqui, ainda mais desenvolvido, aulas sobre o assunto!


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