Calendário do Advento - ideias simples, fáceis e cheias de valor e significado

2.12.16



Desde o início deste blogue que todos os anos publico aqui o calendário de atividades para fazeres com os teus filhos. Este ano não é excepção. Mas há uma novidade - e é o calendário da minha amiga Joana, que é incrível.

Para além dos chocolates e presentes vai levá-los a recordar os nossos melhores momentos em 2016! É uma forma de nos lembrarmos e agradecermos o quanto e com quem fomos felizes! A esses... obrigada pela companhia!#criançasfelizes #miudosgirosnonatal#calendariodoadvento2016#parentalidadepositiva

Será que tenho mesmo o direito de me passar com os meus filhos?

2.12.16

Créditos foto: Sara Reis Gomes Would You Mum

Todos conhecemos a história - andamos cansados, no fio da navalha. Chegamos a casa, ainda temos jantares para orientar, banhos para dar, roupa para estender e a única coisa que esperamos é que os miúdos cooperem. Pedimos que assim que cheguem despachem os trabalhos de casa e sigam para o banho e prometemos que vamos deixá-los ver alguns desenhos animados antes do jantar.
Mas a disputa começa no carro. Não te consegues lembrar bem do motivo mas sabes que deve ser por um disparate qualquer. Procuras responder com serenidade e esperas que cumpram com o prometido assim que carregares no botão do elevador.
Mas não. Começam por dizer que estão a 'morrer de fome' e que o dia foi 'mega puxado' e que seria bom 'conseguirmos descontrair um pouco antes de fazermos os trabalhos de casa'. Não te vou relatar o discurso que se segue - possivelmente já conheces. E, de repente, já sabes o que acontece. Passas-te! Nunca cumprem com o que pedes e se não vai a bem, então que seja a mal.

'Eu não quero ter de gritar mas são vocês que me obrigam.'
'Vocês querem mesmo ver-me do avesso não querem?'

Possivelmente usas frases como as acima na tentativa de fazeres ver que a tua intenção é a melhor, que tens paciência e que só te 'passas' porque aguentaste até ao fim. 

Se o (teu) gritar ou se um (teu) comportamento mais exuberante não é questão para ti - ou seja, convives bem com isso - então está tudo bem. Se a resposta não for bem assim, então continua a ler.

Pequeno tratado sobre autorregulação
Ora bem, então está na hora de falarmos sobre autorregulação e se temos o direito de nos 'passarmos' ou não.
Gritar, como expliquei no Berra-me Baixo é uma decisão que tomamos. Não tem a ver com o outro e sim com a minha incapacidade em gerir uma determinada situação. Possivelmente, numa mesma circunstância, com público à mistura ou com outras pessoas, o meu comportamento poderia ser bem diferente. Todo o comportamento é uma decisão pessoal, sobretudo quando é um comportamento que se repete. Não são os outros. Somos nós.
Naturalmente, que tenho o direito de me passar com comportamentos, com atitudes que me parecem desadequadas. No entanto, não tenho o direito de magoar humilhar nem de tratar o outro mal. É aqui que reside a grande diferença. Tal como expliquei no Berra-me Baixo, em nenhum sítio nos dizem que ralhar tem de ser a gritar. Claro que devo ralhar se isso significa corrigir, modelar, orientar. E posso fazer isso sem ser aos gritos e antes com uma voz firme. Não podes dizer as coisas de forma fofinha quando estás zangada, claro. Isso só iria confundir o teu filho. Firmeza é o segredo. Falar ainda mais baixo e... acompanhar! Andar em cima para que não se distraiam e tornem rotinas algumas das coisas que são precisas serem feitas.

Nos próximos tempos vou andar a falar sobre autorregulação. Continua a seguir-me e subscreve a newsletter se ainda não o fizeste.

Se quiseres comprar o Berra-me Baixo, aproveita a promoção dele à venda aqui.
E se o quiseres autografado/com dedicatória, envia-me um email para info@parentalidadepositiva.com



E-fluent Paris - behind the scenes!

1.12.16
Créditos Foto: Ties

Paris recebeu perto de 300 blogues para o 5º E-fluent que, este ano, se decidiu internacionalizar.
É incontornável - os blogues estão aí com cada vez mais força e a criar influência.
E foi com grande entusiasmo que parti para a cidade Luz a convite da Parole de Mamans. #efluent5

De Portugal voaram alguns dos blogues mais influentes (um pai também pelo meio!) e, entre exposições, conversas e partilhas, calhou-me uma participação muito especial. Dos 14 países representados, 5 foram escolhidos para um pitch. Foi com imenso orgulho e um sentido de responsabilidade enorme que, em 5 minutos (certinhos, segundo quem gravou!) falei sobre o significado e o impacto da Parentalidade e Educação Positivas (e ao que parece já há quem ande a utilizar as dicas que deixei!). Sinceramente, diverti-me imenso nestes 5 minutos e não era para menos. Estava em Paris (!!!) a fazer um pitch (que é só das coisas que mais adoro!)! Oh la la!!!

Créditos Foto: Ties

Este encontro confirmou que a blogosfera é cada vez mais influente e que as bloggers estão cada vez mais profissionais. Em todo o lado encontrei bloggers que vivem apenas dos textos e fotos que publicam nos seus blogues, reforçando a ideia que há blogues que são autênticos 'opinion makers'. Um dos muitos cartazes que estava exposto no Carreau du Temple dizia-nos que 45% dos utilizadores da internet consultam regularmente blogues e que há, neste momento, perto de 200 milhões (sim, leste bem!) blogues no mundo inteiro.

Créditos Foto: Ties

Desde o início que a organização mostrou que sabia o que estava a fazer e que estava empenhada em tornar este um dos maiores acontecimentos do ano - e conseguiram, Bravo!! As respostas eram rápidas e sempre se mostraram flexíveis e cuidadosos connosco. Um obrigada muito especial ao parceiro da organização pela viagem que nos proporcionou - Selectour Afat. 
Portugal tinha uma 'petite portugaise' encantadora, a Virginie Lopes, também blogger (maman double) e mãe de duas, que sempre nos acompanhou e nos levou a descobrir os encantos de Paris. Espreita o instagram da Virginie aqui. Obrigada, querida, tornaste tudo ainda mais especial e inesquecível! Queremos muito que saibas isto!!


A primeira noite reúniu os participantes e a organização num bateau Mouche, no Sena, e terminou com a #teamportugal no famoso Hotel Costés. Todos os países se vestiram a rigor - ainda assim, tenho a impressão que Portugal se destacou sempre. Quer pela elegância dos participantes como pelo seu entusiasmo e dinamismo! E também foi aquela que se fez sempre acompanhar pela TV - TVI e CMTV. Não brincamos em serviço!!

Na 3ªFeira rumámos ao Carreau du temple. Um dia incrível, um céu azul e uma luz tão fantástica que nos permitiu passear pela cidade tranquilamente e só apanhar o metro, na Opera. No Carreau estavam à nossa espera imensas marcas, apresentações, conferências e colóquios. O meu pitch foi às 14h30 e, comigo, estava uma mãe de Itália e outra de Espanha e um pai da Inglaterra e outro da Roménia.
O final do dia também foi por lá, com direito a disco e um jantar num restaurante ao lado. Aproveitando que estava em Paris, liguei ao meu cunhado que se juntou a nós e foi muito bem acolhido pelas colegas bloggers :) Como já disse aqui, este miúdo ainda vai dar que falar! Ponham olho nele!



Créditos Foto: Ties

Quarta de manhã tirámos o dia, fomos para Montmartre e arredores. Graças à Catarina temos fotos fenomenais! Obrigada, querida, pela tua dedicação. Mesmo no final da manhã decidi apanhar o metro para o centro da cidade. Estava cheia de vontade de entrar nas livrarias e de andar com a cabeça no ar e saborear esta que é, para mim, uma das cidades mais bonitas do mundo. Adoro os edifícios, fico emocionada só de olhar para a construção que é a Torre Eifel e sinto-me uma felizarda por passear dentro do Louvre. Foi isso mesmo que fui fazer!

Créditos Foto: Ties

Não regressei a casa sem trazer os famosos éclaires da Rua Saint-Honoré para o meu mais que tudo. Sabia que também ia gostar de matar saudades destes doces... e de mim... 



II jornadas do Serviço Social da Unidade Local de Saúde do Alto Minho

17.11.16
Passei a minha manhã em Viana onde fiz parte do 1º painel da manhã das II jornadas do Serviço Social da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.


É incrível ver uma sala com lotação esgotada e ver gente tão empenhada na construção de famílias mais funcionais e mais felizes. É um trabalho duro, esgotante e todos estes técnicos e intervenientes merecem um respeito enorme pela importância que o seu trabalho tem.


A comissão organizadora escolheu um painel de elevado interesse e pertinência.

Para além disso, e num ambiente tão positivo, de aprendizagem e partilha, é bom encontrar amigos - alguns que já não via há mais de 10 anos e voltar a ligar os pontos.


E como o prometido é devido, em breve deixarei aqui os 3 pontos que prometi falar - quem esteve presente sabe exatamente do que falo :)

Com um brilhozinho nos olhos...

16.11.16
A última parte da Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas é muito prática. Para além de trabalharmos muitos casos práticos, há um momento de apresentações que, nestas duas edições, conseguiram superar as expectativas. O empenho, a dedicação, o espírito de grupo que se cria e a energia que se sente em cada edição é incrível. Sabes o que é sentires o teu coração a encher? É tão gratificante!






E a Ana, que era a primeira da lista, pediu para ficar para o fim. Porquê? Para fechar com chave de ouro o momento. É com gratidão e com a árvore da gratidão que fechamos esta 2ª Edição em Parentalidade e Educação Positivas.
Obrigada a todas pela entrega e pelo brilho nos olhos!

Para mais informações sobre a próxima ação, escreve-nos:
cursos@parentalidadepositiva.com

Datas Lisboa: 25, 26 e 27 Novembro | 13, 14 e 15 Janeiro
Datas Porto:20, 21 e 22 Janeiro | 17, 18 e 19 Fevereiro



Para todos os pais de adolescentes. Obrigatório!

16.11.16


Obrigada, Joana! É emocionante!!

Conflitos entre irmãos: quando quase nada funciona!

8.11.16
Foto: WYM


A propósito deste post, recebi alguns emails com questões específicas e que aproveito para responder por aqui - tenho fases em que não consigo responder a tudo individualmente.

'Magda, estou muito interessada em frequentar o curso de mediação escolar que está a divulgar. Apesar desta situação não estar relacionada com a parte escolar, tenho a certeza que é muito parecido.
Quando os meus filhos se pegam eu vou lá e ajudo-os sempre que vejo que tenho de intervir. Sou empática, procuro ser imparcial e colocá-los no lugar do outro. Mas fico chateada quando, por exemplo, pergunto ao mais velho "Como é que tu te sentirias se a tua irmã fizesse o mesmo?" e ele me responde 'Bem!" ou não me responde nada. É incapaz de ser empático e de mostrar remorso. 
O que é que devo fazer a seguir?'

Esta é uma questão muito interessante.
Sim, a criança saberá o que sentiria naquela situação mas algumas crianças, quando são expostas desta forma ficam inseguras e sentem-se ameaçadas.
Então a melhor forma é dizermos o que sabemos, sem as questionarmos.
Como assim, perguntas tu?

'Tenho a certeza que conseguirás imaginar como te sentirias se fosse a tua irmã a fazer-te isto."

Toma atenção ao tom e à tua intenção quando dizes o que escrevi acima.

Não precisas de o dizer num tom agressivo, apenas afirmativo. E ele não terá de responder. Mas acredita que se colocará no lugar da irmã. Só não precisa de te responder e expor-se.

Podes dar seguimento a esta situação e até pedir a intervenção dos miúdos e mediares estas situações. Queres aprender mais sobre isto? Estamos a organizar esta incrível e super prática formação ainda este ano. Estamos muito felizes em conseguir que a Isabel Oliveira venha à nossa Escola. Clica aqui para saberes mais.

Casos como estes vão ser trabalhados de forma muito prática dia 19 de Novembro, no Porto.

Bom de ler | #5 A estrela que não morava no céu

4.11.16
O livro foi-me enviado pela Cristele e achei mesmo que o tinha de partilhar aqui.

É um livro muito bem escrito, com ilustrações belíssimas e que fala da morte de uma forma real mas, ao mesmo tempo, muito bonita.

É a história de uma avó que parte, de um avô e filha que ficam e de uma neta que consegue ver o que nem todos conseguem ver.

Não é porque não falamos sobre os assuntos que eles não são sentidos. Esta é uma excelente forma de se falar sobre o assunto. Fica a sugestão para esta sexta-feira.



E podes encontrar o livro à venda aqui.

PAIS FELIZES = TRABALHADORES FELIZES .:. JERÓNIMO MARTINS

3.11.16


Hoje venho falar-vos de um encontro especial. A senhora da esquerda dispensa apresentações. A senhora do meio é a Inês Batista e este é sorriso que ela faz quando consegue fazer algo mais pela sua tribo, como é o caso das sessões VIVA – Life Balance Sessions. Do lado direito, Patrícia Barbosa, a torcer pelo impacto positivo do encontro. Deve ser giro ter um trabalho como o dela - criar oportunidades para ensinar coisas aos outros.Neste caso, Responsabilidade Social não é só nome de um departamento. São duas palavras com muito peso na missão desta empresa feita de pessoas verdadeiras, que investem no capital humano.







Obrigada à School Embassy e obrigada à Jerónimo Martins pela confiança e por me terem dado a honra de ter aberto estas sessões! 


3 de Novembro - sabes que dia é hoje?

3.11.16



No meu trabalho de coaching com pais há uma frase que digo com frequência:

"ser firme e gentil ao mesmo tempo"

A frase pode parecer um paradoxo mas não é. As duas situações podem conviver muito bem.
Pede-se que sejas firme com a situação e gentil com a criança.

E gentil não quer dizer ceder ou estar de acordo. É ser-se gentil, afetuoso, tratar o outro de acordo com a regra de ouro. E qual é esta? É tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem.

A gentileza é uma palavra que se usa cada vez menos. Somos cada vez menos gentis uns com os outros, não porque queiramos ser antipáticos (quero acreditar!) mas porque muitas vezes não nos lembramos de ser conscientemente simpáticos, só porque sim. E não temos de sê-lo com toda a gente. Comecemos com os de casa, com quem somos, frequentemente antipáticos e mal dispostos.

E se tu és professor ou educador (ou se trabalhas com crianças), aqui fica um quadro que há muito partilhei aqui no blogue.

E para que nada, mas mesmo nada te falte, ficam aqui alguns posts onde falei sobre gentileza - para te inspirar .

Como sei que o meu filho sabe que gosto dele?
O que é que se diz?
Estranha forma de se ser feliz...
Random acts of kindness
Altruísmo, bem-haja, gentileza...
Equilibrar firmeza e gentileza






Já foste gentil hoje? Partilha isso com os teus!


E-fluent - Encontro Internacional de bloggers

3.11.16



Hoje tenho uma novidade muito boa para partilhar contigo.
Na newsletter da semana passada disse-te que Novembro vai ser um mês muito cheio e que, entre várias outras coisas, vou dar um pulinho a Paris neste que é um dos mais importantes encontros de bloggers mundiais.
14 países e 10 representantes vão viajar no final de Novembro para aquela que é, para mim, uma das cidades mais extraordinárias do mundo. Eu sou uma dessas bloggers.
É um encontro onde os temas da parentalidade estão focados nas mais diferentes vertentes. Para além da conferência que vou dar, vou conhecer mulheres e pais incríveis, vou conhecer práticas novas e também vou aproveitar para me divertir e (re)visitar a cidade.
Vão ser 3 dias cheios de atividades e aprendizagens e tudo isto é organizado pela Paroles de Mamans, a quem dei uma entrevista no início do ano - e que podes ver aqui.
Prometo contar-te tudo e deixar-te fotos por aqui.

#efluent5 #parisjetaime
#MadeInParis

Por vezes o que falta são as palavras certas... O que se diz numa mediação de conflitos? Uma espécie de guião...

3.11.16

Pedi à Isabel Oliveira que nos desse um exemplo do que acontece numa mediação de conflitos e o difícil foi escolher o exemplo. Pegámos numa situação de bullying e a Isabel escolheu um dos momentos mais importantes dessa mediação e um dos mais difíceis de fazer, pela nossa tendência natural em salvarmos e compormos as situações. E é extraordinário o poder transformador de escutar a história que tem de ser contada e o que só isso, por si só, já resolve.
Partilho contigo este relato verídico de uma mediação feita pela Isabel Oliveira, a uma rapariga de 12 anos.

Há poucos dias, uma jovem a viver atualmente uma situação difícil na escola, dizia-me :

- “Parece que agora a turma toda está contra mim, parece que todos me querem entalar, faça eu o que fizer”
-  “Ter a turma toda a odiar-te não é coisa que se goste.”

Quando ouvimos isto a nossa primeira tendência é dizer “Vais ver que não é bem assim, de certeza que há colegas que gostam de ti; não te sintas assim, isso é coisa passageira; de certeza que não são todos”.

Antes de ceder à tentação de resolver o problema, dê a si mesma a oportunidade de escutar e à outra a oportunidade de se sentir escutada. Também pode experimentar por refletir de uma forma diferente o que está a escutar, dando espaço expressão de emoções:
“Sinto pelo que me estás a dizer que essa situação te deixa triste e um pouco zangada também … e isso é natural”. 

Explore um pouco mais a história, criando a oportunidade para que a história possa ser contada
“Podes contar-me o que aconteceu?"
"Podes falar-me um pouco sobre os colegas que achas que não gostam de ti?"
"Quais foram os colegas que não se comportaram como esses, houve alguém que se tenha comportado contigo de forma diferente?” 

O conflito é uma história à espera de ser contada … por quem a viveu, não por quem a escuta.

E o que dizer depois, o que fazer a seguir?

Acolher
"Sabes, às vezes o que nos deixa mais chateados é não conseguirmos perceber porque é que as pessoas nos fazem certas coisas. E isso deixa-nos mesmo zangados, não é? 

Boas questões
Já experimentaste perguntar porquê, o que aconteceu para que tenham esse comportamento contigo?"

Coragem
"Também podes começar por dizer que quando te fizeram aquilo (e diz o que te fizeram) ficaste triste e zangada.  E diz-lhes como gostavas que se tivessem comportado contigo...como seria diferente..e como isso te faria sentir".


Enquanto pais e adultos [sendo educadores na escola ou não] temos um papel fundamental na resolução de situações como o bullying. Este é um fenómeno demasiado sério e doloroso e as crianças precisam de orientação, de serem escutadas e de ajuda para concluírem esta situação. Ao mesmo tempo, a questão da auto-estima das partes envolvidas precisa de ser trabalhada e esse trabalho tem início quando fazemos essa escuta ativa - que é toda uma arte - e que é, sem dúvida, o início da grande transformação. 

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Casos como estes vão ser trabalhados de forma muito prática dia 19 de Novembro, no Porto.



Sabes porque é que o período entre os 3 e os 5 anos é tão importante?

28.10.16
Para muitas crianças, os 3 anos (ou os 2 anos e meio) marcam a entrada no pré-escolar.
Vejo alguns pais preocupados, alguns com enormes sentimentos de culpa por terem já de deixarem os seus pequeninos longe de si. Outros tantos já se habituaram - ou não tiveram alternativa ou optaram mesmo por os colar na creche com poucos meses.

Independentemente disso, gostava que visses o período até aos 5 anos como uma das fases mais importantes na vida dos teus filhos. É nesta altura que o seu cérebro é capaz de absorver tudo aquilo que lhes dermos. E o auge deste período situa-se entre os 3 e os 5 anos. Porquê? Devido à enorme plasticidade cerebral desta altura. Não temas por isso a entrada na escola porque ele vai estar exposto ao mundo.

Por este motivo é que é fundamental darmos qualidade e valor. E começamos por onde? Começamos por ensinar o mais importante, as 3 competências fundamentais que uma criança tem de ter.


- Eu sou capaz [autonomia]

- Eu tenho valor [auto-estima]

- As minhas escolhas têm impacto [responsabilização]




Será que temos tempo para trabalhar isto tudo até aos 6 anos? Ora bem... ter temos mas não podemos ficar à espera que isso aconteça por si. Como te disse aqui, já muito está gravado na cabeça dos nossos filhos, aos 3 anos. Há um sistema de crenças em rápida formação, há mais de 1000 dias vividos, cheios de experiências.

Os primeiros 6 anos de vida são por isso determinantes na vida de uma criança e ela é capaz de aprender tudo. Que possa aprender a ser autónoma, a estimar-se e a reflectir. Que lhe possamos dar o melhor também em termos de aprendizagens e vivências.

Espreita este Ted Talk. E se quiseres saber mais, sejas tu profissional ou apenas um amante deste tema, junta-te a mim dias 7 e 9 de Novembro, no final da tarde, para trabalharmos os 3 pontos que farão toda a diferença na vida das nossas crianças. No DBarriga, no Porto.




Sabes o que é que a Mediação Escolar e Familiar pode fazer pelos nossos miúdos e famílias?

27.10.16


Bullying, discussões, desentendimentos, conflitos. 
Nem todos nascemos a saber gerir conflitos, a evitá-los e a negociar. E estas são competências que podemos adquirir e ensiná-las às nossas crianças.
No dia 19 de Novembro a Isabel Oliveira vai estar connosco. Deixo-te um testemunho de quem já se formou com a Isabel e o que é que ela já aprendeu profissionalmente e também enquanto mãe de 3 crianças com idades muito próximas.


Conteúdos do curso
Ficha de inscrição



Sabes porque é que o 'Vai pensar um bocadinho, não resulta?'

27.10.16

  Foto - Would You Mum

Diz a regra que o 'vai pensar um bocadinho na tua vida' - também conhecido como time out - dura tantos minutos quanto a idade da criança. Se a criança tem 3 anos, pensa 3 minutos; se tem 10, pensará 10 minutos ( e se tiver 38 como eu, pensará 38 minutos - que belo momento de pausa!).

Diz a regra, também, que a criança ficará sozinha no degrau ou no canto e que deverá voltar (arrependida? com um pedido de desculpas?) quando regressar.

Confesso que me impressiona que possamos realmente achar que a criança vai mesmo pensar na vida dela e no que fez. Sobretudo quando esses pedidos do 'agora vai pensar' são ditos num tom ríspido, zangado, aos gritos e que não possibilitam o pensamento crítico.

Por outro lado, aos 3 anos uma criança não consegue pensar direito, com um raciocínio lógico. Não é correto ter batido no irmão, ter puxado o rabo ao cão ou ter atirado comida para o chão mas acreditas mesmo que ele vai dizer-se 'pois, a mãe tem razão, da próxima vez tenho de me autorregular e evitar despejar o iogurte em cima do tapete preto de pelo fofinho porque a mãe gosta da casa bonita e asseada.' Não vai acontecer.

Mas vai acontecer se fores pensar com ele, de forma construtiva. Certamente não é algo que te apeteça, sobretudo depois de veres o iogurte no chão mas sabes, ali quem é o adulto - e aquele que é capaz de fazer autorregulação - és tu.

Podes pedir ao teu filho para ir acalmar-se um pouco no quarto e que tu também já lá vais ter. E o tom que usas, assim como a intenção que colocas na frase é diferente do 'vai pensar'.  Ir acalmar-se, sossegar é diferente do ir pensar.

Então, e quando estiveres mais calma vais lá ter com ele e vais ajudá-lo a contar o que aconteceu. Não disse explicar. Disse contar. É diferente.
E depois explicas tu porque aquilo não se faz e pensem no que farão diferente da próxima vez e como podes ajudá-lo a evitar a situação. É só isto. Mas muda tudo e tem o efeito que pretendes. Que a criança pense!

O teu filho precisa de ti para saber os comportamentos adequados, para ser lembrado dos mesmos e para aprender a gerir as grandes emoções que lhe acontecem.

Mandá-lo pensar só vai fazer sentir-se desadequado. Ou vai pô-lo a pensar em formas de não ser apanhado da próxima vez. Ou no carro que ele deixou debaixo da mesa da sala de jantar. Não vai atingir os teus objetivos e a prova está onde? No facto de o teres de mandar pensar numa nova situação e isso não mudar rigorosamente nada.

Ah! E ele pede desculpas depois de ir pensar? São desculpas a sério e sentidas? Vale a pena pensar nisso.



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